(Beth Carvalho é vice-presidente de honra do PDT, título dado carinhosamente por Brizola em seus governos.)
Estimado amigo Carlos Lupi, Presidente Nacional do PDT.
Cumprimentando-o cordialmente, quero expressar minha estranheza diante de notícias indicando que o PDT iria apoiar o candidato Geraldo Alckmin no segundo turno. Nada mais absurdo.
Seria como uma vergonhosa conciliação do trabalhismo com a UDN de hoje e de sempre, os que defendem os interesses estrangeiros no Brasil e que realizaram o maior processo de privatização e internacionalização de patrimônio público de que se tem notícia no mundo!
Se bem é verdade que o atual governo tem limites e erros, inclusive muitos de gravidade, seria uma infantilidade imaginar que o Alckmin, que acaba de privatizar por 1 bilhão de reais a Empresa de Transmissão de Energia Elétrica de São Paulo, avaliada em 11 bilhões, poderia algum dia ser aliado dos trabalhistas. Jamais! Vale registrar que nesta privatização, ocorrida em julho, o edital, estranhamente, proibiu a participação de empresas estatais brasileiras no leilão - e havia a COPEL do Paraná interessada - com o que uma empresa lucrativa terminou nas mãos de uma empresa estatal colombiana, cujo controle acionário, hoje, está em mãos de capital norte-americano. Esse é o Alckmin.
Os erros do governo Lula devem ser corrigidos urgentemente, tarefa da qual se ocupa hoje todos os movimentos sociais que também apóiam criticamente o atual governo, mas não se pode negar que houve algumas alterações políticas corretas e nada desprezíveis. A política externa brasileira, pela primeira vez em muitos anos, defende corretamente os interesses nacionais. Houve um freio no processo de privatização que estava em curso desde Collor de Mello, ampliou-se, ainda que timidamente, os investimentos em programas sociais, o protagonismo do estado começa a ser retomado, como por exemplo na recuperação da indústria naval, está em curso a recuperação do salário mínimo e os movimentos sociais deixaram de ser criminalizados. É claro que estes pontos positivos não esgotam a necessidade de um projeto de nação mais definido, tal como sempre nos lembrava constantemente o nosso saudoso Leonel Brizola. Porém, o candidato Alckmin é representante de um projeto rigorosamente antagônico a tudo o que o trabalhismo sempre defendeu e defende.
Entretanto, quero chamar a atenção para um aspecto que me parece importantíssimo na política do Governo Lula: a defesa da integração latino-americana! Não por acaso os EUA criticam constantemente o Itamaraty, como também a mídia controlada pelos anunciantes multinacionais. E esta integração latino-americana é estratégica para consolidar Cuba e Venezuela, para permitir uma autonomia dos países latino-americanos frente aos grilhões da política dos EUA, assim como, para garantir uma alternativa concreta, solidária e cooperativa, dos nossos povos diante da pressão estadunidense para impor a ALCA, que o candidato Alckmin já indicou ser defensor.
Não poderia deixar de falar no plano cultural há uma política pública, que, mesmo sendo aquém do necessário, ela prioriza a retomada do cinema brasileiro, o acesso do público a espetáculos musicais que circulam todo o país, como o Projeto Pixinguinha, a criação dos Pontos de Cultura junto a comunidades carentes. É claro que ainda falta uma mudança substancial na política de comunicação, mas quando se fez uma tentativa, com a proposta da Ancinav, os representantes do império e o coronelismo eletrônico tupiniquim, fizeram uma devastadora campanha de desconstrução da proposta, até que fosse retirada.
Neste sentido, não há o menor cabimento do PDT ter sequer dúvidas sobre quem apoiar: deve apoiar o companheiro Lula, numa aliança que inclui até mesmo Hugo Chávez, Nestor Kirchner e Evo Morales, os movimentos sociais, os intelectuais e artistas progressistas, a igreja popular, os sindicatos, o empresariado nacional. É isto o que está em jogo agora: Lula, com um projeto em construção, passível de ser corrigido e aprofundado, em defesa dos interesses populares e nacionais, e Alckmin, com o outro projeto, que favorece ao capital estrangeiro, à retomada do controle do estado pelos neoliberais levando o Brasil a um distanciamento da América Latina, à uma submissão à Washington, e uma volta à repressão aos movimentos sociais como se viu na triste era FHC, cuja meta, como lembram-se todos, era destruir a Era Vargas!
O PDT deve recomendar o voto em Lula e apresentar um programa com pontos programáticos trabalhistas a serem incluídos na política do próximo governo.
Saudações Brizolistas e trabalhistas.
Beth Carvalho
PS: Infelizmente o PDT optou pela neutralidade. Na minha opinião ficar neutro neste momento grave da história brasileira é, de fato, negar os ideais de Vargas, Brizola, Jango, Pasqualini e tantos outros trabalhistas. É omissão, é favorecer a direita.
Rio, 17/10/2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
Discurso do Augusto Boal lido no Canecao no Encontro de Lula com os artistas
Caras Companheiras e Caros Companheiros,
eu quero lembrar àqueles que são da minha idade - e quero revelar aos menorzinhos -, que errar faz muito bem à saúde... desde que se aprenda. Nós aprendemos muito, aprendemos que não podemos continuar errando os mesmos erros que erramos no nosso passado político. Nunca mais os erros de 64: nunca mais a divisão.
Como cada um de nós é uma unicidade, é natural que, mesmo quando pensamos a mesma coisa, pensemos essa mesma coisa de forma diferente. Cada gêmeo, cada família, cada torcedor de um mesmo time, cada membro de uma mesma associação antifascista, cada militante de cada partido político de esquerda, por mais que tenha, com os demais, um sólido denominador comum, pensa de forma diferente a mesma coisa igual. Isso é maravilhoso, é assim que se avança: cotejando opiniões, dialogando entre companheiros, manifestando dúvidas e hesitações.
Mas tem um porém: vezes há em que o combate se dualiza e o mundo se divide em duas metades: não existe terceira metade, não existe a terceira margem do rio. É lá ou cá. É este esse momento: ou cá ou lá!
Em 1964, a esquerda se dividiu em ALN, PCdoB, Var-Palmares, MR8, PCR e outros: um mais à esquerda, outro menos à esquerda; um, um pouco mais ou menos à esquerda, outro menos ou mais; uma esquerda assustada, timorata e temerosa, outra, afoita, destemida e corajuda. Eram tantas divisões e dissidências, dissidências das divisões e divisões das dissidências, divisões das divisões e dissidências das dissidências, que, nós, que éramos a maioria, que éramos todos contra a ditadura mas estávamos divididos, nós fomos vencidos. Todos. Perdemos para uma ditadura sólida, que também tinha nuances, inimizades, conflitos econômicos, mas eram todos ditadores. Perdemos e pagamos caro a derrota - no espírito e no corpo. Pagamos caro.
Hoje, só eu penso como eu, só Lula pensa como Lula, só cada um de nós pensa como cada um. Mas, mesmo pensando diferente, pensamos a mesma coisa: temos que derrotar esses adversários. Não para que sejamos vencedores - não há medalhas a distribuir, nem taças nem troféus -, mas para que vença o povo brasileiro.
Não por nossa causa, ou não apenas, mas pela causa dos países irmãos nossos vizinhos, pela causa dos países escravizados da África e de toda parte, globalizados, fagocitados pela potência hegemônica que dissemina a guerra inclemente e a pilhagem desavergonhada. Não por nossa causa, ou não apenas, mas pela causa dos pobres e miseráveis do mundo inteiro, inclusive dos países ricos, pois que lá também existem oprimidos, humilhados e ofendidos.
Não somos nós que radicalizamos: é a direita! Hoje, nós estamos diante de uma direita canibal - no sentido figurado, pois come as riquezas do Brasil, privatizando, privatizando, privatizando, e dizendo "Sou lobo feroz sim, porém... vegetariano!" A direita é também canibal no sentido literal, como aconteceu domingo no Leblon, quando alguns fascistas comeram um dedo de uma militante petista. E tiveram a sem-vergonhice de dizer que o comiam para que ela tivesse no corpo a marca do Lula. Foi o que disseram eles, e eu digo: se fosse necessário marcar no corpo a sua ideologia, então a direita teria que cortar, ela própria, não um dedo, mas suas cabeças vazias.
Eu não quero dizer nem peço, eu não peço nem penso que devemos esquecer as diferenças que temos. Temos que vencer a direita, sim, mas temos que continuar mobilizados depois da vitória.
Para vencer a direita não basta votar em Lula todos os que já são de esquerda: é preciso que nele votem também os mal informados: são esses que devemos conquistar. Temos que votar e multiplicar!
Na primeira posse de Lula houve um acidente e um incidente que ficaram gravados nos olhos da minha memória. O acidente foi o carro onde estava Lula quando ia tomar posse. O calhambeque, bonito carro de coleção, subia uma ladeirinha quando morreu o motor. O risco era que voltasse tudo pra trás, ladeira abaixo, com Lula dentro. O povo, o querido povão que estava lá, não hesitou: empurrou o carro que subiu ladeira acima e o povo ficou olhando o carro que se afastava.
Depois da posse, aconteceu o incidente: o povo queria ver de perto, abraçar o presidente, mas tinha pela frente um espelho d´água. Outra vez o povão não hesitou e, vestido como estava, mergulhou n´água, e foi lá para o palácio encharcado, pingando peixinho dourado, foi abraçar Lula, ou ver de perto.
Hoje, mais uma vez, mais do que nunca, não podemos hesitar: temos que mergulhar no espelho d'água, temos que empurrar o carro montanha acima, e temos que continuar empurrando depois da vitória, empurrando sempre, porque não é justo deixar que um homem só faça o trabalho que compete ao povo inteiro.
Nossa maior emoção política foi no dia em que paramos de gritar Lula Presidente e pudemos gritar Presidente Lula. Ele foi eleito, mas fomos nós que gritamos.
Lula, nós sempre estivemos do teu lado e, hoje, mais do que nunca, estamos com você! Mas de nós, Lula, você nunca mais vai se livrar. Assim seja!
(Augusto Boal, Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2006)
eu quero lembrar àqueles que são da minha idade - e quero revelar aos menorzinhos -, que errar faz muito bem à saúde... desde que se aprenda. Nós aprendemos muito, aprendemos que não podemos continuar errando os mesmos erros que erramos no nosso passado político. Nunca mais os erros de 64: nunca mais a divisão.
Como cada um de nós é uma unicidade, é natural que, mesmo quando pensamos a mesma coisa, pensemos essa mesma coisa de forma diferente. Cada gêmeo, cada família, cada torcedor de um mesmo time, cada membro de uma mesma associação antifascista, cada militante de cada partido político de esquerda, por mais que tenha, com os demais, um sólido denominador comum, pensa de forma diferente a mesma coisa igual. Isso é maravilhoso, é assim que se avança: cotejando opiniões, dialogando entre companheiros, manifestando dúvidas e hesitações.
Mas tem um porém: vezes há em que o combate se dualiza e o mundo se divide em duas metades: não existe terceira metade, não existe a terceira margem do rio. É lá ou cá. É este esse momento: ou cá ou lá!
Em 1964, a esquerda se dividiu em ALN, PCdoB, Var-Palmares, MR8, PCR e outros: um mais à esquerda, outro menos à esquerda; um, um pouco mais ou menos à esquerda, outro menos ou mais; uma esquerda assustada, timorata e temerosa, outra, afoita, destemida e corajuda. Eram tantas divisões e dissidências, dissidências das divisões e divisões das dissidências, divisões das divisões e dissidências das dissidências, que, nós, que éramos a maioria, que éramos todos contra a ditadura mas estávamos divididos, nós fomos vencidos. Todos. Perdemos para uma ditadura sólida, que também tinha nuances, inimizades, conflitos econômicos, mas eram todos ditadores. Perdemos e pagamos caro a derrota - no espírito e no corpo. Pagamos caro.
Hoje, só eu penso como eu, só Lula pensa como Lula, só cada um de nós pensa como cada um. Mas, mesmo pensando diferente, pensamos a mesma coisa: temos que derrotar esses adversários. Não para que sejamos vencedores - não há medalhas a distribuir, nem taças nem troféus -, mas para que vença o povo brasileiro.
Não por nossa causa, ou não apenas, mas pela causa dos países irmãos nossos vizinhos, pela causa dos países escravizados da África e de toda parte, globalizados, fagocitados pela potência hegemônica que dissemina a guerra inclemente e a pilhagem desavergonhada. Não por nossa causa, ou não apenas, mas pela causa dos pobres e miseráveis do mundo inteiro, inclusive dos países ricos, pois que lá também existem oprimidos, humilhados e ofendidos.
Não somos nós que radicalizamos: é a direita! Hoje, nós estamos diante de uma direita canibal - no sentido figurado, pois come as riquezas do Brasil, privatizando, privatizando, privatizando, e dizendo "Sou lobo feroz sim, porém... vegetariano!" A direita é também canibal no sentido literal, como aconteceu domingo no Leblon, quando alguns fascistas comeram um dedo de uma militante petista. E tiveram a sem-vergonhice de dizer que o comiam para que ela tivesse no corpo a marca do Lula. Foi o que disseram eles, e eu digo: se fosse necessário marcar no corpo a sua ideologia, então a direita teria que cortar, ela própria, não um dedo, mas suas cabeças vazias.
Eu não quero dizer nem peço, eu não peço nem penso que devemos esquecer as diferenças que temos. Temos que vencer a direita, sim, mas temos que continuar mobilizados depois da vitória.
Para vencer a direita não basta votar em Lula todos os que já são de esquerda: é preciso que nele votem também os mal informados: são esses que devemos conquistar. Temos que votar e multiplicar!
Na primeira posse de Lula houve um acidente e um incidente que ficaram gravados nos olhos da minha memória. O acidente foi o carro onde estava Lula quando ia tomar posse. O calhambeque, bonito carro de coleção, subia uma ladeirinha quando morreu o motor. O risco era que voltasse tudo pra trás, ladeira abaixo, com Lula dentro. O povo, o querido povão que estava lá, não hesitou: empurrou o carro que subiu ladeira acima e o povo ficou olhando o carro que se afastava.
Depois da posse, aconteceu o incidente: o povo queria ver de perto, abraçar o presidente, mas tinha pela frente um espelho d´água. Outra vez o povão não hesitou e, vestido como estava, mergulhou n´água, e foi lá para o palácio encharcado, pingando peixinho dourado, foi abraçar Lula, ou ver de perto.
Hoje, mais uma vez, mais do que nunca, não podemos hesitar: temos que mergulhar no espelho d'água, temos que empurrar o carro montanha acima, e temos que continuar empurrando depois da vitória, empurrando sempre, porque não é justo deixar que um homem só faça o trabalho que compete ao povo inteiro.
Nossa maior emoção política foi no dia em que paramos de gritar Lula Presidente e pudemos gritar Presidente Lula. Ele foi eleito, mas fomos nós que gritamos.
Lula, nós sempre estivemos do teu lado e, hoje, mais do que nunca, estamos com você! Mas de nós, Lula, você nunca mais vai se livrar. Assim seja!
(Augusto Boal, Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2006)
PSDB barra novamente a instalação de CPIs em SP
Em reunião do colégio de líderes da Assembléia Legislativa de São Paulo - Alesp, realizada nesta terça-feira (17), a bancada governista do PSDB/PFL impediu novamente a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito - CPIs paradas desde 2003.
Embora tenha uma decisão do Supremo Tribunal Federal - STF, desde agosto último, obrigando a imediata abertura das investigações sobre irregularidades do governo estadual, os líderes governistas manobraram para a suspensão de todos os trabalhos legislativos até o fim do segundo turno das eleições presidenciais.
O presidente da Alesp, deputado Rodrigo Garcia (PFL), alega falta de entendimento entre os líderes para definir a ordem de instalação das 69 CPI's paradas desde o início do governo Alckmin. Segundo Garcia, a possibilidade de nominar as cinco primeiras da fila é improdutivo pois não há apelo social. A alternativa seria um acordo entre os principais partidos do governo e oposição, mas é exatamente esta a estratégia governista para a proibição da investigação dos delitos do governo. Outra alternativa proposta por Garcia é "zerar o jogo", ou seja, arquivam-se todos os pedidos até hoje e recomeçam o pedido de recolhimento de 1/3 das assinaturas dos deputados para a imediata instalação de novas CPIs.
O líder do PT, deputado Enio Tatto, propôs que a oposição pudesse indicar dois pedidos de investigação que estão na ordem do dia: as investigações de irregularidades do CDHU e da Nossa Caixa. Os dois assuntos são caros para os tucanos, pois demonstram sérias demonstrações de malversação e corrupção dos recursos públicos a partir de contratos ilícitos executados durante o governo Geraldo Alckmin.
Para o líder do PCdoB, deputado Nivaldo Santana, os partidos que dão sustentação ao governo estadual levarão o impasse até as últimas conseqüências para impedir toda e qualquer investigação do atual governo. Segundo Santana, a determinação regimental da Alesp, mesmo inconstitucional como determinou o STF, é passível de manobra pela correlação de forças das bancadas.
O presidente da Alesp, deputado Rodrigo Garcia, em entrevista ao programa "De Olho no Voto", da TV Cultura, reafirmou que o não entendimento entre os líderes pode forçar o arquivamento de todas os pedidos de CPIs com o fim da atual legislatura.
O PSDB/PFL, com o apoio do PPS e PTB, conseguem com esta manobra regimental, impedir que a sociedade paulista exerça a função de verificação e punição de possíveis irregularidades e abusos de poder do atual governo tucano-pefelista. Irregularidades como a privatização do setor energético paulista, os desvios de recursos da CDHU, o superfaturamento das obras do Rodoanel e do rebaixamento da Calha do Rio Tietê, os desmandos e as condições subumanas da Febem e a crise da segurança pública de São Paulo podem ficar sem respostas.
A oposição tentará, ainda antes do final das eleições, buscar alternativas para desobstruir a manobra tucana-pefelista para exercer o legítimo direito de minoria em apurar todos os fatos irregulares. Para isto utilizará todos os instrumentos legais previstos em lei.
(Rodrigo Carvalho, para o portal http://www.vermelho.org.br)
Embora tenha uma decisão do Supremo Tribunal Federal - STF, desde agosto último, obrigando a imediata abertura das investigações sobre irregularidades do governo estadual, os líderes governistas manobraram para a suspensão de todos os trabalhos legislativos até o fim do segundo turno das eleições presidenciais.
O presidente da Alesp, deputado Rodrigo Garcia (PFL), alega falta de entendimento entre os líderes para definir a ordem de instalação das 69 CPI's paradas desde o início do governo Alckmin. Segundo Garcia, a possibilidade de nominar as cinco primeiras da fila é improdutivo pois não há apelo social. A alternativa seria um acordo entre os principais partidos do governo e oposição, mas é exatamente esta a estratégia governista para a proibição da investigação dos delitos do governo. Outra alternativa proposta por Garcia é "zerar o jogo", ou seja, arquivam-se todos os pedidos até hoje e recomeçam o pedido de recolhimento de 1/3 das assinaturas dos deputados para a imediata instalação de novas CPIs.
O líder do PT, deputado Enio Tatto, propôs que a oposição pudesse indicar dois pedidos de investigação que estão na ordem do dia: as investigações de irregularidades do CDHU e da Nossa Caixa. Os dois assuntos são caros para os tucanos, pois demonstram sérias demonstrações de malversação e corrupção dos recursos públicos a partir de contratos ilícitos executados durante o governo Geraldo Alckmin.
Para o líder do PCdoB, deputado Nivaldo Santana, os partidos que dão sustentação ao governo estadual levarão o impasse até as últimas conseqüências para impedir toda e qualquer investigação do atual governo. Segundo Santana, a determinação regimental da Alesp, mesmo inconstitucional como determinou o STF, é passível de manobra pela correlação de forças das bancadas.
O presidente da Alesp, deputado Rodrigo Garcia, em entrevista ao programa "De Olho no Voto", da TV Cultura, reafirmou que o não entendimento entre os líderes pode forçar o arquivamento de todas os pedidos de CPIs com o fim da atual legislatura.
O PSDB/PFL, com o apoio do PPS e PTB, conseguem com esta manobra regimental, impedir que a sociedade paulista exerça a função de verificação e punição de possíveis irregularidades e abusos de poder do atual governo tucano-pefelista. Irregularidades como a privatização do setor energético paulista, os desvios de recursos da CDHU, o superfaturamento das obras do Rodoanel e do rebaixamento da Calha do Rio Tietê, os desmandos e as condições subumanas da Febem e a crise da segurança pública de São Paulo podem ficar sem respostas.
A oposição tentará, ainda antes do final das eleições, buscar alternativas para desobstruir a manobra tucana-pefelista para exercer o legítimo direito de minoria em apurar todos os fatos irregulares. Para isto utilizará todos os instrumentos legais previstos em lei.
(Rodrigo Carvalho, para o portal http://www.vermelho.org.br)
Divulgada a fatídica gravação da conversa do delegado Bruno com os repórteres
O site Conversa Fiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, disponibilizou ontem o áudio com a conversa gravada entre o delegado Bruno e os quatro jornalistas que receberam as fotos do dinheiro. Clique aqui para ouvir a gravação e veja a reprodução do texto aqui.
Enquanto isso, no blog do Mino Carta, vemos que o fundo do poço é sempre mais embaixo, e mesmo assim geralmente existe um ralo pra descer mais:
"Paulo Henrique Amorim divulga em seu blog, no iG, a transcrição da gravação da conversa do delegado Bruno com os repórteres da Globo, Folha, Estadão, O Globo e Jovem Pan. Naquela fatídica véspera do primeiro turno, quando o Jornal Nacional divulgou a foto do dinheiro do dossiê, antecipando a imagem à noticia do acidente com o avião da Gol. Ali morreram 154 pessoas, mas a turma do plim-plim achou a foto da lavra do próprio Bruno mais importante. Aqui vai outra informação das mais representativas dos comportamentos globais. No dia 28 de setembro, o infatigável delegado entregou as fotos ao repórter da Globo que atende pelo sobrenome de Tralli, o qual, solerte, as entregou aos superiores. Logo a emissora tomou a decisão de evitar ser acusada de repetir a ação golpista perpetrada contra Lula em 1989, na vergonhosa manipulação do debate com Collor. Donde, sugeriu ao Bruno que chamasse os repórteres de outros jornais e emissoras, e que repartisse o tesouro entre eles. Diligente, o delegado atendeu a sugestão no dia seguinte."
Enquanto isso, no blog do Mino Carta, vemos que o fundo do poço é sempre mais embaixo, e mesmo assim geralmente existe um ralo pra descer mais:
"Paulo Henrique Amorim divulga em seu blog, no iG, a transcrição da gravação da conversa do delegado Bruno com os repórteres da Globo, Folha, Estadão, O Globo e Jovem Pan. Naquela fatídica véspera do primeiro turno, quando o Jornal Nacional divulgou a foto do dinheiro do dossiê, antecipando a imagem à noticia do acidente com o avião da Gol. Ali morreram 154 pessoas, mas a turma do plim-plim achou a foto da lavra do próprio Bruno mais importante. Aqui vai outra informação das mais representativas dos comportamentos globais. No dia 28 de setembro, o infatigável delegado entregou as fotos ao repórter da Globo que atende pelo sobrenome de Tralli, o qual, solerte, as entregou aos superiores. Logo a emissora tomou a decisão de evitar ser acusada de repetir a ação golpista perpetrada contra Lula em 1989, na vergonhosa manipulação do debate com Collor. Donde, sugeriu ao Bruno que chamasse os repórteres de outros jornais e emissoras, e que repartisse o tesouro entre eles. Diligente, o delegado atendeu a sugestão no dia seguinte."
Coordenação da campanha diz que irá para a ofensiva contra "tapetão"
A coordenação da campanha Lula denunciou hoje (ontem, 17/10) uma manobra da oposição que coloca em risco as instituições democráticas brasileiras. Ao tentar mobilizar a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outras instituições contra a Polícia Federal - se utilizando, para isso, de informações falsas e fatos requentados - os adversários políticos de Lula estão criando um clima de instabilidade no processo eleitoral que pode levar à tentativa de "fraudar a vontade popular".
A denúncia foi feita pelo coordenador-geral da campanha Lula, Marco Aurélio Garcia, e pelos governadores eleitos pelo PT, Jaques Wagner (Bahia) e Marcelo Déda (Sergipe), em entrevista coletiva à imprensa nesta segunda-feira, em Brasília. "O fato objetivo é que a oposição está tentando mirar no presidente Lula e está acertando na democracia brasileira", acusou Déda.
Parte dessa operação foi desencadeada pela revista Veja, que, na edição desta semana, requentou informações - a maioria delas fantasiosas, sem nenhuma base na realidade -, para animar setores da oposição a retomar acusações levianas contra a candidatura Lula. Utilizando-se dessas "informações", representantes de partidos de oposição se reuniram nesta segunda-feira para traçar estratégia contra a Polícia Federal, tentando envolver o Congresso, o Judiciário e a OAB em tal manobra.
"Eles estão envolvendo a OAB não para colaborar com um processo democrático, mas para colocá-la em rota de choque com outra instituição democrática, que é a PF, sem nenhum dado ou prova. Sem nenhum fato objetivo", disse o governador eleito de Sergipe, para quem a oposição está sofrendo de "pesquisite aguda" - uma síndrome que às vezes acomete os políticos que estão diante de pesquisas que lhe são amplamente desfavoráveis, explicou Déda. "O PSDB, o PFL e os seus aliados estão agora vivendo um caso clássico dessa patologia política."
Segundo Marco Aurélio Garcia, a campanha não aceitará passivamente a tentativa de setores da oposição de "vencer no tapetão" e atuará para preservar a vontade popular. Ele ressaltou que todas as investigações necessárias estão sendo feitas. "Não se pode lançar um manto sobre as instituições da República para tentar mirar contra essas próprias instituições e fraudar a vontade popular. Esta posição passará", afirmou.
Para marcar um posicionamento claro da campanha, o coordenador reunirá nesta terça-feira, às 9h, representantes dos partidos coligados e aliados, em Brasília. Por seu lado, os governadores petistas recém-eleitos também farão conversas com os demais governadores - sejam da situação ou da oposição - para alertar sobre o risco dessa manobra perigosa.
Jaques Wagner anunciou que procurará outros governadores, inclusive José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). "Quem é governador eleito quer pensar após 29 de outubro. Quer pensar na estabilidade democrática e na governabilidade do país. Por isso, vamos convocar outros companheiros já eleitos no primeiro turno. Vou procurar Serra e Aécio, sim, para saber se o país que eles querem receber é o país que eles estão produzindo com esse grau de suspeição sobre tudo e sobre todos. Isso é uma irresponsabilidade. É leviandade, oportunismo, desespero eleitoreiro do PSDB e PFL pegar o patrimônio de uma Nação, que é exemplo de processo eleitoral do mundo inteiro, e querer levantar lebre para tentar virar o jogo e ganhar na mão grande. Na mão grande, não vão ganhar", disse Jaques Wagner.
Ações judiciais
Marco Aurélio Garcia anunciou que autorizou o departamento jurídico da campanha a tomar as medidas cabíveis contra reportagens da revista Veja desta semana - "que serão muitas", segundo Garcia, inclusive contra ele próprio, caracterizado como "Bin Laden" pela revista.
A denúncia foi feita pelo coordenador-geral da campanha Lula, Marco Aurélio Garcia, e pelos governadores eleitos pelo PT, Jaques Wagner (Bahia) e Marcelo Déda (Sergipe), em entrevista coletiva à imprensa nesta segunda-feira, em Brasília. "O fato objetivo é que a oposição está tentando mirar no presidente Lula e está acertando na democracia brasileira", acusou Déda.
Parte dessa operação foi desencadeada pela revista Veja, que, na edição desta semana, requentou informações - a maioria delas fantasiosas, sem nenhuma base na realidade -, para animar setores da oposição a retomar acusações levianas contra a candidatura Lula. Utilizando-se dessas "informações", representantes de partidos de oposição se reuniram nesta segunda-feira para traçar estratégia contra a Polícia Federal, tentando envolver o Congresso, o Judiciário e a OAB em tal manobra.
"Eles estão envolvendo a OAB não para colaborar com um processo democrático, mas para colocá-la em rota de choque com outra instituição democrática, que é a PF, sem nenhum dado ou prova. Sem nenhum fato objetivo", disse o governador eleito de Sergipe, para quem a oposição está sofrendo de "pesquisite aguda" - uma síndrome que às vezes acomete os políticos que estão diante de pesquisas que lhe são amplamente desfavoráveis, explicou Déda. "O PSDB, o PFL e os seus aliados estão agora vivendo um caso clássico dessa patologia política."
Segundo Marco Aurélio Garcia, a campanha não aceitará passivamente a tentativa de setores da oposição de "vencer no tapetão" e atuará para preservar a vontade popular. Ele ressaltou que todas as investigações necessárias estão sendo feitas. "Não se pode lançar um manto sobre as instituições da República para tentar mirar contra essas próprias instituições e fraudar a vontade popular. Esta posição passará", afirmou.
Para marcar um posicionamento claro da campanha, o coordenador reunirá nesta terça-feira, às 9h, representantes dos partidos coligados e aliados, em Brasília. Por seu lado, os governadores petistas recém-eleitos também farão conversas com os demais governadores - sejam da situação ou da oposição - para alertar sobre o risco dessa manobra perigosa.
Jaques Wagner anunciou que procurará outros governadores, inclusive José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). "Quem é governador eleito quer pensar após 29 de outubro. Quer pensar na estabilidade democrática e na governabilidade do país. Por isso, vamos convocar outros companheiros já eleitos no primeiro turno. Vou procurar Serra e Aécio, sim, para saber se o país que eles querem receber é o país que eles estão produzindo com esse grau de suspeição sobre tudo e sobre todos. Isso é uma irresponsabilidade. É leviandade, oportunismo, desespero eleitoreiro do PSDB e PFL pegar o patrimônio de uma Nação, que é exemplo de processo eleitoral do mundo inteiro, e querer levantar lebre para tentar virar o jogo e ganhar na mão grande. Na mão grande, não vão ganhar", disse Jaques Wagner.
Ações judiciais
Marco Aurélio Garcia anunciou que autorizou o departamento jurídico da campanha a tomar as medidas cabíveis contra reportagens da revista Veja desta semana - "que serão muitas", segundo Garcia, inclusive contra ele próprio, caracterizado como "Bin Laden" pela revista.
Saindo da escuridão
A explicação que Alckmin deu para o "apagão" - nome popular para a crise de energia elétrica, desencadeada em 2001, durante o governo FHC - é meteorológica: culpa da falta de chuvas.
A causa real do apagão foi outra. A culpa é da falta de investimentos na expansão da geração e transmissão de energia elétrica. Os investimentos no setor foram reduzidos de R$13 bilhões ao ano, nos anos 1980, para R$7 bilhões ao ano, nos anos 1990.
Para agravar a situação, o governo FHC desorganizou o setor elétrico brasileiro. Sucateou e privatizou as empresas estatais que atuavam na área. E reduziu o papel que o Estado tinha no planejamento do setor.
Apesar de advertido diversas vezes por especialistas, por movimentos sociais e pelos partidos de esquerda, o governo de FHC deixou a situação se deteriorar. O apagão, portanto, é o resultado do casamento do governo FHC com o neoliberalismo.
Herança maldita
Ao assumir, o governo Lula encontrou o setor elétrico mergulhado em uma profunda crise. Frente a esta situação, o governo Lula adotou um conjunto de ações. Entre elas, a ampliação dos investimentos na geração de energia.
Segundo dados divulgados por Demian Fiocca, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre 2003 e 2006 foram aprovados investimentos de R$13,2 bilhões no setor energético, dos quais já foram liberados R$7,6 bilhões, beneficiando um total de 62 projetos ou o equivalente a 10,4GW.
Luz para todos
Outro componente da herança maldita recebida pelo governo Lula foi a existência de milhões de famílias sem acesso à energia elétrica em suas casas.
Para superar esta situação, o presidente Lula lançou, em 11 de novembro de 2003, o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica, conhecido como "Luz para Todos". Trata-se do maior programa de eletrificação rural do mundo.
Já foram realizadas mais de 838.538 ligações, atendendo 4.192.690 pessoas e gerando 100 mil novos empregos. Estão em andamento 167.460 novas ligações, que atenderão 837.300 pessoas. A meta para 2008 prevê atender um total de 12,5 milhões de pessoas.
Essa empreitada tem um significado épico, que só encontra paralelo em grandes feitos como a alfabetização, a reforma sanitária e a reforma agrária. Basta dizer que o governo FHC deixou o país com mais de 29 mil escolas públicas sem energia elétrica, muitas das quais já estão sendo atendidas pelo Programa "Luz para Todos"!
Claro que a universalização da energia elétrica resolve apenas uma das facetas da miséria. Mas é um passo importante que se choca com o total desinteresse das elites pelos processos de inclusão social. Estas elites, tucanos e pefelistas incluídos, encaram o investimento social como "despesa", "custo", "prejuízo" enfim.
Na campanha eleitoral, confrontam-se dois projetos de país, um conservador e neoliberal, outro democrático e popular. Um quer deixar a população pobre brasileira na escuridão, outro quer continuar o grande programa de inclusão elétrica.
Portanto, ao escolher Lula para presidente por mais quatro anos, o povo estará reafirmando o seu desejo de retirar da escuridão mais de 8 milhões de brasileiros.
A causa real do apagão foi outra. A culpa é da falta de investimentos na expansão da geração e transmissão de energia elétrica. Os investimentos no setor foram reduzidos de R$13 bilhões ao ano, nos anos 1980, para R$7 bilhões ao ano, nos anos 1990.
Para agravar a situação, o governo FHC desorganizou o setor elétrico brasileiro. Sucateou e privatizou as empresas estatais que atuavam na área. E reduziu o papel que o Estado tinha no planejamento do setor.
Apesar de advertido diversas vezes por especialistas, por movimentos sociais e pelos partidos de esquerda, o governo de FHC deixou a situação se deteriorar. O apagão, portanto, é o resultado do casamento do governo FHC com o neoliberalismo.
Herança maldita
Ao assumir, o governo Lula encontrou o setor elétrico mergulhado em uma profunda crise. Frente a esta situação, o governo Lula adotou um conjunto de ações. Entre elas, a ampliação dos investimentos na geração de energia.
Segundo dados divulgados por Demian Fiocca, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre 2003 e 2006 foram aprovados investimentos de R$13,2 bilhões no setor energético, dos quais já foram liberados R$7,6 bilhões, beneficiando um total de 62 projetos ou o equivalente a 10,4GW.
Luz para todos
Outro componente da herança maldita recebida pelo governo Lula foi a existência de milhões de famílias sem acesso à energia elétrica em suas casas.
Para superar esta situação, o presidente Lula lançou, em 11 de novembro de 2003, o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica, conhecido como "Luz para Todos". Trata-se do maior programa de eletrificação rural do mundo.
Já foram realizadas mais de 838.538 ligações, atendendo 4.192.690 pessoas e gerando 100 mil novos empregos. Estão em andamento 167.460 novas ligações, que atenderão 837.300 pessoas. A meta para 2008 prevê atender um total de 12,5 milhões de pessoas.
Essa empreitada tem um significado épico, que só encontra paralelo em grandes feitos como a alfabetização, a reforma sanitária e a reforma agrária. Basta dizer que o governo FHC deixou o país com mais de 29 mil escolas públicas sem energia elétrica, muitas das quais já estão sendo atendidas pelo Programa "Luz para Todos"!
Claro que a universalização da energia elétrica resolve apenas uma das facetas da miséria. Mas é um passo importante que se choca com o total desinteresse das elites pelos processos de inclusão social. Estas elites, tucanos e pefelistas incluídos, encaram o investimento social como "despesa", "custo", "prejuízo" enfim.
Na campanha eleitoral, confrontam-se dois projetos de país, um conservador e neoliberal, outro democrático e popular. Um quer deixar a população pobre brasileira na escuridão, outro quer continuar o grande programa de inclusão elétrica.
Portanto, ao escolher Lula para presidente por mais quatro anos, o povo estará reafirmando o seu desejo de retirar da escuridão mais de 8 milhões de brasileiros.
terça-feira, outubro 17, 2006
Lula abre 20% de vantagem sobre Al-Qmin
Faltando 12 dias para o segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, tem 57% das intenções de voto, ou 19 pontos à frente do candidato Geraldo Alckmin (PSDB), com 38%. Os números constam de pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira no Jornal Nacional.
Em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, Lula cresce na preferência do eleitor e amplia a vantagem na consulta estimulada de 11 para 19 pontos.
Os votos nulos e brancos somam 3%, e os indecisos são 3%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Se forem considerados apenas os votos válidos, o placar é de 60% a 40%, uma diferença de 20 pontos pró-Lula, quase o dobro da vantagem registrada anteriormente nos votos válidos (56% a 44%, ou 12 pontos).
Foram entrevistados 7.133 eleitores nos dias 16 e 17, ontem e hoje, em 348 municípios de 25 unidades da federação. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 22.427/2006.
Este é o terceiro levantamento do Datafolha realizado no segundo turno para a disputa presidencial, e o primeiro a captar os efeitos da retomada da propaganda eleitoral gratuita, que voltou ao rádio e à TV na quinta-feira passada, dia 12. No Datafolha anterior, produzido em 10 de outubro, dois dias após o debate na TV Bandeirantes, Lula obteve 51% das intenções de voto, ou 11 pontos percentuais à frente de Alckmin, com 40%.
Estes números já apontavam para uma ampliação da vantagem do candidato petista em relação à primeira pesquisa Datafolha, que ouviu os eleitores entre 5 e 6 de outubro, no final da semana do primeiro turno. Neste, Lula tinha 50% dos votos e Alckmin, 43% (diferença de sete pontos percentuais).
Na semana passada, também os institutos Ibope e Vox Populi realizaram pesquisas. Ambas detectaram vantagens semelhantes de Lula sobre Alckmin: 12 pontos no Ibope (52% a 40%) e 10 pontos no Vox Populi (51% a 41%).
Da Folha Online
Em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, Lula cresce na preferência do eleitor e amplia a vantagem na consulta estimulada de 11 para 19 pontos.
Os votos nulos e brancos somam 3%, e os indecisos são 3%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Se forem considerados apenas os votos válidos, o placar é de 60% a 40%, uma diferença de 20 pontos pró-Lula, quase o dobro da vantagem registrada anteriormente nos votos válidos (56% a 44%, ou 12 pontos).
Foram entrevistados 7.133 eleitores nos dias 16 e 17, ontem e hoje, em 348 municípios de 25 unidades da federação. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 22.427/2006.
Este é o terceiro levantamento do Datafolha realizado no segundo turno para a disputa presidencial, e o primeiro a captar os efeitos da retomada da propaganda eleitoral gratuita, que voltou ao rádio e à TV na quinta-feira passada, dia 12. No Datafolha anterior, produzido em 10 de outubro, dois dias após o debate na TV Bandeirantes, Lula obteve 51% das intenções de voto, ou 11 pontos percentuais à frente de Alckmin, com 40%.
Estes números já apontavam para uma ampliação da vantagem do candidato petista em relação à primeira pesquisa Datafolha, que ouviu os eleitores entre 5 e 6 de outubro, no final da semana do primeiro turno. Neste, Lula tinha 50% dos votos e Alckmin, 43% (diferença de sete pontos percentuais).
Na semana passada, também os institutos Ibope e Vox Populi realizaram pesquisas. Ambas detectaram vantagens semelhantes de Lula sobre Alckmin: 12 pontos no Ibope (52% a 40%) e 10 pontos no Vox Populi (51% a 41%).
Da Folha Online
Afinal, por quê a grande mídia "preferiria" Alckmin presidente?
O amigo Marcelo Carota, vulgo Pirata, em seu blog AntiGolpe, fornece uma resposta bem clara e completa à pergunta acima, que não geralmente costuma aparecer quando vêm à tona fatos como os revelados na reportagem desta semana da revista Carta Capital (em pdf, aqui). Vejam o que ele diz:
"Em 2.000, o governador reeleito aecinho neves (PSDB-MG) era presidente da câmara dos deputados. À época, mobilizou todo o congresso à votação, em "urgência urgentíssima", da lei de nr. 222, que permite a entrada de até 30% de capital estrangeiro nos grupos nativos de comunicação. A única reportagem a respeito foi feita pela mesma Carta Capital, com direito a uma foto em que representantes dos civita (revista see, como se diz na daslu), dos frias (falha de SP), dos mesquita (estaticão de SP), dos marinho (grobo) e outros pediam, qual mendigos, ajuda ao pimpão aecinho. Foi aprovada a lei, salvando o couro de $inhá, mas, dois anos depois, $erra (PSDB-SP), que chato, perdeu a eleição presidencial, pondo fim ao plano idealizado pelo finado serjão motta de, com efeagacê, dar início a um período de 20 anos de comando do país pelo PSDB. Que sonhos de $inhá mídia a derrota de $erra destruiu não se pode afirmar, mas pode-se deduzir.
* Em tempo: aecinho, por seu turno, nada tem do que reclamar. Por duas vezes, em 2.002 e agora, elegeu-se graças ao maciço apoio de $inhá, especialmente na omissão de seus, dele, podres.
Foi no governo de éfeagacê (PSDB-SP), também em 2.000, que a grobo tomou emprestado R$800 milhões para pagamento de parte de sua impagável dívida de U$3,5 bilhões. No caso, era para saldar uma dívida com um grupo italiano que aparelhou a groboníus, e cujo não pagamento implicaria na saída do canal do ar. Via BNDES - ou seja, com NOSSO dinheiro -, éfeagacê liberou o empréstimo, e mais: nem se falou em pagamento; afinal, com mais de uma década de PSDB no governo, como planejado, quem haveria de se importar com essa merreca? Mas $erra não ganhou, apesar de todo empenho da grobo em mostrar - ora, veja você - uma "montanha de dinheiro" no escritório de roseana sarney (o que a liquidou do pleito de então), com o que os marinho passaram, finalmente, a se preocupar com as conseqüências de um calote.
Com a lei que aecinho neves fez aprovar, a revista veja vendeu, de pronto, 13% de suas ações ao grupo venezuelano sisneros, comandado por inimigos de morte de Hugo Chávez (com o que torna-se claro o porquê da revista referir-se de forma tão simpática a Chávez). Anos depois, recentemente, a revista fez estardalhaço da venda de 30% de suas ações a um grupo sul-africano de comunicação, composto pela fina flor dos promotores do apartheid naquele país. Opa! Alguém fez a soma: 13% + 30% = 43% de ações vendidas, 13% acima, portanto, do que permite a lei. Até hoje, veja tenta emplacar a conversa de que os 30% comprados pelos sul-africanos já compreendem a parte vendida aos venezuelanos, mas procuradores de São Paulo, felizmente, insistem em não acreditar em veja, seguindo na incômoda investigação - incômodo este que não pode ser eliminado pelo chapa de veja, alberto goldman, do PSDB-SP, eleito vice-governador de $erra, que tantos favores deve à veja, que, afinal, só em uma sua campanha à câmara colaborou com R$50 mil. Pra acabar o incômodo, só mesmo em outra e maior "esfera", e adivinhe quem poderá ajudar a revista?
Em recente entrevista ao sítio Comunique-se, octavinho frias, da falha de são paulo, revelou, depois de participar de um congresso latino-americano de comunicação, que todos os donos de jornais deste continente já planejam para breve a distribuição gratuita de suas folhas, que, portanto, terão de ser sustentadas apenas por anunciantes (e imagine o catálogo em que se transformará um jornal), posto que quase ninguém mais as compra, parte devido a uébi, parte (maior) porque não tem grana mesmo. Numa outra entrevista - para o sítio do curso master em jornalismo, mantido por carlos alberto di franco, numerário da opus dei e uma espécie de "guru espiritual" de geraldinho alckmin, além de mentor na formação de editores para quase todos os veículos midiáticos deste país -, o mesmo octavinho revela que o que, hoje, tem pago as contas dos jornais são os tablóides sensacionalistas, aqueles, você sabe, cujas boas vendas se devem muito mais aos cupons de sorteio de casas do que ao seu, digamos, "conteúdo" - curiosamente, geraldinho, em seus programas eleitorais, tem manifestado um imenso orgulho de sorteios semelhantes que promoveu quando governador de São Paulo. O sílvio santos que se cuide...
Com a eleição de $erra para o governo de São Paulo, os frias respiraram um pouco mais aliviados - afinal, $erra é amigo pessoal de luiz frias, mas só mesmo uma outra eleição é que poderá, quem sabe, animar a portugal telecom a retomar uma certa conversa, interrompida pelo boquirroto roberto jefferson, que teve passe livre para jogar merda no ventilador, mas se esqueceu de que apenas contra Lula...
Estes são só alguns poucos exemplos que comprovam o óbvio: ou o PSDB que tanto ajudou $inhá mídia retorna para cumprir "aquele plano", ou todos, sem exceção, terão problema$. Natural, portanto, que, desesperados, estejam a desferir, diária e sistematicamente, tantos e tão violentos GOLPES contra tudo e contra todos que possam representar a menor ameaça ao êxito "daquele" plano e de outros mais, todos de ordem particular. Têm, em seu favor, divergências comerciais à parte, uma coesão invejável na defesa de seus interesses. O que não é natural, penso, é a NOSSA APATIA, ou essa nossa resignação ao berro, e é abominável essa nossa mania de nos mantermos, sempre, desunidos."
Ao final do seu post, o Pirata dá a dica que traz não a solução, mas um importante primeiro passo: o link para um manifesto por uma mídia democrática e independente, um abaixo assinado via internet para ser enviado ao Ministério Público Eleitoral. Agora, inicinho de terça, o manifesto possui cerca de 2200 assinaturas - uma delas a minha. É verdade que é muita assinatura, mas eu ainda acho pouco diante da importância do que é reivindicado. Então vá lá, leia, se concordar assine e divulgue para seus conhecidos. Essa é uma discussão importantíssima, que ultrapassa em muito os interesses eleitorais do momento atual e deve ser uma bandeira permanente para todos os brasileiros que, independente do voto, tenham um compromisso pessoal com a ética e a verdade!
"Em 2.000, o governador reeleito aecinho neves (PSDB-MG) era presidente da câmara dos deputados. À época, mobilizou todo o congresso à votação, em "urgência urgentíssima", da lei de nr. 222, que permite a entrada de até 30% de capital estrangeiro nos grupos nativos de comunicação. A única reportagem a respeito foi feita pela mesma Carta Capital, com direito a uma foto em que representantes dos civita (revista see, como se diz na daslu), dos frias (falha de SP), dos mesquita (estaticão de SP), dos marinho (grobo) e outros pediam, qual mendigos, ajuda ao pimpão aecinho. Foi aprovada a lei, salvando o couro de $inhá, mas, dois anos depois, $erra (PSDB-SP), que chato, perdeu a eleição presidencial, pondo fim ao plano idealizado pelo finado serjão motta de, com efeagacê, dar início a um período de 20 anos de comando do país pelo PSDB. Que sonhos de $inhá mídia a derrota de $erra destruiu não se pode afirmar, mas pode-se deduzir.
* Em tempo: aecinho, por seu turno, nada tem do que reclamar. Por duas vezes, em 2.002 e agora, elegeu-se graças ao maciço apoio de $inhá, especialmente na omissão de seus, dele, podres.
Foi no governo de éfeagacê (PSDB-SP), também em 2.000, que a grobo tomou emprestado R$800 milhões para pagamento de parte de sua impagável dívida de U$3,5 bilhões. No caso, era para saldar uma dívida com um grupo italiano que aparelhou a groboníus, e cujo não pagamento implicaria na saída do canal do ar. Via BNDES - ou seja, com NOSSO dinheiro -, éfeagacê liberou o empréstimo, e mais: nem se falou em pagamento; afinal, com mais de uma década de PSDB no governo, como planejado, quem haveria de se importar com essa merreca? Mas $erra não ganhou, apesar de todo empenho da grobo em mostrar - ora, veja você - uma "montanha de dinheiro" no escritório de roseana sarney (o que a liquidou do pleito de então), com o que os marinho passaram, finalmente, a se preocupar com as conseqüências de um calote.
Com a lei que aecinho neves fez aprovar, a revista veja vendeu, de pronto, 13% de suas ações ao grupo venezuelano sisneros, comandado por inimigos de morte de Hugo Chávez (com o que torna-se claro o porquê da revista referir-se de forma tão simpática a Chávez). Anos depois, recentemente, a revista fez estardalhaço da venda de 30% de suas ações a um grupo sul-africano de comunicação, composto pela fina flor dos promotores do apartheid naquele país. Opa! Alguém fez a soma: 13% + 30% = 43% de ações vendidas, 13% acima, portanto, do que permite a lei. Até hoje, veja tenta emplacar a conversa de que os 30% comprados pelos sul-africanos já compreendem a parte vendida aos venezuelanos, mas procuradores de São Paulo, felizmente, insistem em não acreditar em veja, seguindo na incômoda investigação - incômodo este que não pode ser eliminado pelo chapa de veja, alberto goldman, do PSDB-SP, eleito vice-governador de $erra, que tantos favores deve à veja, que, afinal, só em uma sua campanha à câmara colaborou com R$50 mil. Pra acabar o incômodo, só mesmo em outra e maior "esfera", e adivinhe quem poderá ajudar a revista?
Em recente entrevista ao sítio Comunique-se, octavinho frias, da falha de são paulo, revelou, depois de participar de um congresso latino-americano de comunicação, que todos os donos de jornais deste continente já planejam para breve a distribuição gratuita de suas folhas, que, portanto, terão de ser sustentadas apenas por anunciantes (e imagine o catálogo em que se transformará um jornal), posto que quase ninguém mais as compra, parte devido a uébi, parte (maior) porque não tem grana mesmo. Numa outra entrevista - para o sítio do curso master em jornalismo, mantido por carlos alberto di franco, numerário da opus dei e uma espécie de "guru espiritual" de geraldinho alckmin, além de mentor na formação de editores para quase todos os veículos midiáticos deste país -, o mesmo octavinho revela que o que, hoje, tem pago as contas dos jornais são os tablóides sensacionalistas, aqueles, você sabe, cujas boas vendas se devem muito mais aos cupons de sorteio de casas do que ao seu, digamos, "conteúdo" - curiosamente, geraldinho, em seus programas eleitorais, tem manifestado um imenso orgulho de sorteios semelhantes que promoveu quando governador de São Paulo. O sílvio santos que se cuide...
Com a eleição de $erra para o governo de São Paulo, os frias respiraram um pouco mais aliviados - afinal, $erra é amigo pessoal de luiz frias, mas só mesmo uma outra eleição é que poderá, quem sabe, animar a portugal telecom a retomar uma certa conversa, interrompida pelo boquirroto roberto jefferson, que teve passe livre para jogar merda no ventilador, mas se esqueceu de que apenas contra Lula...
Estes são só alguns poucos exemplos que comprovam o óbvio: ou o PSDB que tanto ajudou $inhá mídia retorna para cumprir "aquele plano", ou todos, sem exceção, terão problema$. Natural, portanto, que, desesperados, estejam a desferir, diária e sistematicamente, tantos e tão violentos GOLPES contra tudo e contra todos que possam representar a menor ameaça ao êxito "daquele" plano e de outros mais, todos de ordem particular. Têm, em seu favor, divergências comerciais à parte, uma coesão invejável na defesa de seus interesses. O que não é natural, penso, é a NOSSA APATIA, ou essa nossa resignação ao berro, e é abominável essa nossa mania de nos mantermos, sempre, desunidos."
Ao final do seu post, o Pirata dá a dica que traz não a solução, mas um importante primeiro passo: o link para um manifesto por uma mídia democrática e independente, um abaixo assinado via internet para ser enviado ao Ministério Público Eleitoral. Agora, inicinho de terça, o manifesto possui cerca de 2200 assinaturas - uma delas a minha. É verdade que é muita assinatura, mas eu ainda acho pouco diante da importância do que é reivindicado. Então vá lá, leia, se concordar assine e divulgue para seus conhecidos. Essa é uma discussão importantíssima, que ultrapassa em muito os interesses eleitorais do momento atual e deve ser uma bandeira permanente para todos os brasileiros que, independente do voto, tenham um compromisso pessoal com a ética e a verdade!
segunda-feira, outubro 16, 2006
Discurso preconceituoso e racista ganha força na campanha anti-Lula
(Por Cláudio Gonzalez, no portal O Vermelho)
Luiz Inácio Lula da Silva tem sido vítima e discursos preconceituosos desde que disputou pela primeira vez um cargo executivo (em 1982). Mas na atual disputa eleitoral, com o crescente protagonismo da internet na campanha, o nível de baixaria e preconceito contra Lula chegou a níveis nunca antes observados numa eleição presidencial.
O portal de relacionamentos Orkut foi alvo, recentemente, de processos judiciais que denunciam a utilização do site para a propagação de idéias racistas, preconceituosas e moralmente ofensivas. Como reação às denúncias, a Google Inc., controladora do Orkut, determinou a retirada de todas as comunidades que contivessem conteúdo inapropriado.
Mas o que a Google não se deu conta ainda é que o "perigo" mora também em ambientes onde não se imagina que o preconceito e o racismo vão prosperar. Comunidades criadas no rastro do processo eleitoral, como as que são dedicadas às candidaturas presidenciais, são diariamente bombardeadas com mensagens de ódio e preconceito. Na comunidade "Nós votamos LULA Presidente 13", a todo momento são denunciadas mensagens de conteúdo racista e preconceituoso, em geral disparadas por pessoas que se auto-declaram anti-Lula e de alguns que se definem como apoiadores da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).
É preciso ressaltar, porém, que o site oficial do candidato Geraldo Alckmin, em nenhum momento reproduziu, repercutiu ou incentivou qualquer mensagem deste tipo.

"Pobre", "nordestino" "ignorante"...
Um dos comentários mais polêmicos foi de um usuário do Orkut que proclamou que Alckmin "não irá precisar dos nordestinos" se for eleito presidente. Um outro usuário chegou a espalhar uma imagem propondo a divisão do país em duas partes: o Norte e Nordeste ficaria sob a presidência de Lula e o Sul, Sudeste e Centro-Oeste sob o comando de Alckmin. Outro usuário, escreveu "o pobre é burro por natureza, ele vota no Lula para continuar pobre".
Devido à enorme quantidade, seria impossível listar todas as mensagens de cunho preconceituoso que percorrem o Orkut diariamente, mas o tom de todas elas é sempre muito parecido.
As "peças" de propaganda anti-Lula não ficam restritas ao Orkut. Elas se espalham pela Internet com uma velocidade espantosa. É difícil encontrar um usuário de internet que não tenha recebido em sua caixa postal eletrônica pelo menos uma mensagem que qualifica o presidente como "ignorante", "iletrado", "nordestino burro", "operário cachaceiro" e outras tantas de calão ainda mais baixo. E nos últimos tempos, esta adjetivação deplorável passou a ser estendida também aos eleitores do presidente.
Uma das mensagens que mais se propagaram através de e-mails foi uma falsa carta atribuída, também falsamente, a uma pessoa de nome Otacílio na qual se registrava: "Senhor Lula, o senhor foi colocado onde está por pessoas tão ignorantes quanto o senhor".
Mas a difamação é tamanha que a campanha de Lula precisou criar um boletim chamado "Boletim anti-vírus", destinado a desmentir e criticar as mensagens espalhadas pela Internet. Segundo texto deste boletim, parte significativa das mensagens anti-Lula que circulam na Internet é constituída de charges, piadas, fotos e frases depreciativas contra o presidente da República. Há de tudo: de mentiroso a analfabeto, passando por bêbado.
"Claro que se trata de grosseria, pura e simples. Mas, no fundo, estamos diante de um velho e lamentável conhecido: o preconceito de classe. Numa de suas variantes, o trabalhador não teria condições de governar o país, porque não teria a 'alta cultura' exigida para tanto", diz o boletim.
Deficiência vira motivo de piada e peças de campanha
Fora da Internet (mas alimentada por ela) o preconceito ganha forma através de peças de campanha como adesivos e panfletos apócrifos. Na região Sul, apoiadores de Alckmin distribuíram nas últimas semanas adesivos mostrando a figura de uma mão, com quatro dedos, dentro de um círculo cortado pela tarja símbolo de "proibido".
A militância pró-Lula reagiu à ofensa e criou um outro adesivo, que mostra o desenho de uma mão aberta em "L", símbolo das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos dizeres "Sou contra o preconceito, sou Lula". A iniciativa foi do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que mantém em seu site modelos do adesivo e comentários sobre a campanha preconceituosa dos adversários de Lula.

O presidente perdeu o dedo mínimo da mão esquerda num acidente de trabalho, quando era torneiro mecânico em fábrica do ABC paulista. Também a Associação Paranaense de Deficientes se mostrou indignada com a imagem, que incentivaria o preconceito.
Segundo o assessor da campanha de Lula no Paraná, Fernando César de Oliveira, o adesivo está disseminado em Curitiba e no interior do Estado. O material também foi visto em Goiânia e São Paulo.
Em Porto Alegre, o mesmo material foi apreendido no último domingo. Ele era distribuído por correligionários da coligação Rio Grande Afirmativo, de Yeda Crusius (PSDB). A juíza eleitoral Ângela Maria Silveira determinou busca e apreensão dos adesivos por considerar que promoviam manifestação preconceituosa em relação ao presidente.
Um leitor do Vermelho que prefere não se identificar, enviou uma mensagem ao portal lamentando a campanha anti-Lula que explora a deficiência do presidente. Ele afirma que, na empresa onde trabalha, recebeu um e-mail contendo uma imagem explorando de forma jocosa os quatro dedos de Lula. "Além de confundir o eleitor mais simples, é extremamente preconceituoso. Recebi este e-mail do meu gerente e fiquei chateado, pois também perdi parte do indicador e médio da mão direita", protesta.
Lideranças derrapam em comentários polêmicos
Mas o discurso preconceituoso não está impregnado apenas na "militância" que faz a campanha de Alckmin acontecer. Lideranças importantes do PSDB, como o recém-eleito governador de São Paulo, José Serra, e até o vice na chapa de Geraldo Alckmin, o senador José Jorge (PFL-PE), já foram flagrados em comentários polêmicos. Isso sem falar na já clássica frase do pefelista Jorge Bornhausen sobre "acabar com essa raça" de petistas.
No último dia 16 de agosto, durante uma entrevista ao programa SPTV, da Rede Globo, José Serra afirmou que parte da culpa pelos maus resultados da educação no estado de São Paulo seria dos migrantes. "Diferentemente dos Estados do Sul [que foram os primeiros colocados na avaliação], São Paulo tem muita migração. Muita gente que continua chegando... Este é um problema", afirmou Serra.
Já o vice de Alckmin, senador José Jorge, comentou que a votação de Lula no primeiro turno seria prejudicada por causa dos eleitores nordestinos que, segundo insinuação do senador, não sabem votar direito. "No Nordeste, onde o Lula tem a maioria, o aproveitamento do voto é menor, porque as pessoas erram mais", afirmou José Jorge.
E não apenas os tradicionais aliados apelam para o preconceito, mas também os novos aderentes da candidatura tucana, como o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, dão sua cota de contribuição para difamar o adversário a partir de comentários discriminatórios. Em texto publicado nesta quarta-feira (11), Garotinho, que é evangélico, repudiou os rituais de religiões afro-brasileiras. Além da manjada tradição de citar os recentes escândalos no governo, Garotinho diz que o presidente Lula fez vodu na África e "tomou banho de pipoca na Bahia". "Sempre fui um defensor da liberdade religiosa. Mas é inadmissível que um cristão renomado, que conheça a palavra de Deus, vote em Lula, sabendo o que ele faz para ganhar voto", cita Garotinho no texto.
Mídia grande também destila seu veneno
Setores da mídia conservadora também ajudam a colocar lenha nesta fogueira. Basta lembrar a lamentável reportagem da revista Veja, na qual o semanário estampou na capa a foto de uma mulher negra, título de eleitor na mão e a manchete espalhafatosa: "Ela pode decidir a eleição". A chamada de capa ainda trazia a maldosa descrição: "Nordestina, 27 anos, educação média, R$450 por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro". Segundo o jornalista Altamiro Borges, "o intuito evidente da capa e da reportagem interna era o de estimular o preconceito de classe contra o presidente Lula, franco favorito nas pesquisas eleitorais entre a população mais carente".
Algum tempo depois, foi a vez do jornal O Estado de São Paulo alimentar o mesmo dicurso. Em matéria do dia 25 de setembro, o Estadão afirma que "eleitor do Nordeste expressa maior tolerância com desvios do que o do Sudeste". O tom preconceituoso da matéria chocou até mesmo profissionais da grande imprensa. O jornalista Franklin Martins escreveu em seu site um texto no qual afirma que "Jogando com números de uma pesquisa do Ibope que não prova nada, a matéria tenta sustentar a tese de que os nordestinos, os pobres e os negros dão menor valor à questão ética do que os habitantes do 'Sul Maravilha', os ricos e os pobres." ... "Mas há mais. O Estadão avalia também que a pesquisa do Ibope permite estabelecer relação entre cor de pele e rigor moral: 'Os que se autodeclaram brancos são mais implacáveis com a ética: 88% não votariam num corrupto; os que se autodeclaram pardos cobram menos e 85% não votariam em indiciados por corrupção; mas os que se autodeclaram pretos são os menos rígidos com a ética: só 82% negam o voto a corruptos'. Queira-se ou não, a idéia que se passa é de que, quanto mais escurinha for a cor da pele, maior será a frouxidão com valores éticos" ... "Tenha a santa paciência", protesta Martins, certamente externando uma indignação que é de todos os brasileiros de bom senso.
Já a Folha de S. Paulo é mais cuidadosa em relação a matérias que envolvem conceitos étnicos e raciais, mas é adepta de outro tipo de preconceito: o que atinge pessoas com pouca escolaridade. Exemplo claro disso é a lista de perguntas que o jornal da família Frias havia preparado para o presidente Lula caso ele tivesse aceitado participar da sabatina agendada pelo jornal durante o primeiro turno das eleições. Entre as 50 perguntas que poderiam ser feitas, estavam algumas do tipo: "Como o sr. responde aos que o consideram um deslumbrado com o poder?", "Qual o último livro que o sr. leu? Poderia comentá-lo?" e "O sr. é extremamente católico. Já foi criticado por uma espécie de discurso messiânico. O sr. de fato considera que é melhor que seus antecessores, que é predestinado? Por quê?".
Desabafo de um eleitor
Em artigo publicado no site AfroPress, o cineasta Joel Zito de Araújo desabafa: "Para nós que temos sensibilidade e faro para o preconceito e o racismo, não será evidente o quanto de preconceito étnico (nordestino) e de classe está por trás da campanha anti-lula?
Confesso que, também por uma questão racial e de classe, sinto nojo do que leio na imprensa e ouço da classe média que circulam em torno de mim. Não sinto nenhuma intimidade e identidade com os articulistas da Folha, de O Globo, e com esse enorme clamor udenista da classe média pela punição ética do Lula.
Esse é o mesmo povo elitista de sempre, de mentalidade colonizada que odeia a nossa luta política, as proposições de cotas, o povo real que temos. E, que nos odeiam e nos vêem como porta-vozes do atraso e do ressentimento. Vejam onde estão os principais nomes que combatem as cotas?
É por tudo isto, e pelas coisas positivas que Lula fez no campo da cultura, no campo racial, na diminuição do sofrimento daqueles que são realmente pobres, na política de estreitamento de relações sul-sul, inclusive com a África, que decidi o meu voto. Embora tudo isto que nomeio como positivo seja passível de muita crítica. Nada foi feito de forma irretocável. Mas foi um avanço.
Essas são as razões que decidi pelo voto no Lula, e que me levaram a escrever este artigo, desejando ardorosamente que esta novela ridícula acabe no próximo domingo."
Luiz Inácio Lula da Silva tem sido vítima e discursos preconceituosos desde que disputou pela primeira vez um cargo executivo (em 1982). Mas na atual disputa eleitoral, com o crescente protagonismo da internet na campanha, o nível de baixaria e preconceito contra Lula chegou a níveis nunca antes observados numa eleição presidencial.
O portal de relacionamentos Orkut foi alvo, recentemente, de processos judiciais que denunciam a utilização do site para a propagação de idéias racistas, preconceituosas e moralmente ofensivas. Como reação às denúncias, a Google Inc., controladora do Orkut, determinou a retirada de todas as comunidades que contivessem conteúdo inapropriado.
Mas o que a Google não se deu conta ainda é que o "perigo" mora também em ambientes onde não se imagina que o preconceito e o racismo vão prosperar. Comunidades criadas no rastro do processo eleitoral, como as que são dedicadas às candidaturas presidenciais, são diariamente bombardeadas com mensagens de ódio e preconceito. Na comunidade "Nós votamos LULA Presidente 13", a todo momento são denunciadas mensagens de conteúdo racista e preconceituoso, em geral disparadas por pessoas que se auto-declaram anti-Lula e de alguns que se definem como apoiadores da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).
É preciso ressaltar, porém, que o site oficial do candidato Geraldo Alckmin, em nenhum momento reproduziu, repercutiu ou incentivou qualquer mensagem deste tipo.

"Pobre", "nordestino" "ignorante"...
Um dos comentários mais polêmicos foi de um usuário do Orkut que proclamou que Alckmin "não irá precisar dos nordestinos" se for eleito presidente. Um outro usuário chegou a espalhar uma imagem propondo a divisão do país em duas partes: o Norte e Nordeste ficaria sob a presidência de Lula e o Sul, Sudeste e Centro-Oeste sob o comando de Alckmin. Outro usuário, escreveu "o pobre é burro por natureza, ele vota no Lula para continuar pobre".
Devido à enorme quantidade, seria impossível listar todas as mensagens de cunho preconceituoso que percorrem o Orkut diariamente, mas o tom de todas elas é sempre muito parecido.
As "peças" de propaganda anti-Lula não ficam restritas ao Orkut. Elas se espalham pela Internet com uma velocidade espantosa. É difícil encontrar um usuário de internet que não tenha recebido em sua caixa postal eletrônica pelo menos uma mensagem que qualifica o presidente como "ignorante", "iletrado", "nordestino burro", "operário cachaceiro" e outras tantas de calão ainda mais baixo. E nos últimos tempos, esta adjetivação deplorável passou a ser estendida também aos eleitores do presidente.
Uma das mensagens que mais se propagaram através de e-mails foi uma falsa carta atribuída, também falsamente, a uma pessoa de nome Otacílio na qual se registrava: "Senhor Lula, o senhor foi colocado onde está por pessoas tão ignorantes quanto o senhor".
Mas a difamação é tamanha que a campanha de Lula precisou criar um boletim chamado "Boletim anti-vírus", destinado a desmentir e criticar as mensagens espalhadas pela Internet. Segundo texto deste boletim, parte significativa das mensagens anti-Lula que circulam na Internet é constituída de charges, piadas, fotos e frases depreciativas contra o presidente da República. Há de tudo: de mentiroso a analfabeto, passando por bêbado.
"Claro que se trata de grosseria, pura e simples. Mas, no fundo, estamos diante de um velho e lamentável conhecido: o preconceito de classe. Numa de suas variantes, o trabalhador não teria condições de governar o país, porque não teria a 'alta cultura' exigida para tanto", diz o boletim.
Deficiência vira motivo de piada e peças de campanha
Fora da Internet (mas alimentada por ela) o preconceito ganha forma através de peças de campanha como adesivos e panfletos apócrifos. Na região Sul, apoiadores de Alckmin distribuíram nas últimas semanas adesivos mostrando a figura de uma mão, com quatro dedos, dentro de um círculo cortado pela tarja símbolo de "proibido".
A militância pró-Lula reagiu à ofensa e criou um outro adesivo, que mostra o desenho de uma mão aberta em "L", símbolo das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos dizeres "Sou contra o preconceito, sou Lula". A iniciativa foi do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que mantém em seu site modelos do adesivo e comentários sobre a campanha preconceituosa dos adversários de Lula.

O presidente perdeu o dedo mínimo da mão esquerda num acidente de trabalho, quando era torneiro mecânico em fábrica do ABC paulista. Também a Associação Paranaense de Deficientes se mostrou indignada com a imagem, que incentivaria o preconceito.
Segundo o assessor da campanha de Lula no Paraná, Fernando César de Oliveira, o adesivo está disseminado em Curitiba e no interior do Estado. O material também foi visto em Goiânia e São Paulo.
Em Porto Alegre, o mesmo material foi apreendido no último domingo. Ele era distribuído por correligionários da coligação Rio Grande Afirmativo, de Yeda Crusius (PSDB). A juíza eleitoral Ângela Maria Silveira determinou busca e apreensão dos adesivos por considerar que promoviam manifestação preconceituosa em relação ao presidente.
Um leitor do Vermelho que prefere não se identificar, enviou uma mensagem ao portal lamentando a campanha anti-Lula que explora a deficiência do presidente. Ele afirma que, na empresa onde trabalha, recebeu um e-mail contendo uma imagem explorando de forma jocosa os quatro dedos de Lula. "Além de confundir o eleitor mais simples, é extremamente preconceituoso. Recebi este e-mail do meu gerente e fiquei chateado, pois também perdi parte do indicador e médio da mão direita", protesta.
Lideranças derrapam em comentários polêmicos
Mas o discurso preconceituoso não está impregnado apenas na "militância" que faz a campanha de Alckmin acontecer. Lideranças importantes do PSDB, como o recém-eleito governador de São Paulo, José Serra, e até o vice na chapa de Geraldo Alckmin, o senador José Jorge (PFL-PE), já foram flagrados em comentários polêmicos. Isso sem falar na já clássica frase do pefelista Jorge Bornhausen sobre "acabar com essa raça" de petistas.
No último dia 16 de agosto, durante uma entrevista ao programa SPTV, da Rede Globo, José Serra afirmou que parte da culpa pelos maus resultados da educação no estado de São Paulo seria dos migrantes. "Diferentemente dos Estados do Sul [que foram os primeiros colocados na avaliação], São Paulo tem muita migração. Muita gente que continua chegando... Este é um problema", afirmou Serra.
Já o vice de Alckmin, senador José Jorge, comentou que a votação de Lula no primeiro turno seria prejudicada por causa dos eleitores nordestinos que, segundo insinuação do senador, não sabem votar direito. "No Nordeste, onde o Lula tem a maioria, o aproveitamento do voto é menor, porque as pessoas erram mais", afirmou José Jorge.
E não apenas os tradicionais aliados apelam para o preconceito, mas também os novos aderentes da candidatura tucana, como o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, dão sua cota de contribuição para difamar o adversário a partir de comentários discriminatórios. Em texto publicado nesta quarta-feira (11), Garotinho, que é evangélico, repudiou os rituais de religiões afro-brasileiras. Além da manjada tradição de citar os recentes escândalos no governo, Garotinho diz que o presidente Lula fez vodu na África e "tomou banho de pipoca na Bahia". "Sempre fui um defensor da liberdade religiosa. Mas é inadmissível que um cristão renomado, que conheça a palavra de Deus, vote em Lula, sabendo o que ele faz para ganhar voto", cita Garotinho no texto.
Mídia grande também destila seu veneno
Setores da mídia conservadora também ajudam a colocar lenha nesta fogueira. Basta lembrar a lamentável reportagem da revista Veja, na qual o semanário estampou na capa a foto de uma mulher negra, título de eleitor na mão e a manchete espalhafatosa: "Ela pode decidir a eleição". A chamada de capa ainda trazia a maldosa descrição: "Nordestina, 27 anos, educação média, R$450 por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro". Segundo o jornalista Altamiro Borges, "o intuito evidente da capa e da reportagem interna era o de estimular o preconceito de classe contra o presidente Lula, franco favorito nas pesquisas eleitorais entre a população mais carente".
Algum tempo depois, foi a vez do jornal O Estado de São Paulo alimentar o mesmo dicurso. Em matéria do dia 25 de setembro, o Estadão afirma que "eleitor do Nordeste expressa maior tolerância com desvios do que o do Sudeste". O tom preconceituoso da matéria chocou até mesmo profissionais da grande imprensa. O jornalista Franklin Martins escreveu em seu site um texto no qual afirma que "Jogando com números de uma pesquisa do Ibope que não prova nada, a matéria tenta sustentar a tese de que os nordestinos, os pobres e os negros dão menor valor à questão ética do que os habitantes do 'Sul Maravilha', os ricos e os pobres." ... "Mas há mais. O Estadão avalia também que a pesquisa do Ibope permite estabelecer relação entre cor de pele e rigor moral: 'Os que se autodeclaram brancos são mais implacáveis com a ética: 88% não votariam num corrupto; os que se autodeclaram pardos cobram menos e 85% não votariam em indiciados por corrupção; mas os que se autodeclaram pretos são os menos rígidos com a ética: só 82% negam o voto a corruptos'. Queira-se ou não, a idéia que se passa é de que, quanto mais escurinha for a cor da pele, maior será a frouxidão com valores éticos" ... "Tenha a santa paciência", protesta Martins, certamente externando uma indignação que é de todos os brasileiros de bom senso.
Já a Folha de S. Paulo é mais cuidadosa em relação a matérias que envolvem conceitos étnicos e raciais, mas é adepta de outro tipo de preconceito: o que atinge pessoas com pouca escolaridade. Exemplo claro disso é a lista de perguntas que o jornal da família Frias havia preparado para o presidente Lula caso ele tivesse aceitado participar da sabatina agendada pelo jornal durante o primeiro turno das eleições. Entre as 50 perguntas que poderiam ser feitas, estavam algumas do tipo: "Como o sr. responde aos que o consideram um deslumbrado com o poder?", "Qual o último livro que o sr. leu? Poderia comentá-lo?" e "O sr. é extremamente católico. Já foi criticado por uma espécie de discurso messiânico. O sr. de fato considera que é melhor que seus antecessores, que é predestinado? Por quê?".
Desabafo de um eleitor
Em artigo publicado no site AfroPress, o cineasta Joel Zito de Araújo desabafa: "Para nós que temos sensibilidade e faro para o preconceito e o racismo, não será evidente o quanto de preconceito étnico (nordestino) e de classe está por trás da campanha anti-lula?
Confesso que, também por uma questão racial e de classe, sinto nojo do que leio na imprensa e ouço da classe média que circulam em torno de mim. Não sinto nenhuma intimidade e identidade com os articulistas da Folha, de O Globo, e com esse enorme clamor udenista da classe média pela punição ética do Lula.
Esse é o mesmo povo elitista de sempre, de mentalidade colonizada que odeia a nossa luta política, as proposições de cotas, o povo real que temos. E, que nos odeiam e nos vêem como porta-vozes do atraso e do ressentimento. Vejam onde estão os principais nomes que combatem as cotas?
É por tudo isto, e pelas coisas positivas que Lula fez no campo da cultura, no campo racial, na diminuição do sofrimento daqueles que são realmente pobres, na política de estreitamento de relações sul-sul, inclusive com a África, que decidi o meu voto. Embora tudo isto que nomeio como positivo seja passível de muita crítica. Nada foi feito de forma irretocável. Mas foi um avanço.
Essas são as razões que decidi pelo voto no Lula, e que me levaram a escrever este artigo, desejando ardorosamente que esta novela ridícula acabe no próximo domingo."
Dane-se a credibilidade
Veja aposta em estupidez do leitor, com capa feita a partir de telefonema que repórter não ouviu
(Por Alceu Nader, no blog Contrapauta)
A quinze dias da eleição, a revista Veja mostra outra face de seu "jornalismo moderno" com reportagem de capa de difícil digestão. A intenção da revista é mostrar que Freud Godoy, o assessor de Segurança da Presidência que acompanha Lula desde os anos 80, tem culpa no cartório - apesar do noticiário mostrar exatamente o contrário. Freud Godoy esteve sob suspeição unânime da imprensa até dia 8 passado, quando o o jornalista Elio Gaspari escreveu:
FREUD GODOY precisa ser explicitamente exonerado das suspeitas que o levaram a um patíbulo moral. De acordo com o atual estágio das investigações das traficâncias petistas, ele nada teve a ver com o episódio do dossiê Vedoin. Enquanto houver alguém assegurando o contrário, a injustiça e o linchamento prevalecerão sobre a lei e o direito.
Gaspari foi diretor-adjunto da revista e formou a direção e mais da metade de seus editores. Por medo ou respeito, a reportagem não se refere a ele, mas apenas que "Freud tem desfilado por colunas jornalísticas e eventos sociais como um injustiçado".
O enrolado da semana cobre Godoy de suspeitas e juízos prévios, envolvendo o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e a Polícia Federal, instituição que hoje é respeitada pelos serviços apresentados. A trama delituosa descrita pela revista reside na denúncia de suposta quebra de procedimento burocrático da custódia da PF, que teria sido inspirada pela ação do ministro da Justiça para impedir o aprofundamento das investigações sobre Godoy, dentro de "um padrão mais ou menos constante na crônica policial do governo petista".
Com uma ilação aqui e outro pré-juízo prévio ali, a capa sustenta-se em telefonemas que a reportagem diz ter presenciado entre terceiros, além de um relatório "encaminhado a Veja por três delegados".
Nomes dos delegados? Não. Provas da seqüência delituosa? Nenhuma. Coragem de assumir tudo que está escrito? Também não. Entre uma suspeita e outra contra Godoy, entre fatos e fotos já divulgados, o texto desmente o que dissera pouco antes, ressaltando que não há prova para confirmar as ilações e juízos. Incapaz de apresentar indícios mais consistentes, sugere a quebra do sigilo bancário de Godoy que, desgostosamente, depende da Justiça.
O único fato concreto relatado na reportagem é o testemunho de dois telefonemas, que a reportagem diz ter presenciado, e uma folha impressa, sem timbre, com "um relato escrito por três delegados da Polícia Federal e encaminhado a VEJA".
Os inominados relatam uma quebra de procedimento que possibilitou a realização de um encontro entre Godoy e Gedimar Passos, preso pela Policia Federal, junto com Valdebran Padilha, com o R$1,7 milhão que seria pago pelo dossiê furado. Segundo o "relato", Gedimar reuniu-se a portas fechadas com aquele que ele mesmo incriminara horas antes com o "Freud ou Froud". O encontro, diz a revista, ocorreu fora da área de carceragem e sem protocolo assinado - o que é irregular. O diretor da Polícia Federal em São Paulo, Severino Alexandre, nega a possibillidade disso ter acontecido, mas pouco adianta. Para a revista, os autores não identificados do "relato" têm maior credibilidade. Para eles, Severino Alexandre é suspeito, pois "facilitou" o encontro e pressionou Jorge Herculano, chefe da custódia, a atropelar a burocracia para salvar a pele de Freud Godoy.
Herculano seria a testemunha-chave do enredo criminoso. Ele é o que estaria do outro lado da linha dos telefonemas de dois delegados (também não identificados) que a reportagem diz ter presenciado. Mas Herculano também nega a história. De novo, pouco adiantou. A revista diz que ele "não confirmou a história que narrara aos colegas pelo telefone. Mas deu um jeito de dizer que também não a desmentia".
Que jeito foi esse? Uma piscadinha? Um movimento de sobrancelha? A revista não explica.
A aposta na estupidez do leitor aparece logo nas primeiras linhas da reportagem. "Nessa operação aparece o que pode ser a impressão digital de um personagem muito próximo do presidente Lula." Pode ser como também não pode, mas isso não é problema. Não se discute a credibilidade nem a ética jornalística. Para se livrar de qualquer responsabilidade, a revista aventa a possibilidade de os denunciantes não identificados serem do PSDB.
Tudo bem, publica-se assim mesmo e, por cima, com destaque de capa. O que vale é dar munição para o horário político de Alckmin na tevê na reta de chegada da campanha. É esperar para ver.
A Folha de hoje (ontem) traz a primeira reação oficial, do diretor da PF de São Paulo. Ele diz que a reportagem "é leviana e tendenciosa".
(Por Alceu Nader, no blog Contrapauta)
A quinze dias da eleição, a revista Veja mostra outra face de seu "jornalismo moderno" com reportagem de capa de difícil digestão. A intenção da revista é mostrar que Freud Godoy, o assessor de Segurança da Presidência que acompanha Lula desde os anos 80, tem culpa no cartório - apesar do noticiário mostrar exatamente o contrário. Freud Godoy esteve sob suspeição unânime da imprensa até dia 8 passado, quando o o jornalista Elio Gaspari escreveu:
FREUD GODOY precisa ser explicitamente exonerado das suspeitas que o levaram a um patíbulo moral. De acordo com o atual estágio das investigações das traficâncias petistas, ele nada teve a ver com o episódio do dossiê Vedoin. Enquanto houver alguém assegurando o contrário, a injustiça e o linchamento prevalecerão sobre a lei e o direito.
Gaspari foi diretor-adjunto da revista e formou a direção e mais da metade de seus editores. Por medo ou respeito, a reportagem não se refere a ele, mas apenas que "Freud tem desfilado por colunas jornalísticas e eventos sociais como um injustiçado".
O enrolado da semana cobre Godoy de suspeitas e juízos prévios, envolvendo o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e a Polícia Federal, instituição que hoje é respeitada pelos serviços apresentados. A trama delituosa descrita pela revista reside na denúncia de suposta quebra de procedimento burocrático da custódia da PF, que teria sido inspirada pela ação do ministro da Justiça para impedir o aprofundamento das investigações sobre Godoy, dentro de "um padrão mais ou menos constante na crônica policial do governo petista".
Com uma ilação aqui e outro pré-juízo prévio ali, a capa sustenta-se em telefonemas que a reportagem diz ter presenciado entre terceiros, além de um relatório "encaminhado a Veja por três delegados".
Nomes dos delegados? Não. Provas da seqüência delituosa? Nenhuma. Coragem de assumir tudo que está escrito? Também não. Entre uma suspeita e outra contra Godoy, entre fatos e fotos já divulgados, o texto desmente o que dissera pouco antes, ressaltando que não há prova para confirmar as ilações e juízos. Incapaz de apresentar indícios mais consistentes, sugere a quebra do sigilo bancário de Godoy que, desgostosamente, depende da Justiça.
O único fato concreto relatado na reportagem é o testemunho de dois telefonemas, que a reportagem diz ter presenciado, e uma folha impressa, sem timbre, com "um relato escrito por três delegados da Polícia Federal e encaminhado a VEJA".
Os inominados relatam uma quebra de procedimento que possibilitou a realização de um encontro entre Godoy e Gedimar Passos, preso pela Policia Federal, junto com Valdebran Padilha, com o R$1,7 milhão que seria pago pelo dossiê furado. Segundo o "relato", Gedimar reuniu-se a portas fechadas com aquele que ele mesmo incriminara horas antes com o "Freud ou Froud". O encontro, diz a revista, ocorreu fora da área de carceragem e sem protocolo assinado - o que é irregular. O diretor da Polícia Federal em São Paulo, Severino Alexandre, nega a possibillidade disso ter acontecido, mas pouco adianta. Para a revista, os autores não identificados do "relato" têm maior credibilidade. Para eles, Severino Alexandre é suspeito, pois "facilitou" o encontro e pressionou Jorge Herculano, chefe da custódia, a atropelar a burocracia para salvar a pele de Freud Godoy.
Herculano seria a testemunha-chave do enredo criminoso. Ele é o que estaria do outro lado da linha dos telefonemas de dois delegados (também não identificados) que a reportagem diz ter presenciado. Mas Herculano também nega a história. De novo, pouco adiantou. A revista diz que ele "não confirmou a história que narrara aos colegas pelo telefone. Mas deu um jeito de dizer que também não a desmentia".
Que jeito foi esse? Uma piscadinha? Um movimento de sobrancelha? A revista não explica.
A aposta na estupidez do leitor aparece logo nas primeiras linhas da reportagem. "Nessa operação aparece o que pode ser a impressão digital de um personagem muito próximo do presidente Lula." Pode ser como também não pode, mas isso não é problema. Não se discute a credibilidade nem a ética jornalística. Para se livrar de qualquer responsabilidade, a revista aventa a possibilidade de os denunciantes não identificados serem do PSDB.
Tudo bem, publica-se assim mesmo e, por cima, com destaque de capa. O que vale é dar munição para o horário político de Alckmin na tevê na reta de chegada da campanha. É esperar para ver.
A Folha de hoje (ontem) traz a primeira reação oficial, do diretor da PF de São Paulo. Ele diz que a reportagem "é leviana e tendenciosa".
Lula fala sobre país sem divisões
O programa de rádio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desta segunda-feira (16) focou no tema educação como um vetor para a melhoria do País. "Não quero dividir a sociedade entre pobres e ricos. Quero uma sociedade onde todos que puderem sejam ricos e que não tenham pobres e miseráveis no país", disse Lula.
O programa destacou que a educação será uma das prioridades para o próximo governo de Lula. Também foi explicado o investimento do presidente com as creches e escolas infantis. O programa mencionou ainda que o governo Lula reajustou em 69% os valores gastos com a verba destinada à merenda escolar, que estava congelada há dez anos.
Lula lembrou também que o governo federal é o maior comprador mundial de livros didáticos: 120 milhões de exemplares. Além disso, pela primeira vez, foram distribuídos livros didáticos, de forma gratuita, aos estudantes do ensino médio da rede pública.
O programa destacou que a educação será uma das prioridades para o próximo governo de Lula. Também foi explicado o investimento do presidente com as creches e escolas infantis. O programa mencionou ainda que o governo Lula reajustou em 69% os valores gastos com a verba destinada à merenda escolar, que estava congelada há dez anos.
Lula lembrou também que o governo federal é o maior comprador mundial de livros didáticos: 120 milhões de exemplares. Além disso, pela primeira vez, foram distribuídos livros didáticos, de forma gratuita, aos estudantes do ensino médio da rede pública.
De que valem as juras, quando fatos as desmentem?
Em mais um momento humorístico, a página oficial da campanha Alckmin divulgou um texto com o seguinte título: "Lulla e as lições que aprendeu com o mestre Collor".
Logo abaixo do título, vem a seguinte linha fina: "Candidato do PT posou de vítima na campanha de 89; hoje, lança mão dos ensinamentos de adversário".
Tucano tem bico afiado, mas memória curta. Lula não "posou" de vítima. Foi vítima. Mas o lapso é compreensível. Afinal, FHC quase embarcou no governo Collor.
De toda forma, o tal texto divulgado pela página oficial da candidatura tucana tem como propósito acusar a campanha Lula de exercitar diariamente "a mentira e o terrorismo eleitoral", ao acusar "Geraldo de ter intenções privatistas, de que vai acabar com o Bolsa Família, prejudicar os servidores etc".
Segundo a campanha tucana, "Geraldo já disse mais de uma vez que não vai privatizar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, os Correios, a Petrobrás, nem acabar com o Bolsa Família e a Zona Franca de Manaus".
Recordar é viver!
As juras tucanas estão em contradição com o que ocorreu durante os oito anos de governo FHC, quando mais de cem empresas públicas foram privatizadas. Entre elas a Companhia Siderúrgica Nacional, a Light, a RFFSA, a Vale do Rio Doce.
As juras do candidato tucano estão em contradição com o que aconteceu durante os doze anos de governo tucano-pefelista no estado de São Paulo. Entre os exemplos do patrimônio público que foi privatizado, sob diversas formas (venda, alienação de ações, concessões), podemos lembrar a Companhia Paulista de Força e Luz, a Fepasa, o Banespa e as rodovias.
As juras do candidato tucano não apagam o fato de que Alckmin foi coordenador do Programa Estadual de Desestatização do governo de São Paulo. Detalhe: durante a campanha de 1994, o PSDB havia se comprometido em não privatizar várias empresas públicas. Passada a eleição, rasgou o compromisso e embarcou na privataria.
As promessas do candidato tucano entram em contradição, aliás, com o que tem sido defendido, nesta campanha de 2006, por importantes assessores do PSDB e do PFL, que defendem abertamente as privatizações.
Aliás, o programa oficial da candidatura Alckmin defende cortes pesados no orçamento público. Alguém tem dúvida do que eles cortariam, se ganhassem as eleições? Aliás, quem passou os últimos anos atacando o Bolsa Família e agora, com medo do prejuízo eleitoral, muda de discurso?
Logo abaixo do título, vem a seguinte linha fina: "Candidato do PT posou de vítima na campanha de 89; hoje, lança mão dos ensinamentos de adversário".
Tucano tem bico afiado, mas memória curta. Lula não "posou" de vítima. Foi vítima. Mas o lapso é compreensível. Afinal, FHC quase embarcou no governo Collor.
De toda forma, o tal texto divulgado pela página oficial da candidatura tucana tem como propósito acusar a campanha Lula de exercitar diariamente "a mentira e o terrorismo eleitoral", ao acusar "Geraldo de ter intenções privatistas, de que vai acabar com o Bolsa Família, prejudicar os servidores etc".
Segundo a campanha tucana, "Geraldo já disse mais de uma vez que não vai privatizar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, os Correios, a Petrobrás, nem acabar com o Bolsa Família e a Zona Franca de Manaus".
Recordar é viver!
As juras tucanas estão em contradição com o que ocorreu durante os oito anos de governo FHC, quando mais de cem empresas públicas foram privatizadas. Entre elas a Companhia Siderúrgica Nacional, a Light, a RFFSA, a Vale do Rio Doce.
As juras do candidato tucano estão em contradição com o que aconteceu durante os doze anos de governo tucano-pefelista no estado de São Paulo. Entre os exemplos do patrimônio público que foi privatizado, sob diversas formas (venda, alienação de ações, concessões), podemos lembrar a Companhia Paulista de Força e Luz, a Fepasa, o Banespa e as rodovias.
As juras do candidato tucano não apagam o fato de que Alckmin foi coordenador do Programa Estadual de Desestatização do governo de São Paulo. Detalhe: durante a campanha de 1994, o PSDB havia se comprometido em não privatizar várias empresas públicas. Passada a eleição, rasgou o compromisso e embarcou na privataria.
As promessas do candidato tucano entram em contradição, aliás, com o que tem sido defendido, nesta campanha de 2006, por importantes assessores do PSDB e do PFL, que defendem abertamente as privatizações.
Aliás, o programa oficial da candidatura Alckmin defende cortes pesados no orçamento público. Alguém tem dúvida do que eles cortariam, se ganhassem as eleições? Aliás, quem passou os últimos anos atacando o Bolsa Família e agora, com medo do prejuízo eleitoral, muda de discurso?
O Brasil pode ser muito melhor
1. porque o GOVERNO LULA é uma conquista da coragem do Povo Brasileiro que desenha para si alternativas nos planos econômico, político e social. O Brasil, enquanto povo, raras vezes deu tamanho passo para fora das amarras impostas por governos passados, as quais tantas vezes o colocaram à beira da falência não só econômica, mas sobretudo ética e moral. Esse governo mostra ser viável uma ruptura pacífica com essa prática política dominante desde sempre na história brasileira, que organiza o Estado e gerencia o governo em benefício de poucos, moendo gente e gerações.
2. porque os indicadores econômicos e sociais, formas objetivas e imparciais de análise de um governo, mostram que O GOVERNO LULA, trabalhando na adversidade, já produziu melhores resultados que os governos brasileiros dos últimos 20 anos.
3. porque o GOVERNO LULA, apesar das pressões sociais acumuladas, demonstrou sabedoria para enfrentar os problemas colocados, sem destemperos ou concessão a provocações, conduzindo-se com serenidade na missão que lhe foi confiada.
4. porque o GOVERNO LULA enfrenta os problemas históricos da política brasileira com coragem e racionalidade, por exemplo, na questão da corrupção, a qual ele trata como deve ser: caso de polícia e não de política. A continuação de seu governo significa possibilitar e aprofundar a apuração técnica do que nunca foi apurado, passando este Brasil a limpo pra valer.
5. porque o GOVERNO LULA, indiretamente, enfrenta a questão da segurança pública com maior eficiência, sobretudo, ao melhorar as condições de vida dos mais carentes e, por isso, assediados pela criminalidade. O discurso vazio da eficiência, desacompanhado de medidas sociais, já se mostrou falho, permitindo, por exemplo, o fortalecimento de organizações criminosas como o PCC em São Paulo.
6. porque o GOVERNO LULA mostra que é possível esbarrar a política do grande capital que, em nome dos lucros desumanos, levou milhões de brasileiros ao desemprego. Isso, sem que o país sofresse os traumas de uma ruptura social, a qual já se via no horizonte.
7. porque medidas como o bolsa-família, o crédito consignado, o apoio à agricultura familiar e outras iniciativas concretas do GOVERNO LULA beneficiam milhões de pessoas. Essa é uma dimensão maior do conceito de crescimento econômico, o qual, sem reflexos na vida social, nada significa senão para os mesmos e poucos de sempre. Esse conceito, infelizmente, foge à capacidade de entendimento dos tecnocratas liberais, para quem pessoas podem ser reduzidas a números e cifras.
8. porque o GOVERNO LULA mostrou grandeza no diálogo respeitoso com os movimentos sociais organizados, sobretudo dos trabalhadores e excluídos, tratados desde há muito como casos de polícia e meros problemas sociais, quando na verdade são parte e início da solução.
9. porque o GOVERNO LULA representa sentimento de pertencimento coletivo e comunidade de destino, com valores políticos novos e participação efetiva de extratos antes excluídos, sob a luz da solidariedade, que se contrapõe às trevas do conservadorismo neo-liberal daqui e do mundo.
10. porque o GOVERNO LULA ousou dar os primeiros passos no sentido de concretizar a inclusão social de amplos setores da juventude de renda mais baixa, facilitando-lhes, inclusive, o acesso ao ensino técnico e universitário, para os quais isso nunca passou de um sonho.
11. porque o GOVERNO LULA reorienta a política externa brasileira, colocando o Brasil em rumos que, antes, sequer foram ousados, e enfrenta a Globalização de forma muito mais eficiente e responsável, inclusive perante "parcerias" antigas, mas sempre tão pesadas para nós. Sua política internacional, sem faltar aos interesses do Brasil, resiste aos atentados contra povos indefesos e não vacila em rechaçar a prática dessas mesmas práticas contra o povo irmão boliviano, como alguns não relutam em defender.
12. porque o GOVERNO LULA enfrenta a questão energética e se adianta na implementação de políticas alternativas, para nós e para o Mundo, como, por exemplo, na do aproveitamento dos recursos da biomassa, substitutos necessários dos não renováveis e/ou caros, petróleo, carvão e átomo.
13. porque o GOVERNO LULA, exatamente por reger-se pela solidariedade e por reconhecer o esforço do sofrido Povo Brasileiro, tem sido a garantia contra a continuação da entrega do nosso patrimônio, construído a custa de tantos sacrifícios. O GOVERNO LULA REPRESENTA A APOSTA NA PERSPECTIVA DE UM OUTRO BRASIL, ESTABILIZADO, SOLIDÁRIO, VIÁVEL E E JÁ PROVOU QUE ESTE PAÍS PODE E SERÁ MUITO MELHOR. VOTE 13!
(Contribuição de Walter Sebastião)
2. porque os indicadores econômicos e sociais, formas objetivas e imparciais de análise de um governo, mostram que O GOVERNO LULA, trabalhando na adversidade, já produziu melhores resultados que os governos brasileiros dos últimos 20 anos.
3. porque o GOVERNO LULA, apesar das pressões sociais acumuladas, demonstrou sabedoria para enfrentar os problemas colocados, sem destemperos ou concessão a provocações, conduzindo-se com serenidade na missão que lhe foi confiada.
4. porque o GOVERNO LULA enfrenta os problemas históricos da política brasileira com coragem e racionalidade, por exemplo, na questão da corrupção, a qual ele trata como deve ser: caso de polícia e não de política. A continuação de seu governo significa possibilitar e aprofundar a apuração técnica do que nunca foi apurado, passando este Brasil a limpo pra valer.
5. porque o GOVERNO LULA, indiretamente, enfrenta a questão da segurança pública com maior eficiência, sobretudo, ao melhorar as condições de vida dos mais carentes e, por isso, assediados pela criminalidade. O discurso vazio da eficiência, desacompanhado de medidas sociais, já se mostrou falho, permitindo, por exemplo, o fortalecimento de organizações criminosas como o PCC em São Paulo.
6. porque o GOVERNO LULA mostra que é possível esbarrar a política do grande capital que, em nome dos lucros desumanos, levou milhões de brasileiros ao desemprego. Isso, sem que o país sofresse os traumas de uma ruptura social, a qual já se via no horizonte.
7. porque medidas como o bolsa-família, o crédito consignado, o apoio à agricultura familiar e outras iniciativas concretas do GOVERNO LULA beneficiam milhões de pessoas. Essa é uma dimensão maior do conceito de crescimento econômico, o qual, sem reflexos na vida social, nada significa senão para os mesmos e poucos de sempre. Esse conceito, infelizmente, foge à capacidade de entendimento dos tecnocratas liberais, para quem pessoas podem ser reduzidas a números e cifras.
8. porque o GOVERNO LULA mostrou grandeza no diálogo respeitoso com os movimentos sociais organizados, sobretudo dos trabalhadores e excluídos, tratados desde há muito como casos de polícia e meros problemas sociais, quando na verdade são parte e início da solução.
9. porque o GOVERNO LULA representa sentimento de pertencimento coletivo e comunidade de destino, com valores políticos novos e participação efetiva de extratos antes excluídos, sob a luz da solidariedade, que se contrapõe às trevas do conservadorismo neo-liberal daqui e do mundo.
10. porque o GOVERNO LULA ousou dar os primeiros passos no sentido de concretizar a inclusão social de amplos setores da juventude de renda mais baixa, facilitando-lhes, inclusive, o acesso ao ensino técnico e universitário, para os quais isso nunca passou de um sonho.
11. porque o GOVERNO LULA reorienta a política externa brasileira, colocando o Brasil em rumos que, antes, sequer foram ousados, e enfrenta a Globalização de forma muito mais eficiente e responsável, inclusive perante "parcerias" antigas, mas sempre tão pesadas para nós. Sua política internacional, sem faltar aos interesses do Brasil, resiste aos atentados contra povos indefesos e não vacila em rechaçar a prática dessas mesmas práticas contra o povo irmão boliviano, como alguns não relutam em defender.
12. porque o GOVERNO LULA enfrenta a questão energética e se adianta na implementação de políticas alternativas, para nós e para o Mundo, como, por exemplo, na do aproveitamento dos recursos da biomassa, substitutos necessários dos não renováveis e/ou caros, petróleo, carvão e átomo.
13. porque o GOVERNO LULA, exatamente por reger-se pela solidariedade e por reconhecer o esforço do sofrido Povo Brasileiro, tem sido a garantia contra a continuação da entrega do nosso patrimônio, construído a custa de tantos sacrifícios. O GOVERNO LULA REPRESENTA A APOSTA NA PERSPECTIVA DE UM OUTRO BRASIL, ESTABILIZADO, SOLIDÁRIO, VIÁVEL E E JÁ PROVOU QUE ESTE PAÍS PODE E SERÁ MUITO MELHOR. VOTE 13!
(Contribuição de Walter Sebastião)
domingo, outubro 15, 2006
A TRAMA QUE LEVOU AO SEGUNDO TURNO

CLIQUE AQUI para fazer o download do pdf com a matéria completa veiculada na versão impressa da revista Carta Capital. Faça essa matéria circular! Envie para os seus amigos, imprima, leve para o serviço. Independente da campanha eleitoral, é importantíssimo que as pessoas sejam alertadas sobre o grau de manipulação que a rede globo e sua trupe não têm escrúpulos de chegar. Pela responsabilidade na divulgação dos fatos e por um jornalismo isento e sério, vamos exercer nossa cidadania e mostrar a eles que não somos fantoches!
(O início da reportagem, de Raimundo Rodrigues Pereira, já foi publicada neste blog, aqui. )
Veja alguns textos sobre a matéria:
O 1º golpe de estado já houve. E o 2º?
(Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada)
Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno. É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista Carta Capital que está nas bancas ("A trama que levou ao segundo turno"), de Raimundo Rodrigues Pereira. E merecia um sub-titulo: "A radiografia da imprensa brasileira".
Fica ali demonstrado:
1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra chegaram ao prédio da Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos;
2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal O Globo e da rádio Jovem Pan;
3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele;
4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: "Tem de sair à noite na tevê. Tem de sair no Jornal Nacional";
5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada;
6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro;
7) Ali Kamel, "uma espécie de guardião da doutrina da fé" da Globo, segundo a reportagem, recebeu a fita de audio e disse: "Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos", diz Kamel, segundo a reportagem
8) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891 ambulancias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri.
9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo em que aparece Jose Serra, em Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos sanguessugas;
10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario Lucio Avelar é o mesmo do "caso Lunus", que detonou a candidatura Roseana Sarney em 2002, para beneficiar José Serra. (A Justiça, depois, absolveu Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a campanha já tinha morrido.)
11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado prender;
12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de delito.
13) Que o Procurador Avelar declarou: "Veja bem, estamos falando de um partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o País. Pode sair de onde o dinheiro?"
14) A reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira conclui: "Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido."
Na mesma edição da revista Carta Capital, ao analisar uma pesquisa da Vox Populi, que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: "...dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo provocado por petistas envolvidos na compra do dossiê da familia Vedoin ... e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não compareceu."
Quer dizer: o golpe funcionou.
Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz em seu blog que houve uma reedição do golpe de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula. "A trama atual tem sabor igual, é mais sutil, porém. Mais velhaca", diz Mino.
Permito-me acrescentar outro exemplo.
Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel Brizola. Os militares, o SNI, e a Policia Federal (como o delegado Bruno, agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de Brizola e dar ao candidato dos militares, Wellington Moreira Franco. O golpe era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais?
O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como agora) que coonestaram o resultado fraudulento e prepararam a opinião pública para a fraude gigantesca.
Que só não aconteceu, porque Brizola "ganhou a eleição duas vezes: na lei e na marra", como, modestamente, escrevi no livro "Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral", editora Conrad, em companhia da jornalista Maria Helena Passos.
Está tudo pronto para o segundo golpe. O Procurador Avelar está lá. Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal (de São Paulo, de São Paulo!).
A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: "Cadê o papelzinho" que permite a recontagem do voto?
E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da candidatura Alckmin.
Requiém do jornalismo
(por Luis Nassif)
Raimundo Pereira sempre teve compromissos políticos. Mas manteve intacto o compromisso com o jornalismo, que desenvolveu desde os tempos brilhantes da revista "Realidade".
Sua matéria na Carta Capital sobre a cobertura da imprensa das fotos do dinheiro que seria pago pelo "dossiê Vendoin" é uma aula de jornalismo sobre o antijornalismo que parece ter tomado definitivamente conta da mídia.
Nos últimos anos houve vários exemplos de matérias encomendadas, várias evidências de mistura de jogadas empresariais e reportagens, e várias coberturas em que se misturavam cumplicidade com a polícia e autodefesa de jornalistas – como no caso do Bar Bodega, em que muitos jornalistas conviveram por um mês com um delegado que, depois se soube, torturou meninos injustamente acusados do crime, e nenhuma das testemunhas jamais veio a público denunciar o complô.
Mas em nenhum desses casos houve uma abrangência tão grande de veículos e uma falta de limites tão acentuada - independentemente da gravidade dos episódios cobertos - quanto a cobertura da foto dos maços de notas que seriam utilizados para a compra do "dossiê Vendoin".
A reportagem de Raimundo não é partidária, não é militante, não é raivosa, não trata a falta de escrúpulos com falta de escrúpulos - como tem sido a marca desses tempos de escuridão, nessas batalhas absurdas de capas atacando Lula e atacando a oposição. É fria e lógica como uma cirurgia de especialista. Não desperdiça palavras, não gasta acusações, apenas confronta princípios básicos de jornalismo com a atitude de cada veículo, repórteres e direção, no episódio em pauta.
Menciona gravações do delegado que vazou os maços de nota, a cumplicidade com jornalistas, jornais acobertando mentiras, como a versão de que as fotos haviam sido furtadas - versão divulgada a pedido do proprio delegado, conforme gravações preservadas por repórteres indignados e impotentes.
A exemplo de tantas campanhas absurdas dos anos 90, não adianta invocar a presença do "inimigo", do crime a ser combatido pouco importando os meios. Os atingidos pela cobertura não foram Lula, nem os "aloprados", nem mesmo o primeiro turno das eleições: foi o exercício do jornalismo, pelas mãos de algumas pessoas que, pelo cargo que ocupam, deveriam ser os maiores guardiões desses princípios.
Os 67 mil exemplares da Carta Capital não se equiparam à tiragem das grandes publicações. Mas cada exemplar com a matéria de Raimundo ficará pairando no ar, como um alerta sobre o que ocorre com jornalistas e publicações, quando colocam paixões e interesses acima dos princípios jornalísticos.
E o segundo golpe? Está a caminho. As peruas da GW já saíram da garagem.
Secretário aponta "círculo virtuoso" na agricultura familiar
O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Valter Bianchini, afirma que o programa Fome Zero criou um "círculo virtuoso", em que o agricultor mais pobre, além de receber os recursos do Bolsa família, adquire crédito para produzir e sobreviver com a venda dos seus produtos. Esses produtos, por sua vez, são vendidos a um preço mais baixo para outros pobres da comunidade.
"Trata-se de um circulo em que a produção vai para uma população que o governo está incentivando a ter recursos para melhor se alimentar", comenta Bianchini, em entrevista à Agência Brasil.
O Fome Zero é uma das bases do programa América Latina e Caribe sem Fome, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que tem lançamento marcado para amanhã (16). O funcionamento do programa brasileiro foi adaptado à realidade de outros países da região.
Biachini define esse círculo como "uma porta de saída" do Bolsa Família: "Temos alguns exemplos em que o apoio da assistência técnica, do crédito, a entrada em culturas rentáveis como a fruticultura os hortigranjeiros, a criação de pequenos animais, fizeram a renda aumentar. São exemplos concretos de comunidades onde muitos agricultores e agricultoras passaram a não mais depender do programa".
Segundo o secretário, a agricultura familiar é a responsável hoje por uma parcela grande da produção de alimentos da população brasileira. "Quando falamos de produtos típicos da mesa do brasileiro, como mandioca e feijão, falamos de mais de 70% que vem da agricultura familiar. Quando falamos de agricultura em geral, 37% de tudo o que se movimenta no Brasil vem dos 4 milhões estabelecimentos e 12 milhões de trabalhadores da agricultura familiar que existem no país", diz.
Investimento na agricultura familiar como solução para a fome mundial é o mote da Semana Mundial da Alimentação, que tem início amanhã (16) com atividades em todo o país e no mundo. Uma das principais é a teleconferência "América Latina e Caribe sem Fome 2025", marcada para as 18 horas. Nela, representantes de organismos internacionais e governos da região participarão do lançamento do programa das Nações Unidas.
No dizer do representante da FAO no Brasil, José Tubino, o Fome Zero é uma receita eficaz e com resultados comprovados. "A FAO reconhece a diminuição da fome no Brasil como resultado de ações e programas sociais empreendidos pelo governo federal com a parceria dos estados e municípios", diz Tubino.
O representante das Nações Unidas justifica a afirmação com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005, divulgados no mês passado, que mostram a renda do trabalhador cresceu 4,6% em 2005, após quase dez anos de perdas sucessivas. "As estatísticas mostram a diminuição da desigualdade de renda e da pobreza nos últimos anos. Além disso, verificamos uma geração de emprego expressiva". Segundo ele, a formalização do emprego e o incentivo à agricultura familiar contribuíram para o crescimento registrado no levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Trata-se de um circulo em que a produção vai para uma população que o governo está incentivando a ter recursos para melhor se alimentar", comenta Bianchini, em entrevista à Agência Brasil.
O Fome Zero é uma das bases do programa América Latina e Caribe sem Fome, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que tem lançamento marcado para amanhã (16). O funcionamento do programa brasileiro foi adaptado à realidade de outros países da região.
Biachini define esse círculo como "uma porta de saída" do Bolsa Família: "Temos alguns exemplos em que o apoio da assistência técnica, do crédito, a entrada em culturas rentáveis como a fruticultura os hortigranjeiros, a criação de pequenos animais, fizeram a renda aumentar. São exemplos concretos de comunidades onde muitos agricultores e agricultoras passaram a não mais depender do programa".
Segundo o secretário, a agricultura familiar é a responsável hoje por uma parcela grande da produção de alimentos da população brasileira. "Quando falamos de produtos típicos da mesa do brasileiro, como mandioca e feijão, falamos de mais de 70% que vem da agricultura familiar. Quando falamos de agricultura em geral, 37% de tudo o que se movimenta no Brasil vem dos 4 milhões estabelecimentos e 12 milhões de trabalhadores da agricultura familiar que existem no país", diz.
Investimento na agricultura familiar como solução para a fome mundial é o mote da Semana Mundial da Alimentação, que tem início amanhã (16) com atividades em todo o país e no mundo. Uma das principais é a teleconferência "América Latina e Caribe sem Fome 2025", marcada para as 18 horas. Nela, representantes de organismos internacionais e governos da região participarão do lançamento do programa das Nações Unidas.
No dizer do representante da FAO no Brasil, José Tubino, o Fome Zero é uma receita eficaz e com resultados comprovados. "A FAO reconhece a diminuição da fome no Brasil como resultado de ações e programas sociais empreendidos pelo governo federal com a parceria dos estados e municípios", diz Tubino.
O representante das Nações Unidas justifica a afirmação com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005, divulgados no mês passado, que mostram a renda do trabalhador cresceu 4,6% em 2005, após quase dez anos de perdas sucessivas. "As estatísticas mostram a diminuição da desigualdade de renda e da pobreza nos últimos anos. Além disso, verificamos uma geração de emprego expressiva". Segundo ele, a formalização do emprego e o incentivo à agricultura familiar contribuíram para o crescimento registrado no levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Porque vou votar em Lula, por Ziraldo
Segundo o Mauro Santayana, que não nasceu em Minas – como o Itamar, que nasceu no mar –, mas é uma instituição mineira, a gente tem que ter muito cuidado com paulista.
É claro que estou tratando a coisa como uma brincadeira, somos todos brasileiros (meus seis netos nasceram em São Paulo, a esposa do meu filho e os maridos de minhas filhas são paulistas e estou muito feliz com essa arrumação). Como em nossa História, porém, nós, mineiros, andamos de pinimba revolucionária com a paulistada, as lendas correm soltas. Os cariocas diziam que mineiros compravam bondes.
Compravam, sim, confirmam alguns mineiros mais espertos; mas pra vender pra paulistas. Conta-se também que mineiros nunca se importavam de ver seus times sempre perdendo para os times paulistas. E explicavam: "Futebol nós perde; o que nós num perde é revolução." Segundo o Mauro, que explica como a frase que vou citar surgiu – história da qual me esqueci –, a rapaziada de Minas mais próxima da fronteira com São Paulo avisa pro resto da mineirada: "Paulista, nem à prazo nem à vista!"
Taí o Fernando Henrique Cardoso que não deixa a mineirada mentir, não é mesmo, Itamar? Bem, depois de ler esta introdução e ver lá em cima o título do artigo, os mineiros que me leêm neste instante e para quem um pingo é letra já perceberam onde quero chegar.
Pra simplificar, antes de entrar em considerações é só lembrar ao meu povo – mineiro, como vocês sabem, chama o povo lá de casa de povo – que nós, o Brasil inteiro, ficamos, a esta altura, entregues a duas possibilidades paulistas: ou entra o Álckmin (cujo sobrenome é um desrespeito a Minas, terra dos alquimíns de Bocaiúva) ou entra o Lula que, no fundo, é um metalúrgico paulista que venceu na vida.
Nunca podemos nos esquecer de que, quando FHC assumiu, o projeto deles era o de ficar 20 anos no poder. Dentro do plano, tiveram a cachimônia (adoro esta palavra!) de inventar o acontecimento mais antiético da história da República brasileira: a reeleição.
Ela foi um sujo golpe às instituições, uma medida que nem os militares da ditadura tiveram a coragem de perpetrar, realizada em causa própria – com o principal beneficiário no poder – e conseguida da maneira mais desonesta de que se tem notícia: comprando, por preço nunca sabido, o voto dos deputados que, sem que a imprensa brasileira se escandalizasse ao nível do que se escandaliza hoje, começavam a desmoralizar mais ainda o nosso tão desmoralizado Congresso. Tudo começou com essa gente. E eles querem voltar ao poder.
"Non pasarán!" – os mineiros têm a obrigação de dizer. A trajetória política do Lula serviu para provar que a alma humana é que atrapalha todos os mais nobres planos de salvação de um povo. A verdade é que ninguém, mas ninguém mesmo, ama o povo. É tudo conversa.
As pessoas se movem em torno do poder e só depois é que descobrem uma causa para justificar sua luta por ele (o poder). Enquanto o ser humano, como indivíduo, mover-se em função do rancor, da carência afetiva e da inveja, não haverá possibilidade de êxito para qualquer causa coletiva.
Mas isso é outra história. O Luis Fernando Veríssimo descobriu a pólvora: Lula é o sertão – vejam sua vitória no Norte e Nordeste; na alma do povo ele é mais de lá do que de São Bernardo – e o Alckmin é da Daslu. Delenda Daslu! Não é possível que nós, mineiros – depois de termos cometido o erro que o Itamar cometeu, este de inventar essa deletéria figura do Fernando Henrique – vamos agora eleger o Alckmin. "Um erro, nós admitimos, dois, não." – como diria o macaco que não devolveu o troco a mais na primeira compra e exigiu o troco a menos na segunda.
Tenho certeza de que o Aécio está no palanque apoiando o Alckmin por uma questão de lealdade ao seu partido – onde ele me parece um estranho no ninho, mas já que está lá... – e não por convicção. Ele sabe que Lula tem que ganhar disparado em Minas neste segundo turno para evitar que Alckmin assuma a presidência e mele o projeto nacional de ter o Aécio como presidente do Brasil no próximo pleito.
Então, é isto: o Aécio está falando que é pra gente de Minas votar no Alckmin. Mas, todo mineiro sabe que isto é como aquela velha anedota da rodoviária: "Ocê tá dizendo que vai pra Manhuaçu pra eu achar que ocê vai pra Manhumirim, mas, ocê vai é pra Manhuaçu, mesmo". Ou seja, ele tá dizendo pra nós votá no Geraldo, mas é pra nós votá no Lula, mesmo. Para aplacar a consciência dos possíveis eleitores do Lula que não votarão nele com muita alegria, prestem atenção: independente das razões que dei até agora pra nós, mineiros, votarmos no Lula, tenho outras razões mais consistentes.
Todo mundo fala do escândalo da corrupção no governo Lula. É realmente assustador, nunca vimos pessoal mais incompetente, mais desastrado, mais canhestro e – vamos lá – mais desonesto. Quer dizer, mais desonestos já vimos, sim. É só lembrar que a maioria dos escândalos que são atribuídos a estes melancólicos sindicalistas da tropa do Lula, esses peleguinhos de quinta ordem, sempre foram frequentes em administrações anteriores, só não tiveram tanta visibilidade como têm agora.
Muitos dos escândalos que se creditam à administração Lula começaram no governo anterior, como o escândalo dos sanguessugas – cujo teor de gravidade pode ser medido pelo valor atribuído ao dossiê que o denuncia – e a fabulosa aventura do Marcos Valério. Agora tudo se denuncia, tudo se apura, ainda que tudo vá ficar por isso mesmo, mas vejam um detalhe: a turminha do Lula, meus amigos, é descartável! Eles são ladrõezinhos de m. dos quais o país pode se livrar com um peteleco. Vai ser fácil ficar livre deles.
O que nós nunca conseguiremos é livrarmo-nos da oligarquia brasileira, dos bornhauses da vida, dos jereissatis, dos ACMs, dos ricos paulistas que já tiveram a coragem de confessar: "Somos todos corruptos!"
É essa gente que herdou as capitanias hereditárias e que está montada no povo desde que os portugueses chegaram aqui. É essa gente que construiu a parte indecente da história do nosso país. É essa gente que fala em ética, mas acha que aceitar voto de qualquer um é correto.
É essa gente farisaica que pensa que é melhor do que o povo do Lula. Mas, não é. Temos que dar mais uma chance a este segmento da sociedade que chegou ao poder com o Lula. Eles estão sendo minados o tempo todo, mas, pelo menos, são outra gente. Não quero de volta os hipócritas da paulicéia desvairada. Prefiro o messianismo sertanejo do Lula.
(Publicado no jornal O Tempo, de 07/10/2006)
É claro que estou tratando a coisa como uma brincadeira, somos todos brasileiros (meus seis netos nasceram em São Paulo, a esposa do meu filho e os maridos de minhas filhas são paulistas e estou muito feliz com essa arrumação). Como em nossa História, porém, nós, mineiros, andamos de pinimba revolucionária com a paulistada, as lendas correm soltas. Os cariocas diziam que mineiros compravam bondes.
Compravam, sim, confirmam alguns mineiros mais espertos; mas pra vender pra paulistas. Conta-se também que mineiros nunca se importavam de ver seus times sempre perdendo para os times paulistas. E explicavam: "Futebol nós perde; o que nós num perde é revolução." Segundo o Mauro, que explica como a frase que vou citar surgiu – história da qual me esqueci –, a rapaziada de Minas mais próxima da fronteira com São Paulo avisa pro resto da mineirada: "Paulista, nem à prazo nem à vista!"
Taí o Fernando Henrique Cardoso que não deixa a mineirada mentir, não é mesmo, Itamar? Bem, depois de ler esta introdução e ver lá em cima o título do artigo, os mineiros que me leêm neste instante e para quem um pingo é letra já perceberam onde quero chegar.
Pra simplificar, antes de entrar em considerações é só lembrar ao meu povo – mineiro, como vocês sabem, chama o povo lá de casa de povo – que nós, o Brasil inteiro, ficamos, a esta altura, entregues a duas possibilidades paulistas: ou entra o Álckmin (cujo sobrenome é um desrespeito a Minas, terra dos alquimíns de Bocaiúva) ou entra o Lula que, no fundo, é um metalúrgico paulista que venceu na vida.
Nunca podemos nos esquecer de que, quando FHC assumiu, o projeto deles era o de ficar 20 anos no poder. Dentro do plano, tiveram a cachimônia (adoro esta palavra!) de inventar o acontecimento mais antiético da história da República brasileira: a reeleição.
Ela foi um sujo golpe às instituições, uma medida que nem os militares da ditadura tiveram a coragem de perpetrar, realizada em causa própria – com o principal beneficiário no poder – e conseguida da maneira mais desonesta de que se tem notícia: comprando, por preço nunca sabido, o voto dos deputados que, sem que a imprensa brasileira se escandalizasse ao nível do que se escandaliza hoje, começavam a desmoralizar mais ainda o nosso tão desmoralizado Congresso. Tudo começou com essa gente. E eles querem voltar ao poder.
"Non pasarán!" – os mineiros têm a obrigação de dizer. A trajetória política do Lula serviu para provar que a alma humana é que atrapalha todos os mais nobres planos de salvação de um povo. A verdade é que ninguém, mas ninguém mesmo, ama o povo. É tudo conversa.
As pessoas se movem em torno do poder e só depois é que descobrem uma causa para justificar sua luta por ele (o poder). Enquanto o ser humano, como indivíduo, mover-se em função do rancor, da carência afetiva e da inveja, não haverá possibilidade de êxito para qualquer causa coletiva.
Mas isso é outra história. O Luis Fernando Veríssimo descobriu a pólvora: Lula é o sertão – vejam sua vitória no Norte e Nordeste; na alma do povo ele é mais de lá do que de São Bernardo – e o Alckmin é da Daslu. Delenda Daslu! Não é possível que nós, mineiros – depois de termos cometido o erro que o Itamar cometeu, este de inventar essa deletéria figura do Fernando Henrique – vamos agora eleger o Alckmin. "Um erro, nós admitimos, dois, não." – como diria o macaco que não devolveu o troco a mais na primeira compra e exigiu o troco a menos na segunda.
Tenho certeza de que o Aécio está no palanque apoiando o Alckmin por uma questão de lealdade ao seu partido – onde ele me parece um estranho no ninho, mas já que está lá... – e não por convicção. Ele sabe que Lula tem que ganhar disparado em Minas neste segundo turno para evitar que Alckmin assuma a presidência e mele o projeto nacional de ter o Aécio como presidente do Brasil no próximo pleito.
Então, é isto: o Aécio está falando que é pra gente de Minas votar no Alckmin. Mas, todo mineiro sabe que isto é como aquela velha anedota da rodoviária: "Ocê tá dizendo que vai pra Manhuaçu pra eu achar que ocê vai pra Manhumirim, mas, ocê vai é pra Manhuaçu, mesmo". Ou seja, ele tá dizendo pra nós votá no Geraldo, mas é pra nós votá no Lula, mesmo. Para aplacar a consciência dos possíveis eleitores do Lula que não votarão nele com muita alegria, prestem atenção: independente das razões que dei até agora pra nós, mineiros, votarmos no Lula, tenho outras razões mais consistentes.
Todo mundo fala do escândalo da corrupção no governo Lula. É realmente assustador, nunca vimos pessoal mais incompetente, mais desastrado, mais canhestro e – vamos lá – mais desonesto. Quer dizer, mais desonestos já vimos, sim. É só lembrar que a maioria dos escândalos que são atribuídos a estes melancólicos sindicalistas da tropa do Lula, esses peleguinhos de quinta ordem, sempre foram frequentes em administrações anteriores, só não tiveram tanta visibilidade como têm agora.
Muitos dos escândalos que se creditam à administração Lula começaram no governo anterior, como o escândalo dos sanguessugas – cujo teor de gravidade pode ser medido pelo valor atribuído ao dossiê que o denuncia – e a fabulosa aventura do Marcos Valério. Agora tudo se denuncia, tudo se apura, ainda que tudo vá ficar por isso mesmo, mas vejam um detalhe: a turminha do Lula, meus amigos, é descartável! Eles são ladrõezinhos de m. dos quais o país pode se livrar com um peteleco. Vai ser fácil ficar livre deles.
O que nós nunca conseguiremos é livrarmo-nos da oligarquia brasileira, dos bornhauses da vida, dos jereissatis, dos ACMs, dos ricos paulistas que já tiveram a coragem de confessar: "Somos todos corruptos!"
É essa gente que herdou as capitanias hereditárias e que está montada no povo desde que os portugueses chegaram aqui. É essa gente que construiu a parte indecente da história do nosso país. É essa gente que fala em ética, mas acha que aceitar voto de qualquer um é correto.
É essa gente farisaica que pensa que é melhor do que o povo do Lula. Mas, não é. Temos que dar mais uma chance a este segmento da sociedade que chegou ao poder com o Lula. Eles estão sendo minados o tempo todo, mas, pelo menos, são outra gente. Não quero de volta os hipócritas da paulicéia desvairada. Prefiro o messianismo sertanejo do Lula.
(Publicado no jornal O Tempo, de 07/10/2006)
Contra fatos não há argumentos!
Recebi por e-mail, do leitor Miguel Freitas, uma compilação, organizada por ele, de informações e comparações entre Lula, FHC e Alckmin. Não há grandes novidades em relação ao que já falamos neste blog repetidas vezes, mas, além de explicar fatos de forma clara e acessível, sempre acompanhados de números, faz questão de citar sempre as fontes de onde tirou as informações. Aliás, Miguel faz uma bela defesa do exercício do raciocínio crítico por parte do leitor, esclarecendo que só constam nos seus arquivos informações que podem ser comprovadas, e advertindo que não serão encontrados lá fatos especulativos. Um belo trabalho, sugiro a todos que leiam e repassem aos seus conhecidos.
CLIQUE AQUI para ver as informações em powerpoint ou CLIQUE AQUI aqui para ver em pdf. O conteúdo dos dois arquivos é o mesmo.
A seguir, alguns aperitivos, mas vale a pena acessar um dos arquivos para ver gráficos, checar fontes e ver que até algumas capas da "ilibada" revista veja comprovam o que é dito:
DÍVIDA PÚBLICA
Do Estado de São Paulo: "O presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou ontem (16/07/1997) a Lei Geral das Telecomunicações e disse que o dinheiro obtido com a privatização será usado para abater a dívida pública. Segundo FH, isso será cumprido de maneira obsessiva e "não haverá ano eleitoral" capaz de fazê-lo mudar essa decisão."
Mesmo privatizando diversas empresas estatais, o governo FHC (Jan95 – Jan03) ainda conseguiu causar um crescimento real da dívida de 182% (quase triplicou).
PRIVATIZAÇÕES
Luiz Carlos Mendonça de Barros (na época ministro das comunicações, atual consultor econômico do Alckmin) conversa com André Lara Resende (na época presidente do BNDES) como seria montada uma operação, um "esquema", para favorecer o Opportunity do Daniel Dantas no leilão da Telebrás. Até FHC foi chamado para interferir e convencer os fundos de pensão a participarem. As conversas foram gravadas e vazaram para a imprensa.
A Vale do Rio Doce foi vendida por R$3,4 bilhões e hoje é avaliada em quase R$100 bilhões. Milagre administrativo? Pouco provável. As condições da privatização são contestadas na justiça com indícios de que a empresa teria sido sub-avaliada.
Entrevista com Geraldo Alckmin, para o jornal O Globo em 15/01/2006:
O Globo: Que tipo de empresa o senhor acha que se enquadraria em futuras privatizações?
Alckmin: "Bancos estaduais. A maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita coisa que se pode privatizar".
(IR)RESPONSABILIDADE FISCAL
FHC triplicou a dívida pública, manteve o real super-valorizado para se reeleger, quebrou o país três vezes (1998, 2001 e 2002) tendo que pedir auxílio ao FMI, privatizou empresas públicas favorecendo grupos econômicos, recebendo em troca as famosas "moedas podres" e dinheiro do próprio governo (via BNDES).
POLÍCIA FEDERAL
No governo Lula:
- Mais de 280 operações em 3 anos e meio (no 2º mandato de FHC, cerca de 60).
- Operações que prenderam criminosos, corruptos, sonegadores entre outros figurões que nunca tinham sido incomodados (presidente do Tribunal de Justiça, dona de loja de produtos importados de luxo, doleiros e até membros do partido do governo!)
- A PF tem mais recursos, mais do que o dobro do número de agentes (11 mil) e trabalha com independência.
No governo FHC:
Em 1995, ao saber que estava sendo investigado pela PF, ACM ligou para o diretor geral Wilson Romão e ameaçou usar a polícia civil para prender o delegado federal Roberto Chagas Monteiro. Resultado: as investigações foram suspensas e o delegado foi mandado para a Argentina!
A ÉTICA DO PSDB
FHC inventa a ética com prazo de validade: "A crise é hoje. O que aconteceu no passado, no meu governo, é coisa da História".
Geraldo Brindeiro, conhecido como Engavetador Geral do governo passado "engavetou" 242 inquéritos e arquivou outros 217 envolvendo deputados, senadores, ministros, ex-ministros e o próprio FHC.
Alckmin conseguiu barrar a abertura de todos os 69 pedidos de CPI protocolados na atual legislatura da Assembléia de SP.
CLIQUE AQUI para ver as informações em powerpoint ou CLIQUE AQUI aqui para ver em pdf. O conteúdo dos dois arquivos é o mesmo.
A seguir, alguns aperitivos, mas vale a pena acessar um dos arquivos para ver gráficos, checar fontes e ver que até algumas capas da "ilibada" revista veja comprovam o que é dito:
DÍVIDA PÚBLICA
Do Estado de São Paulo: "O presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou ontem (16/07/1997) a Lei Geral das Telecomunicações e disse que o dinheiro obtido com a privatização será usado para abater a dívida pública. Segundo FH, isso será cumprido de maneira obsessiva e "não haverá ano eleitoral" capaz de fazê-lo mudar essa decisão."
Mesmo privatizando diversas empresas estatais, o governo FHC (Jan95 – Jan03) ainda conseguiu causar um crescimento real da dívida de 182% (quase triplicou).
PRIVATIZAÇÕES
Luiz Carlos Mendonça de Barros (na época ministro das comunicações, atual consultor econômico do Alckmin) conversa com André Lara Resende (na época presidente do BNDES) como seria montada uma operação, um "esquema", para favorecer o Opportunity do Daniel Dantas no leilão da Telebrás. Até FHC foi chamado para interferir e convencer os fundos de pensão a participarem. As conversas foram gravadas e vazaram para a imprensa.
A Vale do Rio Doce foi vendida por R$3,4 bilhões e hoje é avaliada em quase R$100 bilhões. Milagre administrativo? Pouco provável. As condições da privatização são contestadas na justiça com indícios de que a empresa teria sido sub-avaliada.
Entrevista com Geraldo Alckmin, para o jornal O Globo em 15/01/2006:
O Globo: Que tipo de empresa o senhor acha que se enquadraria em futuras privatizações?
Alckmin: "Bancos estaduais. A maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita coisa que se pode privatizar".
(IR)RESPONSABILIDADE FISCAL
FHC triplicou a dívida pública, manteve o real super-valorizado para se reeleger, quebrou o país três vezes (1998, 2001 e 2002) tendo que pedir auxílio ao FMI, privatizou empresas públicas favorecendo grupos econômicos, recebendo em troca as famosas "moedas podres" e dinheiro do próprio governo (via BNDES).
POLÍCIA FEDERAL
No governo Lula:
- Mais de 280 operações em 3 anos e meio (no 2º mandato de FHC, cerca de 60).
- Operações que prenderam criminosos, corruptos, sonegadores entre outros figurões que nunca tinham sido incomodados (presidente do Tribunal de Justiça, dona de loja de produtos importados de luxo, doleiros e até membros do partido do governo!)
- A PF tem mais recursos, mais do que o dobro do número de agentes (11 mil) e trabalha com independência.
No governo FHC:
Em 1995, ao saber que estava sendo investigado pela PF, ACM ligou para o diretor geral Wilson Romão e ameaçou usar a polícia civil para prender o delegado federal Roberto Chagas Monteiro. Resultado: as investigações foram suspensas e o delegado foi mandado para a Argentina!
A ÉTICA DO PSDB
FHC inventa a ética com prazo de validade: "A crise é hoje. O que aconteceu no passado, no meu governo, é coisa da História".
Geraldo Brindeiro, conhecido como Engavetador Geral do governo passado "engavetou" 242 inquéritos e arquivou outros 217 envolvendo deputados, senadores, ministros, ex-ministros e o próprio FHC.
Alckmin conseguiu barrar a abertura de todos os 69 pedidos de CPI protocolados na atual legislatura da Assembléia de SP.
sábado, outubro 14, 2006
Ei, jornalistas, é hora de reconhecer a lambança!
(charge de Bira Dantas)"Lula, de onde é que veio o dinheiro?" - perguntou Elio Gaspari no título da coluna de ontem, em "O Globo", "Folha de S. Paulo", "Zero Hora", "Estado de Minas", "Correio Braziliense", etc. "Qual a origem do dinheiro?" - tinha perguntado na véspera a coluna de Arnaldo Jabor, no mesmo "O Globo" e provavelmente ainda no "Jornal da Globo" (que não costumo ver) e talvez mais meia dúzia de veículos.
Na manchete de segunda-feira, "O Globo" já dizia no subtítulo: "Tucano cobra origem do dinheiro". E a "Folha", na mesma linha, também destacara na chamada de primeira página que Alckmin "quis saber de onde veio o dinheiro sujo para a compra de um dossiê fajuto". O "Estadão", sempre na direita, está ainda mais fixado no dinheiro: "Tucano em tom agressivo cobra do petista explicações sobre corrupção".
Minha pergunta a toda a grande mídia é outra. Que jornalismo é esse que se pratica no Brasil? Observem as três fases da marcha da insensatez golpista contra Lula:
1) a tentativa fracassada do impeachment, por mais de um ano;
2) o desespero para inverter a tendência do eleitorado, em parte bem sucedido no primeiro turno;
3) e afinal - quem sabe? - apoio ao golpe aberto, se o povo, teimoso, ignorar a mídia e insistir na reeleição.
Ainda a fúria da elite branca
O lado insólito de todo esse quadro, capaz de refleti-lo como um espelho claro de nossa "elite branca" (obrigado, governador Lembo, por defini-la tão bem), é a quase unanimidade. Só na crise de agosto de 1954 a mídia foi tão unida no esforço golpista. Mesmo assim, naquele episódio havia dois jornais fora do coro no Rio, então capital federal: a "Ultima Hora" e "O Radical" ousavam defender o presidente Vargas.
Hoje eles estão "todos juntos", num coro afinado que lembra o "Pra Frente, Brasil" de 1970, agora com Geraldo Alckmin no papel que foi do general Garrastazu Médici. E naquele tempo em que apoiaram a ditadura militar foram todos muito bem recompensados, até construíram sedes novas. A novidade agora, no entanto, é a adesão aparentemente voluntária dos jornalistas, aliados às cúpulas empresariais.
Parece sintomática, sob esse ângulo, a repetição quase literal dos títulos das colunas de Jabor e Gaspari - uma no dia 10, a outra no dia 11. Trata-se de algo que no jornalismo de pouco tempo atrás (talvez até os espetáculos circenses de Roberto Jefferson na TV) seria impedido, como falha técnica, por qualquer profissional atento que estivesse de plantão à noite e deparasse com aquela anormalidade no jornal.
O coro promíscuo da grande mídia, tão zelosa na adesão à campanha de seu candidato, não hesita em abraçar até seus bordões e slogans. Isso não costumava acontecer antes. Tampouco ocorreu no passado igual unanimidade de jornalistas e colunistas influentes, alguns menos ostensivos mas outros - como Merval Pereira de "O Globo" - fazendo trabalho mais adequado a comitê eleitoral do que a redação.
"Não é indagação-acusação honesta"
Entendo ser lícito esperar tal coisa de quem serviu à ditadura - como Alexandre Garcia, secretário de Imprensa demitido pelo ditador Figueiredo por falta de decoro. É difícil recuperar a reputação de um jornalista que, como ele, garantiu um dia que o ministro Mário Henrique Simonsen seria mantido no cargo e no dia seguinte, desmentido, posou sorridente na praia para fotos ao lado do ministro sumariamente afastado.
O pior para todos eles é existir uma realidade concreta bem diferente da fantasia que vendem ao País. Desde domingo proclamam em coro, veículos e jornalistas, que o candidato Alckmin ganhou o debate da Band. Como não foi essa a avaliação do eleitorado (as pesquisas mostram crescimento de Lula e queda de Alckmin em todas as faixas), agora inventam teoria singular: o público tem pena de candidato que perde o debate.
É a tese de Fernando Rodrigues, da "Folha", e outros. Mas a "Folha", felizmente, ainda tem a voz isolada de Janio de Freitas, que viu Alckmin como misto do pior de Lacerda e Collor - a agressividade compulsiva de um e a arrogância do outro. Sobre o "de onde veio o dinheiro", definiu: "Não é indagação-acusação honesta. Não há nenhuma sugestão objetiva, nem sugestão, de que Lula tenha algo a ver com o negócio do dossiê".
Com essa exceção, talvez mais uma ou outra, os jornalistas parecem acorrentados a um pacto promíscuo. Por exemplo, sem nada em comum na biografia, Gaspari e Jabor repetem a pergunta que cabe à Polícia Federal fazer às pessoas presas em conexão com o dinheiro. Fazê-la a Lula é só engrossar o bordão do PSDB. Por que insistir nisso?
Caseiro santo, delegado à deriva
Fazer propaganda, claro, é mais fácil. Fariam jornalismo se investigassem o delegado Edmilson Pereira Bruno. Agindo por conta própria (ou a serviço do PSDB), prendeu os petistas acusados de "tentar comprar" o tal dossiê e - depois de afastado do caso, pela maneira não ortodoxa com que agia - voltou às escondidas e passou à imprensa, na véspera da eleição, as fotos do dinheiro, "para destruir Lula".
A única coisa concreta contra Lula obtida pelo tal delegado foi a citação do nome do churrasqueiro do presidente, Freud Godoy - agora atribuída à intimidação dele. "Freud explica" foi a criativa frase adotada pela premiada Miriam Leitão e outros como bordão, dias e dias, até a PF e o Ministério Público isentá-lo de culpa no caso. (O único a pedir desculpas por manchar a reputação alheia foi Gustavo Ioschpe, na "Folha".)
O fracasso do jornalismo da grande mídia - desprezado pelo eleitorado, como provam as últimas pesquisas - resulta da obsessão anti-Lula, que passa por cima dos fatos. Como os que cercam o caseiro Francenildo, causador da demissão de um ministro. Ele continua canonizado na mídia, ninguém (além da "CartaCapital") quer saber do estranho depósito na conta dele ou da chantagem de que seu suposto pai biológico se diz vítima.
(texto de Argemiro Ferreira para a Tribuna da Imprensa)
Deficiência, quanta diferença!
Recomendamos vivamente a leitura do programa de governo da candidatura Alckmin. Lendo, fica clara a diferença entre nós e eles. Vejamos, por exemplo, o que propõe Alckmin para as pessoas com deficiência.
O tema é fundamental. Apesar disso, as menções a ele são esparsas, inseridas apenas em alguns dos tópicos, configurando ações isoladas e descontextualizadas, que não expressam o que de fato será realizado. Não se dá destaque, tampouco visibilidade, à problemática da exclusão das pessoas com deficiência. E não se atende minimamente as demandas do movimento social.
Vejamos alguns exemplos disto. No item Direitos Humanos e Justiça, a proposta para pessoas com deficiência se reduz a adotar medidas para permitir o acesso ao mercado de trabalho e circulação aos espaços públicos. Não se reflete em profundidade sobre a temática dos direitos humanos, que é base para a construção de uma política de justiça social e valorização da diversidade. Além disso, a proposta é evasiva, pois não aponta concretamente quais medidas serão adotadas e também não apresenta compromisso com o cumprimento do Decreto de Acessibilidade.
No item Educação, não se explicita uma diretriz político-pedagógica para inclusão educacional das pessoas com deficiência e, conseqüentemente, não se apresenta uma proposta para organização dos sistemas de ensino, nem o compromisso com a formação inicial e continuada, a implantação de recursos e serviços e as adequações para acessibilidade na escola. O programa de Alckmin não aborda o paradigma atual da educação inclusiva e da educação especial enquanto modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino.
O tema só aparece quando se fala do ensino médio, no qual se propõe à implantação de centros de referência para atendimento a portadores de necessidades especiais e formação profissional, sem definição conceitual, estratégia de implantação e abrangência dos mesmos. Em resumo, Alckmin mostra total distanciamento das elaborações referentes à relação intrínseca entre educação e desenvolvimento inclusivo.
Ao falar de Saúde, o programa de Alckmin não configura uma proposta de expansão e consolidação das redes de serviços de prevenção, detecção, tratamento e reabilitação. Apesar da óbvia relação entre a área da saúde e as necessidades das pessoas com deficiência, o programa tucano não apresenta nenhum avanço, resumindo-se a oferecer atendimento integral aos portadores de deficiência, incluindo próteses e a possibilidade de cirurgias corretivas, ou seja, reporta-se ao que já consta na política nacional de saúde. Mais uma vez, a proposta é evasiva, já que não indica a ampliação das áreas de atendimento, não introduz novas abrangências e não define as prioridades de investimento em relação aos programas de atenção integral à saúde das pessoas com deficiência.
No tópico Política Social, o programa de Alckmin fala apenas de ampliar e aperfeiçoar os programas de transferência de renda, dentre eles o Benefício de Prestação Continuada e consolidar a Rede de Proteção Social formada por instituições, dentre elas as que atuam com pessoas com deficiência física. O programa não apresenta proposta de desinstitucionalização das pessoas com deficiência, nem o reordenamento do financiamento público para projetos não assistencialistas, não segregacionistas e de tutela. E quando se refere à Rede de Proteção Social, indica somente a deficiência física, ignorando os portadores de deficiência sensorial (visual e auditiva) e mental. Assim, a proposta representa um retrocesso nas políticas públicas, ao não adotar a elaboração do Sistema Único de Assistência Social - SUAS, o qual redimensiona os serviços sócio-assistenciais, fortalecendo a inclusão social das pessoas com deficiência.
No item de Transporte Coletivo e Urbano, o programa de Alckmin defende estimular os governos estaduais e municipais a realizarem obras destinadas a pessoas portadoras de dificuldade de locomoção, sem definir apoio para ações de implantação de sistemas de transporte acessíveis, eliminação de barreiras arquitetônicas, difusão do conceito de desenho universal, desenvolvimento tecnológico e garantia da acessibilidade às pessoas com restrição de mobilidade. Mais uma vez, além de não apontar avanços na política, representa um retrocesso com relação à proposta do Programa Brasil Acessível implementado pelo atual governo para apoiar projetos de acessibilidade universal.
Quando fala de Esporte, o programa de Alckmin sinaliza apenas incrementar o Para-Desporto e recuperar a idéia do Esporte para Todos; no Trabalho e Emprego, fala em combater a discriminação contra os trabalhadores, inclusive os portadores de deficiência; ao tratar de Turismo, Cultura, Ciência e Tecnologia, não menciona quaisquer ações referentes à efetivação dos diretos e atendimento às necessidades das pessoas com deficiência.
Já o Programa de Governo Lula Presidente 2007-2010, apresenta um caderno específico, com as propostas de atenção às pessoas com deficiência nas diferentes áreas, elaboradas a partir da concepção de sociedade inclusiva, trazendo uma nova abordagem das políticas públicas com enfoque na cidadania e na acessibilidade.
Clique aqui e confira a íntegra do Programa Setorial de Pessoas com Deficiência.
(do Boletim da campanha Lula Presidente)
O tema é fundamental. Apesar disso, as menções a ele são esparsas, inseridas apenas em alguns dos tópicos, configurando ações isoladas e descontextualizadas, que não expressam o que de fato será realizado. Não se dá destaque, tampouco visibilidade, à problemática da exclusão das pessoas com deficiência. E não se atende minimamente as demandas do movimento social.
Vejamos alguns exemplos disto. No item Direitos Humanos e Justiça, a proposta para pessoas com deficiência se reduz a adotar medidas para permitir o acesso ao mercado de trabalho e circulação aos espaços públicos. Não se reflete em profundidade sobre a temática dos direitos humanos, que é base para a construção de uma política de justiça social e valorização da diversidade. Além disso, a proposta é evasiva, pois não aponta concretamente quais medidas serão adotadas e também não apresenta compromisso com o cumprimento do Decreto de Acessibilidade.
No item Educação, não se explicita uma diretriz político-pedagógica para inclusão educacional das pessoas com deficiência e, conseqüentemente, não se apresenta uma proposta para organização dos sistemas de ensino, nem o compromisso com a formação inicial e continuada, a implantação de recursos e serviços e as adequações para acessibilidade na escola. O programa de Alckmin não aborda o paradigma atual da educação inclusiva e da educação especial enquanto modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino.
O tema só aparece quando se fala do ensino médio, no qual se propõe à implantação de centros de referência para atendimento a portadores de necessidades especiais e formação profissional, sem definição conceitual, estratégia de implantação e abrangência dos mesmos. Em resumo, Alckmin mostra total distanciamento das elaborações referentes à relação intrínseca entre educação e desenvolvimento inclusivo.
Ao falar de Saúde, o programa de Alckmin não configura uma proposta de expansão e consolidação das redes de serviços de prevenção, detecção, tratamento e reabilitação. Apesar da óbvia relação entre a área da saúde e as necessidades das pessoas com deficiência, o programa tucano não apresenta nenhum avanço, resumindo-se a oferecer atendimento integral aos portadores de deficiência, incluindo próteses e a possibilidade de cirurgias corretivas, ou seja, reporta-se ao que já consta na política nacional de saúde. Mais uma vez, a proposta é evasiva, já que não indica a ampliação das áreas de atendimento, não introduz novas abrangências e não define as prioridades de investimento em relação aos programas de atenção integral à saúde das pessoas com deficiência.
No tópico Política Social, o programa de Alckmin fala apenas de ampliar e aperfeiçoar os programas de transferência de renda, dentre eles o Benefício de Prestação Continuada e consolidar a Rede de Proteção Social formada por instituições, dentre elas as que atuam com pessoas com deficiência física. O programa não apresenta proposta de desinstitucionalização das pessoas com deficiência, nem o reordenamento do financiamento público para projetos não assistencialistas, não segregacionistas e de tutela. E quando se refere à Rede de Proteção Social, indica somente a deficiência física, ignorando os portadores de deficiência sensorial (visual e auditiva) e mental. Assim, a proposta representa um retrocesso nas políticas públicas, ao não adotar a elaboração do Sistema Único de Assistência Social - SUAS, o qual redimensiona os serviços sócio-assistenciais, fortalecendo a inclusão social das pessoas com deficiência.
No item de Transporte Coletivo e Urbano, o programa de Alckmin defende estimular os governos estaduais e municipais a realizarem obras destinadas a pessoas portadoras de dificuldade de locomoção, sem definir apoio para ações de implantação de sistemas de transporte acessíveis, eliminação de barreiras arquitetônicas, difusão do conceito de desenho universal, desenvolvimento tecnológico e garantia da acessibilidade às pessoas com restrição de mobilidade. Mais uma vez, além de não apontar avanços na política, representa um retrocesso com relação à proposta do Programa Brasil Acessível implementado pelo atual governo para apoiar projetos de acessibilidade universal.
Quando fala de Esporte, o programa de Alckmin sinaliza apenas incrementar o Para-Desporto e recuperar a idéia do Esporte para Todos; no Trabalho e Emprego, fala em combater a discriminação contra os trabalhadores, inclusive os portadores de deficiência; ao tratar de Turismo, Cultura, Ciência e Tecnologia, não menciona quaisquer ações referentes à efetivação dos diretos e atendimento às necessidades das pessoas com deficiência.
Já o Programa de Governo Lula Presidente 2007-2010, apresenta um caderno específico, com as propostas de atenção às pessoas com deficiência nas diferentes áreas, elaboradas a partir da concepção de sociedade inclusiva, trazendo uma nova abordagem das políticas públicas com enfoque na cidadania e na acessibilidade.
Clique aqui e confira a íntegra do Programa Setorial de Pessoas com Deficiência.
(do Boletim da campanha Lula Presidente)
Marco Aurélio Garcia divulga nota à corrigindo a imprensa
"A edição e as manchetes da entrevista coletiva que ofereci à imprensa na última sexta-feira procuram atribuir-me a defesa de uma política de contenção dos reajustes salariais dos servidores públicos nos próximos anos.
Falso. Foi o atual governo que rompeu com o arrocho dos oito anos da era FHC e concedeu aumentos salariais expressivos que permitiram recompor as perdas passadas. Ao mesmo tempo reestruturou carreiras, como parte de um programa mais amplo de reforma do Estado e dignificação da função pública. Os aumentos salariais prosseguirão e, para isso, o governo contará com recursos e com mecanismos de negociação que foram construídos no primeiro mandato do Presidente Lula.
Diferentemente do que pensaram outros governantes, os funcionários públicos para nós não são problema, mas solução. Eles são essenciais para conduzir o processo de mudança social com o qual estamos comprometidos e que estamos realizando.
O equilíbrio fiscal que o atual governo logrou com muito sacrifício e seriedade será mantido, posto que a economia crescerá em ritmo mais acelerado, os juros cairão e continuará a melhoria da qualidade do gasto público."
Marco Aurélio Garcia
Coordenador-Geral da Campanha da Coligação a "Força do Povo"
Falso. Foi o atual governo que rompeu com o arrocho dos oito anos da era FHC e concedeu aumentos salariais expressivos que permitiram recompor as perdas passadas. Ao mesmo tempo reestruturou carreiras, como parte de um programa mais amplo de reforma do Estado e dignificação da função pública. Os aumentos salariais prosseguirão e, para isso, o governo contará com recursos e com mecanismos de negociação que foram construídos no primeiro mandato do Presidente Lula.
Diferentemente do que pensaram outros governantes, os funcionários públicos para nós não são problema, mas solução. Eles são essenciais para conduzir o processo de mudança social com o qual estamos comprometidos e que estamos realizando.
O equilíbrio fiscal que o atual governo logrou com muito sacrifício e seriedade será mantido, posto que a economia crescerá em ritmo mais acelerado, os juros cairão e continuará a melhoria da qualidade do gasto público."
Marco Aurélio Garcia
Coordenador-Geral da Campanha da Coligação a "Força do Povo"
Alckmin atuou contra trabalhador na Constituinte
Quando foi deputado Constituinte, o candidato tucano Geraldo Alckmin (PSDB) votou sistematicamente contra os interesses soberanos do país e contra os interesses dos trabalhadores. É o que mostra o livro "Quem foi Quem na Constituinte", do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - DIAP.
Ele se posicionou contrário à nacionalização do subsolo brasileiro e também votou contra a licença-paternidade de cinco dias, contra a jornada de trabalho de 40 horas e contra a proteção aos trabalhadores com mais de 45 anos nas empresas.
"É esse o que agora se diz defensor dos interesses nacionais e do povo brasileiro?", questionou ontem o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) no plenário da Câmara.
"Na Constituinte houve uma votação histórica, na qual se propunha a nacionalização do subsolo brasileiro. É por demais óbvio entender a importância estratégica para o país da nacionalização para que houvesse a garantia constitucional de que a pesquisa e a lavra de recursos e jazidas minerais, bem como a exploração dos potenciais de energia hidráulica, são patrimônios da União e só serão explorados por empresa nacional. O atual candidato Alckmin e o seu vice, José Jorge, votaram contra, votaram contra os interesses nacionais. Entreguistas! Está aqui no Diário da Constituinte", afirmou o líder do governo.
Ele lembrou que o candidato Alckmin nega sua história porque diz que não está no programa dele "privatizar nada", "como nunca esteve no programa do PSDB privatizar as estatais paulistas". "Mas foi o ainda vice-governador Geraldo Alckmin que coordenou o programa de desestatização do Estado de São Paulo. Privatizaram a Eletropaulo, privatizaram a CPFL, e só não privatizaram a CESP porque a endividaram tanto e não conseguiram, e agora acabaram de privatizar a CETEEP", rebateu Chinaglia.
Arlindo Chinaglia destacou ainda a tentativa da aprovação na Constituição brasileira da proteção aos trabalhadores com mais de 45 anos nas empresas. "Cinco por cento das vagas das empresas seriam destinadas a trabalhadores de 45 anos ou mais. Fomos derrotados, com o voto do Alckmin, entre outros. Lula e Olívio Dutra votaram a favor", afirmou.
Jornada de trabalho
"O 1º de maio surgiu de uma luta de 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso, e operários foram fuzilados. Alckmin votou contra a jornada de 40 horas semanais. Eles derrotaram essa proposta na Constituinte. Seguiu-se com a jornada de trabalho de 42 horas semanais. Já que os trabalhadores perderam naquela votação de 40, houve uma segunda tentativa. Fomos derrotados. Quem votou contra? Geraldo Alckmin e José Jorge", reforçou o deputado petista.
"Por isso, é bom que o povo brasileiro fique esclarecido exatamente sobre aqueles que vestem pele de cordeiro para esconder suas unhas", alertou.
Ele se posicionou contrário à nacionalização do subsolo brasileiro e também votou contra a licença-paternidade de cinco dias, contra a jornada de trabalho de 40 horas e contra a proteção aos trabalhadores com mais de 45 anos nas empresas.
"É esse o que agora se diz defensor dos interesses nacionais e do povo brasileiro?", questionou ontem o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) no plenário da Câmara.
"Na Constituinte houve uma votação histórica, na qual se propunha a nacionalização do subsolo brasileiro. É por demais óbvio entender a importância estratégica para o país da nacionalização para que houvesse a garantia constitucional de que a pesquisa e a lavra de recursos e jazidas minerais, bem como a exploração dos potenciais de energia hidráulica, são patrimônios da União e só serão explorados por empresa nacional. O atual candidato Alckmin e o seu vice, José Jorge, votaram contra, votaram contra os interesses nacionais. Entreguistas! Está aqui no Diário da Constituinte", afirmou o líder do governo.
Ele lembrou que o candidato Alckmin nega sua história porque diz que não está no programa dele "privatizar nada", "como nunca esteve no programa do PSDB privatizar as estatais paulistas". "Mas foi o ainda vice-governador Geraldo Alckmin que coordenou o programa de desestatização do Estado de São Paulo. Privatizaram a Eletropaulo, privatizaram a CPFL, e só não privatizaram a CESP porque a endividaram tanto e não conseguiram, e agora acabaram de privatizar a CETEEP", rebateu Chinaglia.
Arlindo Chinaglia destacou ainda a tentativa da aprovação na Constituição brasileira da proteção aos trabalhadores com mais de 45 anos nas empresas. "Cinco por cento das vagas das empresas seriam destinadas a trabalhadores de 45 anos ou mais. Fomos derrotados, com o voto do Alckmin, entre outros. Lula e Olívio Dutra votaram a favor", afirmou.
Jornada de trabalho
"O 1º de maio surgiu de uma luta de 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso, e operários foram fuzilados. Alckmin votou contra a jornada de 40 horas semanais. Eles derrotaram essa proposta na Constituinte. Seguiu-se com a jornada de trabalho de 42 horas semanais. Já que os trabalhadores perderam naquela votação de 40, houve uma segunda tentativa. Fomos derrotados. Quem votou contra? Geraldo Alckmin e José Jorge", reforçou o deputado petista.
"Por isso, é bom que o povo brasileiro fique esclarecido exatamente sobre aqueles que vestem pele de cordeiro para esconder suas unhas", alertou.
Movimentos pró-Lula agendam ato nacional e lançam manifesto
A Coordenação de Mobilização da Campanha Lula confirmou a próxima quinta-feira, 19 de outubro, como o Dia Nacional de Luta e Campanha em Apoio à Reeleição. Nessa data, entidades sociais, estudantis e sindicais vão promover manifestações em todo o Brasil, sobretudo nas capitais, em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As atividades serão promovidas pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e pela Assembléia Popular. Uma reunião com cerca de 70 lideranças definiu, na segunda-feira (09/10), as bases da atividade. "Algumas entidades não deram apoio claro a Lula no primeiro turno. Agora, com o risco da volta do PSDB e do retrocesso, viram que, fora a reeleição, não há mais saída", afirmou João Batista Lemos, coordenador nacional da Corrente Sindical Classista (CSC).
Além do Dia Nacional, as dezenas de entidades representadas devem ter agenda própria de campanha. Para este fim de semana (14 e 15), os movimentos agendaram o lançamento de um manifesto pró-Lula. O texto é assinado pelas principais entidades brasileiras, como CUT, UNE e MST.
Confira a íntegra do texto:
Com Lula, para derrotar a direita nas urnas e nas ruas
O Brasil vive momentos de decisão. É da ação de cada um de nós nestes próximos dias que depende o nosso futuro. É do nosso voto que depende o emprego, o salário, a saúde, a segurança e a educação desta e das futuras gerações, mas também o direito ao riso, ao lazer, ao sonho e à esperança.
Com Lula e as mobilizações sociais, temos a expectativa da construção de um projeto popular, nacional e antineoliberal, com mudanças na política econômica que tenham como foco a distribuição da riqueza e o fortalecimento do Estado como impulsionador do desenvolvimento com políticas universais na saúde, educação, moradia e reforma agrária, alavancando a integração soberana do Brasil na América Latina, que se contraponha aos acordos de livre comércio propostos pelos EUA.
No dia 29, mais do que defender a reeleição do presidente Lula, estaremos nas ruas para defender um projeto de país onde caibam todos e em que o povo seja protagonista.
O tempo é de definição.
De um lado temos a direita golpista, representada pelo PSDB-PFL e os meios de comunicação. Por mais que tentem temperar o chuchu, o cardápio é o mesmo: Geraldo Alckmin é mais de FHC, das privatizações, dos vampiros, do arrocho e do desemprego. Ou pensam que o povo esqueceu a frustrada tentativa de acabar com as férias, o 13º e a licença-maternidade? E o abandono da segurança e o crescimento do PCC?
Geraldo é o candidato do apagão, da dengue, da corrupção da Nossa Caixa e no CDHU, da submissão à Alca, da desnacionalização da Companhia Vale do Rio Doce. Em São Paulo, foi ele quem dirigiu as privatizações, doou o Banespa, multiplicou os pedágios e entregou nossa energia elétrica aos americanos. Por que a reação histérica quando é denunciado por querer privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal?
De outro lado, o presidente Lula começou a virar esta triste página retomando o desenvolvimento nacional. Em pouco mais de três anos e meio, foram gerados mais de 7 milhões de empregos (contra apenas 1 em oito anos de FHC). O salário mínimo é o maior dos últimos 25 anos, os recursos para a agricultura familiar foram multiplicados por quatro, e a universidade se abre para os filhos do trabalhador. As cotas no ensino superior são garantidas para os afro-descendentes e as pessoas com deficiência vêem assegurados os seus direitos. Está em curso uma política de valorização e aumento dos benefícios dos 24 milhões de aposentados e pensionistas e, após 12 anos, o Estatuto do Idoso foi regulamentado.
Hoje, ao contrário do desastre neoliberal, temos a possibilidade real de aprofundar as mudanças, colocando uma pá de cal nos representantes do passado.
A vitória de Lula abre caminho para que possamos seguir unidos, lutando por mudanças reais rumo a um futuro de progresso, justiça e liberdade. Com a luta e organização do povo, derrotar a direita de novo!
Desde o primeiro turno, o apoio a Lula era amplo nas entidades, com destaque para a adesão institucional da CUT, aprovada no 9º Congresso da central. Lideranças ligadas a UNE, MST e outras entidades também aderiram à campanha, mas de forma autônoma. A polarização das eleições praticamente "fechou o cerco" às organizações, que resolvem ir às ruas para evitar a volta do tucanato ao poder.
(reproduzido do site http://www.vermelho.org.br)
As atividades serão promovidas pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e pela Assembléia Popular. Uma reunião com cerca de 70 lideranças definiu, na segunda-feira (09/10), as bases da atividade. "Algumas entidades não deram apoio claro a Lula no primeiro turno. Agora, com o risco da volta do PSDB e do retrocesso, viram que, fora a reeleição, não há mais saída", afirmou João Batista Lemos, coordenador nacional da Corrente Sindical Classista (CSC).
Além do Dia Nacional, as dezenas de entidades representadas devem ter agenda própria de campanha. Para este fim de semana (14 e 15), os movimentos agendaram o lançamento de um manifesto pró-Lula. O texto é assinado pelas principais entidades brasileiras, como CUT, UNE e MST.
Confira a íntegra do texto:
Com Lula, para derrotar a direita nas urnas e nas ruas
O Brasil vive momentos de decisão. É da ação de cada um de nós nestes próximos dias que depende o nosso futuro. É do nosso voto que depende o emprego, o salário, a saúde, a segurança e a educação desta e das futuras gerações, mas também o direito ao riso, ao lazer, ao sonho e à esperança.
Com Lula e as mobilizações sociais, temos a expectativa da construção de um projeto popular, nacional e antineoliberal, com mudanças na política econômica que tenham como foco a distribuição da riqueza e o fortalecimento do Estado como impulsionador do desenvolvimento com políticas universais na saúde, educação, moradia e reforma agrária, alavancando a integração soberana do Brasil na América Latina, que se contraponha aos acordos de livre comércio propostos pelos EUA.
No dia 29, mais do que defender a reeleição do presidente Lula, estaremos nas ruas para defender um projeto de país onde caibam todos e em que o povo seja protagonista.
O tempo é de definição.
De um lado temos a direita golpista, representada pelo PSDB-PFL e os meios de comunicação. Por mais que tentem temperar o chuchu, o cardápio é o mesmo: Geraldo Alckmin é mais de FHC, das privatizações, dos vampiros, do arrocho e do desemprego. Ou pensam que o povo esqueceu a frustrada tentativa de acabar com as férias, o 13º e a licença-maternidade? E o abandono da segurança e o crescimento do PCC?
Geraldo é o candidato do apagão, da dengue, da corrupção da Nossa Caixa e no CDHU, da submissão à Alca, da desnacionalização da Companhia Vale do Rio Doce. Em São Paulo, foi ele quem dirigiu as privatizações, doou o Banespa, multiplicou os pedágios e entregou nossa energia elétrica aos americanos. Por que a reação histérica quando é denunciado por querer privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal?
De outro lado, o presidente Lula começou a virar esta triste página retomando o desenvolvimento nacional. Em pouco mais de três anos e meio, foram gerados mais de 7 milhões de empregos (contra apenas 1 em oito anos de FHC). O salário mínimo é o maior dos últimos 25 anos, os recursos para a agricultura familiar foram multiplicados por quatro, e a universidade se abre para os filhos do trabalhador. As cotas no ensino superior são garantidas para os afro-descendentes e as pessoas com deficiência vêem assegurados os seus direitos. Está em curso uma política de valorização e aumento dos benefícios dos 24 milhões de aposentados e pensionistas e, após 12 anos, o Estatuto do Idoso foi regulamentado.
Hoje, ao contrário do desastre neoliberal, temos a possibilidade real de aprofundar as mudanças, colocando uma pá de cal nos representantes do passado.
A vitória de Lula abre caminho para que possamos seguir unidos, lutando por mudanças reais rumo a um futuro de progresso, justiça e liberdade. Com a luta e organização do povo, derrotar a direita de novo!
Desde o primeiro turno, o apoio a Lula era amplo nas entidades, com destaque para a adesão institucional da CUT, aprovada no 9º Congresso da central. Lideranças ligadas a UNE, MST e outras entidades também aderiram à campanha, mas de forma autônoma. A polarização das eleições praticamente "fechou o cerco" às organizações, que resolvem ir às ruas para evitar a volta do tucanato ao poder.
(reproduzido do site http://www.vermelho.org.br)
Assinar:
Postagens (Atom)
