Pimenta no olho do outro é refresco. Façam o que eu falo, não o que eu faço. Estes são os pilares da moralidade tucana. Assim se explica o ímpeto para investigar problemas da alçada federal, de um lado, e a luta pra acobertar os erros que levaram ao buraco da linha 4, o buraco tucano.
"Realmente é inacreditável o tamanho descomunal da hipocrisia dos tucanos. Está registrado no Valor de hoje, com todas as letras, na matéria “PSDB obstrui audiência sobre desastre no metrô de SP”. Vejam só: “Na manhã de ontem, o PSDB brigou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para instalar a CPI do Apagão Aéreo, mas à tarde, os tucanos usaram de todos os artifícios para obstruir, na Comissão de Direitos Humanos na Câmara, a realização de uma audiência pública para investigar o desmoronamento na obra do metrô em São Paulo. Num procedimento raro, senão inédito, o deputado João Almeida (PSDB-BA), logo no início da reunião, pediu a verificação de quórum no momento da votação da dispensa da leitura da ata da sessão anterior. É de praxe que, mesmo com apenas um deputado presente, seja dispensada a leitura da ata da reunião anterior”.
Com blog do Zé Dirceu
Mostrando postagens com marcador Metrô de São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metrô de São Paulo. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, março 15, 2007
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Midia silencia sobre inspeção de senadores às obras do metrô de SP
O jornalista Mino Carta registra e comenta em duas notas no seu blog, intituladas "A glória de Alferes" e "Da senatorial comitiva", a poderosa operação montada pelo governador José Serra e seu Secretário de Comunicação, Hubert Alqueres, para evitar que a mídia noticiasse a inspeção nas obras da Linha 4 do Metrô de São Paulo, realizada domingo por uma comissão de senadores.
Vejam o que diz Mino Carta: "Ontem veio a São Paulo a comissão do Senado que pretende investigar os contratos do metrô paulistano. O motivo é óbvio, a voragem da linha 4, estação Pinheiros. Nosso queixo não desabará se a operação senatorial der em nada, mas os parlamentares vieram e inspecionaram diligentemente as obras. Foram acompanhados por jornalistas e câmaras, além de curiosos. Estranhamente, rádios e televisões não transmitiram, ontem ainda, uma única, escassa informação a respeito, assim como, na manhã de hoje, O Estado de S.Paulo e a Folha silenciaram. Sabemos que as reportagens chegaram a ser editadas, mas não foram ao ar, ou ao prelo. A explicação está na aliança ítalo-espanhola. O governador preferia que a visita dos senadores ficasse em nuvem alvíssima, e o secretário Alqueres desencadeou uma blitz junto às redações, de sorte a ser cumprida a vontade do seu amo. Serra, isso não é de hoje, goza de imenso prestígio junto aos patrões da mídia nativa, com os quais mantém contatos periódicos, sobretudo quando algum profissional desabrido mostra-se inclinado a exercer o espírito crítico".
Realmente, nada justifica esse silêncio da mídia diante de uma notícia como essa. É lamentável.
Imaginem se fosse num governo do PT...
Do blog do José Dirceu
Vejam o que diz Mino Carta: "Ontem veio a São Paulo a comissão do Senado que pretende investigar os contratos do metrô paulistano. O motivo é óbvio, a voragem da linha 4, estação Pinheiros. Nosso queixo não desabará se a operação senatorial der em nada, mas os parlamentares vieram e inspecionaram diligentemente as obras. Foram acompanhados por jornalistas e câmaras, além de curiosos. Estranhamente, rádios e televisões não transmitiram, ontem ainda, uma única, escassa informação a respeito, assim como, na manhã de hoje, O Estado de S.Paulo e a Folha silenciaram. Sabemos que as reportagens chegaram a ser editadas, mas não foram ao ar, ou ao prelo. A explicação está na aliança ítalo-espanhola. O governador preferia que a visita dos senadores ficasse em nuvem alvíssima, e o secretário Alqueres desencadeou uma blitz junto às redações, de sorte a ser cumprida a vontade do seu amo. Serra, isso não é de hoje, goza de imenso prestígio junto aos patrões da mídia nativa, com os quais mantém contatos periódicos, sobretudo quando algum profissional desabrido mostra-se inclinado a exercer o espírito crítico".
Realmente, nada justifica esse silêncio da mídia diante de uma notícia como essa. É lamentável.
Imaginem se fosse num governo do PT...
Do blog do José Dirceu
Marcadores:
José Serra,
manipulação,
Metrô de São Paulo,
mídia
sábado, fevereiro 17, 2007
Folha e Estado protegem governo paulista
As capas dos jornais dos três grandes conglomerados de comunicação que publicam jornais em São Paulo, reproduzidas acima, revelam a proteção em dois deles – grupos Folha e Estado – ao governo tucano de José Serra.
Como se pode ver acima, apenas o jornal Diário de S. Paulo, das Organizações Globo, publicou a paralisação das obras da linha 4 (amarela) do Metrô de São Paulo na manchete. Na Folha, o assunto ficou abaixo da dobra da primeira página, portanto sem visibilidade para quem olha o jornal dobrado nas bancas. O Estadão disfarçou um pouco a proteção a Serra e deu no alto, mas escondeu a notícia dentro do caderno Metrópoles, mesma opção feita pela Folha, que publicou a história em uma página interna e par do caderno cotidiano.
As obras da linha amarela do Metrô paulistano são as mais caras em andamento no Brasil. Um desabamento no início do ano já matou 7 pessoas e deixou uma cratera no coração do bairro de Pinheiros. Assim, custa a crer que a paralisação dos trabalhos não mereça da imprensa de São Paulo nem sequer a capa de seus cadernos locais.
No caso da Folha, em que a proteção ao tucano Serra é mais evidente, o jornal não apenas deu o menor destaque para a paralisação das obras em sua primeira página como também publicou uma pequena reportagem em que "especialistas garantem" que os problemas de soldagem encontrados em uma das estações não oferece riscos de desabamentos, contrariando o laudo divulgado anteontem pelo Jornal Nacional da TV Globo.
Alguém precisa avisar ao pessoal do Estadão e da Folha que o problema do Metrô é na verdade uma herança que Serra recebeu de seu antecessor e correligionário Geraldo Alckmin. A lambança foi feita na gestão anterior e nada tem a ver com Serra. É claro que não é bom para os tucanos reconhecer erros passados, mas no caso específico de Serra os erros na construção Metrô podem significar uma pá de cal nas pretensões de Alckmin em disputar a prefeitura de São Paulo em 2008 ou a presidência da República em 2010. Em suma, parece que os jornalões paulistas estão sendo mais realistas do que o Rei...
Marcadores:
Alckmin,
Estadão,
Folha de S.Paulo,
Metrô de São Paulo,
mídia
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Blindagem
Por José Dirceu
Nota do Painel da Folha de hoje (só para assinantes), intitulada "Blindagem", registra que o Metrô de São Paulo contratou o escritório de Miguel Reale Júnior para defender seus diretores em ações criminais motivadas pelo acidente nas obras da linha 4. A empresa do governo alegou "inexigibilidade de licitação" para escolher o advogado, que foi ministro de FHC e tesoureiro da campanha presidencial de Geraldo Alckmin.
Estou curioso para saber como a nossa imprensa vai tratar essa informação. Imaginem o escândalo que fariam se coisa semelhante ocorresse no governo Lula? Contratar sem licitação um escritório de um ex-ministro e tesoureiro da campanha presidencial para defender uma empresa do governo. O mundo, certamente, cairia sobre as nossas cabeças.
Com a palavra, o Ministério Público Estadual.
Nota do Painel da Folha de hoje (só para assinantes), intitulada "Blindagem", registra que o Metrô de São Paulo contratou o escritório de Miguel Reale Júnior para defender seus diretores em ações criminais motivadas pelo acidente nas obras da linha 4. A empresa do governo alegou "inexigibilidade de licitação" para escolher o advogado, que foi ministro de FHC e tesoureiro da campanha presidencial de Geraldo Alckmin.
Estou curioso para saber como a nossa imprensa vai tratar essa informação. Imaginem o escândalo que fariam se coisa semelhante ocorresse no governo Lula? Contratar sem licitação um escritório de um ex-ministro e tesoureiro da campanha presidencial para defender uma empresa do governo. O mundo, certamente, cairia sobre as nossas cabeças.
Com a palavra, o Ministério Público Estadual.
sábado, fevereiro 10, 2007
O silêncio de Serra e da imprensa
O acidente na estação Pinheiros do Metrô de São Paulo, que assustou os paulistanos, aconteceu há 23 dias. E até hoje, esperamos uma manifestação convincente do governador de São Paulo, José Serra, sobre as medidas que serão tomadas para apurar as responsabilidades e punir os culpados. A tentativa de instalar uma CPI na Assembléia Legislativa sobre o Metrô de São Paulo não anda porque os tucanos não deixam.
Até hoje, como disse Paulo Henrique Amorim, em seu blog Conversa Afiada, Serra foi incapaz de dizer ao povo de São Paulo, que o elegeu no primeiro turno, o que pretende fazer da obra, quais são as medidas de segurança adicionais, qual a responsabilidade do ex-governador Geraldo Alckmin, que medidas tomará, em defesa do povo de São Paulo e de seu patrimônio.
No mesmo texto, Paulo Henrique Amorim registra que o ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, também criticou, numa aula inaugural na Universidade Mackenzie, o silêncio do governador: “Serra não fala com o povo nem com a imprensa. O tucano deixa de aparecer quando surgem problemas”, disse Lembo.
Na verdade, Serra não fala com a imprensa, e a imprensa não fala com Serra sobre questões espinhosas, como essa, porque o protege. Nesse caso, o silêncio não é só de Serra. É também da mídia que não fez nenhum esforço para apurar o que efetivamente aconteceu na estação Pinheiros e quem são os responsáveis.
Os paulistanos continuam esperando que Serra venha a público para dizer o que foi feito e o que pretende fazer com as obras do Metrô de São Paulo.
Por José Dirceu
Até hoje, como disse Paulo Henrique Amorim, em seu blog Conversa Afiada, Serra foi incapaz de dizer ao povo de São Paulo, que o elegeu no primeiro turno, o que pretende fazer da obra, quais são as medidas de segurança adicionais, qual a responsabilidade do ex-governador Geraldo Alckmin, que medidas tomará, em defesa do povo de São Paulo e de seu patrimônio.
No mesmo texto, Paulo Henrique Amorim registra que o ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, também criticou, numa aula inaugural na Universidade Mackenzie, o silêncio do governador: “Serra não fala com o povo nem com a imprensa. O tucano deixa de aparecer quando surgem problemas”, disse Lembo.
Na verdade, Serra não fala com a imprensa, e a imprensa não fala com Serra sobre questões espinhosas, como essa, porque o protege. Nesse caso, o silêncio não é só de Serra. É também da mídia que não fez nenhum esforço para apurar o que efetivamente aconteceu na estação Pinheiros e quem são os responsáveis.
Os paulistanos continuam esperando que Serra venha a público para dizer o que foi feito e o que pretende fazer com as obras do Metrô de São Paulo.
Por José Dirceu
Assinar:
Postagens (Atom)
