A manchete deste domingo revela a pretensão do jornal paulista em distorcer fatos e números, além de evidenciar o papel da grande imprensa como elemento central das articulações das forças conservadoras.
(Gilson Caroni Filho, para a Agência Carta Maior)
Que não existem manchetes inocentes todos sabemos. A da primeira página da Folha de S.Paulo de domingo, 2/12/2007 ("65% rejeitam 3º mandato para Lula"), além de não ser exceção, tem dois méritos: revela a pretensão do jornal paulista em distorcer fatos e números de acordo com seus sagrados desígnios, além de evidenciar o papel da grande imprensa como elemento central das articulações das forças conservadoras.
O editorial ("Mania de mudança") justifica o expediente ilusionista da capa. Trata-se de "dar por encerrado o capítulo das grandes reformas que envolvem ciclos eleitorais. O apaziguamento dos partidos a esse respeito é passo crucial para que instituições mais específicas da política, como a fidelidade partidária e o sistema de voto, possam ser aperfeiçoados". Belas palavras para um exercício tão pobre de tergiversação.
Não consta que o governo Lula tenha qualquer vocação autocrática, como gostam de afirmar seus detratores. E muito menos que os processos em curso na América Latina apontem para autocracias. É bom lembrar ao desavisados que o antônimo de oligarquia não é tirania. E as reformas no país venezuelano não significam ditadura à vista.
Confundir, deliberadamente, proposição de um parlamentar para que o presidente possa convocar plebiscitos com aspiração a terceiro mandato faz parte da estratégia política de um projeto derrotado nas urnas. Sem projeto alternativo, vive na lógica enviesada dos factóides que redações prestimosas logo inserem na pauta das discussões políticas. Mas o que título oculta? Na página A-4, é revelado que para 63% dos entrevistados nenhum presidente deve ter esse direito. "O percentual sobe para 66% quando se trata de governadores e vai a 67% no caso de prefeitos". A rejeição a um terceiro mandato não é, portanto, exclusividade do presidente, como é sugerido na esmerada capa.
Se o que define uma manchete é seu caráter remissivo ao que há de mais importante dentre as notícias contidas numa edição, os editores da Folha, numa hipótese tão ingênua quanto remota, não conhecem o ofício.
Se aceitarmos que todo procedimento que falseia a realidade é de ordem ideológica, precisamos folhear o diário da família Frias para chegarmos ao que se busca ocultar. Somente na décima segunda página descobrimos o que produziu o conteúdo estampado na vitrine do produto: em relação à pesquisa anterior, houve uma oscilação positiva de dois pontos percentuais na avaliação do governo. E, fato crucial para redatores zelosos do seu dever de classe, "a aprovação do governo subiu na região Sudeste, entre brasileiros que integram famílias com renda acima de dez salários mínimos, e os que vivem em capitais, e também os mais escolarizados". Ou seja, o aumento de popularidade de Lula também se dá no universo dos leitores da Folha. Um baque para os combatentes Clóvis Rossi, Eliane Catanhêde e Josias de Souza, entre tantos outros.
Como ficam os analistas políticos que, na última pesquisa do Ibope, afirmavam que a oscilação negativa, dentro da margem de erro, sinalizava para uma inequívoca tendência de perda de popularidade do governo? O que tem a dizer, agora, a distinta Lúcia Hipólito, uma das mais falantes "meninas do Jô"? São "momentos dramáticos" para jornalistas e acadêmicos de inclinação tucana.
A pesquisa sai quando soa o alarme para os jornalões. Há movimentos significativos na superfície na política econômica do governo. Já se fala em redução do superávit primário, queda nos juros e intervenção no câmbio. São coisas intragáveis para colunistas que tanto exaltam as virtudes de arrocho fiscal e choque de gestão.
No mais, o que o Datafolha revela quanto a intenções de voto para 2010, é absolutamente previsível. Que os nomes que disputaram a última eleição presidencial fossem mais lembrados não é surpresa. Isso explica a liderança de Serra e, principalmente, o fato de as intenções de voto em Heloísa Helena serem quase o triplo do percentual alcançado por ela no ano passado. Mas seria interessante, do ponto de vista metodológico, incluir Lula em um dos cenários. Apenas como exercício projetivo. E se ele ficasse à frente do governador paulista, como se sustentaria a manchete dominical?
Estamos diante de uma primeira página emblemática. Expôs disputa entre as frações do PIG. Mostrando uma insuspeita desenvoltura, a Folha rebolou em trajes íntimos, alcançando a pole dance do cabaré demo-tucano. Não demora muito e o Globo a desbanca. É uma questão de tempo.
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terça-feira, dezembro 04, 2007
quarta-feira, novembro 28, 2007
Para quem ainda não entendeu...
Para quem ainda não entendeu que a imprensa trabalha contra o governo Lula
(do blog do Mello)
A notícia é que, pela primeira vez na história, o Brasil sobe de patamar e passa para o primeiro grupo, entre os países com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), graças, principalmente – como frisa a ONU – ao programa Bolsa Família.
Manchete de O Globo:
- Na 'lanterna' da elite mundial
---
Li isso e lembrei na hora do início do Bom Dia Brasil de Hoje. Pela cara de velório dos apresentadores, parecia que o éfe-agá tinha morrido!
(do blog do Mello)
A notícia é que, pela primeira vez na história, o Brasil sobe de patamar e passa para o primeiro grupo, entre os países com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), graças, principalmente – como frisa a ONU – ao programa Bolsa Família.
Manchete de O Globo:
- Na 'lanterna' da elite mundial
---
Li isso e lembrei na hora do início do Bom Dia Brasil de Hoje. Pela cara de velório dos apresentadores, parecia que o éfe-agá tinha morrido!
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quarta-feira, novembro 21, 2007
Franklin Martins desmente calúnias d'O Globo
Carta de Franklin Martins ao jornal O Globo
Na tentativa de classificar custos da Presidência da República como "mordomias", a reportagem do GLOBO ("Presidência cada vez mais cara", 19/11) mistura dados e confunde números, desinformando o leitor. A denominação "gabinete presidencial", usada no primeiro parágrafo da reportagem, é equivocada: o valor de R$ 223 milhões anuais refere-se à "administração da unidade Presidência da República" - ou seja, uma estrutura que envolve, além do Gabinete Pessoal do Presidente, a Casa Civil, a Secretaria Geral, a Secretaria de Relações Institucionais, o Gabinete de Segurança Institucional, o Núcleo de Assuntos Estratégicos e a Secretaria de Comunicação Social. A matéria também não diz que os gastos de custeio (água, luz, telefone, aquisição de computadores, passagens, diárias, combustível etc.) têm se mantido praticamente constantes nos últimos quatro anos, sempre na faixa de R$90 milhões. O texto cita em tom de denúncia o fato de ter havido um aumento de gastos de 2003 para 2005, sem dizer ao leitor que o programa Pró-Jovem - com orçamento de R$262 milhões só em 2005 - foi incorporado à Presidência da República (e não ao gabinete do presidente) naquele ano. Não se trata de "gastança", mas de um programa que auxilia na educação e formação profissional de 467 mil jovens de 15 a 24 anos em situação de risco social. A reportagem registra ainda que houve um aumento de 68 para 149 funcionários da "assessoria particular" do presidente. Isso não é verdade. O segundo número corresponde basicamente à fusão de estruturas já existentes. Com relação aos gastos com cartões de pagamento, deve-se ressaltar que todas as despesas realizadas têm o amparo da legislação e todas as contas foram aprovadas pelo mesmo TCU, que serviu de fonte para a reportagem, após auditoria de 90 dias entre 2005 e 2006. O repórter é desrespeitoso com ecônomos, servidores públicos encarregados do controle e execução de despesas, a quem chama depreciativamente de "mordomos". E comete uma inverdade quando afirma que algum desses profissionais está a serviço da primeira-dama. A reportagem menciona também a compra de uma "estante do tipo rack" no valor de R$25,1 mil, como se fosse um item de luxo, quando na verdade trata-se de uma estrutura de suporte para computadores e servidores de rede da central de informática do Palácio do Planalto. O valor é compatível com o de mercado. Na mesma linha, a matéria afirma que há custeio de "massagens para os funcionários do Palácio". Na realidade, o gasto se refere a um programa específico, a Semana de Qualidade de Vida, promovido em maio pela Coordenação de Saúde da Presidência, para orientar os funcionários quanto à postura corporal na prevenção de lesões no trabalho. Programas como esse existem em todas as grandes empresas. Provavelmente, O GLOBO já promoveu atividades dessa natureza para seus funcionários. Certamente não deve considerá-las mordomias. Em suma, a reportagem falta com a verdade na tentativa de passar ao leitor uma imagem de ostentação e luxo, tratando como gastos absurdos investimentos em programas sociais, na saúde dos funcionários e na manutenção e reposição de materiais necessários à administração pública. Ressaltamos que todas essas incorreções e equívocos poderiam ter sido evitados se a Secretaria de Imprensa da Presidência da República fosse contatada previamente, como é de praxe.
FRANKLIN MARTINS
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (por e-mail, 20/11), Brasília, DF
Na tentativa de classificar custos da Presidência da República como "mordomias", a reportagem do GLOBO ("Presidência cada vez mais cara", 19/11) mistura dados e confunde números, desinformando o leitor. A denominação "gabinete presidencial", usada no primeiro parágrafo da reportagem, é equivocada: o valor de R$ 223 milhões anuais refere-se à "administração da unidade Presidência da República" - ou seja, uma estrutura que envolve, além do Gabinete Pessoal do Presidente, a Casa Civil, a Secretaria Geral, a Secretaria de Relações Institucionais, o Gabinete de Segurança Institucional, o Núcleo de Assuntos Estratégicos e a Secretaria de Comunicação Social. A matéria também não diz que os gastos de custeio (água, luz, telefone, aquisição de computadores, passagens, diárias, combustível etc.) têm se mantido praticamente constantes nos últimos quatro anos, sempre na faixa de R$90 milhões. O texto cita em tom de denúncia o fato de ter havido um aumento de gastos de 2003 para 2005, sem dizer ao leitor que o programa Pró-Jovem - com orçamento de R$262 milhões só em 2005 - foi incorporado à Presidência da República (e não ao gabinete do presidente) naquele ano. Não se trata de "gastança", mas de um programa que auxilia na educação e formação profissional de 467 mil jovens de 15 a 24 anos em situação de risco social. A reportagem registra ainda que houve um aumento de 68 para 149 funcionários da "assessoria particular" do presidente. Isso não é verdade. O segundo número corresponde basicamente à fusão de estruturas já existentes. Com relação aos gastos com cartões de pagamento, deve-se ressaltar que todas as despesas realizadas têm o amparo da legislação e todas as contas foram aprovadas pelo mesmo TCU, que serviu de fonte para a reportagem, após auditoria de 90 dias entre 2005 e 2006. O repórter é desrespeitoso com ecônomos, servidores públicos encarregados do controle e execução de despesas, a quem chama depreciativamente de "mordomos". E comete uma inverdade quando afirma que algum desses profissionais está a serviço da primeira-dama. A reportagem menciona também a compra de uma "estante do tipo rack" no valor de R$25,1 mil, como se fosse um item de luxo, quando na verdade trata-se de uma estrutura de suporte para computadores e servidores de rede da central de informática do Palácio do Planalto. O valor é compatível com o de mercado. Na mesma linha, a matéria afirma que há custeio de "massagens para os funcionários do Palácio". Na realidade, o gasto se refere a um programa específico, a Semana de Qualidade de Vida, promovido em maio pela Coordenação de Saúde da Presidência, para orientar os funcionários quanto à postura corporal na prevenção de lesões no trabalho. Programas como esse existem em todas as grandes empresas. Provavelmente, O GLOBO já promoveu atividades dessa natureza para seus funcionários. Certamente não deve considerá-las mordomias. Em suma, a reportagem falta com a verdade na tentativa de passar ao leitor uma imagem de ostentação e luxo, tratando como gastos absurdos investimentos em programas sociais, na saúde dos funcionários e na manutenção e reposição de materiais necessários à administração pública. Ressaltamos que todas essas incorreções e equívocos poderiam ter sido evitados se a Secretaria de Imprensa da Presidência da República fosse contatada previamente, como é de praxe.
FRANKLIN MARTINS
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (por e-mail, 20/11), Brasília, DF
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terça-feira, setembro 25, 2007
Não pode ser sério, mesmo!
Dos vários absurdos que vemos na mídia diariamente, às vezes alguns ainda me deixam de queixo caído. Hoje, o jornal O Globo publicou um artigo do senador José Agripino Maia (DEM/RN), chamado Não pode ser sério. Não pode mesmo. Nele o senador despeja tantas desinformações sobre o já acontecido plebiscito pela anulação da venda da Vale do Rio Doce que por um segundo, eu juro, até cogitei a hipótese de ser apenas um baita atestado de ignorância dele, mas o fato é que o desespero por distorcer os fatos para forjar uma realidade conveniente está beirando o ridículo!
Não consegui achar o texto no site do jornal, mas clicando aqui você vê o artigo escaneado, completo. Abaixo, alguns trechos:

Fatos: o PT não "aprovou a realização do plebiscito", o PT aprovou o apoio à realização do plebiscito, que, aliás, na data do Congresso já estava em andamento (essa notícia foi publicada no portal do PT no dia primeiro de setembro, como você pode conferir aqui.) O plebiscito foi organizado por um comitê composto por cerca de 60 entidades da sociedade civil e respaldado por 104 ações populares que foram movidas questionando a legalidade da privatização.

"Seguramente", o plebiscito - que jamais foi "sugerido" pelo PT - foi precedido de um amplo esforço de mobilização, com muitas informações disponíveis no site oficial do Movimento A Vale é Nossa, que ainda indica vários outros links informativos e e-mails para contato com os comitês locais, além de estimular debates em diversos fóruns pela internet, nos quais foi dada especial atenção à discussão das regras adotadas e dos princípios da legalidade que (não) nortearam o leilão promovido pelo presidente FHC.
Para quem, como o senador Agripino, só se informa pela Veja ou pela Rede Globo, aqui tem um especial do Jornal Brasil de Fato, com um apanhado bem generoso de argumentos, publicado, obviamente, bem antes do plebiscito.
Se não houve divulgação na grande mídia que o senador usa para se informar, "certamente" não foi porque ela não sabia...

O próprio senador se contradiz, olha só! Pois ele não tinha dito que o que se pretende é "simples e demagogicamente" anular o leilão? Com as justas adequações adverbiais, o que se pretende é isso mesmo, "legal e democraticamente" anular um leilão que tem razões de sobra para ser considerado fraudulento e, portanto, ilegítimo. Seria pra rir se o senador acreditasse mesmo que, depois de tudo, a proposta ainda fosse pagar para ter o que é nosso de volta!
"Não há dinheiro para coisas essenciais", ele diz. Essenciais para quem, cara pálida? Dentre outros acertos do governo, 6 milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza, as obras do PAC andam a todo vapor, os programas sociais de redistribuição de renda são aplaudidos no exterior, o Brasil tem uma economia forte e respeitada pelos grandes mercados. Não há dinheiro para fazer tudo, isso é verdade. Nem para fazer milagres. Mas, até hoje, nenhum governo soube escolher tão bem suas prioridades. Falando nisso, quê que o ex-presidente FHC fez com o dinheiro da venda da Vale mesmo?
Finalmente, "gera riqueza para os brasileiros"? 62% dos acionistas preferenciais da Vale são estrangeiros, se tem alguém enchendo o bolso aí com certeza não é o Brasil. Isso sem contar as diversas denúncias de violação dos direitos trabalhistas, destruição ambiental e impactos violentos em comunidades indígenas e quilombolas nativas dos locais em que a Vale se instala.

Aqui o senador nem tenta disfarçar a superficialidade de seus argumentos. Primeiro, por determinar a incompatibilidade entre ideologia e interesse nacional. Segundo, por classificar "a simples discussão" como demagogia. Para mim está claro que, na opinião do senador, povo não tem que decidir, povo não tem que discutir, povo não tem que questionar, o ideal seria que povo nem pensasse. Provavelmente, o ideal de povo para o senador deve ser aquele que obedece calado e ainda agradece feliz.
ISSO é que não pode ser sério!
Acorda, senador, o senhor está vivendo no século errado!
Não consegui achar o texto no site do jornal, mas clicando aqui você vê o artigo escaneado, completo. Abaixo, alguns trechos:
Fatos: o PT não "aprovou a realização do plebiscito", o PT aprovou o apoio à realização do plebiscito, que, aliás, na data do Congresso já estava em andamento (essa notícia foi publicada no portal do PT no dia primeiro de setembro, como você pode conferir aqui.) O plebiscito foi organizado por um comitê composto por cerca de 60 entidades da sociedade civil e respaldado por 104 ações populares que foram movidas questionando a legalidade da privatização.
"Seguramente", o plebiscito - que jamais foi "sugerido" pelo PT - foi precedido de um amplo esforço de mobilização, com muitas informações disponíveis no site oficial do Movimento A Vale é Nossa, que ainda indica vários outros links informativos e e-mails para contato com os comitês locais, além de estimular debates em diversos fóruns pela internet, nos quais foi dada especial atenção à discussão das regras adotadas e dos princípios da legalidade que (não) nortearam o leilão promovido pelo presidente FHC.
Para quem, como o senador Agripino, só se informa pela Veja ou pela Rede Globo, aqui tem um especial do Jornal Brasil de Fato, com um apanhado bem generoso de argumentos, publicado, obviamente, bem antes do plebiscito.
Se não houve divulgação na grande mídia que o senador usa para se informar, "certamente" não foi porque ela não sabia...
O próprio senador se contradiz, olha só! Pois ele não tinha dito que o que se pretende é "simples e demagogicamente" anular o leilão? Com as justas adequações adverbiais, o que se pretende é isso mesmo, "legal e democraticamente" anular um leilão que tem razões de sobra para ser considerado fraudulento e, portanto, ilegítimo. Seria pra rir se o senador acreditasse mesmo que, depois de tudo, a proposta ainda fosse pagar para ter o que é nosso de volta!
"Não há dinheiro para coisas essenciais", ele diz. Essenciais para quem, cara pálida? Dentre outros acertos do governo, 6 milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza, as obras do PAC andam a todo vapor, os programas sociais de redistribuição de renda são aplaudidos no exterior, o Brasil tem uma economia forte e respeitada pelos grandes mercados. Não há dinheiro para fazer tudo, isso é verdade. Nem para fazer milagres. Mas, até hoje, nenhum governo soube escolher tão bem suas prioridades. Falando nisso, quê que o ex-presidente FHC fez com o dinheiro da venda da Vale mesmo?
Finalmente, "gera riqueza para os brasileiros"? 62% dos acionistas preferenciais da Vale são estrangeiros, se tem alguém enchendo o bolso aí com certeza não é o Brasil. Isso sem contar as diversas denúncias de violação dos direitos trabalhistas, destruição ambiental e impactos violentos em comunidades indígenas e quilombolas nativas dos locais em que a Vale se instala.
Aqui o senador nem tenta disfarçar a superficialidade de seus argumentos. Primeiro, por determinar a incompatibilidade entre ideologia e interesse nacional. Segundo, por classificar "a simples discussão" como demagogia. Para mim está claro que, na opinião do senador, povo não tem que decidir, povo não tem que discutir, povo não tem que questionar, o ideal seria que povo nem pensasse. Provavelmente, o ideal de povo para o senador deve ser aquele que obedece calado e ainda agradece feliz.
ISSO é que não pode ser sério!
Acorda, senador, o senhor está vivendo no século errado!
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domingo, abril 08, 2007
O jeito bem brasileiro de fazer jornalismo sem fato
De volta ao combate depois de imerecido descanso, compartilho minhas impressões sobre a campanha da mídia para nos convencer de que o Brasil está mal, ruim, pior, em crise e no limite.
O tom dos jornalões é este: na ausência dos acontecimentos que sustentem suas devoções, dá-lhe fantasia. O desejo se transforma em matéria-prima de um jornalismo que prescinde de fatos.
O JB de 8 de abril afirma em sua primeira página que a classe média, "na história deste país", nunca esteve tão "martirizada". Assim, na maior, contrariando os dados da PNUD, do IBGE e o bom senso. É o modo que encontrou de criticar a política de aumento da oferta de crédito - um dos mecanismos exitosos que o governo encontrou para "destravar" a economia.
A Folha, por sua vez, nos oferece um prato requentado e sem sabor (ou novidade) acerca da fantasiosa "caixa-preta" da Infraero. Requentado porque desconhece e não informa o leitor que denúncias feitas pelo TCU têm sido derrubadas por utilizarem-se de pressupostos técnicos incompatíveis com a natureza do negócio da Infraero. Numa das denúncias "graves", o TCU questionava custos de asfalto e concreto adotando parâmetros da Caixa Econômica Federal e do DNIT para habitações e estradas - um mico técnico monumental do TCU. Mas, a quem interessaria expor a inépcia do TCU?
O Globo, como bem indicou Paulo Henrique Amorim, está mirando agora no compadre de Lula, Roberto Teixeira, advogado ligado a empresas aéreas. As perguntas feitas a Teixeira na entrevista são um primor de parti pris, de preconceito, arrogância e presunção de culpa. Uma vergonha.
O Estadão, esquizofrênico, critica o governo por aquilo que ele, Estadão, acredita: pelo governo estar abrindo espaço e criando as condições para que a iniciativa privada invista nos portos. A coisa funciona assim: se o Estado brasileiro faz, não devia, porque não é sua atribuição fazer. Se não faz, é porque é inepto, pois devia investir em infra-estrutura para equacionar os gargalos que impedem o crescimento econômico. É aquela velha história: se correr o bicho pega...
Noutra matéria, o Estadão desanca o governo porque o governo está se metendo numa aventura temerosa e arriscada que é buscar o aumento de suas exportações para os EUA... Só falta chamar a Míriam Leitão para provar que a produção de álcool para o mercado norte-americano vai trazer a devastação da Amazônia e o encarecimento dos alimentos no mercado interno. Que idéia mais absurda esta de vender álcool para o mercado americano! Muito grave, né mesmo?
Como diz um deputado da oposição: "se esse PAC der certo nós estamos ferrados".
O tom dos jornalões é este: na ausência dos acontecimentos que sustentem suas devoções, dá-lhe fantasia. O desejo se transforma em matéria-prima de um jornalismo que prescinde de fatos.
O JB de 8 de abril afirma em sua primeira página que a classe média, "na história deste país", nunca esteve tão "martirizada". Assim, na maior, contrariando os dados da PNUD, do IBGE e o bom senso. É o modo que encontrou de criticar a política de aumento da oferta de crédito - um dos mecanismos exitosos que o governo encontrou para "destravar" a economia.
A Folha, por sua vez, nos oferece um prato requentado e sem sabor (ou novidade) acerca da fantasiosa "caixa-preta" da Infraero. Requentado porque desconhece e não informa o leitor que denúncias feitas pelo TCU têm sido derrubadas por utilizarem-se de pressupostos técnicos incompatíveis com a natureza do negócio da Infraero. Numa das denúncias "graves", o TCU questionava custos de asfalto e concreto adotando parâmetros da Caixa Econômica Federal e do DNIT para habitações e estradas - um mico técnico monumental do TCU. Mas, a quem interessaria expor a inépcia do TCU?
O Globo, como bem indicou Paulo Henrique Amorim, está mirando agora no compadre de Lula, Roberto Teixeira, advogado ligado a empresas aéreas. As perguntas feitas a Teixeira na entrevista são um primor de parti pris, de preconceito, arrogância e presunção de culpa. Uma vergonha.
O Estadão, esquizofrênico, critica o governo por aquilo que ele, Estadão, acredita: pelo governo estar abrindo espaço e criando as condições para que a iniciativa privada invista nos portos. A coisa funciona assim: se o Estado brasileiro faz, não devia, porque não é sua atribuição fazer. Se não faz, é porque é inepto, pois devia investir em infra-estrutura para equacionar os gargalos que impedem o crescimento econômico. É aquela velha história: se correr o bicho pega...
Noutra matéria, o Estadão desanca o governo porque o governo está se metendo numa aventura temerosa e arriscada que é buscar o aumento de suas exportações para os EUA... Só falta chamar a Míriam Leitão para provar que a produção de álcool para o mercado norte-americano vai trazer a devastação da Amazônia e o encarecimento dos alimentos no mercado interno. Que idéia mais absurda esta de vender álcool para o mercado americano! Muito grave, né mesmo?
Como diz um deputado da oposição: "se esse PAC der certo nós estamos ferrados".
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quarta-feira, março 07, 2007
JB não tem mais o que inventar pra desgastar o governo
"EUA insultam o Brasil", é a manchete que tenta fazer cortina de fumaça para o encontro desta quinta-feira entre Lula e Bush, em Sampa. Vejam se tem novidade no texto da primeira página:
"Um relatório de 23 páginas, divulgado ontem, acusa as forças de segurança de cometerem "inúmeros e sérios" abusos. O país, por onde Bush começará uma cruzada latina contra Hugo Chávez, é criticado por não respeitar os direitos humanos e discriminar mulheres e crianças."
Estadão
Outro que também tenta desviar a atenção do leitor da exitosa aproximação de Brasil e EUA em torno de interesses econômicos concretos é O Estadão. Tudo porque Lula já disse que não aceita falar de Venezuela no encontro. O foco é outro, é o etanol e estamos conversados. Na manchete, carrega: "Estatismo de Chávez só traz mais miséria, diz Bush" O que evidentemente, sabemos, é mentira.
O Globo
Por sua vez, o carioca O Globo vê chifre em cabeça de cavalo com a oportuna decisão do governo federal, de permitir que estados negociem seus passivos - dívidas com o próprio governo, inclusive - com os bancos comerciais, indo à praça em busca de condições mais favoráveis para cumprir seus compromissos. O jornal vê aí tentativa de driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não cola. Afinal não se trata de "dinheiro novo", mas de "dinheiro em melhores condições", tal qual o cidadão que refinancia seu cheque especial, por meio de empréstimo pessoal, e desafoga seu orçamento com a redução dos juros sobre a dívida.
Correio Braziliense
Já o xiita (do contra) Correio Braziliense, tenta por que tenta desqualificar o ótimo saldo, para o governo, das conversas de ontem com os 27 governadores. Como sempre, prefere enfatizar os pontos divergentes - o governo não abre mão da CPMF e da Cide - a reconhecer a habilidade do governo, que agradou até mesmo a turma tucana, que saiu elogiando. Coisa que também a Folha de S.Paulo não conseguiu esconder.
E assim segue a mídia conservadora.
"Um relatório de 23 páginas, divulgado ontem, acusa as forças de segurança de cometerem "inúmeros e sérios" abusos. O país, por onde Bush começará uma cruzada latina contra Hugo Chávez, é criticado por não respeitar os direitos humanos e discriminar mulheres e crianças."
Estadão
Outro que também tenta desviar a atenção do leitor da exitosa aproximação de Brasil e EUA em torno de interesses econômicos concretos é O Estadão. Tudo porque Lula já disse que não aceita falar de Venezuela no encontro. O foco é outro, é o etanol e estamos conversados. Na manchete, carrega: "Estatismo de Chávez só traz mais miséria, diz Bush" O que evidentemente, sabemos, é mentira.
O Globo
Por sua vez, o carioca O Globo vê chifre em cabeça de cavalo com a oportuna decisão do governo federal, de permitir que estados negociem seus passivos - dívidas com o próprio governo, inclusive - com os bancos comerciais, indo à praça em busca de condições mais favoráveis para cumprir seus compromissos. O jornal vê aí tentativa de driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não cola. Afinal não se trata de "dinheiro novo", mas de "dinheiro em melhores condições", tal qual o cidadão que refinancia seu cheque especial, por meio de empréstimo pessoal, e desafoga seu orçamento com a redução dos juros sobre a dívida.
Correio Braziliense
Já o xiita (do contra) Correio Braziliense, tenta por que tenta desqualificar o ótimo saldo, para o governo, das conversas de ontem com os 27 governadores. Como sempre, prefere enfatizar os pontos divergentes - o governo não abre mão da CPMF e da Cide - a reconhecer a habilidade do governo, que agradou até mesmo a turma tucana, que saiu elogiando. Coisa que também a Folha de S.Paulo não conseguiu esconder.
E assim segue a mídia conservadora.
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terça-feira, março 06, 2007
Se o presidente fosse FHC, tudo seria diferente - II
A manchete da edição impressa do jornal O Globo de hoje é: "Divergências já ameaçam sucesso da visita de Bush".
O subtítulo é: “Lula insiste em redução da taxa de importação do álcool, descartada pelos Estados Unidos”.
Ah, se o presidente fosse FHC...
A manchete seria: “FHC defende o interesse brasileiro na questão do etanol”.
Subtítulo: “Mesmo com a resistência de Bush, FHC está do lado do Brasil!”.
E a Miriam Leitão, a Controladora Geral da República, começa a coluna dela de hoje assim: “A briga com o Paraguai em torno das receitas de Itaipu promete ser um grande imbróglio, se ocorrer”.
O que equivale a dizer que “a compra da Rede Globo pela Record promete ser um grande imbróglio, se ocorrer”.
Se ocorrer, tudo será possível.
E se o presidente fosse FHC, a coluna da Miriam de hoje seria: “Só FHC tem condições políticas, morais e intelectuais para defender com coragem o acesso do etanol brasileiro ao mercado americano”.
Enquete:
Bush ainda não chegou e o jornal O Globo já decretou na manchete o fracasso retumbante da viagem: "Divergências já ameaçam sucesso da visita de Bush". Qual a intensidade dessa manchete no Índice 'Vamos Derrubar o Lula'?
O subtítulo é: “Lula insiste em redução da taxa de importação do álcool, descartada pelos Estados Unidos”.
Ah, se o presidente fosse FHC...
A manchete seria: “FHC defende o interesse brasileiro na questão do etanol”.
Subtítulo: “Mesmo com a resistência de Bush, FHC está do lado do Brasil!”.
E a Miriam Leitão, a Controladora Geral da República, começa a coluna dela de hoje assim: “A briga com o Paraguai em torno das receitas de Itaipu promete ser um grande imbróglio, se ocorrer”.
O que equivale a dizer que “a compra da Rede Globo pela Record promete ser um grande imbróglio, se ocorrer”.
Se ocorrer, tudo será possível.
E se o presidente fosse FHC, a coluna da Miriam de hoje seria: “Só FHC tem condições políticas, morais e intelectuais para defender com coragem o acesso do etanol brasileiro ao mercado americano”.
Enquete:
Bush ainda não chegou e o jornal O Globo já decretou na manchete o fracasso retumbante da viagem: "Divergências já ameaçam sucesso da visita de Bush". Qual a intensidade dessa manchete no Índice 'Vamos Derrubar o Lula'?
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
O Brasil já teve conspiradores melhores
Por Luiz Antonio Magalhães - Nova-E
Mídia vive nova fase no combate a Lula
A cada dia que passa, fica mais nítido o fenômeno: depois de perder a guerra da conquista de corações e mentes no ano que importava – 2006, quando estava em jogo a reeleição do presidente Lula –, a grande imprensa brasileira vive uma espécie de ressaca da derrota do projeto que defendeu no ano passado. Remar contra a maré não é uma tarefa simples e os veículos estão tentando descobrir o tom para fazer oposição a um presidente que talvez seja o mais popular da história do país.
Há os que insistem em picuinhas – para a revista Veja, da editora Abril, por exemplo, qualquer picuinha serve, como o leitor pode verificar na condenação do suposto anti-americanismo da política externa do atual governo, presente nas páginas amarelas desta semana.
Tem também o pessoal mais "nasty", especialmente na Folha de S. Paulo, um jornal cheio de má-vontade com tudo ocorre no planeta e que, no tocante ao Brasil, tenta mostrar que o Executivo federal só faz besteiras e está sempre munido de malvadas segundas intenções. Um raciocínio típico da Folha é o seguinte: se o governo deixou de fazer algo, antes mesmo de saber a razão o jornal conclui que foi porque alguém avisou que a falcatrua fora descoberta.
Há por fim os mais "ideológicos", de crítica radical, mas razoavelmente civilizada, como a turma do Estadão e, em parte, de O Globo.
É certo que no dia a dia as reportagens e textos dos grandes jornais, revistas e portais de internet contêm uma mistura desses três estilos. Nos blogs conservadores, como o de Reinaldo Azevedo, a pancadaria no governo é mais forte e muitas vezes inconsequente em função da prolixia desse meio. Os podcasts de Diogo Mainardi, por exemplo, já começam a se parecer peças cômicas, tamanho o distanciamento entre o que se ouve ali e a tal "talk of the town" que ele gostaria de ser porta voz. No máximo, Mainardi consegue exprimir a conversa da última reunião de pauta da Veja e os telefonemas ao seu amigo Azevedo. O Brasil já teve conspiradores melhores.
O fato é que está faltando um "gancho", como se diz no jargão das redações, para bater forte no governo. Sem mensalão, dossiê Vedoin ou escândalo dos sanguessugas, o trabalho ficou realmente mais complicado. A oposição também não anda ajudando, o PSDB está praticamente de joelhos e o PFL desidratou, caindo de 65 deputados eleitos para pouco mais do que 50. Aparentemente, resta aos opositores de Lula esperar que os "aloprados" reapareçam ou que o presidente comece a ter arroubos chavistas, tome um porre e mande expulsar o Larry Rother do país. Se nada disto acontecer, vamos todos passar 4 anos acompanhando futricas de salão contra o presidente e o PT e lendo recados cifrados de Serra para Aécio e vice versa.
Como a vida não pode ser tão chata, talvez Ciro Gomes se mostre disposto a animar um pouco as coisas. E aí, podem apostar, Mainardi e sua turma passarão a se dedicar à nobilíssima tarefa de tentar evitar que Ciro chegue lá em 2010. Pelo menos Lula ficará longe dessa chateação...
Mídia vive nova fase no combate a Lula
A cada dia que passa, fica mais nítido o fenômeno: depois de perder a guerra da conquista de corações e mentes no ano que importava – 2006, quando estava em jogo a reeleição do presidente Lula –, a grande imprensa brasileira vive uma espécie de ressaca da derrota do projeto que defendeu no ano passado. Remar contra a maré não é uma tarefa simples e os veículos estão tentando descobrir o tom para fazer oposição a um presidente que talvez seja o mais popular da história do país.
Há os que insistem em picuinhas – para a revista Veja, da editora Abril, por exemplo, qualquer picuinha serve, como o leitor pode verificar na condenação do suposto anti-americanismo da política externa do atual governo, presente nas páginas amarelas desta semana.
Tem também o pessoal mais "nasty", especialmente na Folha de S. Paulo, um jornal cheio de má-vontade com tudo ocorre no planeta e que, no tocante ao Brasil, tenta mostrar que o Executivo federal só faz besteiras e está sempre munido de malvadas segundas intenções. Um raciocínio típico da Folha é o seguinte: se o governo deixou de fazer algo, antes mesmo de saber a razão o jornal conclui que foi porque alguém avisou que a falcatrua fora descoberta.
Há por fim os mais "ideológicos", de crítica radical, mas razoavelmente civilizada, como a turma do Estadão e, em parte, de O Globo.
É certo que no dia a dia as reportagens e textos dos grandes jornais, revistas e portais de internet contêm uma mistura desses três estilos. Nos blogs conservadores, como o de Reinaldo Azevedo, a pancadaria no governo é mais forte e muitas vezes inconsequente em função da prolixia desse meio. Os podcasts de Diogo Mainardi, por exemplo, já começam a se parecer peças cômicas, tamanho o distanciamento entre o que se ouve ali e a tal "talk of the town" que ele gostaria de ser porta voz. No máximo, Mainardi consegue exprimir a conversa da última reunião de pauta da Veja e os telefonemas ao seu amigo Azevedo. O Brasil já teve conspiradores melhores.
O fato é que está faltando um "gancho", como se diz no jargão das redações, para bater forte no governo. Sem mensalão, dossiê Vedoin ou escândalo dos sanguessugas, o trabalho ficou realmente mais complicado. A oposição também não anda ajudando, o PSDB está praticamente de joelhos e o PFL desidratou, caindo de 65 deputados eleitos para pouco mais do que 50. Aparentemente, resta aos opositores de Lula esperar que os "aloprados" reapareçam ou que o presidente comece a ter arroubos chavistas, tome um porre e mande expulsar o Larry Rother do país. Se nada disto acontecer, vamos todos passar 4 anos acompanhando futricas de salão contra o presidente e o PT e lendo recados cifrados de Serra para Aécio e vice versa.
Como a vida não pode ser tão chata, talvez Ciro Gomes se mostre disposto a animar um pouco as coisas. E aí, podem apostar, Mainardi e sua turma passarão a se dedicar à nobilíssima tarefa de tentar evitar que Ciro chegue lá em 2010. Pelo menos Lula ficará longe dessa chateação...
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