Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (18) pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, mantém larga vantagem sobre os demais adversários.
Entre junho (data do último levantamento) e agora, Lula oscilou dentro da margem de erro – dois pontos percentuais para cima ou para baixo – na preferência do eleitorado. Tinha 46% e agora tem 44%. Já o tucano Geraldo Alckmin caiu de 29% para 28%.
Na seqüência vêm Heloisa Helena (Psol), com 10%; e Cristóvam Buarque (PDT), José Maria Eymael (PSDC) e Ruy Costa Pimenta (PCO), todos com 1%. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 8% não souberam ou não quiseram responder.
Em votos válidos (descontados brancos e nulos) Lula tem 52%, o que seria suficiente para eleger-se já no primeiro turno. Num eventual segundo turno entre Lula e Alckmin, o petista aparece com 50% das intenções, contra 40% do tucano, resultado praticamente idêntico ao de junho (51% a 40%).
A avaliação do governo também ficou estável. Para 38% dos entrevistados, a administração Lula é boa ou ótima. Outros 40% a consideram regular, enquanto 21% acham ruim ou péssima. Na pesquisa anterior os números eram, respectivamente, 39%, 37% e 22%. O Datafolha ouviu 6.284 eleitores de 272 municípios. A pesquisa foi realizada entre ontem (17) e hoje.
terça-feira, julho 18, 2006
domingo, julho 16, 2006
A não-reportagem ininformativa
O jornalismo brasileiro inaugura a "não-reportagem ininformativa". Trata-se de uma dinâmica inatividade jornalística que se ocupa dos fatos que, se tivessem ocorrido, teriam acontecido. É um desses corriqueiros fenômenos inexplicavelmente fáceis de serem incompreendidos.
Imagine o repórter chegando à redação e o chefe lhe perguntado:
- E aí, conseguiu alguma coisa?
- Nada! - responde animado o repórter.
- Ótimo! - diz o chefe. - Cadê o não-material?
- Tá aqui, ó - entrega-lhe um disquete.
O chefe introduz o disquete no micro, abre o documento e lê comentando em voz alta:
- Nada sobre a viagem do Zé Dirceu à Bolívia, nenhum detalhe sobre o que ele falou com Evo Morales, nem mesmo sobre o que não falou. Também nenhum detalhe sobre sua possível viagem aos Estados Unidos... Necas de pitibiriba sobre o que fez no México; se é que foi realmente ao México. Nenhuma informação sobre seus não-clientes. Dirceu nega que não se encontrou com Evo...
- Não, chefe - corta o repórter -, ele nega que tenha se encontrado.
- Então ele confirma que não se encontrou. Ótimo!
- É, acho que dá no mesmo.
- Bulhufas sobre o diálogo de Dirceu com Eike Batista.
- Mas, em compensação, a diretoria da siderúrgica EBX, de propriedade do Eike, não confirma nem nega se o Dirceu foi ou é contratado daquela empresa.
- Nesse caso, se ele foi, é ou será colaborador da siderúrgica, pode ter, ou não, viajado no jatinho da empresa.
- Demais, chefe! Só o senhor mesmo poderia chegar a essa conclusão!
- Mas... - o chefe localiza alguma coisa na tela - que empresa é essa aqui?!
- Qual?
- "José Dirceu & Associados"...
- Deve ser a empresa à qual o Zé Dirceu se associou. Certamente está no nome de algum laranja. Pelo nome da firma, sem dúvida é um parente, talvez...
- É provável, é provável... Huuummm... Quer dizer que o Dirceu nega que tenha negociado a questão do gás com Evo Morales, em nome do governo Lula?
- Não, chefe, ele não nega!
- Não?!
- Não, mas também não confirma.
- Ah, sei, sei...
- Mas a ministra Dilma Rousseff entregou o jogo.
- É?!
- Tá tudo aí.
O chefe rola a página na tela do monitor e lê a declaração da ministra:
- "A relação com os bolivianos é feita por meio de canais diplomáticos, do Itamaraty, do Ministério das Minas e Energia e da Petrobras, no que se refere à questão do gás".
- Viu?! Eles agem em conluio! - diz o repórter.
- Tá muito bom. Parabéns! Vai para a página policial.
Finalmente, os dois relaxam e mudam de assunto, enquanto tomam um cafezinho.
- Pô, chefe, o Silvio de Abreu bem que poderia ter aproveitado essa matéria para fechar com chave de ouro a trama da novela Belíssima.
- É verdade, é verdade...
- Ia dar o maior ibope!
- Pois é, já pensou?! No final, Bia Falcão, Medeiros, Ivete, Mary Montila, André...
- ... a dona Tosca, Valdete, Seu Aquilino, o Alberto...
- Isso, isso! Todos eles entrando, apoteoticamente, no Congresso Nacional...
- Corta para um helicóptero decolando dos jardins do Palácio do Planalto, sobrevoando Brasília e produzindo uma chuva do nosso jornal... Ah! - suspira o repórter.
- Um exemplar caindo em câmera leeentaaa...
- A manchete em detalhe...
O chefe ergue os braços e, com os indicadores e polegares formando ângulos retos, simula o enquadramento da cena e fala pausadamente:
- "Dirceu não revela o que foi fazer na Bolívia"
P.S.: clique aqui para continuar a leitura...
Fernando Soares Campos – La Insignia. Brasil, julho de 2006.
Imagine o repórter chegando à redação e o chefe lhe perguntado:
- E aí, conseguiu alguma coisa?
- Nada! - responde animado o repórter.
- Ótimo! - diz o chefe. - Cadê o não-material?
- Tá aqui, ó - entrega-lhe um disquete.
O chefe introduz o disquete no micro, abre o documento e lê comentando em voz alta:
- Nada sobre a viagem do Zé Dirceu à Bolívia, nenhum detalhe sobre o que ele falou com Evo Morales, nem mesmo sobre o que não falou. Também nenhum detalhe sobre sua possível viagem aos Estados Unidos... Necas de pitibiriba sobre o que fez no México; se é que foi realmente ao México. Nenhuma informação sobre seus não-clientes. Dirceu nega que não se encontrou com Evo...
- Não, chefe - corta o repórter -, ele nega que tenha se encontrado.
- Então ele confirma que não se encontrou. Ótimo!
- É, acho que dá no mesmo.
- Bulhufas sobre o diálogo de Dirceu com Eike Batista.
- Mas, em compensação, a diretoria da siderúrgica EBX, de propriedade do Eike, não confirma nem nega se o Dirceu foi ou é contratado daquela empresa.
- Nesse caso, se ele foi, é ou será colaborador da siderúrgica, pode ter, ou não, viajado no jatinho da empresa.
- Demais, chefe! Só o senhor mesmo poderia chegar a essa conclusão!
- Mas... - o chefe localiza alguma coisa na tela - que empresa é essa aqui?!
- Qual?
- "José Dirceu & Associados"...
- Deve ser a empresa à qual o Zé Dirceu se associou. Certamente está no nome de algum laranja. Pelo nome da firma, sem dúvida é um parente, talvez...
- É provável, é provável... Huuummm... Quer dizer que o Dirceu nega que tenha negociado a questão do gás com Evo Morales, em nome do governo Lula?
- Não, chefe, ele não nega!
- Não?!
- Não, mas também não confirma.
- Ah, sei, sei...
- Mas a ministra Dilma Rousseff entregou o jogo.
- É?!
- Tá tudo aí.
O chefe rola a página na tela do monitor e lê a declaração da ministra:
- "A relação com os bolivianos é feita por meio de canais diplomáticos, do Itamaraty, do Ministério das Minas e Energia e da Petrobras, no que se refere à questão do gás".
- Viu?! Eles agem em conluio! - diz o repórter.
- Tá muito bom. Parabéns! Vai para a página policial.
Finalmente, os dois relaxam e mudam de assunto, enquanto tomam um cafezinho.
- Pô, chefe, o Silvio de Abreu bem que poderia ter aproveitado essa matéria para fechar com chave de ouro a trama da novela Belíssima.
- É verdade, é verdade...
- Ia dar o maior ibope!
- Pois é, já pensou?! No final, Bia Falcão, Medeiros, Ivete, Mary Montila, André...
- ... a dona Tosca, Valdete, Seu Aquilino, o Alberto...
- Isso, isso! Todos eles entrando, apoteoticamente, no Congresso Nacional...
- Corta para um helicóptero decolando dos jardins do Palácio do Planalto, sobrevoando Brasília e produzindo uma chuva do nosso jornal... Ah! - suspira o repórter.
- Um exemplar caindo em câmera leeentaaa...
- A manchete em detalhe...
O chefe ergue os braços e, com os indicadores e polegares formando ângulos retos, simula o enquadramento da cena e fala pausadamente:
- "Dirceu não revela o que foi fazer na Bolívia"
P.S.: clique aqui para continuar a leitura...
Fernando Soares Campos – La Insignia. Brasil, julho de 2006.
sexta-feira, julho 14, 2006
Discurso de Lula no lançamento da campanha em São Bernardo
(A versão abaixo foi preparada como base para o discurso, portanto, não inclui os improvisos acrescentados.)
"Minhas amigas, meus amigos:
Estamos aqui para mais uma jornada de luta. E não por acaso a partir de São Bernardo, onde iniciei minha vida política. Onde a caminhada para a transformação social do Brasil conheceu momentos históricos. Onde os trabalhadores chamaram, também para si, a responsabilidade de construir uma vida melhor para todos os brasileiros.
Devo dizer a vocês, e a todo o Brasil, que queremos ampliar as mudanças. E temos um cenário bastante favorável para isso. O país cresce, com a inflação domada. Os pobres estão menos pobres. Os empregos aumentam. Os jovens voltam a ter uma perspectiva de futuro.
Mas isso é apenas o começo. Quero levar adiante a obra apenas começada. Corrigir o que houve de errado. Ampliar o que está dando certo. E avançar no caminho da realização plena da nação brasileira.
Meus amigos, minhas amigas:
Em nosso governo, mais de 3 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza. E a melhoria na renda dos pobres fez com que outras 7 milhões passassem a fazer parte da classe média. É um movimento que vem da base da pirâmide social, alterando o seu desenho. Milhões de brasileiros deixam para trás a miséria, milhões de brasileiros chegam à classe média.
Isso aconteceu graças ao salto qualitativo do mercado de trabalho, ao crescimento do emprego com carteira assinada, à expansão do crédito, ao apoio a pequenas e médias empresas, aos investimentos sociais do governo e aos investimentos em infra-estrutura.
Mas por que não se fez isso antes, nos últimos dez anos ou mais? Porque melhorar a vida do povo brasileiro não estava entre as prioridades de quem governava. Foi a nossa vontade social que levou à mudança. E para fazer essa mudança tivemos, primeiro, que vencer uma grave crise.
Ensina a sabedoria popular que, para colher os frutos, é preciso, primeiro, plantar a árvore. E nós plantamos. Recuperamos a estabilidade econômica. Controlamos a inflação. Zeramos o débito com o FMI. Redesenhamos o perfil da dívida. E a divida externa que era um leão que ameaçava nos devorar, esta perto de virar um gatinho domesticado.
Saímos da crise dando passos firmes no rumo do desenvolvimento. Colocando o social no centro das atenções. Valorizando o trabalhador. Investindo em programas de transferência de renda. Combatendo a fome. Diminuindo impostos. Democratizando o acesso ao crédito. Criando novos empregos. Aumentando o poder de compra do povo.
Demonstramos que estabilidade e crescimento não são incompatíveis. Que é possível crescer e distribuir renda ao mesmo tempo. E rompemos outros falsos dilemas, como aquele que dizia que era impossível compatibilizar o crescimento das exportações com o crescimento do mercado interno.
Mas deixamos claro, também, que crescer por crescer não estava em nossos planos. A nossa meta era – e é – crescer para melhorar a situação dos trabalhadores. Redistribuir renda. Incorporar, à vida brasileira, os que se encontram à margem, entregues à própria sorte. Para nós, política econômica e política social são faces da mesma moeda. O crescimento só interessa quando o superávit econômico se transforma em superávit social. Por esse caminho, retiramos milhões de pessoas da linha de pobreza, interrompemos a queda nos rendimentos dos trabalhadores e aumentamos o salário mínimo real.
Do ano passado para cá, as negociações salariais feitas no país resultaram em reajustes iguais ou superiores à inflação. E, nesses últimos doze meses, a expansão do emprego com carteira assinada foi de 5,2%. O que significa que um outro patamar de qualidade está se impondo, também, na contratação dos trabalhadores. Desenhou-se assim a evolução positiva da massa salarial, que agora não cresce apenas pelo aumento da ocupação, mas, sobretudo, da renda dos trabalhadores. E é a combinação de emprego e renda que instaura o círculo virtuoso no mercado de trabalho. Em suma, são bem diferentes o Brasil que encontramos, ao assumir o governo, e o Brasil que hoje podemos apreciar.
Da mesma forma, a situação do trabalhador não é mais a mesma. Podemos mostrar esta mudança com dados e fatos. Mas a verdade é que todo trabalhador sabe disso. Vê que o preço dos alimentos caiu e o seu poder de compra aumentou. Sente os reflexos da redução de impostos e da ampliação do crediário. E, como tudo isso incrementa o consumo e a produção, todos acabam entendendo que distribuição de renda gera riqueza.
Mas nada disso permitirá o nosso grande salto no futuro, sem educação. Sem ela não há crescimento duradouro, não há progresso científico, nem desenvolvimento tecnológico.
Sem ela, não há cidadania. O salto de qualidade que demos, nos últimos três anos e meio na educação, nos credencia a dizer que vamos fazer a grande revolução educacional que o Brasil exige. Pois sabemos que assim como é preciso crescer para incluir, é necessário educar para manter o crescimento e a inclusão. Podem ficar certos de uma coisa: se eu for reeleito presidente, eleita será a educação como a prioridade máxima brasileira. E mantida será a atual prioridade de crescimento com distribuição de renda.
Ao lado disso, temos de repensar, com urgência e em profundidade, a questão da segurança. E repito que o governo está acompanhando, com atenção e apreensão máximas, o que está acontecendo aqui em São Paulo. Determinei ao meu ministro da justiça que São Paulo seja o tema prioritário da sua pauta até que a crise se debele. Reafirmo que o governo federal fará tudo que estiver ao seu alcance para frear esta onda de violência, montada pela indústria do crime. O problema é complexo. Mas tem de ser enfrentado com rapidez e eficiência, mobilizando todas as esferas de poder e toda a sociedade. Uma situação em que há pessoas morrendo não deve ser usada como objeto de disputa eleitoral ou guerra política. E São Paulo não pode permanecer refém de organizações criminosas. Mas não venceremos o crime organizado se o combatermos desorganizadamente.
Minhas amigas, meus amigos:
Num segundo mandato, meu governo vai continuar defendendo, fortemente, os pobres e a classe média. Pois os mais ricos sabem se defender sozinhos. E sempre tiveram, na história, quem os protegesse. Ingressamos já em um novo ciclo de crescimento econômico. E a sociedade também já esboça um novo desenho, com processos de inclusão e ascensão sociais. Queremos fortalecer ainda mais a estabilidade. E aumentar os índices de crescimento e inclusão.
Ao mesmo tempo, queremos promover uma ampla reforma política. Porque a crise ética que se abateu sobre o país é uma crise do sistema político brasileiro, em sua inteireza, e não apenas de determinados partidos ou indivíduos. E somente uma reforma política impedirá que práticas lamentáveis se repitam. Em suma: vamos continuar diminuindo o risco Brasil, o risco econômico, e, mais que nunca, o risco social e o risco da velha política.
A nossa missão, agora, é avançar. Avançar, com vigor e sensibilidade, na construção brasileira de uma sociedade realmente justa e generosa.
Muito obrigado."
"Minhas amigas, meus amigos:
Estamos aqui para mais uma jornada de luta. E não por acaso a partir de São Bernardo, onde iniciei minha vida política. Onde a caminhada para a transformação social do Brasil conheceu momentos históricos. Onde os trabalhadores chamaram, também para si, a responsabilidade de construir uma vida melhor para todos os brasileiros.
Devo dizer a vocês, e a todo o Brasil, que queremos ampliar as mudanças. E temos um cenário bastante favorável para isso. O país cresce, com a inflação domada. Os pobres estão menos pobres. Os empregos aumentam. Os jovens voltam a ter uma perspectiva de futuro.
Mas isso é apenas o começo. Quero levar adiante a obra apenas começada. Corrigir o que houve de errado. Ampliar o que está dando certo. E avançar no caminho da realização plena da nação brasileira.
Meus amigos, minhas amigas:
Em nosso governo, mais de 3 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza. E a melhoria na renda dos pobres fez com que outras 7 milhões passassem a fazer parte da classe média. É um movimento que vem da base da pirâmide social, alterando o seu desenho. Milhões de brasileiros deixam para trás a miséria, milhões de brasileiros chegam à classe média.
Isso aconteceu graças ao salto qualitativo do mercado de trabalho, ao crescimento do emprego com carteira assinada, à expansão do crédito, ao apoio a pequenas e médias empresas, aos investimentos sociais do governo e aos investimentos em infra-estrutura.
Mas por que não se fez isso antes, nos últimos dez anos ou mais? Porque melhorar a vida do povo brasileiro não estava entre as prioridades de quem governava. Foi a nossa vontade social que levou à mudança. E para fazer essa mudança tivemos, primeiro, que vencer uma grave crise.
Ensina a sabedoria popular que, para colher os frutos, é preciso, primeiro, plantar a árvore. E nós plantamos. Recuperamos a estabilidade econômica. Controlamos a inflação. Zeramos o débito com o FMI. Redesenhamos o perfil da dívida. E a divida externa que era um leão que ameaçava nos devorar, esta perto de virar um gatinho domesticado.
Saímos da crise dando passos firmes no rumo do desenvolvimento. Colocando o social no centro das atenções. Valorizando o trabalhador. Investindo em programas de transferência de renda. Combatendo a fome. Diminuindo impostos. Democratizando o acesso ao crédito. Criando novos empregos. Aumentando o poder de compra do povo.
Demonstramos que estabilidade e crescimento não são incompatíveis. Que é possível crescer e distribuir renda ao mesmo tempo. E rompemos outros falsos dilemas, como aquele que dizia que era impossível compatibilizar o crescimento das exportações com o crescimento do mercado interno.
Mas deixamos claro, também, que crescer por crescer não estava em nossos planos. A nossa meta era – e é – crescer para melhorar a situação dos trabalhadores. Redistribuir renda. Incorporar, à vida brasileira, os que se encontram à margem, entregues à própria sorte. Para nós, política econômica e política social são faces da mesma moeda. O crescimento só interessa quando o superávit econômico se transforma em superávit social. Por esse caminho, retiramos milhões de pessoas da linha de pobreza, interrompemos a queda nos rendimentos dos trabalhadores e aumentamos o salário mínimo real.
Do ano passado para cá, as negociações salariais feitas no país resultaram em reajustes iguais ou superiores à inflação. E, nesses últimos doze meses, a expansão do emprego com carteira assinada foi de 5,2%. O que significa que um outro patamar de qualidade está se impondo, também, na contratação dos trabalhadores. Desenhou-se assim a evolução positiva da massa salarial, que agora não cresce apenas pelo aumento da ocupação, mas, sobretudo, da renda dos trabalhadores. E é a combinação de emprego e renda que instaura o círculo virtuoso no mercado de trabalho. Em suma, são bem diferentes o Brasil que encontramos, ao assumir o governo, e o Brasil que hoje podemos apreciar.
Da mesma forma, a situação do trabalhador não é mais a mesma. Podemos mostrar esta mudança com dados e fatos. Mas a verdade é que todo trabalhador sabe disso. Vê que o preço dos alimentos caiu e o seu poder de compra aumentou. Sente os reflexos da redução de impostos e da ampliação do crediário. E, como tudo isso incrementa o consumo e a produção, todos acabam entendendo que distribuição de renda gera riqueza.
Mas nada disso permitirá o nosso grande salto no futuro, sem educação. Sem ela não há crescimento duradouro, não há progresso científico, nem desenvolvimento tecnológico.
Sem ela, não há cidadania. O salto de qualidade que demos, nos últimos três anos e meio na educação, nos credencia a dizer que vamos fazer a grande revolução educacional que o Brasil exige. Pois sabemos que assim como é preciso crescer para incluir, é necessário educar para manter o crescimento e a inclusão. Podem ficar certos de uma coisa: se eu for reeleito presidente, eleita será a educação como a prioridade máxima brasileira. E mantida será a atual prioridade de crescimento com distribuição de renda.
Ao lado disso, temos de repensar, com urgência e em profundidade, a questão da segurança. E repito que o governo está acompanhando, com atenção e apreensão máximas, o que está acontecendo aqui em São Paulo. Determinei ao meu ministro da justiça que São Paulo seja o tema prioritário da sua pauta até que a crise se debele. Reafirmo que o governo federal fará tudo que estiver ao seu alcance para frear esta onda de violência, montada pela indústria do crime. O problema é complexo. Mas tem de ser enfrentado com rapidez e eficiência, mobilizando todas as esferas de poder e toda a sociedade. Uma situação em que há pessoas morrendo não deve ser usada como objeto de disputa eleitoral ou guerra política. E São Paulo não pode permanecer refém de organizações criminosas. Mas não venceremos o crime organizado se o combatermos desorganizadamente.
Minhas amigas, meus amigos:
Num segundo mandato, meu governo vai continuar defendendo, fortemente, os pobres e a classe média. Pois os mais ricos sabem se defender sozinhos. E sempre tiveram, na história, quem os protegesse. Ingressamos já em um novo ciclo de crescimento econômico. E a sociedade também já esboça um novo desenho, com processos de inclusão e ascensão sociais. Queremos fortalecer ainda mais a estabilidade. E aumentar os índices de crescimento e inclusão.
Ao mesmo tempo, queremos promover uma ampla reforma política. Porque a crise ética que se abateu sobre o país é uma crise do sistema político brasileiro, em sua inteireza, e não apenas de determinados partidos ou indivíduos. E somente uma reforma política impedirá que práticas lamentáveis se repitam. Em suma: vamos continuar diminuindo o risco Brasil, o risco econômico, e, mais que nunca, o risco social e o risco da velha política.
A nossa missão, agora, é avançar. Avançar, com vigor e sensibilidade, na construção brasileira de uma sociedade realmente justa e generosa.
Muito obrigado."
PT ingressará com “notícia crime” contra José Serra
O PT ingressará com uma "notícia crime" junto ao procurador regional eleitoral por difamação e difusão de fatos sabidamente inverídicos com propósito eleitoral por parte do candidato tucano José Serra, baseado nos artigos 323 e 325 do Código Eleitoral.
Confira a nota na íntegra:
Nota à imprensa
São irresponsáveis as declarações lançadas pelo presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, e pelo candidato do PSDB ao governo de São Paulo.
Buscam, na verdade, atribuir responsabilidade a quem não geriu o sistema de segurança pública de São Paulo nos últimos 12 anos.
O PT ingressará com uma "notícia crime" junto ao procurador regional eleitoral por difamação e difusão de fatos sabidamente inverídicos com propósito eleitoral por parte do candidato José Serra, baseado nos artigos 323 e 325 do Código Eleitoral.
Fundamental é que se combata o crime organizado e se devolva a paz e a tranqüilidade ao povo de São Paulo.
Num momento tão grave quanto este cabe às instituições e aos homens públicos enfrentarem a crise com seriedade e responsabilidade. E é o que o PT faz e continuará fazendo.
Paulo Frateschi
Presidente Estadual PT-SP
Confira a nota na íntegra:
Nota à imprensa
São irresponsáveis as declarações lançadas pelo presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, e pelo candidato do PSDB ao governo de São Paulo.
Buscam, na verdade, atribuir responsabilidade a quem não geriu o sistema de segurança pública de São Paulo nos últimos 12 anos.
O PT ingressará com uma "notícia crime" junto ao procurador regional eleitoral por difamação e difusão de fatos sabidamente inverídicos com propósito eleitoral por parte do candidato José Serra, baseado nos artigos 323 e 325 do Código Eleitoral.
Fundamental é que se combata o crime organizado e se devolva a paz e a tranqüilidade ao povo de São Paulo.
Num momento tão grave quanto este cabe às instituições e aos homens públicos enfrentarem a crise com seriedade e responsabilidade. E é o que o PT faz e continuará fazendo.
Paulo Frateschi
Presidente Estadual PT-SP
quinta-feira, julho 13, 2006
Bancada lança livro com ações do governo Lula
A Liderança do PT na Câmara lançou nesta quarta-feira o livro Governo Lula: a construção de um Brasil melhor – a verdade dos números. A publicação traz um balanço das principais realizações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Os dados revelam que um governo, quando comprometido com o interesse nacional e popular, pode fazer avançar, e muito, as condições sociais e econômicas de um país", afirma o líder petista, deputado Henrique Fontana (RS), no texto de abertura.
O livro foi elaborado pelas assessoria técnica e de comunicação da bancada. São 114 páginas com informações sobre a gestão Lula e comparações com os dois mandatos do governo anterior. Os dados são todos oriundos de fontes oficiais. "São dados à prova de balas. Procuramos mostrar aquela comparação da qual PFL e PSDB querem fugir como o diabo foge da cruz", afirmou Fontana.
O livro é dividido em 21 áreas temáticas (Economia; Geração de Emprego e Renda; Reestruturação do Serviço Público; Política Externa; Agronegócio; Agricultura Familiar e Reforma Agrária; Pesca; Petrobras; Segurança Pública e Combate à Corrupção; Educação; Ciência e Tecnologia; Saúde; Assistência Social; Cidadania e Inclusão; Previdência Social; Esporte e Lazer; Juventude; Infra-estrutura; Habitação e Urbanismo; Meio Ambiente e Saneamento Ambiental; e Cultura). Serão impressas 20 mil cópias, cada uma delas ao custo de R$ 2. O livro será pago pelos deputados federais do PT, que contribuíram com sugestões e aperfeiçoamentos ao texto. A proposta do líder Henrique Fontana é de que os parlamentares adquiram cotas com exemplares do livro e realizem lançamentos da publicação em todos os estados do país.
Fontana apresentou o livro durante discurso no plenário da Câmara. Ele destacou que a publicação é "uma prestação de contas do resultados dos três anos e meio de governo Lula". "Este livro estará à disposição de todos aqueles que quiserem adquiri-lo. Procuramos de forma didática comparar cada uma das áreas de ações governamentais e encontramos em cada uma delas resultados positivos, que mostram, numa frase síntese, que o Brasil de hoje, o Brasil de julho de 2006, é bem melhor que o de 1º de janeiro de 2003, quando o governo Lula iniciou-se", afirmou.
O petista destacou algumas informações que merecem destaque na publicação. Na área de Economia, ressaltou que o país tem hoje o menor índice de inflação dos últimos 15 anos. "Demonstramos também com gráficos e dados que a balança comercial brasileira, que sempre foi negativa durante o governos do PSDB e do PFL – coisa sobre a qual o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) não tem falado – evoluiu, chegando ao índice de 44 bilhões de dólares por ano de superávit comercial. Mostramos que as exportações brasileiras duplicaram", disse.
Fontana destacou também que as taxas de juros "explodiram no Brasil durante o governo do PSDB e do PFL". "O gráfico apresentado neste livro mostra claramente que a taxa básica Selic, durante o governo Lula, é menor do que aquela do governo do PSDB e do PFL", afirmou.
O livro informa ainda que o governo Lula recuperou o poder de compra dos servidores públicos, enquanto o governo anterior enfraqueceu a categoria. "Tem um gráfico muito ilustrativo que mostra o desmonte do serviço público brasileiro, durante o governo do PSDB e do PFL. Em 1994, tínhamos 593 mil servidores públicos e chegamos a 2002 com 459 mil – ou seja, com a diminuição da capacidade de o Estado brasileiro atuar. Nós mostramos que esta recuperação, tanto de contratação de servidores públicos, como de ganho real do salário, em muitos casos, não foi feita à custa de qualquer farra fiscal porque mantém um equilíbrio em relação ao percentual de gastos comparados com o PIB", afirmou.
Clique aqui ou no banner acima para fazer o download do livro em formato .pdf.
Fonte: http://www.informes.org.br/
Oposição faz "mesquinharia máxima"
A oposição apela para a "mesquinharia máxima" ao impedir a votação de matérias no plenário da Câmara. A avaliação é do líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS). Para ele, parlamentares do PSDB e do PFL apelam para a "tese do quanto pior melhor". "Chegamos ao reino da mesquinharia máxima. Ao invés de debater projetos e comparar governos, a oposição apela para o quanto pior melhor, de maneira absolutamente irresponsável", disse.
De acordo com Fontana, PSDB e PFL dificultam a aprovação de projetos como a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, o Fundeb e a regulamentação da Previdência Rural. A oposição insiste em votar uma emenda que concede aumento de 16,66% a aposentados que ganham mais de um salário mínimo para arranhar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avalia o petista.
"É evidente que é legítima a reivindicação de todos os aposentados de reajustes melhores. Mas a previdência tem um limite neste momento. Ela conseguiu garantir um reajuste de 12% a 13% acima da inflação para todos aqueles que ganham um salário mínimo e está conseguindo pagar o rombo de R$ 12 bilhões que PSDB e PFL entregaram nas mãos do presidente Lula. Neste momento não há como ter um reajuste de 16% para todos os aposentados", afirmou.
De acordo com Fontana, PSDB e PFL dificultam a aprovação de projetos como a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, o Fundeb e a regulamentação da Previdência Rural. A oposição insiste em votar uma emenda que concede aumento de 16,66% a aposentados que ganham mais de um salário mínimo para arranhar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avalia o petista.
"É evidente que é legítima a reivindicação de todos os aposentados de reajustes melhores. Mas a previdência tem um limite neste momento. Ela conseguiu garantir um reajuste de 12% a 13% acima da inflação para todos aqueles que ganham um salário mínimo e está conseguindo pagar o rombo de R$ 12 bilhões que PSDB e PFL entregaram nas mãos do presidente Lula. Neste momento não há como ter um reajuste de 16% para todos os aposentados", afirmou.
quarta-feira, julho 12, 2006
A favor de Lula
Num momento eleitoral onde se disputam projetos politicos para o nosso país é fundamental um claro posicionamento de cada um como cidadão co-responsável pela construção de um país que continue a agenda iniciada por Lula de enfretamento do ancestral conflito distributivo que nos tornou uma da nações mais desiguais do Planeta.
Na condição de militante política, deputada estadual que fui por dois mandatos, representei, junto com Sérgio Arouca, então deputado federal, como dirigentes do PCB/PPS no ambito estadual e nacional, compromissos fundamentais com transformações sociais para a construção de uma sociedade de direitos, capaz de enfrentar as iniquidades insustentáveis de nosso país.
Por tudo isso me sinto no dever de manifestar claramente meu apoio a candidatura de Lula para presidente.
Num país com uma elite que sempre teve horror ao popular, amante de uma democracia sem povo, capaz de lançar mão de todos os recursos, inclusive da força bruta da ditadura militar na defesa seus privilegios, a eleição de LULA representou uma ruptura com esse padrão e um passo incontestável na construção de uma democracia onde o povo não seja uma incoveniência. Isso significou a recusa deste modelo exportado pela elite paulista, representada fielmente pelo sistema de alianças de centro direita (PFL/PSDB) que desgovernou por oito anos o nosso país. O governo Lula deu início a um trabalho de superação das brutais desigualdades de nosso país.
Os fatos são eloquentes: a democratização do crédito, a mudança radical no finaciamento da agricultura familiar, a criação do Pro-Uni e do FUNDEB, a construção de uma política energética pós crise do apagão de FHC, a definição dos marcos institucionais históricos na política ambiental, o Bolsa Família – programa referência de distribuição de renda no mundo – a inédita política cultural de conteúdo republicano, o histórico aumento do salario mínimo, a retomada na saúde do espírito da reforma sanitária brasileira (marca indiscutível de Arouca) com a convocação em caráter extraordinário, já no primeiro ano do governo, da 12° Conferencia Nacional de Saúde Sérgio Arouca, marcando um dos pilares desse governo – o amplo diálogo com a sociedade através de inúmeras conferencias temáticas para a construção das várias políticas públicas – a autosuficiência do petróleo, em contraposição ao processo de privatizaçao da Petrobrás no governo do PFL/PSDB, a retomada dos concursos públicos em áreas estratégicas como INCRA, IBAMA, CULTURA enfim nas várias áreas sucateadas e agora objeto de reestruturação, numa nítida redefinição pública do papel do Estado.
Em síntese considero o silêncio uma omissão inadmissível, especialmente quando se trata de uma escolha entre um sistema de alianças de centro esquerda protagonizado por LULA, e um sistema de alianças de centro direita, com seu ranço antipopular e sua arrogância contra os pobres, promovido por conhecidas crias da ditadura militar .
Deixo portanto claro meu entusiamo e militante compromisso com a campanha LULA para presidente.
(Lucia Souto, médica sanitarista, foi deputada estadual pelo PCB, depois pelo PPS. Junto com seu companheiro, o falecido também médico sanitarista Sergio Arouca, sempre lutou o bom combate em favor de uma saúde pública voltada para os interesses da classe trabalhadora.)
Na condição de militante política, deputada estadual que fui por dois mandatos, representei, junto com Sérgio Arouca, então deputado federal, como dirigentes do PCB/PPS no ambito estadual e nacional, compromissos fundamentais com transformações sociais para a construção de uma sociedade de direitos, capaz de enfrentar as iniquidades insustentáveis de nosso país.
Por tudo isso me sinto no dever de manifestar claramente meu apoio a candidatura de Lula para presidente.
Num país com uma elite que sempre teve horror ao popular, amante de uma democracia sem povo, capaz de lançar mão de todos os recursos, inclusive da força bruta da ditadura militar na defesa seus privilegios, a eleição de LULA representou uma ruptura com esse padrão e um passo incontestável na construção de uma democracia onde o povo não seja uma incoveniência. Isso significou a recusa deste modelo exportado pela elite paulista, representada fielmente pelo sistema de alianças de centro direita (PFL/PSDB) que desgovernou por oito anos o nosso país. O governo Lula deu início a um trabalho de superação das brutais desigualdades de nosso país.
Os fatos são eloquentes: a democratização do crédito, a mudança radical no finaciamento da agricultura familiar, a criação do Pro-Uni e do FUNDEB, a construção de uma política energética pós crise do apagão de FHC, a definição dos marcos institucionais históricos na política ambiental, o Bolsa Família – programa referência de distribuição de renda no mundo – a inédita política cultural de conteúdo republicano, o histórico aumento do salario mínimo, a retomada na saúde do espírito da reforma sanitária brasileira (marca indiscutível de Arouca) com a convocação em caráter extraordinário, já no primeiro ano do governo, da 12° Conferencia Nacional de Saúde Sérgio Arouca, marcando um dos pilares desse governo – o amplo diálogo com a sociedade através de inúmeras conferencias temáticas para a construção das várias políticas públicas – a autosuficiência do petróleo, em contraposição ao processo de privatizaçao da Petrobrás no governo do PFL/PSDB, a retomada dos concursos públicos em áreas estratégicas como INCRA, IBAMA, CULTURA enfim nas várias áreas sucateadas e agora objeto de reestruturação, numa nítida redefinição pública do papel do Estado.
Em síntese considero o silêncio uma omissão inadmissível, especialmente quando se trata de uma escolha entre um sistema de alianças de centro esquerda protagonizado por LULA, e um sistema de alianças de centro direita, com seu ranço antipopular e sua arrogância contra os pobres, promovido por conhecidas crias da ditadura militar .
Deixo portanto claro meu entusiamo e militante compromisso com a campanha LULA para presidente.
(Lucia Souto, médica sanitarista, foi deputada estadual pelo PCB, depois pelo PPS. Junto com seu companheiro, o falecido também médico sanitarista Sergio Arouca, sempre lutou o bom combate em favor de uma saúde pública voltada para os interesses da classe trabalhadora.)
Queda na rejeição a Lula surpreende até analistas
Pelos dados recolhidos, 35,8% dos eleitores disseram que não votariam no candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, "de jeito nenhum". A rejeição à candidata ao PSOL, Heloísa Helena, é de 46,4%, enquanto o candidato do PDT, Cristovam Buarque, tem rejeição de 45,3%.
O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse que o presidente Lula registrou o pior índice de rejeição no ano passado, na época do escândalo do mensalão, quando mais de 40% dos eleitores diziam que não votariam para reeleger o presidente de jeito nenhum. Desde então, vem recuperando seus índices de popularidade ao mesmo tempo em que cai a rejeição.
'Colchão amortecedor'
"De uma hora para outra o eleitorado passou a avaliar os aspectos econômicos e isso está servindo de colchão amortecedor do presidente Lula", afirmou Guedes. "O eleitor está analisando esta eleição com o bolso", diz ele. De acordo com a pesquisa CNT/Sensus, 41% dos ouvidos avaliam o atuação do presidente como positiva, o maior índice desde abril do ano passado.
Neste raciocínio, segundo Guedes, o eleitor avalia que é melhor ficar com um candidato conhecido que está melhorando os indicadores econômicos do que um candidato desconhecido. "Dos 44% que dizem que vão votar no Lula, boa parte não votaria em outro candidato de jeito nenhum", analisa. (...)
'Polarização'
"É surpreendente, porque geralmente o candidato que está no governo tem um índice de rejeição maior do que a oposição", diz o cientista político Leonardo Barreto, professor da Universidade de Brasília (UnB). Para ele, a rejeição ao candidato do PSDB deve-se à polarização da eleição entre ele e Lula e não necessariamente a uma crítica ao candidato em si. "Vejo duas explicações: ou as pessoas rejeitam porque não conhecem, ou porque já decidiram votar no Lula e não vêem a possibilidade de mudar", diz Barreto.
Na intenção de voto, a pesquisa repete o resultado das pesquisas Datafolha e CNI/Ibope divulgadas nas últimas duas semanas, que mostram crescimento do candidato Geraldo Alckmin, sem roubar votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que continua liderando e pelo retrato atual venceria a eleição no primeiro turno. (...)
(Denize Bacoccina, para a BBCBrasil)
Vale tudo por um 2º Turno
Há muito que o Jornal do Brasil tem saído do sério. Que há uma fileira de veículos da mídia conservadora empenhada na produção de um segundo turno para a eleição presidencial, disso ninguém mais dúvida. Mesmo que isso seja feito ao custo da verdade dos fatos e da credibidilidade da informação.
A edição de 12/07 do JB é um primor disso. Manchete de capa: "Quadrilha controla quatro ministérios". A primeira impressão é que o orçamento de quatro ministérios seriam controlados pela quadrilha. No texto da própria capa, a manchete já começa a ser relativizada: agora se diz que a chamada máfia dos sanguessugas "contra verbas". Quanto? Qual o percentual desse controle, no montante do orçamento de cada ministério?
Um deputado do PPS, Raul Jungmam ajuda a esclarecer a última pergunta: "Há indícios de fraudes em pelo menos um projeto para a compra de ônibus para o programa de inclusão digital do Ministério das Comunicações". A partir dessa fala o JB conclui pelo "controle de quatro ministérios" pela máfia.
Raul Jungman, notório apoiador dos tucanos, é a fonte. Ele só não revela que a quadrilha nasceu e se desenvolveu no ninho tucano, em 2001, quando FHC era presidente da República e Aécio Neves presidende da Câmara dos Deputados. E que a investigação sobre os "sanguessugas" origina-se no atual governo, exatamente pela autonomia e liberdade de ação conquistadas, tanto pela PF, quanto pelo Ministério Público Federal.
(Mais um exemplo da imparcialidade da nossa imprensa. Nota publicada no site do PT/MG)
A edição de 12/07 do JB é um primor disso. Manchete de capa: "Quadrilha controla quatro ministérios". A primeira impressão é que o orçamento de quatro ministérios seriam controlados pela quadrilha. No texto da própria capa, a manchete já começa a ser relativizada: agora se diz que a chamada máfia dos sanguessugas "contra verbas". Quanto? Qual o percentual desse controle, no montante do orçamento de cada ministério?
Um deputado do PPS, Raul Jungmam ajuda a esclarecer a última pergunta: "Há indícios de fraudes em pelo menos um projeto para a compra de ônibus para o programa de inclusão digital do Ministério das Comunicações". A partir dessa fala o JB conclui pelo "controle de quatro ministérios" pela máfia.
Raul Jungman, notório apoiador dos tucanos, é a fonte. Ele só não revela que a quadrilha nasceu e se desenvolveu no ninho tucano, em 2001, quando FHC era presidente da República e Aécio Neves presidende da Câmara dos Deputados. E que a investigação sobre os "sanguessugas" origina-se no atual governo, exatamente pela autonomia e liberdade de ação conquistadas, tanto pela PF, quanto pelo Ministério Público Federal.
(Mais um exemplo da imparcialidade da nossa imprensa. Nota publicada no site do PT/MG)
terça-feira, julho 11, 2006
Habitação: desenvolvimento e dignidade
No dia 30 de junho, São Paulo foi protagonista de um ato histórico para as políticas de habitação popular em nosso país. Aprovado em junho de 2005, após 13 anos de tramitação no Congresso Nacional, o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) iniciou a liberação de recursos para os Estados e os municípios da Federação.
Para quem não se lembra, o FHNIS tem origem em um dos primeiros projetos de iniciativa popular do Brasil, que amealhou mais de um milhão de assinaturas no início da década de 90. Porém, foi necessária a eleição de um governo compromissado com a solução dos graves problemas decorrentes do violento processo de urbanização no Brasil e uma ampla mobilização dos movimentos sociais para que ele finalmente fosse aprovado. O Fundo e o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social representam uma inovação também no acompanhamento das suas atividades, que é feito pelo Conselho das Cidades, formado por representantes da indústria, comércio, do sistema financeiro e dos movimentos sociais.
Nosso Estado foi contemplado com R$ 172 milhões que atenderão cerca de 18 mil famílias em 18 municípios. São investimentos a fundo perdido que, por determinação do presidente da República, deverão priorizar o atendimento aos moradores de favelas nos centros urbanos. A operacionalização do FNHIS demonstra que a vontade política e a sensibilidade com a questão social são marcas cada vez mais evidentes do governo do presidente Lula.
Enquanto a União avança para a solução dos problemas de moradia, cujo déficit hoje está em 7,2 milhões de novas habitações, o governo estadual vem regredindo nesta questão. Desde 1990, o Estado mais rico da Federação tem uma fonte estável para investir em habitação, originada do aumento da alíquota de ICMS em 1%, que correspondem a cerca de R$ 600 milhões anuais. No entanto, há uma série de problemas na aplicação destes recursos. Para começar, o governo estadual não vem aplicando integralmente os valores determinados. Além disso, as unidades produzidas são caras, muitas vezes construídas em áreas distantes, não integradas na malha urbana e destituídas de equipamentos sociais.
Historicamente, a maior parte da produção tem se concentrado em municípios do interior, e não nos grandes centros urbanos, onde é maior o déficit habitacional. Os projetos são concebidos sem integração com a política urbana municipal, seja em relação à sua localização, seja em relação ao atendimento da demanda prioritária definida pelos municípios. Além disso, o critério utilizado para distribuição das unidades para as famílias cadastradas, através de sorteio, transforma o atendimento habitacional em uma questão de sorte.
Por este motivo, é importante a integração entre as políticas federal, estaduais e municipais de habitação. Portanto, a exemplo do governo federal, é necessária a criação de um Sistema Estadual de Habitação Social, que se articule com o FNHIS e com os eventuais sistemas municipais, para definir as prioridades e diretrizes sobre os investimentos públicos. Esta articulação deve permitir a participação popular, garantir a transparência das ações no setor e a diversificação dos projetos das obras.
Somente com a mudança na condução da política habitacional, com integração e participação da sociedade, será possível fazer frente ao déficit habitacional do Estado, que ultrapassa um milhão de moradias.
(Mário Reali, deputado estadual do PT/SP e membro da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa)
Para quem não se lembra, o FHNIS tem origem em um dos primeiros projetos de iniciativa popular do Brasil, que amealhou mais de um milhão de assinaturas no início da década de 90. Porém, foi necessária a eleição de um governo compromissado com a solução dos graves problemas decorrentes do violento processo de urbanização no Brasil e uma ampla mobilização dos movimentos sociais para que ele finalmente fosse aprovado. O Fundo e o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social representam uma inovação também no acompanhamento das suas atividades, que é feito pelo Conselho das Cidades, formado por representantes da indústria, comércio, do sistema financeiro e dos movimentos sociais.
Nosso Estado foi contemplado com R$ 172 milhões que atenderão cerca de 18 mil famílias em 18 municípios. São investimentos a fundo perdido que, por determinação do presidente da República, deverão priorizar o atendimento aos moradores de favelas nos centros urbanos. A operacionalização do FNHIS demonstra que a vontade política e a sensibilidade com a questão social são marcas cada vez mais evidentes do governo do presidente Lula.
Enquanto a União avança para a solução dos problemas de moradia, cujo déficit hoje está em 7,2 milhões de novas habitações, o governo estadual vem regredindo nesta questão. Desde 1990, o Estado mais rico da Federação tem uma fonte estável para investir em habitação, originada do aumento da alíquota de ICMS em 1%, que correspondem a cerca de R$ 600 milhões anuais. No entanto, há uma série de problemas na aplicação destes recursos. Para começar, o governo estadual não vem aplicando integralmente os valores determinados. Além disso, as unidades produzidas são caras, muitas vezes construídas em áreas distantes, não integradas na malha urbana e destituídas de equipamentos sociais.
Historicamente, a maior parte da produção tem se concentrado em municípios do interior, e não nos grandes centros urbanos, onde é maior o déficit habitacional. Os projetos são concebidos sem integração com a política urbana municipal, seja em relação à sua localização, seja em relação ao atendimento da demanda prioritária definida pelos municípios. Além disso, o critério utilizado para distribuição das unidades para as famílias cadastradas, através de sorteio, transforma o atendimento habitacional em uma questão de sorte.
Por este motivo, é importante a integração entre as políticas federal, estaduais e municipais de habitação. Portanto, a exemplo do governo federal, é necessária a criação de um Sistema Estadual de Habitação Social, que se articule com o FNHIS e com os eventuais sistemas municipais, para definir as prioridades e diretrizes sobre os investimentos públicos. Esta articulação deve permitir a participação popular, garantir a transparência das ações no setor e a diversificação dos projetos das obras.
Somente com a mudança na condução da política habitacional, com integração e participação da sociedade, será possível fazer frente ao déficit habitacional do Estado, que ultrapassa um milhão de moradias.
(Mário Reali, deputado estadual do PT/SP e membro da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa)
CNT/Sensus mostra aumento da popularidade de Lula e do governo
A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira mostra a continuidade da melhoria da avaliação positiva do governo e da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dos 2.000 entrevistados entre os dias 4 e 6 de julho, 41% disseram considerar o governo bom ou ótimo. Em maio, o percentual era de 38,3%. Com a elevação do percentual, a aprovação ao governo chega aos melhores índices desde abril de 2005.
A avaliação negativa do governo, por sua vez, baixou a 19,3% neste mês, abaixo dos 22,2% registrados em maio. É o melhor valor desde maio de 2005.
A popularidade do presidente Lula variou positivamente, mas dentro da margem de erro. Dos entrevistados, 55,8% disseram aprovar o desempenho do presidente contra 37% que disseram reprová-lo. Na pesquisa anterior, 53,9% aprovavam o trabalho de Lula e 37,8% desaprovavam.
Apesar dessas melhorias, um percentual maior de entrevistados passou a considerar o presidente Lula partícipe dos escândalos de corrupção que envolveram o valerioduto e o mensalão.
Na pesquisa de setembro de 2005, 13,5% dos eleitores disseram que Lula tinha participação nos casos. Agora, o percentual subiu para 18,2%, sendo que desse total, 10,2% dizem que o presidente tinha conhecimento prévio dos casos e 5,3% afirmam que ele chegou a participar dos esquemas investigados pelo Congresso Nacional, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.
Em compensação, o PT, que era responsabilizado por 39,1% dos entrevistados, passou a ser culpado por 22,1% dos eleitores. Para o Congresso Nacional e para o governo, os índices de responsabilização mantiveram-se estáveis: 23% e 11,3%, respectivamente.
FELIPE RECONDO, da Folha Online, em Brasília - 11/07/2006
Dos 2.000 entrevistados entre os dias 4 e 6 de julho, 41% disseram considerar o governo bom ou ótimo. Em maio, o percentual era de 38,3%. Com a elevação do percentual, a aprovação ao governo chega aos melhores índices desde abril de 2005.
A avaliação negativa do governo, por sua vez, baixou a 19,3% neste mês, abaixo dos 22,2% registrados em maio. É o melhor valor desde maio de 2005.
A popularidade do presidente Lula variou positivamente, mas dentro da margem de erro. Dos entrevistados, 55,8% disseram aprovar o desempenho do presidente contra 37% que disseram reprová-lo. Na pesquisa anterior, 53,9% aprovavam o trabalho de Lula e 37,8% desaprovavam.
Apesar dessas melhorias, um percentual maior de entrevistados passou a considerar o presidente Lula partícipe dos escândalos de corrupção que envolveram o valerioduto e o mensalão.
Na pesquisa de setembro de 2005, 13,5% dos eleitores disseram que Lula tinha participação nos casos. Agora, o percentual subiu para 18,2%, sendo que desse total, 10,2% dizem que o presidente tinha conhecimento prévio dos casos e 5,3% afirmam que ele chegou a participar dos esquemas investigados pelo Congresso Nacional, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.
Em compensação, o PT, que era responsabilizado por 39,1% dos entrevistados, passou a ser culpado por 22,1% dos eleitores. Para o Congresso Nacional e para o governo, os índices de responsabilização mantiveram-se estáveis: 23% e 11,3%, respectivamente.
FELIPE RECONDO, da Folha Online, em Brasília - 11/07/2006
Alckmin reconhece que Lula é o melhor presidente do Brasil
"Acho que somos totalmente diferentes: na maneira de governar, nos valores éticos, na visão de mundo, na questão macroeconômica, na política externa, na qualidade dos serviços públicos de saúde, educação e segurança. Somos bem diferentes." Palavras de Alckmin, e ele está certíssimo!
Alckmin reconheceu que o governo Lula é diferente e muito melhor do que foi o seu governo em SP, governo que ele copiou de FHC, do qual é um fiel discípulo. Na maneira de governar o presidente Lula deu prioridade para os mais pobres, para os mais necessitados. Lula fez tudo de bom para os que foram excluídos por FHC do PSDB/PFL. E não pense, caro leitor, que foram poucos os excluídos: 54 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, milhões de brasileiros que ficaram desempregados, milhões de crianças e jovens que ficaram sem educação, milhões sem a mínima esperança.
O presidente Lula, com o programa Bolsa-Família, deu dignidade e esperança a milhões de brasileiros, deu alimentação, educação, tirou as crianças do trabalho infantil e colocou nas escolas, retirou famílias com moradias em lugares de risco e as colocou em residências decentes e seguras. Na ética o presidente Lula é imbatível: não engavetou CPIs, como fizeram Alckmin e FHC, pediu investigação e punição para todos os envolvidos em corrupção, não poupou ninguém. Alckmin, além de engavetar todas as CPIs para investigar o seu governo, como FHC, está envolvido na lista de Furnas, o famoso caixa 2 dos tucanos controlado por Dimas Toledo, nas maracutaias da Nossa Caixa, na compra de votos para eleger o seu candidato Edson Aparecido, do PSDB, para presidente da ALSP, inaugurou a megaloja da Daslu, da sonegadora e contrabandista Eliane Tranchesi, de quem é muito amigo.
Notem bem a diferença, o presidente Lula mandou investigar tudo e todos assim que soube, por denúncias do Roberto Jefferson, da existência de caixa 2. Alckmin e a cúpula do PSDB/PFL, diferentemente da atitude do presidente Lula, ignoram a lista de Furnas, não investigam nenhum dos 156 políticos – a maioria do PSDB/PFL – que usaram dinheiro de uma estatal, dinheiro público, mesmo depois de a PF ter atestado que a Lista de Furnas não é falsa. A diferença de visão do mundo entre Alckmin e o presidente Lula é que o presidente tem uma visão global, o presidente Lula quer estreitar relacionamentos de amizade, de comércio, de pesquisas, de investimentos, de parcerias, com todos os países do mundo.
O presidente Lula não aceita as imposições do EUA, não aceita interferência dos EUA na nossa soberania, não permite que o Brasil seja o quintal dos EUA, como foi no passado. A macroeconomia do governo Lula é bem diferente daquela de FHC, do qual Alckmin é discípulo. Na macroeconomia, dados como o nível de emprego e poupança, o investimento, o consumo, o nível geral dos preços, o rendimento do comércio exterior, são infinitamente melhores no governo Lula do que no governo FHC. O presidente Lula conseguiu fazer o Brasil gerar em 3 anos e meio mais de 4 milhões de empregos formais, ou seja, 4,6 vezes mais que FHC em 8 anos, não há inflação, há deflação. O salário mínimo do governo Lula aumentou o poder de compra do trabalhador, é o maior em 24 anos.
Qual foi mesmo o bom serviço público de FHC e de Alckmin em SP? Alguém sabe? No governo Lula são vários os serviços públicos de qualidade, entre os quais o SAMU, o Brasil Sorridente, as Farmácias Populares, o PROUNI. A segurança do Alckmin é zero, em SP o domínio do crime organizado, do PCC, vem de longa data; SP é palco diário de seqüestros, mortes violentas, furtos, assaltos, rebeliões em presídios, rebeliões na FEBEM, agressões a policiais. O presidente Lula criou a Força Nacional de Segurança Pública. A Força é formada por alguns dos melhores policiais do país, recrutados dentre as corporações de elite estaduais e especialmente treinados para agir nos momentos de crise. O grupo é coordenado pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública. O presidente Lula ofereceu ajuda da Força Nacional de Segurança quando houve o mega-ataque do PCC em SP, o governo de SP do PSDB/PFL recusou, o secretário de segurança de Alckmin preferiu fazer acordo com os bandidos.
O governo Lula construiu uma penitenciária federal de segurança máxima em Catanduvas, PR, para receber presos perigosos de todo o país, e vai entregar mais 4 penitenciárias federais de segurança máxima até o final de 2007. A PF no governo Lula não deu trégua aos bandidos, aos corruptos, aos sonegadores, aos fraudadores: prendeu mais de 2.000 pessoas em várias operações. O presidente Lula não faz acordo com bandidos. Alckmin está certíssimo quando diz que eles são totalmente diferentes, pois Alckmin é a personificação de FHC, o pior presidente do Brasil. O presidente Lula é o melhor presidente que este país já teve, e até Alckmin reconhece agora essa realidade!
(por Jussara Seixas)
Alckmin reconheceu que o governo Lula é diferente e muito melhor do que foi o seu governo em SP, governo que ele copiou de FHC, do qual é um fiel discípulo. Na maneira de governar o presidente Lula deu prioridade para os mais pobres, para os mais necessitados. Lula fez tudo de bom para os que foram excluídos por FHC do PSDB/PFL. E não pense, caro leitor, que foram poucos os excluídos: 54 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, milhões de brasileiros que ficaram desempregados, milhões de crianças e jovens que ficaram sem educação, milhões sem a mínima esperança.
O presidente Lula, com o programa Bolsa-Família, deu dignidade e esperança a milhões de brasileiros, deu alimentação, educação, tirou as crianças do trabalho infantil e colocou nas escolas, retirou famílias com moradias em lugares de risco e as colocou em residências decentes e seguras. Na ética o presidente Lula é imbatível: não engavetou CPIs, como fizeram Alckmin e FHC, pediu investigação e punição para todos os envolvidos em corrupção, não poupou ninguém. Alckmin, além de engavetar todas as CPIs para investigar o seu governo, como FHC, está envolvido na lista de Furnas, o famoso caixa 2 dos tucanos controlado por Dimas Toledo, nas maracutaias da Nossa Caixa, na compra de votos para eleger o seu candidato Edson Aparecido, do PSDB, para presidente da ALSP, inaugurou a megaloja da Daslu, da sonegadora e contrabandista Eliane Tranchesi, de quem é muito amigo.
Notem bem a diferença, o presidente Lula mandou investigar tudo e todos assim que soube, por denúncias do Roberto Jefferson, da existência de caixa 2. Alckmin e a cúpula do PSDB/PFL, diferentemente da atitude do presidente Lula, ignoram a lista de Furnas, não investigam nenhum dos 156 políticos – a maioria do PSDB/PFL – que usaram dinheiro de uma estatal, dinheiro público, mesmo depois de a PF ter atestado que a Lista de Furnas não é falsa. A diferença de visão do mundo entre Alckmin e o presidente Lula é que o presidente tem uma visão global, o presidente Lula quer estreitar relacionamentos de amizade, de comércio, de pesquisas, de investimentos, de parcerias, com todos os países do mundo.
O presidente Lula não aceita as imposições do EUA, não aceita interferência dos EUA na nossa soberania, não permite que o Brasil seja o quintal dos EUA, como foi no passado. A macroeconomia do governo Lula é bem diferente daquela de FHC, do qual Alckmin é discípulo. Na macroeconomia, dados como o nível de emprego e poupança, o investimento, o consumo, o nível geral dos preços, o rendimento do comércio exterior, são infinitamente melhores no governo Lula do que no governo FHC. O presidente Lula conseguiu fazer o Brasil gerar em 3 anos e meio mais de 4 milhões de empregos formais, ou seja, 4,6 vezes mais que FHC em 8 anos, não há inflação, há deflação. O salário mínimo do governo Lula aumentou o poder de compra do trabalhador, é o maior em 24 anos.
Qual foi mesmo o bom serviço público de FHC e de Alckmin em SP? Alguém sabe? No governo Lula são vários os serviços públicos de qualidade, entre os quais o SAMU, o Brasil Sorridente, as Farmácias Populares, o PROUNI. A segurança do Alckmin é zero, em SP o domínio do crime organizado, do PCC, vem de longa data; SP é palco diário de seqüestros, mortes violentas, furtos, assaltos, rebeliões em presídios, rebeliões na FEBEM, agressões a policiais. O presidente Lula criou a Força Nacional de Segurança Pública. A Força é formada por alguns dos melhores policiais do país, recrutados dentre as corporações de elite estaduais e especialmente treinados para agir nos momentos de crise. O grupo é coordenado pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública. O presidente Lula ofereceu ajuda da Força Nacional de Segurança quando houve o mega-ataque do PCC em SP, o governo de SP do PSDB/PFL recusou, o secretário de segurança de Alckmin preferiu fazer acordo com os bandidos.
O governo Lula construiu uma penitenciária federal de segurança máxima em Catanduvas, PR, para receber presos perigosos de todo o país, e vai entregar mais 4 penitenciárias federais de segurança máxima até o final de 2007. A PF no governo Lula não deu trégua aos bandidos, aos corruptos, aos sonegadores, aos fraudadores: prendeu mais de 2.000 pessoas em várias operações. O presidente Lula não faz acordo com bandidos. Alckmin está certíssimo quando diz que eles são totalmente diferentes, pois Alckmin é a personificação de FHC, o pior presidente do Brasil. O presidente Lula é o melhor presidente que este país já teve, e até Alckmin reconhece agora essa realidade!
(por Jussara Seixas)
Exportações registram recorde histórico na primeira semana do mês
As exportações brasileiras atingiram recorde histórico de US$ 3,561 bilhões na primeira semana de julho (até o dia 9), com média diária de vendas em US$ 712,2 milhões, também o maior valor registrado.
As importações chegaram a US$ 1,868 bilhão e o superávit de US$ 1,693 bilhão é o maior registrado semanalmente neste ano. De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o volume é 35,2% superior ao de julho do ano passado.
As vendas de produtos semimanufaturados cresceram 45%, com destaque para ligas de alumínio, ouro em forma semimanufaturada e alumínio em bruto.
O crescimento foi de 35,5% para produtos básicos, principalmente milho em grão, petróleo em bruto e caulim e outras argilas. Já o aumento de vendas das manufaturas atingiu 31,4% – óxidos e hidróxidos de alumínio, álcool etílico e óleos combustíveis são os destaques.
Na comparação com o mês anterior, a média diária das exportações aumentou 30,8%, com destaque para os básicos, que registraram incremento de 57,5%. As vendas de manufaturas cresceram 19,4% e as de semimanufaturas, 16,5%.
Os destaques das importações, que tiveram crescimento de 29,5% sobre a média do ano passado, ficaram por conta dos produtos siderúrgicos, com 107,7%; cobre e suas obras, com 87,3%; e combustíveis e lubrificantes, com aumento de 77%.
No acumulado do ano, as vendas para o mercado externo chegam a US$ 64,462 bilhões e as compras, a US$ 43,236 bilhões. Com isso, o superávit é de US$ 21,226 bilhões.
(da Agência Brasil)
As importações chegaram a US$ 1,868 bilhão e o superávit de US$ 1,693 bilhão é o maior registrado semanalmente neste ano. De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o volume é 35,2% superior ao de julho do ano passado.
As vendas de produtos semimanufaturados cresceram 45%, com destaque para ligas de alumínio, ouro em forma semimanufaturada e alumínio em bruto.
O crescimento foi de 35,5% para produtos básicos, principalmente milho em grão, petróleo em bruto e caulim e outras argilas. Já o aumento de vendas das manufaturas atingiu 31,4% – óxidos e hidróxidos de alumínio, álcool etílico e óleos combustíveis são os destaques.
Na comparação com o mês anterior, a média diária das exportações aumentou 30,8%, com destaque para os básicos, que registraram incremento de 57,5%. As vendas de manufaturas cresceram 19,4% e as de semimanufaturas, 16,5%.
Os destaques das importações, que tiveram crescimento de 29,5% sobre a média do ano passado, ficaram por conta dos produtos siderúrgicos, com 107,7%; cobre e suas obras, com 87,3%; e combustíveis e lubrificantes, com aumento de 77%.
No acumulado do ano, as vendas para o mercado externo chegam a US$ 64,462 bilhões e as compras, a US$ 43,236 bilhões. Com isso, o superávit é de US$ 21,226 bilhões.
(da Agência Brasil)
segunda-feira, julho 10, 2006
PPS: da perestroika ao Opus Dei
No final de junho, o mal-intitulado Partido Popular Socialista (PPS) divulgou em rede nacional de rádio e televisão seu "apoio firme e decidido" à candidatura do neoliberal Geraldo Alckmin. O anúncio, que deve ter incomodado os militantes ainda ludibriados com seu rótulo de "socialista", confirma a conversão deste partido num instrumento da direita brasileira.
Desde sua criação, em janeiro de 1992, o PPS tem abdicado de qualquer aparência progressista, adotando posições sempre mais liberais e unindo-se ao que há de mais reacionário no país. Agora, ele encerra o ciclo ao aderir a um notório seguidor da seita fascista Opus Dei!
Além de escancarar a sua direitização, a aliança informal com o PSDB-PFL também pode encerrar de vez a curta trajetória desta agremiação. Seu 15º congresso, em março passado, havia aprovado a construção de "uma real alternativa no enfrentamento da falsa e artificial polarização PT-PSDB". O evento centrou-se na figura do deputado Roberto Freire, num curioso "culto à personalidade". Três meses depois, a direção partidária joga no lixo a resolução de sua instância máxima e anuncia o apoio ao direitista Alckmin. O pretexto apresentado foi o de que a cláusula de barreira exigiria priorizar a eleição de deputados federais.
A desculpa é esfarrapada. Tanto que o próprio Roberto Freire recusou-se a disputar a eleição proporcional no seu estado e será suplente do "alquimista" Jarbas Vasconcelos, preocupando-se mais com sua pele. Na prática, a decisão do PPS confirma a guinada do seu chefe-supremo. Desde a posse de Lula, Freire virou um implacável opositor. Seu blog pessoal é venenoso. Em abril passado, ele defendeu "o impeachment se impõe". Pouco antes, destilou veneno anticomunista ao taxar "o stalinismo do PT". O artigo mais recente condena: "Lula: nem honesto, nem sincero".
Também são constantes suas críticas à atual política externa, "que nos isola cada vez mais", e às relações democráticas do governo Lula com os movimentos sociais.
Para justificar sua adesão ao candidato do Opus Dei, o presidente do PPS se traveste de paladino da ética. Ele insiste nas denúncias de corrupção, algumas sem provas, contra o governo Lula, mas silencia sobre o envolvimento do ex-presidente tucano, Eduardo Azeredo, no esquema do "valerioduto", no arquivamento de quase 70 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) contra as irregularidades do governo Alckmin ou na compra de votos para a reeleição de FHC. Defensor da privatização das estatais, ele nada fala sobre a privataria praticada pelo governo tucano, num dos maiores escândalos de corrupção da história do país.
A conversão de Roberto Freire chega até a intrigar jornalistas avessos às esquerdas. Em recente artigo, o corrosivo Sebastião Nery insinuou que o atual presidente do PPS teve vínculos com o famigerado Serviço Nacional de Informações (SNI) na ditadura militar. Para ele, o "ex-comunista" sempre foi um homem da direita. "Ele fechou o PCB em 1992, abriu o PPS e foi líder de Itamar Franco, com cujo apoio se elegeu senador em 1994 e logo aderiu ao governo FHC... Agora, sem condições de voltar ao Senado, aliou-se ao PMDB e ao PFL de Pernambuco. Uma política nanica, sempre governista, fingindo oposição". Taxativo, o articulista garante que Roberto Freire é "um agente de FHC", um "quinta-coluna" dos tucanos.
O anticomunismo do PPS
Independentemente das inúmeras acusações e suspeitas, o anúncio da aliança informal com o seguidor do Opus Dei revela a triste trajetória de lideranças que no passado se autoproclamavam de socialistas. Com a débâcle da União Soviética, no início dos anos 90, uma histeria anticomunista devastou vários partidos de esquerda no mundo. Embalados pela perestroika e pela glasnost de Mikail Gorbachov, estes passaram a defender a inviabilidade do socialismo e a necessidade de cosméticas reformas no capitalismo. Em vários países, antigos PCs abandonaram a sigla comunista e o símbolo da foice e o martelo. Na prática, eles se converteram em organizações sociais-democratas e muitos assimilaram o receituário neoliberal.
Como lembra o historiador Antonio Ozaí, o PPS surgiu do racha no antigo Partido Comunista Brasileiro. No 10º Congresso do PCB, em janeiro de 1992, um setor liderado por Roberto Freire impôs a mudança do nome do partido, dos seus símbolos e do seu programa. Na ocasião, foi acusado por um setor minoritário de ter fraudado a eleição dos delegados. O abandono da perspectiva socialista logo cobrou o seu preço na luta política. O PPS se recusou a participar da campanha pelo "Fora Collor", encabeçada pelos partidos e movimentos sociais de esquerda. O mesmo Freire que hoje defende o impeachment de Lula atacou estas organizações, taxando-as de "golpistas, posto que viraram as costas para o processo institucional".
Após um tímido apoio à candidatura de Lula em 1994, o PPS embarcou no governo de FHC e passou a pregar a necessidade das reformas constitucionais, inclusive a flexibilização dos monopólios do petróleo e das telecomunicações. "O partido abandonou as posições estatizantes do passado e passou a defender a parceria entre o estado e o capital privado. A sua bancada no Congresso Nacional - que além do senador Roberto Freire incluía os deputados Sérgio Arouca (RJ) e Augusto Carvalho (DF) - também assumiu uma posição favorável ao fim da aposentadoria por tempo de serviço, das aposentadorias especiais, da estabilidade dos servidores públicos e da distinção entre empresa nacional e estrangeira", relata Ozaí.
A proposta de uma frente de oposição à reforma constitucional, defendida pelos partidos de esquerda, foi rejeitada pelo presidente do PPS como "um grave equivoco político que incentiva concepções golpistas. 'Não posso ficar tranqüilo vendo a esquerda defendendo o status quo', disse. Para ele, as reformas seriam uma exigência da sociedade e a esquerda não pode ser contra. As estreitas relações do PPS com o governo FHC renderam a nomeação de um de seus membros para o ministério extraordinário de política fundiária: Raul Jungmann. O ministro ex-comunista indicou militares para as superintendências do Incra e, autorizado pelo presidente FHC, ameaçou convocar os militares para reprimir o MST".
Este breve e deprimente relato histórico ajuda a entender a recente decisão do PPS de apoio ao direitista Geraldo Alckmin, candidato do bloco liberal-conservador às eleições presidenciais de outubro próximo. Na prática, o partido chefiado por Roberto Freire há muito se transformou numa organização fisiológica e pragmática, num instrumento das forças neoliberais travestido de "socialista". De apêndice da social-democracia de direita no Brasil, o PPS dá um novo e decisivo passo no rumo da sua completa diluição. A passagem do reformismo brando para o neoliberalismo descarado se completa.
Altamiro Borges, (Miro) é jornalista
Desde sua criação, em janeiro de 1992, o PPS tem abdicado de qualquer aparência progressista, adotando posições sempre mais liberais e unindo-se ao que há de mais reacionário no país. Agora, ele encerra o ciclo ao aderir a um notório seguidor da seita fascista Opus Dei!
Além de escancarar a sua direitização, a aliança informal com o PSDB-PFL também pode encerrar de vez a curta trajetória desta agremiação. Seu 15º congresso, em março passado, havia aprovado a construção de "uma real alternativa no enfrentamento da falsa e artificial polarização PT-PSDB". O evento centrou-se na figura do deputado Roberto Freire, num curioso "culto à personalidade". Três meses depois, a direção partidária joga no lixo a resolução de sua instância máxima e anuncia o apoio ao direitista Alckmin. O pretexto apresentado foi o de que a cláusula de barreira exigiria priorizar a eleição de deputados federais.
A desculpa é esfarrapada. Tanto que o próprio Roberto Freire recusou-se a disputar a eleição proporcional no seu estado e será suplente do "alquimista" Jarbas Vasconcelos, preocupando-se mais com sua pele. Na prática, a decisão do PPS confirma a guinada do seu chefe-supremo. Desde a posse de Lula, Freire virou um implacável opositor. Seu blog pessoal é venenoso. Em abril passado, ele defendeu "o impeachment se impõe". Pouco antes, destilou veneno anticomunista ao taxar "o stalinismo do PT". O artigo mais recente condena: "Lula: nem honesto, nem sincero".
Também são constantes suas críticas à atual política externa, "que nos isola cada vez mais", e às relações democráticas do governo Lula com os movimentos sociais.
Para justificar sua adesão ao candidato do Opus Dei, o presidente do PPS se traveste de paladino da ética. Ele insiste nas denúncias de corrupção, algumas sem provas, contra o governo Lula, mas silencia sobre o envolvimento do ex-presidente tucano, Eduardo Azeredo, no esquema do "valerioduto", no arquivamento de quase 70 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) contra as irregularidades do governo Alckmin ou na compra de votos para a reeleição de FHC. Defensor da privatização das estatais, ele nada fala sobre a privataria praticada pelo governo tucano, num dos maiores escândalos de corrupção da história do país.
A conversão de Roberto Freire chega até a intrigar jornalistas avessos às esquerdas. Em recente artigo, o corrosivo Sebastião Nery insinuou que o atual presidente do PPS teve vínculos com o famigerado Serviço Nacional de Informações (SNI) na ditadura militar. Para ele, o "ex-comunista" sempre foi um homem da direita. "Ele fechou o PCB em 1992, abriu o PPS e foi líder de Itamar Franco, com cujo apoio se elegeu senador em 1994 e logo aderiu ao governo FHC... Agora, sem condições de voltar ao Senado, aliou-se ao PMDB e ao PFL de Pernambuco. Uma política nanica, sempre governista, fingindo oposição". Taxativo, o articulista garante que Roberto Freire é "um agente de FHC", um "quinta-coluna" dos tucanos.
O anticomunismo do PPS
Independentemente das inúmeras acusações e suspeitas, o anúncio da aliança informal com o seguidor do Opus Dei revela a triste trajetória de lideranças que no passado se autoproclamavam de socialistas. Com a débâcle da União Soviética, no início dos anos 90, uma histeria anticomunista devastou vários partidos de esquerda no mundo. Embalados pela perestroika e pela glasnost de Mikail Gorbachov, estes passaram a defender a inviabilidade do socialismo e a necessidade de cosméticas reformas no capitalismo. Em vários países, antigos PCs abandonaram a sigla comunista e o símbolo da foice e o martelo. Na prática, eles se converteram em organizações sociais-democratas e muitos assimilaram o receituário neoliberal.
Como lembra o historiador Antonio Ozaí, o PPS surgiu do racha no antigo Partido Comunista Brasileiro. No 10º Congresso do PCB, em janeiro de 1992, um setor liderado por Roberto Freire impôs a mudança do nome do partido, dos seus símbolos e do seu programa. Na ocasião, foi acusado por um setor minoritário de ter fraudado a eleição dos delegados. O abandono da perspectiva socialista logo cobrou o seu preço na luta política. O PPS se recusou a participar da campanha pelo "Fora Collor", encabeçada pelos partidos e movimentos sociais de esquerda. O mesmo Freire que hoje defende o impeachment de Lula atacou estas organizações, taxando-as de "golpistas, posto que viraram as costas para o processo institucional".
Após um tímido apoio à candidatura de Lula em 1994, o PPS embarcou no governo de FHC e passou a pregar a necessidade das reformas constitucionais, inclusive a flexibilização dos monopólios do petróleo e das telecomunicações. "O partido abandonou as posições estatizantes do passado e passou a defender a parceria entre o estado e o capital privado. A sua bancada no Congresso Nacional - que além do senador Roberto Freire incluía os deputados Sérgio Arouca (RJ) e Augusto Carvalho (DF) - também assumiu uma posição favorável ao fim da aposentadoria por tempo de serviço, das aposentadorias especiais, da estabilidade dos servidores públicos e da distinção entre empresa nacional e estrangeira", relata Ozaí.
A proposta de uma frente de oposição à reforma constitucional, defendida pelos partidos de esquerda, foi rejeitada pelo presidente do PPS como "um grave equivoco político que incentiva concepções golpistas. 'Não posso ficar tranqüilo vendo a esquerda defendendo o status quo', disse. Para ele, as reformas seriam uma exigência da sociedade e a esquerda não pode ser contra. As estreitas relações do PPS com o governo FHC renderam a nomeação de um de seus membros para o ministério extraordinário de política fundiária: Raul Jungmann. O ministro ex-comunista indicou militares para as superintendências do Incra e, autorizado pelo presidente FHC, ameaçou convocar os militares para reprimir o MST".
Este breve e deprimente relato histórico ajuda a entender a recente decisão do PPS de apoio ao direitista Geraldo Alckmin, candidato do bloco liberal-conservador às eleições presidenciais de outubro próximo. Na prática, o partido chefiado por Roberto Freire há muito se transformou numa organização fisiológica e pragmática, num instrumento das forças neoliberais travestido de "socialista". De apêndice da social-democracia de direita no Brasil, o PPS dá um novo e decisivo passo no rumo da sua completa diluição. A passagem do reformismo brando para o neoliberalismo descarado se completa.
Altamiro Borges, (Miro) é jornalista
45 escândalos da era FHC
Do blog O itinerário de um desastre - 45 escândalos da era FHC (thanks, lud), ponho aqui apenas um resumo, mas vale a pena clicar no linque, ver os detalhes de cada um dos pontos citados e refletir sobre a importância de se manter vivos os acontecimentos do passado:
Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixou uma pesada herança para seu sucessor.
A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.
Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo FHC premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.
A seguir, um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo. Como já disse, para detalhes consulte o blog.
Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.
45 escândalos que marcaram o governo FHC:
1) Conivência com a corrupção
2) O escândalo do Sivam
3) A farra do Proer
4) Caixa-dois de campanhas
5) Propina na privatização
6) A emenda da reeleição
7) Grampos telefônicos
8) TRT paulista
9) Os ralos do DNER
10) O "caladão" - a pane geral dos telefones
11) Desvalorização do real
12) O caso Marka/FonteCindam
13) Base de Alcântara
14) Biopirataria oficial
15) O fiasco dos 500 anos
16) Eduardo Jorge, um personagem suspeito
17) Drible na reforma tributária
18) Rombo transamazônico na Sudam
19) Os desvios na Sudene
20) Calote no Fundef
21) Abuso de MPs
22) Acidentes na Petrobras
23) Apoio a Fujimori
24) Desmatamento na Amazônia
25) Os computadores do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust
26) Arapongagem
27) O esquema do FAT
28) Mudanças na CLT
29) Obras irregulares
30) Explosão da dívida pública
31) Avanço da dengue
32) Verbas do BNDES
33) Crescimento pífio do PIB
34) Renúncias no Senado
35) Racionamento de energia
36) Assalto ao bolso do consumidor
37) Explosão da violência
38) A falácia da Reforma agrária
39) Subserviência internacional
40) Renda em queda e desemprego em alta
41) Relações perigosas
42) Violação aos direitos humanos
43) Correção da tabela do IR
44) Intervenção na Previ
45) Barbeiragens do Banco Central
Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixou uma pesada herança para seu sucessor.
A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.
Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo FHC premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.
A seguir, um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo. Como já disse, para detalhes consulte o blog.
Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.
45 escândalos que marcaram o governo FHC:
1) Conivência com a corrupção
2) O escândalo do Sivam
3) A farra do Proer
4) Caixa-dois de campanhas
5) Propina na privatização
6) A emenda da reeleição
7) Grampos telefônicos
8) TRT paulista
9) Os ralos do DNER
10) O "caladão" - a pane geral dos telefones
11) Desvalorização do real
12) O caso Marka/FonteCindam
13) Base de Alcântara
14) Biopirataria oficial
15) O fiasco dos 500 anos
16) Eduardo Jorge, um personagem suspeito
17) Drible na reforma tributária
18) Rombo transamazônico na Sudam
19) Os desvios na Sudene
20) Calote no Fundef
21) Abuso de MPs
22) Acidentes na Petrobras
23) Apoio a Fujimori
24) Desmatamento na Amazônia
25) Os computadores do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust
26) Arapongagem
27) O esquema do FAT
28) Mudanças na CLT
29) Obras irregulares
30) Explosão da dívida pública
31) Avanço da dengue
32) Verbas do BNDES
33) Crescimento pífio do PIB
34) Renúncias no Senado
35) Racionamento de energia
36) Assalto ao bolso do consumidor
37) Explosão da violência
38) A falácia da Reforma agrária
39) Subserviência internacional
40) Renda em queda e desemprego em alta
41) Relações perigosas
42) Violação aos direitos humanos
43) Correção da tabela do IR
44) Intervenção na Previ
45) Barbeiragens do Banco Central
domingo, julho 09, 2006
Lula promove 6 milhões de cidadãos das classes D/E para a classe C
O governo Lula produziu uma melhora considerável na classificação econômica dos eleitores a partir de 2003, revela pesquisa Datafolha. Cerca de 6 milhões de eleitores saíram da classe D/E. A maioria migrou para a C. Praticamente a metade dos 125,9 milhões de eleitores (49%) considera hoje que sua situação econômica vai melhorar.
Ao mesmo tempo, houve um aumento no consumo, sobretudo de alimentos --37% dos eleitores passaram a consumir mais desde 2003. A melhora na renda se dá por uma combinação de cenário econômico positivo e forte aumento do gasto público dirigido aos mais pobres. Na contramão, há queda nos investimentos em infra-estrutura e dúvidas sobre a sustentabilidade da atual política "pró-pobres".
Além disso, os maiores aumentos na renda estão, na verdade, concentrados entre os que têm aplicações financeiras. Mas, em termos gerais, nunca foi tão baixo, desde 1994, o percentual de brasileiros que reclama da insuficiência do seu poder aquisitivo. Hoje, 28% acham "muito pouco" o que a família ganha. Eles somavam 45% antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva. O Datafolha ouviu 2.828 eleitores no país entre 28 e 29 de junho, quando pesquisou a intenção de voto à Presidência.
No levantamento, Lula (PT) aparece com 46% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 29%. A melhora no consumo e nas expectativas dos eleitores mais pobres explica em grande medida o favoritismo do petista, que hoje venceria no 1º turno. A pesquisa também questionou hábitos de consumo, percepção da situação econômica, nível de renda, posse de bens e condições de moradia. Foi considerado ainda o grau de escolaridade do chefe da família.
O cruzamento dos dados permite agrupar os entrevistados em três classes: A/B (48% têm renda familiar mensal superior a cinco salários mínimos), C (68% têm renda de até três mínimos) e D/E (86% têm renda de até dois mínimos). Um dos principais resultados do levantamento é que o total de eleitores na classe D/E diminuiu de 46% para 38% entre outubro de 2002 e agora. A classe C inchou, passando de 32% para 40%. Já a classe A apenas variou de 20% para 22% --dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou menos. São justamente as classes D/ E e C que concentram as maiores taxas de intenção de voto em Lula: 54% e 44%, respectivamente; contra 34% na A/B.
A pesquisa também questionou os eleitores sobre a participação em programas sociais do governo, como o Bolsa-Família. Os maiores aumentos de consumo (de alimentos, CDs piratas ou perfume, por exemplo) foram detectados entre membros da classe C que participam ou que têm alguém da família incluído nos programas. Entre esses eleitores, 52% consumiram mais alimentos nos últimos três anos, contra 37% na média geral. Os menores percentuais de aumento de consumo foram detectados na classe D/E.
Mesmo assim, é aí que está concentrada a maior força eleitoral de Lula e, segundo algumas análises, a maior taxa de aumento da renda nos últimos anos. Dentre os D/E que participam de algum programa social, Lula chega a ter 65% da preferência dos eleitores, contra 27% de Alckmin. Os D/E e C também são os mais otimistas em relação ao futuro.
09/07/2006 - 09h31 - FERNANDO CANZIAN da Folha de S.Paulo. Colaborou MATHEUS PICHONELLI, da Folha de S.Paulo.
Ao mesmo tempo, houve um aumento no consumo, sobretudo de alimentos --37% dos eleitores passaram a consumir mais desde 2003. A melhora na renda se dá por uma combinação de cenário econômico positivo e forte aumento do gasto público dirigido aos mais pobres. Na contramão, há queda nos investimentos em infra-estrutura e dúvidas sobre a sustentabilidade da atual política "pró-pobres".
Além disso, os maiores aumentos na renda estão, na verdade, concentrados entre os que têm aplicações financeiras. Mas, em termos gerais, nunca foi tão baixo, desde 1994, o percentual de brasileiros que reclama da insuficiência do seu poder aquisitivo. Hoje, 28% acham "muito pouco" o que a família ganha. Eles somavam 45% antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva. O Datafolha ouviu 2.828 eleitores no país entre 28 e 29 de junho, quando pesquisou a intenção de voto à Presidência.
No levantamento, Lula (PT) aparece com 46% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 29%. A melhora no consumo e nas expectativas dos eleitores mais pobres explica em grande medida o favoritismo do petista, que hoje venceria no 1º turno. A pesquisa também questionou hábitos de consumo, percepção da situação econômica, nível de renda, posse de bens e condições de moradia. Foi considerado ainda o grau de escolaridade do chefe da família.
O cruzamento dos dados permite agrupar os entrevistados em três classes: A/B (48% têm renda familiar mensal superior a cinco salários mínimos), C (68% têm renda de até três mínimos) e D/E (86% têm renda de até dois mínimos). Um dos principais resultados do levantamento é que o total de eleitores na classe D/E diminuiu de 46% para 38% entre outubro de 2002 e agora. A classe C inchou, passando de 32% para 40%. Já a classe A apenas variou de 20% para 22% --dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou menos. São justamente as classes D/ E e C que concentram as maiores taxas de intenção de voto em Lula: 54% e 44%, respectivamente; contra 34% na A/B.
A pesquisa também questionou os eleitores sobre a participação em programas sociais do governo, como o Bolsa-Família. Os maiores aumentos de consumo (de alimentos, CDs piratas ou perfume, por exemplo) foram detectados entre membros da classe C que participam ou que têm alguém da família incluído nos programas. Entre esses eleitores, 52% consumiram mais alimentos nos últimos três anos, contra 37% na média geral. Os menores percentuais de aumento de consumo foram detectados na classe D/E.
Mesmo assim, é aí que está concentrada a maior força eleitoral de Lula e, segundo algumas análises, a maior taxa de aumento da renda nos últimos anos. Dentre os D/E que participam de algum programa social, Lula chega a ter 65% da preferência dos eleitores, contra 27% de Alckmin. Os D/E e C também são os mais otimistas em relação ao futuro.
09/07/2006 - 09h31 - FERNANDO CANZIAN da Folha de S.Paulo. Colaborou MATHEUS PICHONELLI, da Folha de S.Paulo.
lula de novo com a força do povo!

agora começou a campanha oficial! a quem interessar, material de campanha para download, em alta, aqui. aproveito para reiterar que este blog é independente, mantido por simpatizantes eleitores do lula, sem qualquer vínculo com a coordenação da campanha.
Mantega anuncia R$ 19 bi em investimentos para 2006
(Reproduzido da Gazeta Mercantil)
Com as estatais, montante do setor público deverá chegar a R$ 52,8 bi (2,5% do PIB). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo federal deverá investir este ano R$ 19 bilhões, 80% do total de investimentos que constam da proposta de Orçamento aprovada pelo Congresso, e 11% acima do realizado no ano passado (R$ 17,1 bilhões). Assim, o País, na opinião do ministro, poderá alcançar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% este ano, 4,75% no ano que vem e 5% em 2008.
Mantega comparou os anos do último mandato de Fernando Henrique Cardoso com os de Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que, desde 2003, o País recuperou o ritmo de investimento. Questionado sobre a comparação exatamente entre os dois governos, bem ao gosto eleitoral, rebateu: "Vocês querem que eu compare com quem? Com a Rússia? Tem que ser com o Brasil de anos anteriores", justificou.
Não foi poupada nem mesmo a afamada "herança maldita". Segundo Mantega, em 2003, os investimentos das três esferas de governo e suas estatais só bateram no piso (1,82% do PIB) porque o Orçamento foi herdado.
"Tivemos que fazer um freio de arrumação e quem sofreu foram os investimentos", disse, lembrando que, naquele ano, os aportes só do governo federal somaram R$ 6,5 bilhões.
Segundo Mantega, o documento foi motivado devido a críticas de que o investimento do governo federal vem descendo a ladeira, com aumento de gastos públicos e superávit primário nas alturas.
Mantega divulgou números – a maioria já conhecidos – que mostram a expansão do investimento público, que deve somar 2,5% do PIB em 2006, equivalente a R$ 52,8 bilhões, com a ajuda das estatais. Deste total, só o governo federal deve ser responsável pela aplicação de 0,9% do PIB, ou seja, os R$ 19 bilhões.
Se o quadro apresentado for confirmado, o investimento público no ano eleitoral vai crescer 0,17 ponto percentual ante 2005, quando houve aplicação de 2,33% do PIB. Com relação ao último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, a expansão é de 0,35 ponto. Esse crescimento pode ser atribuído ao ótimo desempenho das empresas estatais, principalmente da Petrobras. Dos 2,5% previstos para 2006, as estatais responderão pela maioria: 1,6% do produto.
De 1999 a 2002, no governo tucano, a União fez aportes médios anuais de 0,9% do PIB. Na gestão Lula, de 2003 a 2006, essa média caiu para 0,7%. A redução foi compensada pelas companhias controladas pelo governo federal, que alocaram mais recursos para equilibrar a conta.
"Não podemos dissociar as estatais do investimento público", defendeu. "São empresas alinhadas com o governo.
O ganho de peso das estatais coincide com a alta do petróleo e os lucros cada vez maiores da maior estatal brasileira, a Petrobras. Em 99, no início da série apresentada, a Petrobras foi responsável por 28,1% de todo o investimento público.
Nas projeções para 2006, a Petrobras responde por 48,7% do montante esperado. Assim, a Petrobras deve investir R$ 25,7 bilhões nesse ano, o equivalente a 1,22% do PIB.
Mantega negou que esse aumento de peso das estatais na composição do investimento público possa, em algum momento, prejudicar os acionistas das estatais brasileiras.
"Só se o acionista reclamar dos lucros recordes que a empresa estiver tendo", disse.
O ministro prefere olhar o setor público consolidado, e lembrar que o aumento do investimento está ocorrendo mesmo com a manutenção do rigor fiscal e cumprimento das metas de superávit primário.
"Não estamos sacrificando o primário. Estamos compatibilizando o superávit e o investimento", comemorou.
Se gastos e investimentos crescem sem afetar a economia para o pagamento de juros (superávit primário), como tem sido a prática dos últimos anos de governo, a saída é o aumento de arrecadação fiscal. Fato que, entretanto, é negado por Mantega. Segundo o ministro, o efeito é causado pelo aumento da eficiência da Receita Federal e a expansão econômica.
Com as estatais, montante do setor público deverá chegar a R$ 52,8 bi (2,5% do PIB). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo federal deverá investir este ano R$ 19 bilhões, 80% do total de investimentos que constam da proposta de Orçamento aprovada pelo Congresso, e 11% acima do realizado no ano passado (R$ 17,1 bilhões). Assim, o País, na opinião do ministro, poderá alcançar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% este ano, 4,75% no ano que vem e 5% em 2008.
Mantega comparou os anos do último mandato de Fernando Henrique Cardoso com os de Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que, desde 2003, o País recuperou o ritmo de investimento. Questionado sobre a comparação exatamente entre os dois governos, bem ao gosto eleitoral, rebateu: "Vocês querem que eu compare com quem? Com a Rússia? Tem que ser com o Brasil de anos anteriores", justificou.
Não foi poupada nem mesmo a afamada "herança maldita". Segundo Mantega, em 2003, os investimentos das três esferas de governo e suas estatais só bateram no piso (1,82% do PIB) porque o Orçamento foi herdado.
"Tivemos que fazer um freio de arrumação e quem sofreu foram os investimentos", disse, lembrando que, naquele ano, os aportes só do governo federal somaram R$ 6,5 bilhões.
Segundo Mantega, o documento foi motivado devido a críticas de que o investimento do governo federal vem descendo a ladeira, com aumento de gastos públicos e superávit primário nas alturas.
Mantega divulgou números – a maioria já conhecidos – que mostram a expansão do investimento público, que deve somar 2,5% do PIB em 2006, equivalente a R$ 52,8 bilhões, com a ajuda das estatais. Deste total, só o governo federal deve ser responsável pela aplicação de 0,9% do PIB, ou seja, os R$ 19 bilhões.
Se o quadro apresentado for confirmado, o investimento público no ano eleitoral vai crescer 0,17 ponto percentual ante 2005, quando houve aplicação de 2,33% do PIB. Com relação ao último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, a expansão é de 0,35 ponto. Esse crescimento pode ser atribuído ao ótimo desempenho das empresas estatais, principalmente da Petrobras. Dos 2,5% previstos para 2006, as estatais responderão pela maioria: 1,6% do produto.
De 1999 a 2002, no governo tucano, a União fez aportes médios anuais de 0,9% do PIB. Na gestão Lula, de 2003 a 2006, essa média caiu para 0,7%. A redução foi compensada pelas companhias controladas pelo governo federal, que alocaram mais recursos para equilibrar a conta.
"Não podemos dissociar as estatais do investimento público", defendeu. "São empresas alinhadas com o governo.
O ganho de peso das estatais coincide com a alta do petróleo e os lucros cada vez maiores da maior estatal brasileira, a Petrobras. Em 99, no início da série apresentada, a Petrobras foi responsável por 28,1% de todo o investimento público.
Nas projeções para 2006, a Petrobras responde por 48,7% do montante esperado. Assim, a Petrobras deve investir R$ 25,7 bilhões nesse ano, o equivalente a 1,22% do PIB.
Mantega negou que esse aumento de peso das estatais na composição do investimento público possa, em algum momento, prejudicar os acionistas das estatais brasileiras.
"Só se o acionista reclamar dos lucros recordes que a empresa estiver tendo", disse.
O ministro prefere olhar o setor público consolidado, e lembrar que o aumento do investimento está ocorrendo mesmo com a manutenção do rigor fiscal e cumprimento das metas de superávit primário.
"Não estamos sacrificando o primário. Estamos compatibilizando o superávit e o investimento", comemorou.
Se gastos e investimentos crescem sem afetar a economia para o pagamento de juros (superávit primário), como tem sido a prática dos últimos anos de governo, a saída é o aumento de arrecadação fiscal. Fato que, entretanto, é negado por Mantega. Segundo o ministro, o efeito é causado pelo aumento da eficiência da Receita Federal e a expansão econômica.
Ainda sob controle?
Agentes penitenciários mudam sua rotina para escapar de atentados
SÃO PAULO - O agente penitenciário C.R.L. coloca todos os dias seu uniforme de pedreiro para ir ao trabalho. São roupas velhas e sujas de tinta, que são trocadas assim que ele chega ao presídio. Esta foi a forma que C.R.L encontrou para tentar 'esconder' sua profissão e escapar dos ataques que já mataram seis de seus colegas nos últimos dez dias. Como ele, os 22 mil agentes penitenciários do estado estão assustados. Muitos estão mudando radicalmente seus hábitos e também de seus familiares para se proteger dos atentados.
A primeira providência tomada por uma parte desses profissionais foi mandar a família para casa de parentes ou amigos em outros bairros e até cidades. Depois que criminosos roubaram fichários com nomes e endereços dos agentes durante as rebeliões, os alvos ficaram mais fáceis de ser encontrados. Além do sumiço de fichários do presídio de Campinas, o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do estado de São Paulo (Sisfuspesp) informa que os dados dos agentes desapareceram também em outras cadeias, como a de São Vicente, no litoral Sul de São Paulo.
(...) Os agentes que vão trabalhar de carro estão colocando um plástico preto sobre as placas. Segundo eles, parentes de criminosos ligados ao crime organizado estavam anotando os números, durante as visitas, e repassando aos detentos. Quem vai de ônibus, mudou o ponto onde costumava pegar o coletivo. Alguns se encontram e vão juntos, em grupo, para o trabalho. (...) Grupos de agentes vindos do interior, que trabalham e moram na capital em repúblicas, mudaram de endereço. Eles estão ficando hospedados em hotéis do centro, em vez de voltarem para suas comunidades.
Mesmo ainda sem autorização legal, há vários agentes se armando na capital, assim como no interior do estado. "Muitos companheiros estão tomando essa decisão diante da omissão do estado frente a esta situação", diz Daniel Oliveira, do Sisfuspesp. (...) "Arma é uma defesa pessoal, mas não resolve o problema. Estamos em estado de sítio. O crime organizado ataca porque as pessoas estão indefesas. O estado, por sua vez, se omite e está, na verdade corroborando com o crime. O estado abandonou o sistema prisional durante anos e agora estamos pagando com a própria vida" disse o sindicalista.
(...)
Nesta sexta-feira, algumas unidades voltaram a suspender alguns serviços aos presos, segundo Silva. Ele disse que as visitas de familiares no final de semana estão suspensas porque os agentes estão de luto pela morte dos amigos. O sindicalista não descartou a possibilidade de os trabalhadores abandonarem o posto de trabalho na semana que vem se as mortes continuarem sem que o estado tome uma atitude para conter os criminosos.
(Por Wagner Gomes e João Sorima Neto - Leia a matéria completa no Globo Online)
SÃO PAULO - O agente penitenciário C.R.L. coloca todos os dias seu uniforme de pedreiro para ir ao trabalho. São roupas velhas e sujas de tinta, que são trocadas assim que ele chega ao presídio. Esta foi a forma que C.R.L encontrou para tentar 'esconder' sua profissão e escapar dos ataques que já mataram seis de seus colegas nos últimos dez dias. Como ele, os 22 mil agentes penitenciários do estado estão assustados. Muitos estão mudando radicalmente seus hábitos e também de seus familiares para se proteger dos atentados.
A primeira providência tomada por uma parte desses profissionais foi mandar a família para casa de parentes ou amigos em outros bairros e até cidades. Depois que criminosos roubaram fichários com nomes e endereços dos agentes durante as rebeliões, os alvos ficaram mais fáceis de ser encontrados. Além do sumiço de fichários do presídio de Campinas, o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do estado de São Paulo (Sisfuspesp) informa que os dados dos agentes desapareceram também em outras cadeias, como a de São Vicente, no litoral Sul de São Paulo.
(...) Os agentes que vão trabalhar de carro estão colocando um plástico preto sobre as placas. Segundo eles, parentes de criminosos ligados ao crime organizado estavam anotando os números, durante as visitas, e repassando aos detentos. Quem vai de ônibus, mudou o ponto onde costumava pegar o coletivo. Alguns se encontram e vão juntos, em grupo, para o trabalho. (...) Grupos de agentes vindos do interior, que trabalham e moram na capital em repúblicas, mudaram de endereço. Eles estão ficando hospedados em hotéis do centro, em vez de voltarem para suas comunidades.
Mesmo ainda sem autorização legal, há vários agentes se armando na capital, assim como no interior do estado. "Muitos companheiros estão tomando essa decisão diante da omissão do estado frente a esta situação", diz Daniel Oliveira, do Sisfuspesp. (...) "Arma é uma defesa pessoal, mas não resolve o problema. Estamos em estado de sítio. O crime organizado ataca porque as pessoas estão indefesas. O estado, por sua vez, se omite e está, na verdade corroborando com o crime. O estado abandonou o sistema prisional durante anos e agora estamos pagando com a própria vida" disse o sindicalista.
(...)
Nesta sexta-feira, algumas unidades voltaram a suspender alguns serviços aos presos, segundo Silva. Ele disse que as visitas de familiares no final de semana estão suspensas porque os agentes estão de luto pela morte dos amigos. O sindicalista não descartou a possibilidade de os trabalhadores abandonarem o posto de trabalho na semana que vem se as mortes continuarem sem que o estado tome uma atitude para conter os criminosos.
(Por Wagner Gomes e João Sorima Neto - Leia a matéria completa no Globo Online)
sexta-feira, julho 07, 2006
O jabuti em cima da árvore
A manchete da Folha de hoje é um prato-feito para os que acreditam no complô da mídia contra o presidente.
Não há nenhum fato fora do lugar no título "Patrimônio de Lula dobra na Presidência" ou no sub "Bens pessoais declarados à Justiça Eleitoral somam R$ 839 mil; 56,6% estão em aplicações financeiras".
Fora de lugar está a notícia.
Primeiro, porque o espaço mais nobre que existe em um jornal para divulgar informações – o alto da primeira página – merece obviamente informações de importância compatível com o destaque que se lhes quer dar.
O que não é o caso da evolução patrimonial de Lula. Tendo casa, comida e roupa lavada de graça, pode colocar no cofrinho tudo que recebe no fim do mês. E com os juros do Banco Central, o presidente-rentista não tem do que se queixar.
Segundo, e mais grave, porque – tenha sido esse ou não o efeito desejado por quem decidiu pôr o jabuti em cima da árvore –, no Brasil banhado em corrupção política, a reação instantânea do leitor ao deparar com a manchete sensacionalista tem tudo para ser: "Ahá! Aí tem!
Todos os jornais deram o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral pelo presidente e seus adversários. Mas nem o Estado, nem o Globo acharam que a informação tinha sustança para entrar na primeira página – mesmo como simples chamada.
O Estado foi de inflação e o Globo de previsão de gastos eleitorais de Lula e Alckmin. Ganharam o dia meramente por terem poupado os seus leitores de um títulão que parece lançar a suspeita de que alguma maracutaia o presidente deve ter feito para multiplicar por dois os seus bens desde que foi trabalhar no Planalto.
Se o patrimônio de Lula dobrou, como ficará, depois dessa manchete, a variação do patrimônio de credibilidade da Folha?
(Luiz Weis, no blog Verbo Solto)
Não há nenhum fato fora do lugar no título "Patrimônio de Lula dobra na Presidência" ou no sub "Bens pessoais declarados à Justiça Eleitoral somam R$ 839 mil; 56,6% estão em aplicações financeiras".
Fora de lugar está a notícia.
Primeiro, porque o espaço mais nobre que existe em um jornal para divulgar informações – o alto da primeira página – merece obviamente informações de importância compatível com o destaque que se lhes quer dar.
O que não é o caso da evolução patrimonial de Lula. Tendo casa, comida e roupa lavada de graça, pode colocar no cofrinho tudo que recebe no fim do mês. E com os juros do Banco Central, o presidente-rentista não tem do que se queixar.
Segundo, e mais grave, porque – tenha sido esse ou não o efeito desejado por quem decidiu pôr o jabuti em cima da árvore –, no Brasil banhado em corrupção política, a reação instantânea do leitor ao deparar com a manchete sensacionalista tem tudo para ser: "Ahá! Aí tem!
Todos os jornais deram o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral pelo presidente e seus adversários. Mas nem o Estado, nem o Globo acharam que a informação tinha sustança para entrar na primeira página – mesmo como simples chamada.
O Estado foi de inflação e o Globo de previsão de gastos eleitorais de Lula e Alckmin. Ganharam o dia meramente por terem poupado os seus leitores de um títulão que parece lançar a suspeita de que alguma maracutaia o presidente deve ter feito para multiplicar por dois os seus bens desde que foi trabalhar no Planalto.
Se o patrimônio de Lula dobrou, como ficará, depois dessa manchete, a variação do patrimônio de credibilidade da Folha?
(Luiz Weis, no blog Verbo Solto)
Produção industrial tem maior alta do ano, aponta IBGE
A produção industrial brasileira subiu 1,6% em maio na comparação com abril, segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta quinta-feira (6) pelo IBGE.
Trata-se da maior expansão desde dezembro passado, quando a alta havia sido de 2,5%. O aumento no ritmo de produção entre abril e maio atingiu 13 das 23 atividades acompanhadas pelo IBGE.
Na comparação com maio de 2005, a produção registrou alta de 4,8%. Analistas esperavam, pela média das projeções, expansão de apena 1% frente a abril e de 3,8% em relação a maio do ano passado.
"Esse desempenho reflete os efeitos positivos sobre o nível de atividade industrial decorrentes de um conjunto de fatores: oferta de crédito, crescimento do rendimento médio real e inflação em queda", afirmou o IBGE em relatório.
Entre os maiores destaques positivos estão veículos automotores (6,2%), alimentos (2,5%) e máquinas e equipamentos (3,1%). Por outro lado, as pressões negativas ficaram com material eletrônico e equipamentos de comunicações (-7,9%) e outros químicos (-2,7%).
O setor de bens intermediários sustentou o maior ritmo de crescimento (1,9%), seguido pelo segmento de bens de capital, que teve avanço de 1,8% frente a abril.
A produção de bens de consumo semi e não duráveis teve ligeira alta de 0,4%. Já os bens de consumo duráveis, após crescimento de 1,6% em abril, registraram queda de 0,3% em maio.
Com um dia útil a mais em maio deste ano, a produção industrial cresceu 4,8% na comparação anual, o que se refletiu na alta em 23 das 27 atividades pesquisadas.
Dentre as indústrias com aumento de produção, os maiores impactos são de: veículos automotores, alimentos, máquinas para escritório e equipamentos de informática e a indústria extrativa.
Entre as categorias de uso, o setor de bens de consumo duráveis obteve a taxa mais elevada (8,1%), apoiado no aumento da produção de automóveis e eletrodomésticos. Segundo o IBGE, esse resultado poderia ser ainda mais elevado se o segmento não tivesse sofrido o impacto da queda na produção de telefones celulares (-17,4%).
A produção de bens de capital superou em 5,9% a de maio do ano passado, impulsionada pelos resultados positivos para energia elétrica, construção, transporte e uso misto.
A produção de bens intermediários cresceu 4%. Os destaques foram insumos industriais elaborados, peças e acessórios para transporte industrial, insumos industriais básicos, alimentos e bebidas elaborados para indústria e combustíveis e lubrificantes elaborados.
Trata-se da maior expansão desde dezembro passado, quando a alta havia sido de 2,5%. O aumento no ritmo de produção entre abril e maio atingiu 13 das 23 atividades acompanhadas pelo IBGE.
Na comparação com maio de 2005, a produção registrou alta de 4,8%. Analistas esperavam, pela média das projeções, expansão de apena 1% frente a abril e de 3,8% em relação a maio do ano passado.
"Esse desempenho reflete os efeitos positivos sobre o nível de atividade industrial decorrentes de um conjunto de fatores: oferta de crédito, crescimento do rendimento médio real e inflação em queda", afirmou o IBGE em relatório.
Entre os maiores destaques positivos estão veículos automotores (6,2%), alimentos (2,5%) e máquinas e equipamentos (3,1%). Por outro lado, as pressões negativas ficaram com material eletrônico e equipamentos de comunicações (-7,9%) e outros químicos (-2,7%).
O setor de bens intermediários sustentou o maior ritmo de crescimento (1,9%), seguido pelo segmento de bens de capital, que teve avanço de 1,8% frente a abril.
A produção de bens de consumo semi e não duráveis teve ligeira alta de 0,4%. Já os bens de consumo duráveis, após crescimento de 1,6% em abril, registraram queda de 0,3% em maio.
Com um dia útil a mais em maio deste ano, a produção industrial cresceu 4,8% na comparação anual, o que se refletiu na alta em 23 das 27 atividades pesquisadas.
Dentre as indústrias com aumento de produção, os maiores impactos são de: veículos automotores, alimentos, máquinas para escritório e equipamentos de informática e a indústria extrativa.
Entre as categorias de uso, o setor de bens de consumo duráveis obteve a taxa mais elevada (8,1%), apoiado no aumento da produção de automóveis e eletrodomésticos. Segundo o IBGE, esse resultado poderia ser ainda mais elevado se o segmento não tivesse sofrido o impacto da queda na produção de telefones celulares (-17,4%).
A produção de bens de capital superou em 5,9% a de maio do ano passado, impulsionada pelos resultados positivos para energia elétrica, construção, transporte e uso misto.
A produção de bens intermediários cresceu 4%. Os destaques foram insumos industriais elaborados, peças e acessórios para transporte industrial, insumos industriais básicos, alimentos e bebidas elaborados para indústria e combustíveis e lubrificantes elaborados.
quinta-feira, julho 06, 2006
engrossando o caldo!
"Não sou militante do PT mas voto PT desde sempre e vou votar de novo, se Deus quiser. Por causa, inclusive, da impossibilidade de uma chance aberta que nosso Presidente não teve de mostrar tudo que ele pode fazer. OU alguém ainda acha que CPI neste Governo não é uma tentativa explícita de desacreditar o único Partido que realmente é dos trabalhadores?
É preciso que se entenda que um homem, mesmo sendo o presidente da nação, não pode e não vai destruir todo um complexo de corrupção sustentado há anos pelo Congresso Nacional. É lutar contra uma máquina velha, dura e que tem seus braços alastrados no país inteiro.
E é preciso que se entenda que se Lula vencer nós é que venceremos essa máquina.
Por um Brasil que vai enxergar todas as pessoas que trabalham e são todos os dias desmoralizados, desvalorizados e vivem uma sub-vida, ainda é preciso acreditar.
Então vamos engrossar o caldo."
Depoimento do blog enquanto dá. Valeu! :-)
É preciso que se entenda que um homem, mesmo sendo o presidente da nação, não pode e não vai destruir todo um complexo de corrupção sustentado há anos pelo Congresso Nacional. É lutar contra uma máquina velha, dura e que tem seus braços alastrados no país inteiro.
E é preciso que se entenda que se Lula vencer nós é que venceremos essa máquina.
Por um Brasil que vai enxergar todas as pessoas que trabalham e são todos os dias desmoralizados, desvalorizados e vivem uma sub-vida, ainda é preciso acreditar.
Então vamos engrossar o caldo."
Depoimento do blog enquanto dá. Valeu! :-)
quarta-feira, julho 05, 2006
Ministro da CGU sugere a Alckmin se informar antes de criticar
O ministro do Controle e da Transparência da CGU (Controladoria Geral da União), Jorge Hage, rebateu as críticas feitas pelo candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e recomendou que o tucano se informe melhor antes de falar o que não sabe. Na última segunda-feira, Alckmin criticou a atuação da CGU, órgão responsável pela fiscalização do governo federal, e disse que pretende exercer um controle sobre todas as emendas parlamentares. "Se a CGU fosse eficiente não estaria acontecendo o que está acontecendo hoje", afirmou o candidato, numa referência ao escândalo dos sanguessugas.
Em nota divulgada à imprensa, Hage disse que compreende o desconhecimento de Alckmin sobre a CGU, "já que nos oito anos em que o seu partido esteve no poder não existia a Controladoria, nem nada parecido com controle".
O ministro explicou na nota que tudo o que a CGU está descobrindo agora "estava aí há muito tempo". "As emendas e as fraudes que identificamos nas fiscalizações das prefeituras, a partir de 2003, obviamente eram relativas a recursos dos anos anteriores. Ou seja, 2002, 2001", comentou Hage.
Com relação às críticas de Alckmin sobre o controle das emendas parlamentares, Hage ressaltou que, nesse ponto, o tucano falou com conhecimento de causa. Isso porque, para o ministro da CGU, o Ministério da Saúde –como os demais ministérios– não tinha controle sobre os recursos de emendas e convênios desde o governo anterior, devido ao descaso com o tema "controle".
"Foi somente no atual governo que se começaram a identificar os grandes 'ralos', os verdadeiros esquemas de 'máfias' do dinheiro público, que estavam aí há anos e jamais eram tocados ou sequer conhecidos", afirmou o ministro na nota, ao ressaltar que o esquema dos sanguessugas funcionava pelo menos desde a década de 90 e nunca foi enfrentado pelos governos anteriores.
"Enfim, parece que o candidato [Alckmin] envereda por uma trilha no mínimo inusitada: acusar o atual governo por estar desvendando e revelando todas as tramóias que vinham sendo feitas, desde sempre, com o dinheiro público neste País", finaliza Hage.
(Portal Uai)
Em nota divulgada à imprensa, Hage disse que compreende o desconhecimento de Alckmin sobre a CGU, "já que nos oito anos em que o seu partido esteve no poder não existia a Controladoria, nem nada parecido com controle".
O ministro explicou na nota que tudo o que a CGU está descobrindo agora "estava aí há muito tempo". "As emendas e as fraudes que identificamos nas fiscalizações das prefeituras, a partir de 2003, obviamente eram relativas a recursos dos anos anteriores. Ou seja, 2002, 2001", comentou Hage.
Com relação às críticas de Alckmin sobre o controle das emendas parlamentares, Hage ressaltou que, nesse ponto, o tucano falou com conhecimento de causa. Isso porque, para o ministro da CGU, o Ministério da Saúde –como os demais ministérios– não tinha controle sobre os recursos de emendas e convênios desde o governo anterior, devido ao descaso com o tema "controle".
"Foi somente no atual governo que se começaram a identificar os grandes 'ralos', os verdadeiros esquemas de 'máfias' do dinheiro público, que estavam aí há anos e jamais eram tocados ou sequer conhecidos", afirmou o ministro na nota, ao ressaltar que o esquema dos sanguessugas funcionava pelo menos desde a década de 90 e nunca foi enfrentado pelos governos anteriores.
"Enfim, parece que o candidato [Alckmin] envereda por uma trilha no mínimo inusitada: acusar o atual governo por estar desvendando e revelando todas as tramóias que vinham sendo feitas, desde sempre, com o dinheiro público neste País", finaliza Hage.
(Portal Uai)
terça-feira, julho 04, 2006
Nota rápida de conjuntura nº 7, por Tarso Genro
1. As pesquisas recentes da Datafolha e Vox Populi indicam o patamar real de disputa entre os dois candidatos "competitivos" à Presidência da República. A base social do Presidente está praticamente consolidada e a migração de votos dos candidatos "desistentes" move-se, num primeiro momento, em direção a Alckmin. Esta é a mensagem das pesquisas que, se não tiram o franco favoritismo do Presidente, constituem um precioso elemento de análise para uma estratégia de campanha, a ser considerada especialmente pelos partidos do campo da esquerda, que sustentam a reeleição de Lula: a pesada campanha anti-Lula e anti-PT, que transitou fortemente pela mídia durante um ano, surtiu efeito numa parte significativa dos setores médios e marcou consideravelmente o Governo.
2. É bom registrar qual a visão ideológica que pode dar sustentação política a uma "imunização" dos setores médios em relação a nossa mensagem. Acossadas pela insegurança, elemento hoje integrante do "modo de vida" de milhões, as classes médias são sensíveis a um "perigo externo": os excluídos, os marginalizados, os "pobres" que, segundo a visão dominante, constituem o meio social que gera o banditismo e a violência. Ora, "se Lula é o candidato dos pobres, Lula é um estranho para nós", pode pensar o cidadão médio que vive uma vida tensa e preocupada, seja em P. Alegre, em S. Paulo ou no Recife. Aliás, como Lula desenvolve políticas públicas de coesão social e combate à pobreza, as quais deslocam os mais pobres - inclusive setores empobrecidos das camadas médias - para a sua sustentação eleitoral, está pronto o ambiente para dizer que Lula está "dividindo a sociedade entre pobres e ricos". Ou seja - segundo esta visão absurda - "a divisão da sociedade" seria provocada pelas políticas públicas do Governo Lula (que reduzem as diferenças entre pobres e ricos). Não pela brutal desigualdade de renda que envergonha o país e é originária dos modelos de desenvolvimento, adotados desde a era Collor.
3. Devemos recordar, também, para que possamos fazer um debate de qualidade política, que a campanha contra o Governo Lula - baseada em erros graves cometidos especialmente por quadros do Partido - não foi somente contra Lula e o PT. Foram atingidos, sobretudo, os valores fundamentais da esquerda. As denúncias de corrupção não somente desgastaram politicamente o PT - que fora extremamente rigoroso quando na oposição - mas também atingiram os valores humanistas e igualitários da esquerda em geral, que foi acusada também de "inepta" por não aplicar uma "outra política econômica".
4. Como a oposição tucano-pefelista tentou atingir o Presidente com o tema da corrupção e não conseguiu, começam, agora, a atacar a questão dos juros e das taxas de crescimento, abrindo uma crítica à política econômica que antes diziam ser deles. Na verdade, embora a política monetária fosse semelhante - aliás aplicada hoje por todos os países endividados que não faliram - o conjunto, porém, da política econômica foi diferente. Os resultados estão aí para provar. É por causa destes resultados, aliás, que o candidato da oposição tucana não quer olhar para o passado. (Hoje, sábado, os jornais apontam com certa angústia que o "superávit" - embora apontem uma "gastança do setor público" - vai muito bem obrigado, frustrando os que pretendiam colar no Ministro Guido a pecha de irresponsável).
5. Não podemos deixar de cotejar, igualmente, como os governos FHC e Lula trataram a questão da corrupção. Aqui devem ser apontadas as ações da Polícia Federal contra a corrupção e o crime organizado, as ações da Controladoria da União, as ações da Procuradoria Geral da República. Tal cotejamento não significa justificar erros nem assacar ofensas pessoais contra adversários, mas significa comparar as condutas político-administrativas, inclusive referindo àquelas que impediram investigações importantes na época de FHC. Seria um erro, porém - em função da parcialidade de grande parte da mídia - cairmos no simplismo de que existe uma "conspiração" midiática contra nós. Se formos portadores desta visão confundiremos a nossa base de apoio, como se estivéssemos justificando condutas confessadas publicamente. A população sabe que a imprensa é majoritariamente contra Lula e que gostaria de ter Alckmim como Presidente, mas sabe, igualmente, que a liberdade de imprensa -mesmo que eventualmente sirva para caluniar - é imprescindível num regime democrático: ela ajuda a combater ilegalidades e abusos que qualquer governo tende a fazer (ou tolerar), independentemente da vontade do próprio Presidente da República.
6. Um outro "front" de disputa (que também refere à formação da opinião das classes médias) vem da afirmativa que, num segundo mandato, "Lula vai radicalizar". Confrontados com a queda do "risco Brasil", partindo de quem desenvolveu ou apoiou o mais deslavado populismo cambial, e que deixou as contas públicas num estado lastimável, os acusadores visam, na verdade, reexplorar um sentimento de insegurança. Este sentimento acossa parte do empresariado e dos setores médios, doutrinados pela visão neoliberal hegemônica passada pelos teóricos da Escola de Chicago e consagrada pelos mandamentos falidos do FMI. Para esta visão de mundo, todas as políticas que utilizam a força do Estado para distribuir renda são "populistas" e tudo que não esteja previsto no receituário do "caminho único", além de ser "aventura", opõe "pobres e ricos", perigosamente. Não é de surpreender que, com esta tradição de mimetismo colonial sintetizada pelos oito anos de governo FHC (sem política industrial e sem planejamento sequer de médio prazo) o Brasil tenha se tornado campeão mundial de concentração de renda.
7. Sem salto, sem raiva, mas com firmeza, encaremos a campanha que começou. Ela será mais um jogo de inteligência do que um duelo de trabucos. Todos os nossos números (ver tabela a seguir), e todos os resultados sociais destes números, são melhores para nós.

01/07/2006
2. É bom registrar qual a visão ideológica que pode dar sustentação política a uma "imunização" dos setores médios em relação a nossa mensagem. Acossadas pela insegurança, elemento hoje integrante do "modo de vida" de milhões, as classes médias são sensíveis a um "perigo externo": os excluídos, os marginalizados, os "pobres" que, segundo a visão dominante, constituem o meio social que gera o banditismo e a violência. Ora, "se Lula é o candidato dos pobres, Lula é um estranho para nós", pode pensar o cidadão médio que vive uma vida tensa e preocupada, seja em P. Alegre, em S. Paulo ou no Recife. Aliás, como Lula desenvolve políticas públicas de coesão social e combate à pobreza, as quais deslocam os mais pobres - inclusive setores empobrecidos das camadas médias - para a sua sustentação eleitoral, está pronto o ambiente para dizer que Lula está "dividindo a sociedade entre pobres e ricos". Ou seja - segundo esta visão absurda - "a divisão da sociedade" seria provocada pelas políticas públicas do Governo Lula (que reduzem as diferenças entre pobres e ricos). Não pela brutal desigualdade de renda que envergonha o país e é originária dos modelos de desenvolvimento, adotados desde a era Collor.
3. Devemos recordar, também, para que possamos fazer um debate de qualidade política, que a campanha contra o Governo Lula - baseada em erros graves cometidos especialmente por quadros do Partido - não foi somente contra Lula e o PT. Foram atingidos, sobretudo, os valores fundamentais da esquerda. As denúncias de corrupção não somente desgastaram politicamente o PT - que fora extremamente rigoroso quando na oposição - mas também atingiram os valores humanistas e igualitários da esquerda em geral, que foi acusada também de "inepta" por não aplicar uma "outra política econômica".
4. Como a oposição tucano-pefelista tentou atingir o Presidente com o tema da corrupção e não conseguiu, começam, agora, a atacar a questão dos juros e das taxas de crescimento, abrindo uma crítica à política econômica que antes diziam ser deles. Na verdade, embora a política monetária fosse semelhante - aliás aplicada hoje por todos os países endividados que não faliram - o conjunto, porém, da política econômica foi diferente. Os resultados estão aí para provar. É por causa destes resultados, aliás, que o candidato da oposição tucana não quer olhar para o passado. (Hoje, sábado, os jornais apontam com certa angústia que o "superávit" - embora apontem uma "gastança do setor público" - vai muito bem obrigado, frustrando os que pretendiam colar no Ministro Guido a pecha de irresponsável).
5. Não podemos deixar de cotejar, igualmente, como os governos FHC e Lula trataram a questão da corrupção. Aqui devem ser apontadas as ações da Polícia Federal contra a corrupção e o crime organizado, as ações da Controladoria da União, as ações da Procuradoria Geral da República. Tal cotejamento não significa justificar erros nem assacar ofensas pessoais contra adversários, mas significa comparar as condutas político-administrativas, inclusive referindo àquelas que impediram investigações importantes na época de FHC. Seria um erro, porém - em função da parcialidade de grande parte da mídia - cairmos no simplismo de que existe uma "conspiração" midiática contra nós. Se formos portadores desta visão confundiremos a nossa base de apoio, como se estivéssemos justificando condutas confessadas publicamente. A população sabe que a imprensa é majoritariamente contra Lula e que gostaria de ter Alckmim como Presidente, mas sabe, igualmente, que a liberdade de imprensa -mesmo que eventualmente sirva para caluniar - é imprescindível num regime democrático: ela ajuda a combater ilegalidades e abusos que qualquer governo tende a fazer (ou tolerar), independentemente da vontade do próprio Presidente da República.
6. Um outro "front" de disputa (que também refere à formação da opinião das classes médias) vem da afirmativa que, num segundo mandato, "Lula vai radicalizar". Confrontados com a queda do "risco Brasil", partindo de quem desenvolveu ou apoiou o mais deslavado populismo cambial, e que deixou as contas públicas num estado lastimável, os acusadores visam, na verdade, reexplorar um sentimento de insegurança. Este sentimento acossa parte do empresariado e dos setores médios, doutrinados pela visão neoliberal hegemônica passada pelos teóricos da Escola de Chicago e consagrada pelos mandamentos falidos do FMI. Para esta visão de mundo, todas as políticas que utilizam a força do Estado para distribuir renda são "populistas" e tudo que não esteja previsto no receituário do "caminho único", além de ser "aventura", opõe "pobres e ricos", perigosamente. Não é de surpreender que, com esta tradição de mimetismo colonial sintetizada pelos oito anos de governo FHC (sem política industrial e sem planejamento sequer de médio prazo) o Brasil tenha se tornado campeão mundial de concentração de renda.
7. Sem salto, sem raiva, mas com firmeza, encaremos a campanha que começou. Ela será mais um jogo de inteligência do que um duelo de trabucos. Todos os nossos números (ver tabela a seguir), e todos os resultados sociais destes números, são melhores para nós.

01/07/2006
segunda-feira, julho 03, 2006
Os equívocos do voto nulo
(Antônio Augusto de Queiroz, jornalista, analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – Diap)
O clima de indignação de parcela importante do eleitorado nacional poderá levar pessoas sérias e bem intencionadas a cometerem equívocos de graves conseqüências, como o de votar nulo.
O pressuposto para votar nulo, inteiramente falso, é de que, se 50% mais um dos eleitores anularem seus votos, o pleito também será nulo, devendo a Justiça Eleitoral convocar nova eleição no prazo de 20 a 40 dias.
Nada mais falso. Os votos válidos, considerados para eleger presidente, governador, prefeito, vereador, senador e deputado, excluem os brancos e nulos. Logo, o voto nulo não altera absolutamente nada para efeito de eleger e diplomar os eleitos, pelos simples fato de que não será considerado.
A expressão "se a nulidade atingir mais de metade dos votos", invocada como condição para anular uma eleição, não se refere aos votos anulados no ato de votar, mas aos votos obtidos de forma fraudulenta ou viciada . Exemplo: se um candidato, contrariando a lei, doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, em troca do voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, poderá ter seu registro cassado e todos os seus votos anulados.
A eleição só será anulada, portanto, se mais de 50% dos votos forem obtidos por candidatos de forma fraudulenta ou viciada, o que, convenhamos, é muito pouco provável. Logo, votar nulo, antes de ser uma atitude de protesto, se constitui em omissão e também em alienação política.
O voto nulo, portanto, não é a solução. Além de um desserviço à democracia e à sociedade, é um ato inócuo como protesto político, mas que poderá ter conseqüências graves para a população, especialmente para a maioria pobre, menos organizada ou pouco informada sobre o papel dos titulares de mandatos nos poderes Legislativo e Executivo.
Em lugar do voto nulo ou branco, recomenda-se o voto consciente. Pode-se votar em novos candidatos ou nos atuais, e entre os atuais há muita gente séria e decente. Entretanto, qualquer que seja a decisão, o eleitor deve sempre buscar conhecer os candidatos, suas idéias, sua trajetória política, seu compromisso com valores como democracia, ética, moral e, principalmente, com os interesses da maioria do povo.
Os meios para fazer uma escolha consciente são muitos. E vão desde os sistemas de busca na internet, passam pela consulta a organizações da sociedade civil, até a leitura de periódicos, como jornais e revistas. Vivemos numa democracia representativa e devemos conhecer muito bem as pessoas nas quais pretendemos votar ou a quem vamos dar uma procuração para nos representar, inclusive para cobrar atitudes, comportamentos e votos.
(Publicado no site Congresso em Foco. Grifos meus.)
O clima de indignação de parcela importante do eleitorado nacional poderá levar pessoas sérias e bem intencionadas a cometerem equívocos de graves conseqüências, como o de votar nulo.
O pressuposto para votar nulo, inteiramente falso, é de que, se 50% mais um dos eleitores anularem seus votos, o pleito também será nulo, devendo a Justiça Eleitoral convocar nova eleição no prazo de 20 a 40 dias.
Nada mais falso. Os votos válidos, considerados para eleger presidente, governador, prefeito, vereador, senador e deputado, excluem os brancos e nulos. Logo, o voto nulo não altera absolutamente nada para efeito de eleger e diplomar os eleitos, pelos simples fato de que não será considerado.
A expressão "se a nulidade atingir mais de metade dos votos", invocada como condição para anular uma eleição, não se refere aos votos anulados no ato de votar, mas aos votos obtidos de forma fraudulenta ou viciada . Exemplo: se um candidato, contrariando a lei, doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, em troca do voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, poderá ter seu registro cassado e todos os seus votos anulados.
A eleição só será anulada, portanto, se mais de 50% dos votos forem obtidos por candidatos de forma fraudulenta ou viciada, o que, convenhamos, é muito pouco provável. Logo, votar nulo, antes de ser uma atitude de protesto, se constitui em omissão e também em alienação política.
O voto nulo, portanto, não é a solução. Além de um desserviço à democracia e à sociedade, é um ato inócuo como protesto político, mas que poderá ter conseqüências graves para a população, especialmente para a maioria pobre, menos organizada ou pouco informada sobre o papel dos titulares de mandatos nos poderes Legislativo e Executivo.
Em lugar do voto nulo ou branco, recomenda-se o voto consciente. Pode-se votar em novos candidatos ou nos atuais, e entre os atuais há muita gente séria e decente. Entretanto, qualquer que seja a decisão, o eleitor deve sempre buscar conhecer os candidatos, suas idéias, sua trajetória política, seu compromisso com valores como democracia, ética, moral e, principalmente, com os interesses da maioria do povo.
Os meios para fazer uma escolha consciente são muitos. E vão desde os sistemas de busca na internet, passam pela consulta a organizações da sociedade civil, até a leitura de periódicos, como jornais e revistas. Vivemos numa democracia representativa e devemos conhecer muito bem as pessoas nas quais pretendemos votar ou a quem vamos dar uma procuração para nos representar, inclusive para cobrar atitudes, comportamentos e votos.
(Publicado no site Congresso em Foco. Grifos meus.)
Assinar:
Postagens (Atom)
