segunda-feira, julho 31, 2006

Vendas do comércio varejista crescem 7,32% em maio, aponta IBGE

As vendas do comércio varejista têm registrado crescimento desde dezembro de 2003, quando feita a comparação de cada mês com o mesmo período do ano anterior. Em maio deste ano, por exemplo, houve aumento de 7,32% em relação a maio de 2005. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na pesquisa mensal de comércio.

No período, sete dos oito setores avaliados pelo IBGE tiveram aumento nas vendas, com destaque para equipamentos de escritório e de informática, que apresentou crescimento de 44,5%; e móveis e eletrodomésticos, cujo aumento foi 19,02%. Apenas as vendas de combustível e lubrificantes apresentaram queda em maio deste ano na comparação com o mesmo período de 2005.

A pesquisa, feita em todo o Brasil, também comparou as vendas de maio com o mês de abril deste ano. Nesse caso, o aumento foi de 0,59%, devido, principalmente, ao setor de móveis e eletrodomésticos, que apresentou crescimento de 5,61%.

O economista Reinaldo Pereira, responsável pela divulgação do estudo, afirma que os crescimentos refletem a estabilidade da economia brasileira. "O ano de 2003 foi ruim para a economia, enquanto 2004 foi o ano de recuperação como um todo e do comércio varejista. O ano de 2005 manteve a tendência de 2004, com muitos fatores contribuindo para isso, como o crédito farto e a valorização do real frente ao dólar".

3 comentários:

Tiago Motta disse...

Que bom que os méritos do plano real e da estabilização do real são reconhecidos agora. Houve um tempo que Lula e o PT quase puseram tudo a perder. Agora há novemente o risco. Com o crescimento dos gastos públicos permanentes (14%) em comparação com o crescimento baixo de arrecadação (11%) o superavit público diminuirá e é ele que cria condições para a diminuição dos juros.

Anônimo disse...

Thiago,
o resultado da balança comercial, recém divulgado, aponta para superavit nas contas externas este ano para além de U$ 40 bi, portanto não se preocupe. O crescimento das despesas fez-se necessário para reaparelhar o Estado, desmontado pelo esquecível FHC. Fique tranquilo, pois o governo Lula não vai deixar acontecer de novo nem o populismo cambial de Gustavo Franco, tempouco aquela escandalosa relação dívida-PIB que o segundo mandato do coisa-ruim nos legou. Aprenda de uma vez por todas: agora tem gente que entendo do riscado cuidando da economia, tanto é que pagamos a conta de U$ 30 bi que o último governo pegou emprestado para cobrir o rombo causado pela inépcia e pela incompetência. Não se preocupe tb com os juros, tb já estão no menor patamar dos último 30 anos. E que fique claro. Lula estabilizou o Real.

Anônimo disse...

Está ali claro que em apenas oito anos (de 1996 a 2004), pessoas com renda mensal familiar de até dois salários mínimos passaram a destinar obrigatoriamente ao fisco, pela via da retenção tributária, nada menos que 48,9% da sua renda familiar.

Dito de outro modo, praticamente a metade da renda de quem ganha, por exemplo, R$ 525,00, ou um salário mínimo e meio, foi parar nos insondáveis cofres do setor público. Em 1996, a carga tributária total para aquele nível mais baixo de rendimento correspondia a 28,2% dos ganhos.

Já os mais ricos, com renda familiar acima de 30 salários mínimos, enfrentam hoje um peso sobre a renda de 26,3% na forma de recolhimento de tributos. Oito anos antes, a carga para esse grupo equivalia a 17,9% da renda. O incremento da tributação para as famílias mais ricas foi muito menor comparativamente aos grupos de menor renda, fazendo com que a carga média de tributos para uma família no grupo de menor renda seja o triplo daquela que incide sobre o de maior renda.


http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/opiniao/Pobres+pagam+mais+impostos,,,58,3823599.html