sábado, agosto 12, 2006

ainda sobre pesquisas

recebemos por e-mail o seguinte gráfico comparativo entre as duas últimas pesquisas (julho e agosto) de cada um dos quatro grandes institutos, que fala por si só:



será que seu geraldo anda rindo muito de tanta piada? :-p

sexta-feira, agosto 11, 2006

Mais pesquisas!

Ibope e Vox Populi confirmam aumento da vantagem de Lula

Quatro pesquisas divulgadas em 48 horas. E todas confirmando a mesma tendência: Lula sobe e Alckmin despenca. Nesta noite (10), foi a vez dos institutos Ibope e Vox Populi divulgarem os seus números.

A pesquisa Ibope, encomendada pela Rede Globo, e divulgada durante o Jornal Nacional, apontou o presidente com 46% da preferência do eleitorado, contra 21% do candidato tucano e 12% da senadora Heloísa Helena (Psol). Se as eleições fossem hoje, Lula seria eleito já no primeiro turno.

Os votos nulos e brancos foram 9%, enquanto 10% dos entrevistados manifestaram-se indecisos. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 142 cidades entre segunda e quarta-feira. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 12.672/2006.

Em relação à pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último dia 4, Lula subiu de 44% para 46%. Já Alckmin caiu de 25% para 21%. Na simulação de um segundo turno, Lula teria 51% (50% na pesquisa anterior) e Alckmin 33% (36% na anterior).

Pouco antes da Rede Globo, a TV Bandeirantes divulgou a pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi. Nela, Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 24% do tucano.

Em relação à pesquisa anterior, o presidente cresceu três pontos, enquanto Alckmin caiu nada menos que oito pontos. Ou seja, a diferença entre os dois candidatos aumentou de 10 para 21 pontos percentuais. A senadora Heloísa Helena apareceu com 11%.

Os votos brancos e nulos somaram 8%, enquanto 10% não responderam ou estão indecisos. O Vox Populi ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 7 de agosto e a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

Antes do Ibope e do Vox Populi, os institutos Datafolha e Sensus divulgaram seus números. E todos confirmaram: Lula está ampliando a sua vantagem sobre Alckmin e venceria as eleições no primeiro turno.

Juventude

Os doze anos de governo do PSDB no Estado de São Paulo foram incapazes de produzir uma política governamental consistente para a juventude. Na verdade, a principal marca da ação do governo tucano-pefelista para os jovens é o falido sistema da Febem.

Durante o governo Alckmin, a Febem tornou-se o símbolo maior da violação dos direitos humanos. Casos de tortura e violência fazem com que os cerca de 6.500 internos não se reabilitem. As rebeliões são freqüentes. O Estado não promove medidas sócio-educativas e, com isso, os adolescentes escapam da Febem mais violentos do que quando chegaram. Segundo estudo na Unifesp, os casos de reincidência são de 38%.

Por trás desta prática horrível, existe uma ideologia lamentável, que criminaliza a juventude, que não encara o jovem como portador de direitos, mas sim como um problema para a sociedade, problema que deve ser tratado como parte da política de segurança pública, em vez de ser atendido por ações sociais, que tragam perspectiva e insiram a juventude no centro de um projeto de desenvolvimento do Estado de São Paulo.

O governo Lula criou a Secretaria e o Conselho Nacional de Juventude, abrindo diálogo direto com os jovens e ampliando o acesso à educação, emprego, terra e cultura.

Cursos de qualificação profissional, bolsas de estudo em universidades particulares e ações concretas voltadas à alfabetização de jovens fazem parte das ações do governo Lula para uma juventude mais digna.

O ProJovem, por exemplo, já matriculou cerca de 93 mil brasileiros entre 18 e 24 anos. Em 12 meses, os estudantes terminam o ensino fundamental e aprendem uma profissão, recebendo ainda um incentivo de R$100 mensais.

Ao mesmo tempo em que amplia as chances de ingresso no mercado de trabalho, o governo Lula dá ao jovem a chance de chegar à Universidade. Em apenas três anos e meio foram criadas dez novas universidades federais. Além disso, 48 campi universitários foram ou estão sendo implantados no interior do país. Enquanto isso, o ProUni já ofereceu 250 mil bolsas de estudo, em faculdades particulares, para estudantes de baixa renda.

O impulso que o governo Lula deu à geração de empregos no Brasil também está beneficiando diretamente a juventude. Entre os mais de 4,3 milhões de novos empregos com carteira assinada, 3,5 milhões foram destinados para jovens com até 24 anos.

Lula no Jornal Nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (10) à noite, durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que nunca se combateu tanto a corrupção, os desvios de dinheiro público e o crime organizado como em seu governo. A entrevista foi a última da série que o telejornal levou ao ar nesta semana com candidatos à Presidência da República.

Seguindo a mesma linha dos dias anteriores, o casal William Bonner e Fátima Bernardes desprezou perguntas relativas a propostas de governo e se preocupou apenas em colocar o candidato na defensiva.

Na maior parte do tempo, Lula teve de responder a questões sobre o envolvimento de petistas e integrantes do governo nas denúncias que detonaram a crise política do ano passado.

O presidente ressaltou que o governo deu total liberdade às investigações, destacou a independência da Procuradoria-Geral da República, falou das ações da Policia Federal e lembrou do trabalho feito pela Controladoria-Geral da União.

"A Polícia Federal tem trabalhado de forma excepcional. O Ministério Público tem trabalhado com a maior isenção possível. E a Controladoria-Geral da União, que foi criada no meu governo, tem feito todos os relatórios de todas as denúncias. Nós não queremos esconder absolutamente nada", disse.

Lula salientou ainda que a PF tem desbaratado quadrilhas que agiam desde a década de 80. "São quadrilhas históricas que estavam debaixo do tapete". Ele reclamou do fato de o noticiário normalmente esconder esse detalhe. "Dá impressão que aconteceu ontem. Não, vem acontecendo há muito tempo", observou.

Sobre a denúncia da Procuradoria Geral da União ao STF (Supremo Tribunal Federal), envolvendo pessoas do PT e da administração federal, Lula salientou que isso só aconteceu graças à independência dada ao órgão.

"O Procurador-Geral, no meu governo, indicia. Em outros governos, engavetava", afirmou. "É com esse grau de liberdade que eu quero que ele funcione. E é com essa liberdade, respeitando o Estado de Direito, que eu quero que as pessoas que foram indicadas por ele provem se são ou não inocentes", afirmou.

Em vários momentos, o presidente fez questão de salientar que muitos dos petistas denunciados ainda não foram julgados. E rebateu Bonner, quando este afirmou que, quando era oposição, ele pedia punição mesmo sem provas.

"Você deve estar falando de outra pessoa. Eu nunca pedi para que ninguém fosse condenado antes que provassem sua culpa. Todos que estavam dentro do governo federal foram afastados, sem distinção. Agora, quando se trata de punir, significa você respeitar o Estado de Direito. Eu quero para todo mundo o que eu quero para mim: o direito de provar que sou inocente".

Mais adiante, ainda sobre o mesmo assunto, disse lamentar profundamente o que aconteceu, mas defendeu o PT: "A CPI fez o seu relatório, mandou para o MP, o MP analisou e pediu o indiciamento das pessoas. Agora vão ser julgadas. E isso não macula o PT. Isso pode macular algumas pessoas do partido".

Para Lula, agem de má-fé os que dizem que ele deveria saber de tudo o que acontece nas entranhas da máquina pública.

"Como é que pode alguém querer que o presidente da República saiba o que está acontecendo agora na Secretária da Agricultura do Estado de São Paulo, ligada ao Ministério da Agricultura? Como é que eu posso saber agora o que está acontecendo com os meus ministros que não estão aqui?", perguntou.

Apesar disso, o presidente reafirmou que seu comportamento tem sido o de assumir suas responsabilidades assim que fica sabendo de possíveis irregularidades.

"Eu tenho a responsabilidade por qualquer coisa que qualquer funcionário público cometer no Brasil. Eu sou presidente da República. Se eles cometeram um erro, direta ou indiretamente eu tenho responsabilidade de agir. Quando eu ficou sabendo, eu puno afastando, faço sindicância e as pessoas então são investigadas de acordo com a lei", disse.

Segundo Lula, a ação imediata dos órgãos repressivos, o aparelhamento das instituições e a independência dos órgãos investigativos são a única maneira eficiente de combater a corrupção.

O casal de apresentadores também quis saber por que o presidente não conseguiu fechar todas as fronteiras do país para a entrada do narcotráfico, já que esta questão fora colocada por Lula na campanha de 2002.

"O Brasil tem 17 milhões de quilômetros de fronteiras. Se tivesse um exército de 3 milhões de soldados, mais 4 milhões da Polícia Federal, ainda assim não controlaria toda a nossa fronteira", respondeu o petista, lembrando que a PF vem desbaratando quadrilhas do narcotráfico “como jamais se fez”.

No final, também como ocorreu nas edições anteriores, Fátima e Bonner concederam 30 segundos para que Lula falasse de suas propostas.

"Pretendo continuar dando seqüência ao que estamos fazendo. O Brasil vive seu melhor momento econômico. No Brasil cresce o emprego, cresce a economia, crescem as exportações. A única coisa que cai é a inflação e os juros. Os trabalhadores tiveram aumento de salário, os aposentados tiveram aumento de salário e... e o tempo acabou", brincou o presidente.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Lula e os movimentos sociais

Um dos inúmeros motivos furados que a oposição apresenta para não se votar em Lula é a acusação de que "o governo fechou os olhos para as invasões brutais do MST".

Vamos aos fatos. O governo Lula defende a reforma agrária e defende o direito dos movimentos sociais lutarem pela reforma agrária. Isso não fez o governo atender toda e qualquer reivindicação desses movimentos. Tanto é assim que vários desses movimentos acham que o governo foi "tímido" no atendimento de suas reivindicações. Mas reconhecem o fato de que o governo Lula trata os movimentos com respeito.

Mais importante ainda: ao contrário do governo anterior, o governo Lula deu grande apoio e assistência técnica para os assentados; além de incentivar fortemente a agricultura familiar e manter seu compromisso com a reforma agrária.

Quem gosta de dados detalhados pode conferir os levantamentos realizados pela bancada do PT na Câmara dos Deputados e pela Fundação Perseu Abramo:

Governo Lula: A construção de um Brasil Melhor – a verdade dos números
Liderança do PT na Câmara dos Deputados

Um retrato do Brasil - Balanço do governo Lula
De José Prata Araújo. Editora Fundação Perseu Abramo

Soberania e integração continental

A política externa do governo Lula vem sendo criticada duramente pela campanha Alckmin. Segundo o ex-governador paulista, trata-se de uma política externa "ideológica".

Os apoiadores da candidatura Alckmin, tanto nos meios de comunicação quanto em alguns círculos acadêmicos, consideram que a política externa do governo Lula é uma coleção de fracassos. Dependendo do crítico, a relação de "fracassos" inclui a "pretensão" de uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, a prioridade dada ao Mercosul, a relação com a China, as negociações comerciais no âmbito da OMC, o comando das tropas da ONU no Haiti, a importância dada para a África, as relações com Evo Morales e Chavez.

Cabe perguntar aos defensores da candidatura Alckmin: o que mudaria na política externa do governo federal se os tucanos voltassem ao governo? A resposta foi dada, de maneira explícita, pelo próprio candidato, há alguns meses atrás, quando recolocou em pauta o tema da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Ou seja: a política externa voltaria a ser dominada pelos interesses dos Estados Unidos.

Os tucanos e pefelistas gostam de falar de mercado, mas quando o assunto é política externa, eles ficam constrangidos. Pois no governo Lula, ao contrário do que ocorreu durante o governo FHC, a balança comercial brasileira tem sido superavitária.

Em parte isso se deve ao ambiente econômico internacional. Mas em parte se deve, também, à política externa que Geraldo Alckmin considera "ideológica". Na verdade, toda política tem ideologia. A "ideologia" do governo Lula, nas relações internacionais, é assentada em alguns princípios básicos: a soberania nacional; a defesa da paz e de uma nova ordem mundial, diferente daquela preconizada pelo hegemonismo norte-americano; a integração continental, as relações sul-sul e o aprofundamento das relações com o continente africano, com quem possuímos uma dívida histórica.

Quais os resultados que esta política externa tem produzido? Primeiro, a ampliação e a diversificação das relações econômicas (não apenas comerciais) do Brasil com o mundo. Segundo, a afirmação do Brasil como um protagonista ativo nas relações internacionais. Terceiro, o progresso na constituição da integração continental, essencial para a segurança e para o desenvolvimento de todos os países da região, a começar pelo Brasil.

Há dificuldades no caminho? Claro, estranho seria se elas não existissem. "Facilidades", aliás, só existem para quem baixa a cabeça para os poderosos do planeta, como querem os tucanos e pefelistas. Mas, na história do Brasil, quem sempre pagou o preço destas "facilidades" foi o povo trabalhador e nossa soberania nacional.

Justiça obriga Assembléia Paulista a instalar CPI

O regimento interno da Assembléia Legislativa de São Paulo estabelece que pedidos de CPI devem ser aprovados pela maioria dos deputados. Utilizando-se deste artifício regimental, o PSDB impediu, desde março de 2003, que fosse instalada qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito.

Neste período, foram protocolados 69 pedidos, todos engavetados pelos tucanos e seus aliados. Vejamos alguns dos temas que deveriam ter sido objeto de investigação:

Obra do trecho Oeste do Rodoanel: prevista para custar R$ 339 milhões, mas consumiu mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Foram orçados R$ 338,8 milhões, preço dado pela empresa que venceu a licitação em setembro de 1998. Após os primeiros acréscimos o preço subiu para R$ 575,8 milhões, ou seja 70% a mais. A lei estabelece um limite de 25%, caso contrário o governo teria a obrigação de fazer uma nova licitação, anulando os contratos anteriores.

Febem: em 12 anos à frente do Estado de São Paulo, o PSDB jamais conseguiu dar uma resposta aos inúmeros problemas enfrentados pela instituição. Somente de 2000 a 2005, foram 147 rebeliões, 67 tumultos, 595 fugas, 4.107 fugitivos e 7 mortes, além de casos de torturas e estupro. Em abril de 2003, foi solicitada uma CPI para investigar diversos fatos ocorridos na administração da Febem, durante a administração do tucano Geraldo Alckmin. Em 2005, no auge da crise da Febem, o governador anunciou a construção de 41 novas unidades, que não saíram do papel.

CDHU: a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano é alvo de dois pedidos de CPI. A primeira denúncia veio à tona em abril de 2004, quando a CDHU comprou um terreno em Americana que era de uma empresa do ex-secretário dos Transportes, Michael Paul Zeitlin. Em dezembro de 2005, uma denuncia apontava que a CDHU vendia unidades habitacionais por meio de um esquema de fraude. De 2000 a 2005, o governo do Estado deixou de investir R$ 850 milhões em habitação, quantia superior ao orçamento anual do órgão. Com isso, as metas de construção de moradias nunca foram alcançadas, o déficit habitacional chega a mais de 1 milhão. Só na capital paulista há cerca de 10 mil moradores de ruas.

Rio Tietê: a obra de rebaixamento da Calha do Rio Tietê também é outro ralo por onde o dinheiro do povo paulista sumiu. Foram mais de R$ 1 bilhão, sem resolver o problema das enchentes e com inúmeras suspeitas de irregularidades.

Na verdade, Alckmin agiu como FHC, que também obstruiu a criação de CPIs durante seus oitos anos de governo. Na gestão de FHC, foram engavetados vários escândalos, como as denúncias de corrupção e tráfico de influência no contrato de criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). A CPI sobre o caso foi esvaziada em 2001 pelos aliados de FHC. Outra CPI engavetada na mesma época iria investigar a privatização do sistema Telebrás. Conversas telefônicas indicavam favorecimento do BNDES ao consórcio do banco Opportunity.

Agora, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que a CPI é um instrumento da minoria e, assim, basta ter um terço de assinaturas dos parlamentares. A bancada do PT na Assembléia Legislativa defende que, prioritariamente, sejam instaladas as CPIs da CDHU, Rodoanel, do Tietê, Febem e Nossa Caixa, casos nos quais os deputados avaliam que têm mais indícios de irregularidades no governo do PSDB.

Para Lula, educação é investimento

Para Alckmin, educação é gasto

A falência do sistema educacional paulista é um exemplo do que foram os 12 anos da administração do PSDB no estado.

O fechamento de cerca de 200 escolas a demissão de 40 mil professores, a instituição da aprovação automática distorcendo o conceito de progressão continuada, salas super lotadas e a redução constante de verba para o ensino superior, revelam o descaso completo do governo Alckmin com a educação, os jovens e os profissionais do ensino. O Governo do Estado não cumpre sequer o dispositivo legal que o obriga a investir 30% da receita tributária em educação.

A baixa qualidade do ensino esconde uma infinidade de problemas estruturais, agravados nos últimos anos. A falta de critérios na implantação do sistema de progressão continuada, imposta pelo PSDB, transformou-se na ante-sala do semi-analfabetismo. A organização do ensino em ciclos foi implantada de forma desarticulada com a avaliação e o acompanhamento dos alunos em dificuldades de aprendizado.

Em 2005, o índice de reprovação dos alunos secundaristas das escolas públicas do estado foi o maior desde 1997. Cerca de 365 mil alunos foram reprovados em alguma série do ensino médio. Graças ao sistema de ciclos, instituído em 1999, os alunos do ensino fundamental só podem ser reprovados na 4ª ou 8ª série. Assim, esses estudantes entram no ensino médio com dificuldades, levando à repetência mais tarde.

O governo Alckmin não soube tratar os jovens com respeito. Esse projeto de ciclo foi implantado para reduzir custos, pois, ao invés de capacitar melhor os professores e fazer com que os estudantes "passem de ano", ele preferiu diminuir o número de reprovados, pois aluno reprovado, para eles, é custo.

Para Lula, educação é investimento

O governo Lula criou o ProUni, que já ofereceu 250 mil bolsas de estudo, em universidades particulares, para estudantes de baixa renda, negros e indígenas. Democratizou o acesso e deu condições aos jovens de estudarem em uma faculdade. O governo Lula, além disso, ampliou a oferta de vagas nas instituições públicas, criando quatro universidades, seis faculdades e 48 extensões universitárias, investindo R$ 712 milhões para gerar 125 mil vagas. No ensino fundamental, 200 mil jovens concluíram o curso.

Na Educação Básica, o governo aguarda a aprovação, pelo Congresso, do projeto do Fundeb - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. O Fundeb será constituído por vários impostos federais, estaduais e municipais e visa atender 47 milhões de alunos com investimentos públicos anuais de mais de R$ 45 bilhões, a partir do quarto ano do programa. No atual Fundef, o governo federal investe, em média, R$ 570 milhões/ano para a complementação do fundo. Com a aprovação do Fundeb, investirá R$ 4,5 bilhões no quarto ano de vigência.

Um grande projeto de Nação passa pela educação de qualidade, ciência e tecnologia, criação e difusão cultural. Esta é uma das diretrizes do atual governo e uma das grandes prioridades do segundo mandato de Lula. Diferente dos governos do PSDB, para o governo Lula educação é investimento e não gasto.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Datafolha: Lula vence em todas as regiões do país

Os números da pesquisa Datafolha, divulgados na noite de ontem (8), revelam: é cada vez maior o crescimento de Lula em todas as regiões brasileiras. Na soma geral, o candidato petista tem 47% das preferências do eleitorado, contra 24% de Geraldo Alckmin (PSDB) e 12% de Heloísa Helena (PSOL).

Na região sul, Lula abriu uma vantagem de 37% a 23%. Uma virada espetacular considerando-se que, há um mês, o candidato tucano ostentava uma vantagem de sete pontos (37% a 30%).

No Sudeste, a pesquisa de junho mostrava Lula com 39% e Alckmin com 34%. Agora, o presidente cresceu quatro pontos, chegando a 42%, enquanto Alckmin perdeu seis, caindo para 29%.

Lula também ampliou ainda mais sua vantagem no Nordeste, tendo passado de 63% para 65% das intenções de voto entre os eleitores dessa região, enquanto o tucano permaneceu com 13%.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, Lula oscilou de 45% para 43%, enquanto Alckmin permaneceu com 28%.

O Rio de Janeiro foi um dos estados onde se verificaram as variações mais significativas em relação ao levantamento de julho. Lula subiu de 40% para 45% entre os eleitores desse estado, enquanto Alckmin caiu de 22% para 14%.

Em São Paulo, estado que governou por cinco anos, o candidato do PSDB perdeu cinco pontos percentuais (passou de 46% para 41%) e viu reduzida sua vantagem em relação a Lula, que subiu de 32% para 35% das intenções de voto.

Lula ganhou quatro pontos em Minas Gerais, chegando a 49% das preferências, enquanto Alckmin perdeu seis pontos, passando de 26% para 20%.



Detalhes sórdidos - comentários tucanos sobre a pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem
Geraldo Alckmin: "Trato de assuntos sérios, acho que é uma boa piada. Você leva a sério isso?"
Arthur Virgílio: "Ou o instituto não sabe fazer pesquisa, ou agiu de má fé"
Tasso Jereissati: "Prefiro aguardar a pesquisa do Datafolha. Não acredito nesta pesquisa [do instituto Sensus]. Está muito estranha, não bate com os números que temos"

Choooooooooooooooora, tucanalhada!!!

Combate à corrupção é marca do governo Lula

Em e-mail recebido por este blog do leitor Chicão Dois Passos, veio a nota publicada na Folha de São Paulo do último dia 6:

"A PF fez um levantamento para Lula das 75 operações realizadas desde janeiro de 2003 em todo o país, concluindo que só nove das quadrilhas começaram a agir durante o seu governo. As demais 66 eram anteriores, 61 delas da época de Fernando Henrique Cardoso. Segundo Lula, ele pediu a lista para desfazer a impressão de que as redes de corrupção proliferaram no seu governo. O que houve, diz, foi justamente o contrário: as quadrilhas são antigas, a novidade é que estão sendo desbaratadas."

O leitor Chicão ainda manda seu recado:

"Se o povo brasileiro não apoiar o presidente que permite a investigação de políticos importantes, de empresários poderosos e de gente que tenta atuar em seu próprio governo, nunca mais nenhum político vai permitir que elas aconteçam. Se o povo brasileiro não apoiar quem investiga, todos os políticos vão considerar investigação de corrupção como um suicídio político. Se agirmos assim chegaremos a situação de que quem investiga é punido pelos eleitores e quem não investiga fica fazendo discurso sobre ética, enquanto o bandalheira corre solta, como acontece em certo estado industralizado do sudeste do Brasil. Aqui em S. Paulo existe uma corregedoria do estado. Alguém sabe o que eles investigaram? Desafio qualquer apoiador do Alckmim a revelar uma única operação desencadeada por investigação desta corregedoria ou pela Polícia do Estado. Que investigação eles fizeram que prendeu "gente importante"? NENHUMA. E não me venha dizer que em SP é diferente do resto do Brasil... Que aqui os deputados são honestos... Para quem gosta de sujeira debaixo do tapete e político livre, com cara de honesto, fazendo discurso, pode votar no Alckmin. Para mim Alckmim é a certeza da impunidade, assim como foi na era FHC. É por isto que eu vou de Lula."

Falou e disse a voz do povo! quem há de contestar?

Enquanto isso, no site do PT, o deputado Fernando Ferro (PE), vice-líder do PT na Câmara, afirmou nesta quarta-feira que "o combate à corrupção é uma das marcas do atual governo. Isso nos diferencia dos tucanos. Eles hoje fazem um discurso moralista, mas é um discurso que não se sustenta no passado de impunidade e omissão".

Para ele, o esforço do governo Lula no combate à corrupção "é infinitamente superior" ao da gestão passada. "Primeiro, pelas próprias ações da Polícia Federal, que tiveram extensão e quantidade muito superior no nosso governo. Depois, porque o atual governo não tem poupado aliados – diferente do que ocorreu no governo passado, quando delegados eram afastados de casos quando tentavam investigar tucanos"

As ações Polícia Federal no combate ao crime cresceram 815% entre 2002 e 2005. Nos dois últimos anos da gestão de FHC, foram realizadas apenas 20 operações, com a prisão de 54 pessoas – uma média de 27 capturas por ano. Durante o governo Lula, a Polícia Federal realizou 183 operações e 2.961 prisões – uma média de 987 presos por ano. Na área específica de combate à corrupção, foram presas 1.300 pessoas (entre elas, 515 servidores públicos e 130 agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal).

Na gestão FHC, foram engavetados vários escândalos. Um levantamento elaborado pela Liderança do PT na Câmara em maio de 2005 revela que o governo passado obstruiu a instalação de várias comissões parlamentares de inquérito (CPIs). Segundo o documento, para driblar as investigações no Legislativo, a base aliada do ex-presidente lançava mão de duas estratégias: a pressão para que os pedidos de investigação não alcançassem o número de assinaturas necessárias e o esvaziamento de investigações em andamento.

Para relembrar alguns dos escândalos que tiveram as investigações abortadas ou esvaziadas pelo tucanato, visite este blog, que já foi divulgado por aqui antes, mas nunca é demais relembrar...

terça-feira, agosto 08, 2006

Alckmin no JN, vexame total

(Jussara Seixas, do blog Por um novo Brasil)

Foi um verdadeiro vexame a entrevista que Alckmin deu ontem no JN. Ele mostrou que é totalmente despreparado para governar um estado, quanto mais o Brasil. Não sabia os números ruins da educação no estado de SP que governou por 5 anos – Fátima Bernardes, apresentadora do JN, insistiu na pergunta porque ela tinha os números mostrando como a educação em SP piorou nos últimos anos. Alckmin embananou-se todo e não soube responder. Perguntado sobre ética, por que seu partido, o PSDB, não puniu Azeredo, senador por MG, por ter sido o criador valerioduto em 1998, comprovadamente useiro e vezeiro de dinheiro de estatais de MG em caixa 2, ele desconversou, enrolou, ficou de fru-fru e não respondeu.

Quando perguntado por que engavetou 69 CPIs para investigar seu governo, aliás como seu mentor FHC, ele misturou as estações, tocou um apito, e não respondeu coisa com coisa. Sobre o crime organizado que está barbarizando SP, a resposta foi tão incompetente como foram os seus 5 anos de governo, que levaram SP a este caos de violência. Disse:"não podemos retroagir, não devemos retroagir, temos o dever de enfrentar". Parecia um papagaio destrambelhado. Não explicou como isso será feito, não explicou por que o PCC se fortaleceu tanto em seu governo e por que ele não tomou medidas para conter o avanço do PCC. Não explicou por que o governo recusa ajuda do governo federal, que desde de maio oferece o Exército, a Força de Segurança Nacional e a PF para ajudar SP a combater o crime organizado, mas preferiu fazer acordos com bandidos.

Não explicou por que o governo de SP não entrega os papéis necessários para o governo Lula liberar os 100 milhões que estão a disposição para ajudar a combater o crime organizado. O ministro Thomaz Bastos está indignado e disse que os R$ 100 milhões oferecidos ao governo de São Paulo para gerenciar a crise de segurança no Estado estão à disposição desde o dia 13 de julho – o dinheiro só não foi depositado na conta do governo paulista porque este ainda não apresentou os documentos necessários. "A gente chega a pensar que o governo de São Paulo não quer o dinheiro", disse o ministro. Ao falar dos contratos de publicidade que desviaram dinheiro da Nossa Caixa, que pagavam revistas e sites de aluguel exclusivamente para defender os governos do PSDB de FHC e dele, Alckmin (caso do Primeira Leitura: assim que foi descoberto o desvio e os pagamentos foram suspensos fechou, não existe mais). Ele ficou de trololó e não respondeu, omitiu que no primeiro semestre de 2006 o governo de SP dobrou os gastos com publicidade em relação ao mesmo período de 2005.

Cobrado a explicar por que o governo tucano não deu reajustes significativos aos aposentados do INSS (nem aos funcionários paulistas aposentados) – vale lembrar aqui que FHC, seu mentor, os chamou até de vagabundos – ele não soube defender os 16% que o seu partido votou, com a única intenção de prejudicar o presidente Lula. Alckmin precisa explicar por que arrochou os salários das polícias em SP, civil e militar, explicar por que o delegado de SP tem o segundo pior salário do Brasil. Por que arrochou os salários dos professores, por que diminuiu drasticamente a verba para a educação, por que mandou a polícia bater em estudantes universitários que estavam fazendo manifestação por mais verba para a educação, ao invés de negociar com eles? Já sei: o governo Alckmin só negocia com bandidos.

Diz que vai diminuir impostos, mas não explica como vai fazer para não aumentar a dívida interna, para continuar baixando os juros e manter a inflação sob controle. Como vai fazer para tocar as obras que o presidente Lula já iniciou, e que estão gerando empregos e renda, como a Transnordestina, a construção de presídios federais, a revitalização e a transposição do rio São Francisco, as construção de plataformas para extração de petróleo, os investimentos no Biodiesel, a ampliação dos portos, a recuperação das estradas, e muitas outras ações e obras que o governo Lula está fazendo e vai fazer com o dinheiro dos impostos arrecadados. Ele não explica como vai manter e ampliar programas sociais como o Bolsa-Família, PROUNI, o Luz Para Todos, a distribuição de livros didáticos para alunos do ensino médio. São sete milhões de alunos de 13.253 escolas da rede pública de ensino, que estão recebendo obras de Português, Matemática e Biologia. Como vai dar aumento ao salário mínimo, como vai dar aumento para o funcionalismo, como vai investir na saúde.

Nada ele explica, não fala absolutamente nada que se aproveite e mente com a maior cara de pau. Que fiasco, que vexame foi a entrevista de Alckmin. Mostrou que ele é muito incompetente, não tem nenhum programa de governo para apresentar, a não ser a mesmice do governo FHC, que quase destruiu o país, que levou ao caos econômico e social e que o povo, sabiamente, escorraçou nas urnas em 2002, elegendo o melhor presidente que o Brasil já teve, Luiz Inácio Lula da Silva.

CNT/Sensus: Lula sobe para 47,9% e tucano despenca 7,5 pontos

As intenções de voto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiram de 44,1%, em julho, para 47,9% em agosto. Os dados são da pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (8) pela Confederação Nacional do Transporte.

O candidato da coligação PSDB/PF, Geraldo Alckmin, despencou 7,5 pontos percentuais. Ele tinha 27,2% das intenções de votos em julho e agora tem 19,7%.

Em movimento oposto, a senadora Heloisa Helena (Psol) subiu de 5,4% para 9,3% - o que indica que ela pode estar roubando votos do tucano.

Na seqüência, aparecem Ana Maria Rangel (PRP), com 1,1%; Cristovam Buarque (PDT), com 0,6%; Luciano Bivar (PSL), com 0,4%; José Maria Eymael (PSDC), com 0,3%; e Rui Pimenta (PCO), com 0,1%. Votos brancos, nulos e indecisos somam 20,9%. Considerando apenas os votos válidos, Lula venceria no primeiro turno com 60,5%.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas, entre os dias 1 e 4 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob número 12310/2006.

Segundo turno
Lula também cresceu na simulação de segundo truno, indo de 48,6% para 52,5%. Alckmin passou de 35,8% para 29,8%. Os votos brancos, nulos e indecisos, que eram de 15,7%, foram para 17,8%.

Num eventual segundo turno contra Heloísa Helena, o petista passou de 54,7% para 56,9%, enquanto a senadora foi de 22,6% para 22,7%.

Acertos
O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), atribui o resultado à avaliação positiva do atual governo. "Os números mostram que, à medida em que o debate evolui, as pessoas estão avaliando mais positivamente o nosso governo. Isso tem a ver com a política real, com a vida real das pessoas. É um governo que acertou muito mais do que errou e que tem capacidade de corrigir seus erros", afirmou.

Para Fontana, a população percebe que o Brasil hoje está melhor. "Temos o que avançar, mas estamos numa situação muito mais sólida. Conseguimos iniciar um processo de distribuição de renda, atendendo principalmente a população mais pobre", afirmou.

O líder petista ressaltou ainda que a opinião pública percebe o empenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no combate à corrupção. "A pesquisa indica que as pessoas compreendem melhor da dimensão da ética na política. Vêem que o governo Lula está combatendo a corrupção e desmontando quadrilhas que nunca haviam sido molestadas por investigações", afirmou.

Preferência nacional: Lula vence em todas as regiões, aponta pesquisa

A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (8) mostra o bom desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em quase todos os segmentos sociais, com qualquer critério que se adote. A única exceção é entre o eleitorado mais ricos, onde o tucano Geraldo Alckmin tem a preferência.

Na simulação de primeiro turno, Lula bate Alckmin em todas as regiões:
no Nordeste, por 66,6% a 11%;
no Sul, por 37,5% a 27,7%;
no Sudeste, por 39,3% a 21,6%;
e no Norte/Centro-Oeste, por 47,4% a 22,8%.

O petista também vence nas quatro faixas de escolaridade definidas pela pesquisa: até a 4ª série do Fundamental, Lula tem 56%; de 4ª a 8ª, 45,1%; no Ensino Médio, fica com 42,7%; e no Superior, com 37,8%. A maior pontuação de Alckmin está no Ensino Médio: 25,5%.

Na categoria Renda Familiar, o presidente alcança 59% entre os que ganham até 1 salário mínimo; 45,2% na faixa seguinte (de 1 a 5 mínimos); e 38,5% na posterior (de 5 a 10 mínimos). Entre os que recebem entre 10 e 20 salários mínimos, há empate: 35% para Lula e Alckmin. Acima desse patamar, vence o tucano, com 62,5%, contra 37,5% do petista.

Rejeição menor
Segundo o levantamento, a rejeição a Lula diminuiu de 32,4% em julho para 27% em agosto. O mesmo aconteceu com Heloisa Helena, cujo índice caiu de 46,4% para 41,7%.

Já a rejeição ao candidato tucano aumentou. Entre os entrevistados, 37,6% disseram que "não votariam" em Alckmin. Em julho, eram 35,8%.

No voto espontâneo, Lula manteve-se praticamente estável. Tinha 33,5% em julho e agora tem 32,3%. Já a intenção espontânea em Heloisa Helena subiu de 1,4% para 4,6%, enquanto a de Alckmin caiu de 12,6% para 10,1%.

Para 59,3% dos entrevistados, independentemente de quem irão votar, o vencedor das eleições será o presidente Lula.

Bom governo
A pesquisa voltou a medir a avaliação positiva do governo e a popularidade de Lula – que também subiram.

Para 43,6% dos eleitores, a administração federal é ótima ou boa, enquanto 39,5% a consideram regular. Apenas 15,6% acham o governo ruim ou péssimo. Em julho, estes índices eram, respectivamente: 41%, 38,5% e 19,3%.

A avaliação positiva do governo é a maior desde dezembro de 2004 - quando chegou a 44,5% – e a quarta maior de toda a série CNT/Sensus, iniciada em julho de 2003.

Da mesma maneira, houve melhora na percepção do despenho pessoal do presidente: 59,3% aprovam e 32,5% desaprovam, contra 55,8% e 37%, respectivamente, no mês passado.

(Fonte: http://www.pt.org.br)

segunda-feira, agosto 07, 2006

O BRASIL MUDOU - INCLUSÃO SOCIAL

No governo Lula, o combate à pobreza deixou de ser uma promessa e se transformou em ações concretas. O volume de recursos transferidos para famílias carentes cresceu 36% e o Brasil criou um dos maiores e mais eficientes programas sociais do mundo – o Fome Zero, que integra ações de combate à fome, distribuição de renda, acesso a alimentos mais baratos e fortalecimento da agricultura familiar.

Não por acaso, o valor do Índice de Gini, que mede a desigualdade social, foi o menor dos últimos 29 anos. E, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada entre 2003 e 2004, a miséria foi reduzida em 8%. Ou seja, cerca de 3 milhões e 200 mil pessoas saíram da linha de pobreza.

Conforme a pesquisa Chamada Nutricional/2005, realizada no semi-árido nordestino, a desnutrição infantil caiu 63%. E, em todo o País, 94% das crianças agora fazem mais de três refeições diárias. Outro indicativo do acerto do programa é a queda das internações por desnutrição grave em todas as regiões. A redução média foi de 37,8%.

Entre os 31 programas e ações que integram o Fome Zero, o de maior visibilidade é o Bolsa Família, que garante ajuda financeira a 11,1 milhões de famílias e chega a 99,9% dos municípios brasileiros. Como contrapartida, as famílias beneficiadas devem matricular e garantir a freqüência de seus filhos na escola, cumprir o calendário de vacinações, acompanhamento pré-natal e participar de ações educativas sobre aleitamento materno e alimentação saudável.

Além do Bolsa Família, o Fome Zero também agrega o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o de Alimentação Escolar, o de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar e o de Construção de Cisternas.

Na região do semi-árido brasileiro, 762 mil pessoas conquistaram o acesso à água com a construção de 152 mil cisternas. Em 1.152 municípios, 3,3 milhões de pessoas foram beneficiadas com a distribuição de leite adquirido de pequenos produtores.

No seu conjunto, o Fome Zero não apenas melhora a vida de milhões de famílias brasileiras, como também ativa a economia de milhares de municípios, em especial nas regiões mais carentes, onde a distribuição de renda é mais desigual.

(do site http://www.lulapresidente.org.br. A cada dia publicaremos um novo tema, mostrando as mudanças já realizadas por Lula em seu primeiro mandato.)

Lula reafirma opção pelos pobres

...e diz que críticos nunca passaram fome

Nos quatro atos de campanha realizados neste fim de semana nas cidades de São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Governador Valadares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, voltou a defender a opção pelos mais pobres - feita em governo - e a criticar os que se opõem a essa política.

No último dos eventos, ocorrido no domingo (6) em Governador Valadares (MG), Lula lembrou que os críticos do Bolsa Família nunca passaram fome na vida e desconhecem a real dimensão do programa.

"Vai chegar o dia em que ninguém mais precisará do Bolsa Família. Mas, para isso, é fundamental colocar comida na mesa das famílias mais pobres e garantir a educação de seus filhos. Só assim essas famílias poderão melhorar de vida". Para Lula, o Bolsa Família representa o cumprimento do principal compromisso que assumiu com o país, o de fazer com que "todo brasileiro tome café da manhã todo dia, almoce todo dia e jante todo dia".

Garantindo a continuidade e o aprofundamento do Bolsa Família num segundo mandato, Lula disse que o programa é, acima de tudo, um poderoso instrumento de distribuição de renda e de estímulo às economias municipais.

"Com o Bolsa Família, as famílias aumentam o seu poder de compra, o comércio passa a vender mais e a empregar mais e assim vai se formando um ciclo que é bom para todos". Segundo o presidente, "daqui a 20 anos vamos poder olhar para todos os brasileiros e dizer que valeu a pena investir nos mais pobres".

Lula, o vice-presidente José Alencar e comitiva chegaram em Governador Valadares, a cerca de 320 km de Belo Horizonte, por volta das 10h. E, já no trajeto entre o aeroporto e a entrada da cidade, foram saudados por uma multidão. Ao chegar à cidade, Lula subiu num carro aberto, à frente de uma grande carreata que seguiu até a avenida Minas Gerais, local do comício. Lá, mais de cinco mil pessoas já aguardavam o presidente.

O presidente iniciou o seu pronunciamento elogiando o vice José Alencar e comparando a trajetória de ambos, marcada por uma série de dificuldades e carências. "Hoje, estamos juntos e vamos continuar juntos".

Em seguida, lembrou que o seu governo investe cerca de R$ 2 bilhões em programas sociais somente no estado de Minas Gerais e isso tem se traduzido na melhoria da qualidade de vida da população, em especial da mais carente. "A verdade é que nunca um governo olhou tanto para os mais pobres. Estamos consertando o Brasil. Basta ver que o povo está comprando mais e está comendo melhor".

Lula frisou, porém, que a educação é a grande porta de saída da pobreza e que, por isso, está investindo tanto no setor. Como exemplos ele citou a criação do ProUni, que já beneficia 28.837 jovens mineiros de baixa renda, a implantação de três novas universidades federais – a do Triângulo Mineiro, a de Alfenas e a dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – e a criação de extensões universitárias em Teófilo Otoni e Ituiutaba.

Ações como essa, disse Lula, são um estímulo para que os jovens da região que emigraram para outros países, em especial os Estados Unidos, voltem ao Brasil.

"A educação é fundamental para fazermos a revolução que esse país tanto precisa", afirmou Lula, frisando que a prioridade de um segundo mandato será "crescimento com distribuição de renda, geração de empregos e educação de qualidade". No seu pronunciamento, que antecedeu o de Lula, o vice José Alencar destacou justamente o compromisso do governo com a educação e com a inclusão social dos brasileiros mais carentes. "Hoje, graças a esse trabalho, Lula está presente em todas as partes do país".

O ex-ministro Nilmário Miranda, candidato do PT ao governo de Minas, afirmou que esse compromisso com a inclusão social não se vê no governo estadual. Citando o preço das tarifas de água e luz que é cobrado da população mais pobre, Nilmário foi enfático: "Não existe tarifa social nesse Estado". O candidato criticou a política salarial do governo mineiro, lembrando que o piso salarial dos professores é inferior ao salário mínimo, e assumiu o compromisso de fazer um governo de inclusão social. Finalizando, Nilmário manifestou a sua confiança na vitória: "Não existe ninguém imbatível. Imbatível mesmo só a força do povo".

Lula e a Constituinte

A reação contrária de boa parte da grande mídia, da maioria dos analistas, comentaristas e colunistas políticos, de líderes dos partidos de oposição ao governo federal e dos presidentes e parlamentares das duas casas legislativas federais – Senado e Câmara - à proposta de produzir uma reforma política através de uma constituinte exclusiva para essa finalidade, era esperada. Não surpreende, pois vai ao encontro de uma tradição da política brasileira, das coisas serem resolvidas pela superestrutura, pelas elites políticas, em detrimento da ampla participação popular. "Vamos fazer a revolução antes que o povo faça..."

A grande mídia e a maioria dos seus analistas, comentaristas e colunistas políticos, que reverberam os interesses das elites políticas e empresariais do país – alguns desses profissionais vítimas da massificação ideológica de determinados valores e dogmas pelos quais são tensionados no cotidiano das redações e que às vezes involuntariamente reproduzem -, não podem conviver com o grau de imprevisibilidade de uma constituinte exclusiva, onde os mandatos dos constituintes são restritos à finalidade de sua convocação, e se encerram mediante o encerramento da mesma. Isto é, não estão premidos pela necessidade de reprodução de um mandato futuro, no qual alguns acordos republicanos e, principalmente, os não republicamos podem ser determinantes para a definição dos trabalhos constituintes.

Se a onda pega e ganha apoio popular, essa convocação pode não se restringir à reforma política, mas ganhar estatuto de uma constituinte ampla, geral e irrestrita, que o país e o povo brasileiro reclamam e que o PT vacilou ao não liderar um movimento político social para propor a sua convocação após a eleição de Lula à Presidência da República. Governar sob a ordem jurídico-política vigente, tanto a herdada pelas limitações da Constituição promulgada em 1988, quanto a boa parte dela que foi estabelecida pelas reformas constitucionais do longo reinado tucano-pefelista, se afiguram grandes dificuldades para a promessa transformadora representada pelo governo Lula, a despeito das escolhas e dos erros por ele cometidos.

Temor semelhante é o da oposição conservadora. Um processo de eleição constituinte exclusiva descolado do processo eleitoral tradicional, onde não há disputa para cargos majoritários – Presidência, governos, prefeituras e Senado -, mas sim disputa por proposições e projetos políticos para o país, leva necessariamente à uma politização popular que o conservadorismo brasileiro não tolera. Esse processo, no interior da tradição política brasileira, seria algo por si só revolucionário.

Os presidentes do Senado e da Câmara, até para preservar a autoridade e a legitimidade dos seus cargos, não poderiam ter reação diferente, principalmente sendo um deles um político conservador representante legítimo da tradição patrimonialista presente na política brasileira e outro de um partido comunista, logo e, por isso, sempre posto sob suspeição pelos seus pares majoritariamente conservadores. Quanto à reação dos parlamentares que se opuseram à proposta, o já conhecido corporativismo e o temor pela redução de suas prerrogativas – sob o manto da defesa da independência entre os Poderes - que uma constituinte nesse moldes representa, são auto-explicativos.

Para além da manifestação de Lula, o governo federal, através do ministro Tarso Genro, e o PT, vide declaração atribuída ao presidente nacional do partido, Ricardo Berzoini, assumiram uma posição favorável, mas defensiva em relação à proposta.

Em relação ao ministro, é compreensível a cautela em relação a uma intervenção unilateral do executivo num tema que do ponto de vista formal diz respeito também aos poderes judiciário e legislativo, e que ainda não alcançou legitimidade popular que justifique esgarçar tal formalismo. Mas acho que a Executiva Nacional do partido deveria assumir esse desafio proposto por Lula, já que o momento é bastante favorável para um debate como esse, e se credenciar para disputar e mudar a agenda política do país – onde a questão moral viceja - nessa conjuntura eleitoral. A proposta de convocação de uma constituinte exclusiva para produzir uma reforma política poderia atrair uma poderosa mobilização social e representar uma mudança qualitativa nos rumos da luta política no país.

(Flávio Loureiro, jornalista e Editor do Página 13)

sexta-feira, agosto 04, 2006

Nilmário divulga site e blog de campanha

A campanha da coligação "A Força do Povo em Minas" mantém atualização diária de notícias e fotos da agenda de Nilmário Miranda no o site www.nilmariogovernador.com.br. A campanha do candidato petista ao governo de Minas Gerais mantém não apenas o site, mas também um blog, http://nilmariogovernador.blogspot.com, espaço democrático para divulgação de idéias, propostas e opiniões do candidato e de debate com o eleitor. O blog é um espaço importante para a divulgação de verdades que infelizmente nossa podre imprensa se recusa a mostrar, como:

Salários dos servidores
"Minas é o segundo Estado em população, o terceiro em economia, e o décimo em Índice de Desenvolvimento Humano. Para chegar ao tal déficit zero, que na realidade não existe, o atual governo fez sofrer muito a educação em Minas. Nós temos o pior salário de professor do Brasil, até o mês de julho, o piso era de R$ 305. Agora, com o aumento de 5%, passou a R$ 320,25. Em estados pequenos, como o Acre, por exemplo, o salário piso de professor é R$ 750. Para os servidores da saúde o salário base é R$ 323."

Choque de Inclusão Social
"Minas Gerais não tem políticas regionais. As 20 mil bolsas-escola que beneficiavam famílias extremamente pobres do Vale do Jequitinhonha foram cortadas pelo atual governo, assim que o Governo Federal entrou com o programa Bolsa Família. Em outros estados e em muitos municípios como o de Belo Horizonte, acontece exatamente o contrário, programas locais complementam os federais. Em Minas deu-se o contrário. O governo mineiro não é parceiro. Se não fosse o Governo Federal, Minas estaria padecendo de uma gravíssima crise social. Minas precisa de um Choque Social. Em algumas regiões de Minas — Vale do Gurutuba, Catutí, Pai Pedro, Monte Azul, Jaíba — a mortalidade infantil é igual à do Haiti, para cada mil crianças que nascem, 140 morrem antes de completar um ano."

Vamo abrir o olho, mineirada, e procurar conhecer o que não sai no Estrago de Minas...

Saiu hoje a nova pesquisa CNI/Ibope

O presidente Lula, candidato à reeleição, teria 44% dos votos se a eleição fosse hoje, mantendo a vantagem de 6 pontos percentuais sobre a soma dos demais candidatos, o que lhe daria a vitória no primeiro turno. O tucano Geraldo Alckmin caiu dois pontos em relação à última com pesquisa Ibope/Globo divulgada há 10 dias, e passou de 27% para 25%. Assim, a diferença entre Geraldo e o presidente Lula subiu para 19%. Heloísa Helena, candidata pelo PSOL, cresceu três pontos e está em terceiro, com 11%. Cristóvam Buarque (PDT) e Luciano Bivar (PSL) aparecem com 1%, e os outros candidatos não obtiveram nem 1% das intenções de voto.

Ainda em relação ao levantamento Ibope/Globo, em uma eventual disputa com Alckmin no segundo turno, Lula teria hoje 50% das intenções de voto, contra 48% da pesquisa anterior. Alckmin teria 36%, contra 39% da pesquisa de julho, o que aumenta a diferença de 9 para 14 pontos percentuais. Em outro cenário, Lula venceria Heloísa Helena com uma diferença de 23 pontos. O presidente teria 53% das intenções de voto, contra 30% da senadora.

Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios em todo o país entre os dias 29 e 31 de julho. O levantamento está registrado com o número número 12197 /2006 no TSE.

Censura à revista dos trabalhadores é ilegal, diz ABI

O presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício Azedo, considera inconstitucional a decisão do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de proibir a circulação da primeira edição da Revista Brasil.

Ele aconselhou a CUT (Central Única dos Trabalhadores), responsável pela publicação, a entrar com representação no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito à liberdade de expressão.

"Se trata de uma exorbitância do TSE, porque a Constituição é clara quando diz que a lei não poderá constituir nenhum empecilho à liberdade de expressão do pensamento por qualquer meio de comunicação. O TSE cometeu um atropelo à Constituição", disse o presidente da ABI.

A decisão do juiz foi tomada no último dia 26, atendendo a uma representação da coligação PSDB/PFL. Na representaçãos, eles argumentaram que a revista estaria sendo utilizada para fazer propaganda política em favor do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva e contra o candidato à presidência da República Geraldo Alckmin.

Direito afirmou, em sua decisão, que a revista tem "claro intuito de beneficiar um dos candidatos à Presidência da República e de prejudicar outro, configurando propaganda eleitoral negativa".

O diretor da CUT Luiz Cláudio Marcolino, responsável pela revista, discorda da interpretação do ministro e diz temer que a proibição crie uma jurisprudência que impeça novos veículos de comunicação de circular em período eleitoral.

"Nossa avaliação é que se trata de censura prévia do TSE. Estamos tomando todas as ações jurídicas possíveis e podemos recorrer inclusive ao STF, se form preciso. Também vamos realizar um ato político, no próximo dia 9, em São Paulo, para denunciar este processo que tenta calar a revista dos trabalhadores", disse Marcolino.

Já o advogado Fábio Konder Comparato, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), afirmou que a decisão do TSE não confronta, em princípio, o que está na Constituição. "Não há como se extrapolar de um julgamento a respeito do período e da forma de propaganda eleitoral para a questão do direito da livre manifestação de pensamento e de comunicação. São coisas bem distintas", diz ele.

A decisão do ministro Direito ainda não é em caráter definitivo e será apreciada, nas próximas sessões, pelos ministros do TSE.

quinta-feira, agosto 03, 2006

PSDB e PFL pedem e TSE censura "Revista do Brasil"

Coligação encabeçada por Geraldo Alckmin alegou que edição número 1 da revista fazia campanha pró-Lula e contra o tucano. A publicação, que é mensal e teve 360 mil exemplares, é produzida por 23 sindicatos e pela CUT. Cabe recurso.

(Agência Carta Maior)


SÃO PAULO - A coligação Por um Brasil Decente (PSDB/PFL) entrou com representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral contra a regional de São Paulo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) por conta da veiculação da primeira edição da Revista do Brasil. Nesta quarta-feira (26), o ministro Carlos Alberto Menezes julgou procedente a representação, proibindo a distribuição da revista por qualquer meio, sob pena de multa prevista no § 3° do artigo 36 da Lei n° 9.504/97. Os sindicatos vão recorrer.

A publicação é produzida por 23 dos maiores sindicatos do país e pela CUT. Segundo seus idealizadores, ela foi lançada em maio com o intuito de fazer chegar aos cerca de 360 mil associados desses sindicatos "informação apresentada sob a ótica dos trabalhadores". O primeiro número trazia na capa o presidente Lula e uma matéria analisando os motivos que o levam a permanecer com a popularidade em alta, apesar da crise política do ano passado. O segundo número, que traz na capa uma matéria sobre a Volkswagen, já estava sendo distribuído.

A ação do PSDB e do PFL alegava que a divulgação da revista prática de conduta ilícita, porque algumas das matérias visavam "ressaltar a suposta força eleitoral do atual presidente da República, ao informar que seu governo não desmantelou programas sociais e não privatizou direitos sociais e culturais" segundo texto divulgado no sítio do TSE. Além disso, alegava-se uma suposta "panfletagem eleitoral" em favor de Lula e "propaganda negativa" em relação ao candidato Geraldo Alckmin. Eram citadas nominalmente as matérias de capa ("O segredo de Lula" - "Diga-me para quem governas") e "Pavor de investigação", sobre as CPIs barradas na Assembléia Legislativa de São Paulo.

"Criamos a revista com o objetivo de levar à população informações que outras revistas de grande circulação não trazem. Por exemplo, apresentamos na edição 2 a questão das demissões na Volks. Freqüentemente, o caso é apresentado do ponto de vista da empresa. E nós mostramos a forma como sofrem os trabalhadores e seus familiares", conta o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.

"Por outro lado, a revista traz matérias sobre comportamento, saúde, futebol, dicas culturais. Ou seja, não tem nada de eleitoreira e ofensiva. Revistas como Época, Isto É e principalmente a Veja fizeram capas extremamente ofensivas ao presidente da República, ao Partido dos Trabalhadores e, muitas vezes, fazem isso em relação aos sindicatos e aos trabalhadores, e são tratadas dentro dos parâmetros da liberdade de imprensa", ressalta o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo. Marcolino e Feijoó são os diretores responsáveis pela revista.

Para o diretor de imprensa da CUT/SP, Daniel Reis, a decisão da Justiça é uma ofensa aos trabalhadores. "Acredito que o TSE vá rever sua decisão. Não é possível que os trabalhadores sejam proibidos de manter uma publicação própria, que não tenham direito a contar o seu lado da história, como fazem os mais poderosos por meio da grande mídia." A Carta Maior, que forneceu conteúdo para as duas primeiras edições da publicação, também deixa de disponibilizar eletronicamente na íntegra esses conteúdos.


(http://www.fotolog.com/biradantas)

pois é, né?

No blog do Fernando Rodrigues, fotos de José Serra, então ministro da Saúde, junto com os deputados Lino Rossi (PP-MT), Pedro Henry (PP-MT) e Ricarte de Freitas (PTB-MT), citados na lista fornecida por Darci Vedoin sobre os sanguessugas à Polícia Federal, em cerimônia de entrega de ambulâncias no Mato Grosso, realizada em maio de 2001.

Se as ambulâncias eram da Planan, a empresa dos sanguessugas, não se sabe. Mas o blog traz também o seguinte trecho do depoimento de Darci Vedoin à PF, em 23/07/06: "...QUE o pagamento de comissão a parlamentares já era uma praxe existente anteriormente, no Congresso Nacional; QUE para o exercício de 2000, o deputado Lino Rossi apresentou essas emendas, através das quais foram vendidos no Estado de Mato Grosso mais de 60 unidades móveis de saúde; QUE as unidades, adquiridas com as emendas individuais, foram entregues paulatinamente; QUE as unidades adquiridas com as emendas de bancada, cerca de 50 unidades, foram entregues em um evento preparado especialmente pela cidade de Cuiabá, inclusive com a presença do Ministro da Saúde". O ministro da Saúde era nós já sabemos quem era.

***

Enquanto isso, outro nome a figurar na lista de Vedoin é o de Emerson Kapaz, presidente do instituto Etco, integrante da Transparência Brasil e, até antes da divulgação da lista, um dos principais arrecadadores da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB). O afastamento de Kapaz da função foi decidido pela cúpula tucano-pefelista, mas não mereceu dos jornais mais que um mero registro, sem qualquer destaque. O prefeito de Diadema, José Fillipi, tesoureiro da campanha do presidente Lula à reeleição, foi alvo de um massacre diário por um antigo processo de suposta promoção pessoal em outdoors públicos, processo sobre o qual Fillipi nunca se negou a dar todos os esclarecimentos solicitados.

Ficam as perguntas do jornalista Luiz Antonio Magalhães, do Observatório da Imprensa: E se o arrecadador de recursos do PT estivesse na lista dos sanguessugas? Os grandes jornais não se interessariam pela pauta? Dariam apenas um registro no meio das reportagens sobre a máfia das ambulâncias, sem um mísero título vinculando uma coisa à outra? E será que nenhum jornalista vai perguntar a Geraldo Alckmin se ele acredita na palavra de Kapaz ou na do empresário Luiz Antonio Vedoin, que acusou o ex-arrecadador da campanha tucana? Ou tentar descobrir, se ficar provado que Kapaz é realmente um sanguessuga, que punição Alckmin prevê para este tipo de episódio?

***

E ainda, no blog Cidadania.com, Eduardo Guimarães faz um levantamento das notícias sobre Fillipi e Kapaz publicadas na Folha de São Paulo. E depois há quem diga que não há parcialidade na mídia! Como ele mesmo diz, leiam e revoltem-se:

28/06 - Lula convida prefeito para ser tesoureiro
Jornal anuncia que prefeito de Diadema, José de Filippi, será o tesoureiro da campanha de Lula e relembra acusações contra o tesoureiro da campanha do presidente em 2002, Paulo Okamoto

29/06 - TCE contesta contas de novo tesoureiro
24 horas depois de José de Filippi ser indicado tesoureiro da campanha de Lula, jornal encontra e publica dados do Tribunal de Contas do Estado governado pelo principal adversário do presidente, Geraldo Alckmin, que "contestam" as contas da gestão do prefeito de Diadema. Tratava-se de questionamentos pelo TCE de percentuais investidos pela prefeitura em Educação, de uma licitação e de anúncios publicitários.

05/07 - Tesoureiro de Lula terá que explicar origem de R$ 183 mil
Jornal noticia, logo após a indicação de José de Filippi para ser tesoureiro da campanha de Lula, que o Ministério Público Estadual de São Paulo, que teve a procuradoria indicada por Geraldo Alckmin, abriu inquérito para investigar Filippi. Acusações ao prefeito de Diadema e vinculações dele com o PT e com a campanha de Lula são fartamente repetidas no texto.

06/07 - Tesoureiro do PT diz que dinheiro é do tio
Em tom irônico, jornal dá a versão de Filippi para a acusação desencadeada depois de sua indicação como tesoureiro da campanha de Lula.

07/07 - Em reportagens contendo reproduções de declarações de adversários de Lula, o caso Filippi, já perdendo força, é mencionado de passagem. Desse dia em diante o assunto some do noticiário, sobretudo depois que o tio do tesoureiro de Lula confirma o empréstimo e mostra documentos.

26/07 - Ex-mulher de Kapaz confirma ter recebido depósito atribuído à Planam
Jornal noticia laconicamente que Emerson Kapaz, um dos arrecadadores da campanha de Alckmin, está sendo investigado pela CPI dos sanguessugas e que sua ex-mulher reconhece ter recebido dinheiro do esquema criminoso. Porém, o fato de Kapaz ser arrecadador da campanha do candidato tucano à presidência não é mencionado.

27/07 - Em nota, Kapaz se diz surpreendido e nega envolvimento com sanguessugas
Jornal reproduz "explicações" de Kapaz para as emendas de ambulâncias que apresentou enquanto era deputado federal e que o envolvem no escândalo dos sanguessugas. Condição de tesoureiro da campanha de Alckmin continua a não ser mencionada pela Folha.

29/07 - Baixas na tesouraria atrapalham Alckmin
Reportagem de título ambíguo dá conta de que Kapaz se afastou da campanha de Alckmin e finalmente revela ser ele "um dos arrecadadores da campanha de Alckmin". Em nenhuma das manchetes publicadas até esse dia Kapaz apareceu vinculado a Alckmin ou ao PSDB. E esta reportagem foi a primeira que mencionou sua relação com a campanha tucana.

terça-feira, agosto 01, 2006

O BRASIL MUDOU - FISCALIZAÇÃO PÚBLICA

A atuação conjunta da Controladoria Geral da União (CGU), do Ministério da Justiça (por meio da Polícia Federal e da Secretaria Nacional de Justiça), da Advocacia Geral da União (AGU) e do Ministério da Fazenda reforçou muito, nos últimos três anos e meio, o trabalho de combate à corrupção e a transparência da gestão pública federal.

A partir de sorteios públicos, a 20ª edição do Programa de Fiscalização de Municípios definiu mais 60 cidades do país para passarem por fiscalização do uso de recursos federais. E, para aprofundar o controle público sobre essa gestão, o governo Lula passou a colocar no Portal da Transparência (www.portaldatransparencia.gov.br) informações sobre aplicações diretas de órgãos federais.

Até fevereiro de 2006, o portal continha cerca de 330 milhões de informações, envolvendo recursos federais de R$ 2 trilhões. A intenção é fazer com que qualquer cidadão possa acessar as informações, sem restrições ou necessidade de uso de senhas, dispostas de forma clara até para pessoas sem familiaridade com o sistema orçamentário.

Lutando para combater fraudes e sonegações na área da Previdência Social, o Governo Federal adotou a estratégia de instalar forças-tarefas em todo o país para executar esse controle. No ano passado, foram detectados, por exemplo, 6.016 benefícios com irregularidades. O diagnóstico possibilitou uma economia mensal de R$ 3,65 milhões e a possibilidade de recuperação de outros R$ 96,5 milhões. Foram feitas 113 prisões como conseqüência de 22 operações integradas de diversos órgãos.

Outra conquista importante nessa área foi a aprovação da Reforma do Judiciário, proposta ao Congresso Nacional para tornar a Justiça brasileira mais ágil, segura, eficiente e acessível. No início de 2006, o Congresso aprovou três projetos de lei complementar permitindo decisões mais rápidas em conflitos repetitivos, o impedimento de recursos a sentenças consolidadas em súmulas e a ordem de prescrição, pelo juiz, em causas que continuam a tramitar sem necessidade.

(do site http://www.lulapresidente.org.br. A cada dia publicaremos um novo tema, mostrando as mudanças já realizadas por Lula em seu primeiro mandato.)

Brasil deixou de ser um país de incertezas, afirma Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (1) em São Paulo, durante o 3º Fórum de Economia, promovido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), que a economia brasileira entrou em uma nova fase e que já não são necessários grandes esforços para manter a inflação sob controle.

"Conseguimos levar a inflação brasileira a um patamar favorável. Agora não precisamos usar mais o esforço usado antes para manter essa inflação. Não estamos exigindo do BC um grande esforço, apenas manter o atual patamar. É uma nova fase da economia", disse Mantega.

Em defesa do controle da inflação, Mantega afirmou ser "importante para manter o poder aquisitivo da população".

O ministro defendeu a nova política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "No período recente, deixamos de ser um país de incertezas, passamos para um ciclo de desenvolvimento. Não se trata mais crescimento efêmero, de um ano, um ano e meio", afirmou.

Ele ressaltou que, agora, o Brasil passa por um crescimento sustentável, devido à expansão do mercado externo e interno. De acordo com Mantega, essa mudança se deu por conta da estabilidade de preços, da responsabilidade fiscal e da redução de vulnerabilidade externa.

O ministro lembrou que daqui a dois meses a taxa básica de juros, a Selic, irá completar um ano de queda. "A taxa de juros vai baixando à medida que se verifica solidez da economia. A Selic continua caindo. Daqui a dois meses teremos quase um ano de redução".

Mantega garantiu que o governo cumprirá a meta fiscal em 2006. "Aposto uma caixa de vinho estrangeiro com vocês que vou cumprir a meta", afirmou.

A Alckmin o que é de Alckmin

De tempos em tempos, ocorrem coisas estranhas em nosso jornalismo. Por exemplo, durante os oito anos de estagnação econômica do governo FHC, não se bateu no "Príncipe dos sociólogos" nem a décima parte do que se bateu em Lula por um mês de PIB em queda, no ano passado. Mais: os bons resultados obtidos por Lula quanto ao crescimento da economia são diminuídos e atribuídos a fatores circunstanciais, externos etc. Resumindo: quando Lula faz algo minimamente questionável, descem o pau. Quando faz o certo, não fez mais que a obrigação. Está terminantemente proibido elogiar o presidente Lula. É assim na imprensa e, por extensão, na chamada opinião pública.

Não vou aqui analisar as razões dessa visão torpe, preconceituosa e mistificadora. A coisa segue, mais ou menos, as mesmas razões de todas as deturpações típicas da grande imprensa, como as que vemos agora na cobertura internacional do mais novo conflito do Oriente Médio. Você escuta a todo momento que o motivo foi o seqüestro de 2 (dois!) soldados israelenses; que Israel está apenas "retaliando", ou seja, respondendo a ataques que recebeu; você jura que os fanáticos são só os caras de Hezbollah, Fatah etc., afinal, Israel faz parte do mundo "civilizado", aliado dos EUA, acreditam no mesmo Deus que nós, são, em suma, mais parecidos conosco. O bombardeio de mentiras (intencionais ou não) é tão acachapante e natural que você pensa que está havendo uma guerra, e não um massacre. Você esquece a absurda diferença de poderio bélico entre os dois lados, esquece de comparar as centenas de mortes no Líbano com as... peraí... quantas mortes houve mesmo em Israel? E pior, você acaba esquecendo que a "razão" do conflito, o seqüestro de 2 (dois!) soldados judeus, resultou em centenas de mortes do outro lado, a imensa maioria deles, civis, muitas mulheres e crianças. Eis o conceito de justiça israelense e, de forma mais ampla, do mundo ocidental. Eis o conceito de justiça que deglutimos, todas as noites, diante do Jornal Nacional.

Eu poderia me alongar no assunto, mas não é preciso nem é o caso. Leiam, se quiserem, o excelente Deus é inocente, a imprensa não, de Carlos Dorneles. Fala sobre a questão do Iraque mas, no fundo, tudo não passa de variações de uma mesma visão de mundo, repercutida persistentemente por razões econômicas e culturais, realimentando-se de visões preconceituosas, num ciclo interminável que inclui as mesmas frases feitas, com algumas poucas variações estilísticas, e em que pensar, refletir, torna-se apenas um detalhe.

Complacência da imprensa
Voltando ao Brasil. A última moda, a pretexto dos ataques promovidos pelo PCC em São Paulo, é dizer que não se pode politizar a questão e tentar equalizar responsabilidades. Diante da cobertura omissa que a imprensa nos proporciona, o cidadão comum chega a esquecer que Lembo está ali só pra tapar buraco, que quem governou o estado nas últimas décadas foi o PSDB, foi Geraldo Alckmin, que agora quer se apresentar à nação como modelo de boa administração, de competência, de profissionalismo. Responda sinceramente: você já tinha ouvido falar de PCC antes de Alckmin? Claro que não. O PCC nasceu em 1993, na Cadeia Pública de Taubaté, interior de São Paulo. Até esta década era desconhecido da imensa maioria da população, paulista e nacional. Em 2001, quando Covas morreu e Alckmin caiu de pára-quedas no Palácio dos Bandeirantes, o PCC começou a se organizar fortemente e botar as manguinhas de fora, desafiando o estado.

A Constituição, em seu artigo 144, ao subordinar a estados e DF a gestão das polícias Civil e Militar, estabelece que o dever de organizar e administrar o combate ao crime compete, majoritariamente, aos governos estaduais. À União fica reservado o dever de, com a Polícia Federal e as Forças Armadas, combater o tráfico de drogas e outras modalidades de crimes articuladas a nível federal, crimes envolvendo a administração pública e o patrulhamento e defesa das fronteiras. Ou seja, foi exatamente a omissão e a incompetência de Alckmin, à frente das polícias e do sistema prisional paulista, que levaram ao fortalecimento do PCC.

Sem argumentos, o ex-governador Geraldo Alckmin levanta, em defesa de sua política de segurança, estatísticas mostrando queda na fuga de presos das penitenciárias paulistas. Cita um índice que, de resto, não diz absolutamente nada. Que importa o índice de fugas, quando esta organização criminosa conseguiu se organizar a tal ponto que os crimes são produzidos por quem está fora, comandado por quem está dentro? Como destaca Luís Nassif em seu blog, o problema é que nunca houve trabalho de inteligência policial nas penitenciárias, porque o secretário de Segurança era brigado com o secretário de Administração Penitenciária. Alckmin, o competente, não se preocupou em investigar (e deter) o crescimento do PCC, foi empurrando com a barriga até largar o governo do estado nas mãos do PFL. Logo depois a crise estourou de forma incontornável, e Alckmin contou com a complacência da grande imprensa para "esquecer" que foi com ele, sob seu governo, que o caldo que agora entorna ganhou tempero e cozimento.

O melhor desempenho
A idéia do desserviço prestado pela imprensa no episódio fica mais clara quando vemos que, ao mesmo tempo em que optou por não apurar as responsabilidades de Alckmin, concentrando os holofotes em Cláudio Lembo e em Lula, repercutem sem qualquer crítica ou filtro insinuações de Jorge Bornhausen, José Serra e Alckmin de que o PT seria ligado ao PCC. A imprensa tem responsabilidade, tem obrigação de contextualizar, de mostrar que tal afirmação não só carece de verdade, como não é história nova.

Quem não nasceu ontem e acompanha política de outros tempos lembra que, em 1989, às vésperas das eleições, a oposição utilizou o mesmo expediente para prejudicar Lula e o PT diante da opinião pública: na apresentação dos seqüestradores de Abílio Diniz, camisetas e panfletos do PT plantados pela oposição, com a colaboração da polícia. Isso só não bastou. Ainda prepararam a acusação da ex-mulher (falsa) e a edição do debate na Globo. De tudo um pouco, para fazer de Collor, até então um desconhecido, o eleito. Mais tarde, ainda tentaram associar o PT aos seqüestradores de Washington Olivetto, às Farc... tudo falso. Mas o importante é incutir uma idéia, que se alimentará do próprio preconceito e da desinformação da sociedade. Os acusadores de agora já estão sendo processados por sua leviandade, mas o desmentido vem sempre tarde e impotente diante das "verdades" consagradas pela opinião pública, que o diga o ex-dono da Escola Base.

Bem, para contrapor a irresponsabilidade de Alckmin tem-se exatamente o melhor desempenho em segurança pública em décadas de administrações federais, o de Lula. Em linhas gerais, embora os repasses aos estados tenham ficado em montante similar ao do governo FHC, Lula entregará cinco penitenciárias federais até o fim de seu governo. A primeira, em Catanduvas (PR), de segurança máxima, já está pronta e se prepara para receber os primeiros criminosos. Quantos presídios FHC construiu? Nenhum. Mas a maior revolução de Lula na área de segurança deu-se com a atuação da Polícia Federal. Nunca se viram tantas operações bem-sucedidas, contra quadrilhas de diversificadas expertises, que praticavam seus crimes há muitos governos, sem serem incomodadas. Lula escolheu um excelente ministro da Justiça, o advogado Márcio Thomaz Bastos, reaparelhou a PF e lhe deu autonomia política para revolver o lixo onde fosse necessário. O resultado, operações inteligentes, bem coordenadas, que desbarataram quadrilhas de sonegadores (com a prisão, pela primeira vez no país, de grandes empresários, como os donos da Daslu e da Schincariol); de fraudadores de concursos públicos, da Saúde, do INSS; de tráfico de drogas (com apreensões recordistas).

Várias lições
Os últimos exemplos dessa atuação primorosa foram a operação com o agente disfarçado que "cedeu" o celular grampeado ao traficante Fernandinho Beira-mar e a prisão de agentes da própria PF, investigados por diversos tipos de corrupção. Tudo com muita autonomia (que nasce da vontade política) e aposta na inteligência (que nasce da ação competente). Evidentemente, assimilar esta idéia, para grande parte da nossa sociedade, envolve uma quebra brutal de paradigma, uma vez que se tentou desde sempre associar Lula (e em menor escala, o PT) diretamente à ignorância, pelo baixo grau de instrução. Esta é, aliás, uma confusão típica dos ignorantes: associar baixa escolaridade e falta de títulos acadêmicos a pouca inteligência. A coisa mais fácil, para um ser humano, é criar estereótipos; a mais difícil, destruí-los.

Na crise de São Paulo, de quebra, Lula ofereceu, a todo momento, todo tipo de ajuda a São Paulo, a despeito dos ataques sujos de que foi vítima. Fez o que podia fazer: liberou verbas extras emergenciais, e foi a ajuda da inteligência da PF que permitiu a elucidação e o desmantelamento das maiores ações do PCC. Mais não podia, pois qualquer intervenção direta, dentro da lei, só poderia ser feita a pedido do governador ou em situações de emergência nacional. Lula não fugiu às suas responsabilidades, enfrentou-as com vontade e inteligência, e sempre evitando utilizar a questão de forma politiqueira. Em nenhum momento ouviu-se dele qualquer ataque ao ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Mas o outro lado não pensou duas vezes antes de chafurdar nas acusações mais vis.

Desse episódio, tiramos várias lições: que o problema da (in)segurança deve ser tratado com a união apartidária de todas as forças da sociedade; que deve suscitar um plano emergencial de longo prazo, e não apenas promessas de campanha; e que a sociedade deve participar, cobrar, cada vez mais (eis os resultados dos julgamentos dos casos Richthofen e Embu-Guaçu). Mas é preciso, até para que possamos evitar cair nos mesmos erros, impedir qualquer tipo de mistificação e informar verdadeiramente, investigando responsabilidades. Não tratar o assunto segurança de forma politiqueira, eleitoreira é uma coisa; tapar o sol com a peneira e passar a mão na cabeça de autoridades flagrantemente irresponsáveis é outra bem diferente. Quem gostaria que o homem que deixou o PCC se organizar e desenvolver silenciosamente nos presídios paulistas, até se tornar o que se tornou, tomasse conta também da segurança de todo o país?

(Gilberto C. Marotta, jornalista. Artigo publicado em 25/07/06 no Observatório da Imprensa)

Pesquisa do Ibope colhe amostra desfavorável a Lula

(Nelson Breve – Carta Maior)

BRASÍLIA - Logo após a divulgação da mais recente pesquisa do Ibope sobre as intenções de voto para presidente, feita na terça-feira (25) pelo Jornal Nacional da TV Globo, pensei que não iria escrever nada a respeito. O cenário era o mesmo apontado pelos outros institutos de pesquisa na semana anterior. Portanto, não havia novidade que justificasse um texto jornalístico, a não ser para quem considera as pesquisas eleitorais o evento mais importante de uma eleição.

Comentando o assunto com um colega, no mesmo dia, fui surpreendido com a seguinte avaliação e definição do valor das pesquisas eleitorais: "Para mim, essas pesquisas são todas manipuladas. Pesquisa de opinião é um ramo de negócio que vende dois tipos de produto aos candidatos no período eleitoral: um é o que pensa o eleitorado, para que as campanhas orientem suas estratégias e decisões; o outro, é alterar o pensamento do eleitorado para favorecer o cliente, para que ele tenha melhores condições de arregimentar apoios e conseguir financiadores. Não acredito que os institutos deixem de vender esse produto que tem muito valor neste momento da campanha".

Discordei logo da avaliação dele. Acompanho pesquisas com interesse profissional há muito tempo. Nesse período, os institutos tiveram de se adaptar a exigências legais, especialmente em períodos eleitorais. É difícil manipular dados porque o questionário tem de ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com antecedência mínima de cinco dias da divulgação. Foi por causa dessa obrigatoriedade que, no início do ano, a imprensa descobriu que uma pesquisa do Ibope divulgada pela revista IstoÉ da Editora Três tinha vestígio de ser uma encomenda do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, pois havia várias perguntas específicas sobre ele.

Com a exigência de explicar a metodologia e apresentar a base do eleitorado da qual foi extraída a opinião, os institutos ficam expostos à fiscalização da imprensa, dos especialistas em estatística e dos concorrentes. O que acaba inibindo a manipulação de dados, seja na ponderação dos resultados ou na definição das cotas da amostra. Meus argumentos não convenceram o colega, que é da velha guarda do jornalismo e está perto de se aposentar como professor de uma respeitada faculdade de comunicação. Nosso encontro se encerrou com um conselho dele: "Não perca o espírito crítico".

No dia seguinte resolvi dar uma olhada, como sempre faço, nos quadros com os cruzamentos de dados da pesquisa, comparando com os do levantamento anterior do mesmo instituto, para observar tendências em faixas etárias, regiões, faixas de escolaridade e renda. Às vezes, captamos sinais que ajudam a entender melhor o cenário eleitoral. Levei um susto ao comparar o perfil dos entrevistados. Na pesquisa divulgada esta semana, o Ibope ouviu 31% de eleitores com escolaridade até a 4ª série do ensino fundamental e 34% de eleitores com ensino médio. Na pesquisa anterior, encomendada pela mesma TV Globo e divulgada no início de junho, a amostra estava invertida: 35% até a 4ª série e 31% no ensino médio.

No mesmo instante, me lembrei das observações do professor. Todos que acompanham as pesquisas eleitorais sabem que a intenção de voto no presidente Lula é predominante no eleitorado de baixa escolaridade, e diminui consideravelmente a partir dos eleitores de nível médio, que alguns comentaristas gostam de qualificar como eleitorado mais informado. O contrário ocorre com o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Será que o Ibope manipulou a amostra para favorecer o ex-governador tucano, que está precisando mostrar potencial de vitória neste momento delicado da campanha, quando se consolidam os palanques regionais? Não posso acreditar. Mas não consigo evitar a lembrança de que a campanha de Lula contratou os serviços do Instituto Vox Populi, enquanto a da coligação PSDB/PFL anunciou que repartiria suas demandas entre vários prestadores desse serviço.

Fui conferir outros dados da amostra. Chamaram minha atenção as cotas por faixa de renda e raça. Curioso: o total de eleitores que possui renda familiar acima de cinco salários mínimos cresce de 13% para 17% da pesquisa anterior para esta, enquanto a soma do eleitorado com renda de até dois salários mínimos diminui de 50% para 46%. Houve variação, também, na amostra por raça: aumentou de 37% para 39% a quantidade de entrevistados da raça branca e de 12% para 14% da raça negra, enquanto diminuiu de 48% para 42% os pardos ou morenos. A coincidência, nos dois casos é que na pesquisa mais recente aumenta a base de eleitores propensos a voltar em Alckmin e diminui a dos que estão inclinados a votar em Lula.

(...)

Não há elementos concretos para sustentar a existência de manipulação de pesquisas para favorecer candidaturas. Especialmente em relação aos institutos mais conhecidos nacionalmente. No entanto, podemos constatar que as pesquisas não têm a confiabilidade que a própria imprensa procura dar a elas. Nem é possível dizer que pesquisa é uma fotografia do momento. Como existem distorções mais do que razoáveis nas bases de levantamento de alguns institutos, podemos concluir que são imagens tremidas, como se fossem registradas fora de foco.

Neste momento, a vantagem de Lula para os demais candidatos pode ser de dois pontos para mais ou menos, mas pode ser de três ou quatro se a amostra estiver distorcida. Alckmin pode estar mais perto dos 30% ou dos 25% e a candidata do PSol, Heloisa Helena, pode ter 4% ou 12%. Ninguém pode afirmar com certeza. E cada candidato fica à vontade para interpretar os resultados como quiser. Por isso, só dá para confiar nas projeções quando várias pesquisas feitas em um intervalo curto de tempo apontam para um mesmo cenário. Mesmo assim, é bom ficar de olho e desconfiar sempre dos resultados. Afinal, não podemos perder o espírito crítico. Como diz a sabedoria popular: "eleição e mineração, só depois da apuração".

(leia a matéria completa aqui.)