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sexta-feira, outubro 26, 2007

Corrupto, ladrão e senador: Farta documentação desvela "valerioduto"

(do blog Os amigos do presidente Lula)

A Mesa Diretora do Senado decidiu arquivar a representação contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) O tucano Eduardo Azeredo escapou de o processo disciplinar pelo envolvimento com o chamado "mensalão mineiro" por decisão unânime. Veja aqui as provas, os documentos examinados pela Polícia Federal que prova que existiu o valerioduto tucano.

Azeredo e outros políticos mineiros se beneficiaram do esquema operado por Marcos Valério para arrecadar recursos de caixa dois na campanha de 1998. De acordo com a Polícia Federal, parte do dinheiro utilizado no esquema teria sido fruto de desvio de órgãos públicos de Minas Gerais

Auditorias da Secretaria da Fazenda de Minas, feitas de 1997 a 2000 e que examinaram os gastos de publicidade do governo do tucano Eduardo Azeredo (1995-1998), apontaram despesas irregulares de R$9,97 milhões - entre os quais prevalecem pagamentos às agências SMPB e DNA, de Marcos Valério.

Segundo a Polícia Federal, por recursos do valerioduto tucano, um ex-líder do PSDB na Assembléia e a mulher de Clésio Andrade (ex-vice de Aécio e ex-sócio de Valério).

O valerioduto tucano, segundo a PF, foi um esquema operado por Valério, por meio de suas agências, para ocultar origem e destino de ao menos R$28,5 milhões em recursos públicos desviados e verbas privadas não-declaradas à Justiça que financiaram, em 1998, a campanha à reeleição de Azeredo, hoje senador, e aliados. Entre as irregularidades apontadas nas cinco auditorias, estão pagamentos a mais, promoção de autoridade em publicidade estatal, gastos sem empenho (reserva orçamentária) prévio, apresentação de fatura como comprovante de despesa (o correto é nota fiscal) e serviços sem comprovação.

Dos cinco servidores responsabilizados nas auditorias pelas despesas irregulares, estão Álvaro Azeredo, irmão do senador e seu secretário da Casa Civil e Comunicação no governo, e Denise Landim, tesoureira da campanha de Azeredo em 1998 e detentora de cargo de confiança no governo Aécio.

Auditorias
A auditoria 320.154.98, de 1998, analisou a propaganda em 1997 e 1998. Constatou, por exemplo, cerca de 185 referências positivas a membros do governo - a Constituição veta promoção de autoridades na publicidade - em 20 informes pagos na TV e em jornais. Exemplo: no suplemento pago "Educar Minas", publicado em abril de 1998, há menção ao então vice-governador e atual ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (PTB).

Diz o informe: "[...] essa revolução [na educação], que teve seus primeiros movimentos ainda no governo Hélio Garcia [1991-1994], quando o secretário da Educação era o atual vice-governador Walfrido dos Mares Guia, tomou no atual governo um impulso inédito".

A revisão das auditorias pelo TCE dá baixa no R$1,7 milhão de despesas apontadas como irregulares por promoverem políticos. Diz que as referências "não buscaram a elevação de seus méritos e virtudes".

Julgamento
O buraco na publicidade do governo Azeredo virou o processo administrativo 690.709 do TCE, ainda sem julgamento. O presidente e o vice do tribunal - Elmo Braz e Wanderley Ávila - eram candidatos a deputado estadual em 1998 (por PSDB e PP) e confirmaram à PF ter recebido dinheiro (R$21 mil e R$6.000, respectivamente) do valerioduto. Ávila é o relator do processo.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Pimenta no dos outros é refresco


FHC não sabia de nada, afirmam líderes tucanos

Lideranças tucanas lançam movimento para silenciar e isolar senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que envolveu ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em esquema de caixa-dois. Segundo eles, FHC e o PSDB nacional não tem nada a ver com o assunto.

(Marco Aurélio Weissheimer, para a Agência Carta Maior)


As declarações do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no esquema de caixa-dois de sua campanha para o governo de Minas Gerais em 1998, causaram um terremoto dentro do partido, desencadeando uma operação para isolar e silenciar Azeredo o mais rápido possível. Lideranças tucanas fizeram fila, quarta-feira, para rebater as declarações do senador mineiro.

"O senador não poderia ter dito isso. Está me obrigando a responder algo surrealista. Envolver o presidente (FHC) nesse episódio é o mesmo que envolver o presidente Bush", disse Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado. Virgílio não explicou porque seu colega de partido "não poderia" ter dito o que disse. O presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE), recorreu à psicologia para explicar as declarações de Azeredo.

Segundo ele, as declarações de Azeredo ao jornal Folha de São Paulo são uma demonstração de indignação e transtorno mental. Azeredo, garantiu Jereissati, é um homem honesto, correto, que ficou transtornado e saiu falando o que veio à cabeça. Já o senador tucano de Goiás, Marconi Perillo, foi mais direto: "FHC e o PSDB nacional não têm nada a ver com isso", assegurou.

O site nacional do PSDB silencia sobre o assunto. Os recados a Azeredo estão sendo dados pela imprensa e diretamente através de alguns interlocutores. O governador de São Paulo, José Serra, negou que esteja em curso no PSDB uma operação para silenciar e isolar Azeredo. Segundo Serra, o senador mineiro é um homem íntegro e honesto e jamais existiu algo como um "mensalão mineiro". Azeredo não está abandonado pelo partido. É só uma sensação, não a realidade, filosofou Serra.

Já o governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), tirou o corpo fora e jogou a batata quente no colo de seu companheiro de partido, dizendo que Azeredo deve prestar contas à sociedade pelas acusações de caixa-dois na campanha de 1998.

Até a manhã de quinta-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ainda não havia se manifestado sobre o caso. Segundo lideranças do PSDB, FHC está no exterior. Incomunicável, aparentemente. Os tucanos não quiseram comentar a validade do argumento utilizado por eles e pelo próprio FHC, segundo o qual o presidente Lula não poderia dizer que "não sabia", no caso do envolvimento de petistas com o mensalão.

No dia 29 de agosto, o ex-presidente FHC afirmou que o presidente Lula não poderia "fazer de conta que não é com ele", referindo-se à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em aceitar a denúncia contra os denunciados no caso do mensalão. "É com ele sim. Não estou dizendo que ele seja responsável, mas enquanto ele não repudiar, dá a sensação que está conivente, ou leniente, para usar uma expressão mais branda", disse FHC, durante um evento promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em São Paulo.

O presidente Lula, acrescentou FHC, "tem a obrigação de dar uma palavra à nação sobre o assunto". "Caso contrário fica uma coisa nebulosa e dá a sensação que ele está passando a mão na cabeça dos envolvidos", emendou.

terça-feira, março 13, 2007

Deputado íntegro, colunista probo

O colunista direitoso Cláudio Humberto foi veloz ao buscar associar o deputado Aracely de Paula (PR-MG) – cujo assessor foi flagrado pela PRF dia desses com R$ 80 mil em dinheiro sem origem declarada – ao ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM). Nascimento foi identificado maliciosamente como “principal operador político do governo Lula” (sic!). Nenhuma menção ao fato de Aracely ter integrado a equipe de governo do mineiro Aécio Neves (PSDB), como secretário de Turismo.

domingo, março 11, 2007

Mais uma hipocrisia tucana

Mais uma mentira – sobre os pendores ou tendências autoritárias do PT - vai se desfazendo. O PSDB, por meio dos seus líderes no Senado, Artur Virgílio (que anda sumido), o desastrado senador Tasso Jereissati e os líderes na Câmara, passaram os quatro anos do primeiro governo Lula nos acusando de autoritarismo, aparelhismo e de abusos na edição de Medidas Provisórias. Mal assumiram os governos de Minas Gerais e São Paulo, passaram a governar autoritariamente. Em Minas, na base de leis delegadas. Em São Paulo, por meio de decretos.

Aécio Neves ainda se deu ao trabalho de aprovar na Assembléia as tais leis delegadas. José Serra, nem isso. Já expediu 152 decretos, sendo 86 deles com caráter administrativo, e, pasmem, 15 sobre ordem tributária e orçamentária. Ou seja, Serra ressuscitou o decreto-lei da época da ditadura militar.

Aécio Neves, a pretexto de fazer uma reforma administrativa, já expediu 67 decretos em 2007, e já tinha expedido 63 no seu primeiro governo. Tudo sem os dois pressupostos da lei delegada - urgência e necessidade. Já que não se trata de nenhuma epidemia, como a dengue, catástrofe natural, como enchentes, ou emergência, como reforma de rodovias.

Como vemos, todas as críticas e ataques virulentos dos tucanos às Medidas Provisórias de Lula - essas sim constitucionais - não passavam de retórica para criar crise e instabilidade no país.

Agora cai a máscara tucana da pura hipocrisia.

Lula, como presidente, nunca violou a Constituição, nem passou por cima do Congresso, como estão fazendo Aécio Neves e José Serra.

Imaginem se Lula pedisse ao Congresso Nacional uma lei delegada. Seria o fim. A ditadura explícita. Já estou vendo as manchetes dos jornais e os comentaristas de sempre na televisão.

É o fim da picada, mas é verdade. Assim são os tucanos e a nossa direita.

Por Zé Dirceu

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Aécio nega acordo para vitória de Chinaglia na Câmara

Não sei o que é pior: negar o inegável ou contar com a ajuda do PSDB para eleger o presidente da Câmara. Uma coisa é certa: esse Aécio é uma raposa. Fica esperto, Pimentel, se não ele vai te engolir!

da Folha Online

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que não houve um acordo entre o PSDB e o PT para eleger o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) presidente da Câmara.

"Não [houve acordo]. Houve um entendimento no segundo turno, já que foi logo em seguida do primeiro, e uma parcela do PSDB deve ter votado em relação ao Chinaglia. Mas, como eu disse, essa era uma eleição entre dois candidatos da base de governo. Se me perguntassem, eu diria que preferiria outro resultado. Eu preferiria que o Gustavo Fruet [PSDB-PR] pudesse ter ganho a eleição."

Para Aécio, a disputa foi entre dois importantes candidatos da base de sustentação do governo --Chinaglia e Aldo Rebelo (PC do B-SP). "Nunca foi uma disputa nossa, do PSDB. O que nós devemos agora é ter uma estratégia com outros partidos da oposição. Eu conversei hoje com o até então líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia, que veio para um almoço conosco hoje em Belo Horizonte, sobre a estratégia de termos uma ação efetiva, mais próxima durante esses próximos anos no Congresso Nacional."

O tucano disse ainda esperar que Chinaglia compreenda que quando se assume a Câmara, "a mais importante da democracia brasileira", é preciso ser presidente da instituição e não apenas um aliado do governo. "Essa é a expectativa que nós da oposição temos."

PAC

Questionado sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o governador de Minas admitiu que o pacote tem aspectos positivos.

"O PAC tem vários aspectos positivos. E o próprio clima que gera de que o Estado vai retomar o processo de crescimento é importante. Mas nós temos de agir com responsabilidade no sentido de propor novas medidas, de propor correções de rumo para que ele não seja um investimento só do governo federal, mas de toda a sociedade brasileira."

domingo, fevereiro 04, 2007

Mídia e fundos - um possível escândalo envolvendo Aécio Neves

Governador de Minas, Aécio Neves, paga US$ 269 milhões de dívidas da Rede Globo de Televisão na compra da Light

Este post do Blog do Luis Nassif faz referência à matéria que circula na internet dando conta de uma operação ilegal e fraudulenta envolvendo a Light, a Cemig, fundos off shore e bancos de investimento sediados em paraísos fiscais.

É, meu amigo, se vc achava que o valerioduto era uma maquinação perversa para operar dinheiro ilícito, vai agora sentir que aquilo ali foi uma coisa simplória, risível, inocente como a história da Branca de Neve. Leia o texto do Nassif (naturalmente ele é prudente e não vai a fundo, mas indica o potencial do escândalo) e confira no link lá em baixo os primeiros detalhes do próximo grande escândalo da república.


"Mídia e fundos


Está na hora de começar a analisar melhor as relações entre grupos de comunicação e alguns fundos criados em paraisos "offshore", alguns bancos de investimento. Já começam a se avolumar muitos indícios de operações entre eles.

Ainda são indícios. Mas, se comprovados, ousaria dizer que é a maior ameaça à democracia brasileira em todos os tempos. Algo que poderá mexer profundamente não apenas nos negócios da mídia, como também no das concessões e em todo esse universo de interesse dos fundos "offshore". "

Confira o caso sem censura aqui: http://www.novojornal.com.br/politica_noticia.php?codigo_noticia=1519