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sexta-feira, fevereiro 22, 2008

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS!

Brasil é credor externo pela primeira vez na história, revela BC

(Kelly Oliveira, para a Agência Brasil)


Brasília - O Brasil passou a ser credor externo, fato inédito na história do país, informou hoje (21) o Banco Central. A autoridade monetária explicou que isso só foi possível com a redução da dívida externa total líquida, quando se deduzem da dívida externa bruta os ativos do país no exterior, constituídos fundamentalmente pelas reservas internacionais. Ou seja, as reservas internacionais e outros ativos são maiores do que a dívida externa.

De acordo com o Banco Central, a estimativa para o fechamento de janeiro de 2008 (que deve ser divulgado na próxima semana), é de que o montante da dívida líquida se tornará negativo em mais de US$ 4 bilhões, uma vez que o dinheiro aplicado no exterior supera o valor da dívida externa.

"Significando que, em termos líquidos, o país passou a credor externo, fato inédito em nossa história econômica", diz o relatório Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil, divulgado pelo Banco Central. Segundo o BC, o total da dívida líquida passou de US$ 165,2 bilhões, no final de 2003, para US$ 4,3 bilhões, estimativa para o fechamento de 2007.

Para o Banco Central, os resultados no setor externo da economia brasileira nos últimos anos mostram "inquestionável fortalecimento da posição externa do país", devido aos números da balança comercial (exportações menos importações), das transações correntes (engloba a balança comercial, serviços e rendas e transferências unilaterais) e do ingresso recorde de divisas no país.

"Em resumo, diante de um cenário internacional caracterizado por aumento considerável na incerteza, pela volatilidade dos mercados financeiros e desaceleração da atividade econômica, a melhoria desses indicadores tende a mitigar, embora sem anular por completo, o impacto de eventos externos adversos".

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Como o PIG não dá o braço a torcer, hoje eu ouvi no rádio que uma das razões dessa reviravolta foi... SORTE! dá pra crer? e ainda disseram que se o governo fizesse um monte de coisa diferente estaria crescendo muito mais, mais até que a china! ô, gente, se era tão simples, pq não fizeram antes?

Na capa da Folha online, não tem nem uma chamadinha pra essa notícia. mas tem sobre a BBB que desmaiou na prova do líder. Na capa do G1, nada também. Mas tem a té foto pra notícia do nascimento dos gêmeos da J-Lo. Globo on-line? Mesma coisa. Mas lá você fica sabendo que o Eike Batista quer comprar o Hotel Glória. UAU!

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Um pernambucano, um cearense e suas histórias

(Fonte: Blog do Rovai)

Minha cidade a mil por hora

Tenho 55 anos e nunca vi nada igual ao que está acontecendo hoje meu município, cidade do Alto Sertão do Pajeú, no interior de Pernambuco, com aproximadamente 27 mil habitantes. Vou enumerá-las:

1. De 2004 para cá as pessoas não temos mais pessoas pedindo esmolas. Na época de FHC eram filas de pessoas pedindo passando em nossas residências.

2. Hoje está completando aproximadamente uns dois anos que vem se registrando uma média mensal de duas mil obras (construção de casas, reformas, construção de cisternas, troca do emadeiramento e telhado, construção de banheiros, troca do piso, etc.)

3. Na zona rural pessoas que antes não podiam comprar nem sequer uma bicicleta, hoje estão comprando motocicletas, carros e outros bem de consumo.

4. Telefone celular que a bem pouco tempo era artigo de luxo, até carroceiros, engraxates e empregadas domésticas possuem. Até na Zona Rural quase todas as residências possuem telefones.

5. Eu mesmo tenho dois cunhados que na era FHC não podiam consumir nada mais do que feijão com arroz e com muita dificuldade. Esta semana cada um cavou um poço artesiano no valor de R$ 6.000, 00 (seis mil reais) cada.

6. No ano de 2006 quando o presidente partiu para reeleição, aqui em Tabira, Lula obteve 93% dos votos válidos.

7. Em Tabira se faz um dos maiores carnavais da região e a avenida só ficava completamente lotada no sábado e no domingo. Neste ano foram cinco dias de folia sem que desse pra distinguir o dia que teve mais gente. Nunca se vendeu tanta bebida, nunca se vendeu tanta fantasia, nunca se viu tanta gente usando fantasias. Este é o nordeste que está dando certo.

8. Está havendo inclusão digital, Tabira tem aproximadamente 40 Lan Houses e as pessoas estão comprando computadores.

9. Aqui na minha cidade quem ousar falar mal de Lula corre o risco de apanhar.

10. A popularidade de Lula aqui é altíssima por que a população não dá muita importância pra o que o PIG divulga ou deixa de divulgar.

11. Se o PIG não fosse uma imprensa tendenciosa e parcial e não fizessem tanto estardalhaço como fez com a queda do avião da Gol, o acidente da TAM, a febre amarela, os apagões que nem aconteceram, os índices de popularidade de Lula seriam ainda bem mais altos. Os nordestinos não estão perdendo nada em não se informar com esta mídia golpista. Acho que este país só precisa de uma só CPI, uma CPI para investigar as maracutaias da mídia brasileira.

12. A guerra que a mídia vem travando com o PT e o governo só vai servir pra uma coisa: Para diminuir o tamanho da surra que esses Demos-tucanos vão levar nas próximas eleições.

(Antonio Moreira do Amaral)


Cadê o Tasso Jereissati?

Sou cearense e moro em Fortaleza. Há pouco tempo o inclui entre os meus favoritos, depois de ver o link no blogspot Amigos do Presidente Lula. Sabendo que você é muito bem informado gostaria de saber por onde anda o senador Tasso Jereissati. Ainda é vivo? Está passeando?

A pergunta é pertinente sim. Aqui os órgãos de imprensa onde ele é dono (TV Jangadeiro dentre outros) ou exerce influência (TV Verdes Mares, TV Diário, Rádio Verdes Mares, Jornal Diário do Nordeste – Grupo Edson Queiroz, da sogra dele – e o jornal o Povo, enfim quase toda mídia) não publicam uma mísera nota sobre o libanês cearense. Incrível. Tem uma coincidência: o sumiço aconteceu depois das notícias sobre a BrOi, onde um dos prováveis "compradores" é o irmão dele Carlos Jereissati. Nem no blog de política do jornal o Povo não se vê uma ínfima menção ao poderoso dono do Iguatemi de Fortaleza, onde, por sinal constrói um Centro Empresarial, um luxuoso prédio no mangue do Rio Cocó, à beira do seu leito. Sim, talvez não tenha nem 20 metros da margem do pequeno rio.

(Nonato Barboza)

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Com medo da investigação, tucanos agora fogem de CPI dos cartões no Senado


Com medo de que sejam investigados os gastos corporativos durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o PSDB iniciou nesta quinta-feira (7) uma operação para tentar derrubar a CPI proposta pela base aliada no Senado – com a qual serão analisadas todas as despesas com cartões e contas similares desde 1998.

O pedido de CPI foi protocolado ontem (6) no fim da tarde pelo líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RO). No primeiro momento, tucanos como Álvaro Dias (PR) e Artur Virgílio acusaram o golpe e saíram esbravejando contra a iniciativa.

Para eles, a investigação só vale se atingir exclusivamente o governo Lula. Por este motivo, decidiram hoje intensificar a ofensiva para a criação de uma CPI paralela Mista (envolvendo a Câmara e o Senado), mas com o foco voltado apenas para os cinco anos da atual administração.

Pela ótica da moralidade tucana, os gastos da equipe de FHC – que não tinham qualquer transparência e foram maiores dos que os realizados pelo governo Lula – devem permanecer ocultos da sociedade brasileira.

A instalação de uma nova CPI, nos moldes pretendidos pelo tucanato, exige no mínimo 171 assinaturas, número que eles esperam conseguir com o apoio do DEM e outros aliados de ocasião.

Já a CPI protocolada pela base aliada no Senado tinha ontem quatro assinaturas a mais do que o necessário e pode começar a funcionar "imediatamente", segundo adiantou o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-PA).

Também ontem, o líder Jucá explicou as razões pelas quais a base decidiu tomar a iniciativa da investigação.

"A CPI não seria necessária, mas pior do que fazer a CPI é ficar uma nuvem pairando em cima do governo como se o governo tivesse algo a esconder, tivesse algum comprometimento, tivesse feito alguma questão errada, como inclusive estavam levantando questões ligadas à família do presidente. Como o governo não tem o que esconder, vamos fazer a CPI e vamos averiguar", disse ele.

Gastos reduzidos

Da parte do governo, os ministros Franklin Martins (Comunicação Social), Jorge Armando Felix (Segurança Institucional) e Dilma Rousseff (Casa Civil) concederam entrevista coletiva na qual forneceram informações completas sobre o uso dos cartões.

As informações derrubaram a quase totalidade das insinuações levantadas pela oposição e pela imprensa sobre a suposta "farra" promovida com os cartões corporativos.

"Não há uma única investigação do TCU que constate grave irregularidade no uso dos cartões", disse a ministra Dilma Roussef durante a coletiva.

Ela explicou os critérios administrativos que regulam o uso do cartão, lembrou que órgãos como o TCU (Tribunal e Contas da União) e CGU (Controladoria Geral da União) fiscalizam os gastos feitos com os cartões e ressaltou que no governo Lula a ampliação no uso dos cartões foi seguida da diminuição das despesas e aumento da transparência.

Munida de números, a ministra da Casa Civil comemorou a redução de despesas de pronto pagamento de R$213 milhões em 2001 (governo FHC) para R$177 milhões em 2007.

Segundo Dilma, mesmo o cartão tendo sido criado durante o governo FHC, foi só a partir de 2003, quando Lula assume o governo, que o uso dos cartões – que dão mais transparência aos gastos governamentais – passou a ser levado a sério.

A ministra sugeriu que esta mesma transparência seja estendida a governos estaduais e municípios.

Retrocesso

Franklin Martins reforçou que o governo está absolutamente tranquilo em relação ao uso dos cartões. "Se houver alguma coisa de errado, quem fez este pagamento, irá responder pelo erro. Seria um retrocesso abandonar um cartão que oferece transparência por alguma coisa que não se sabe como é gasto".

Ele respondeu também às indagações sobre por que o governo não faz licitação para compras da alimentação consumida nas sedes do governo. "Não tem que ter licitação para o gasto de alimentação da presidência. Se houver licitação, o sigilo deixa de existir", esclareceu o ministro, lembrando que estes gastos são sigilosos para garantir a segurança institucional.

Martins também criticou os órgãos de imprensa que divulgam gastos de órgãos de governo como se fossem gastos abusivos. "É um absurdo quando a imprensa tenta mostrar que o gasto de tal órgão é um escândalo. Escândalo onde? Se aquele gasto está dentro do orçamento, qual o problema? Se há uma despesa que pareça irregular, então que se aponte qual é esta despesa, mas não se deve generalizar os gastos de toda uma repartição", afirmou o ministro.

Diante de uma pergunta incoerente de um jornalista do portal Terra, sobre o governo ter supostamente usado "dois pesos e duas medidas" nos casos dos ministros do Esporte, Orlando Silva, e da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, Martins saiu em defesa do ministro Orlando Silva e reafirmou que a despesa de R$8,30 feita pelo ministro só foi considerada irregular porque feita em Brasília e não em outra cidade e que o ministro, ao perceber o erro, devolveu o valor aos cofres públicos em tempo hábil. "Antes de qualquer órgão de imprensa apontasse o erro", destacou Martins.

Dilma também defendeu o ministro do Esporte e salientou que a despesa de R$8,30 pode ser considerada um lapso, mas em hipótese alguma pode ser dito que haja improbidade administrativa neste caso.

Segundo Dilma, o governo não pretende acabar com o uso dos cartões corporativos. Para a ministra, esse modo de pagamento é mais seguro e rastreável.

"O cartão corporativo é um avanço. Hoje, 70% dos gastos são pagos por meio de saques, de pronto pagamento e apenas 30% com cartões. Queremos inverter esses números", disse.

Gastos com segurança

O chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Armando Jorge Félix, falou sobre os gastos feitos com cartões de agentes que cuidam da segurança do presidente Lula e de familiares do presidente.

Félix disponibilizou aos jornalistas informações simples e bastante óbvias que deixam clara a má fé de quem tenta transformar em escândalo fatos que são absolutamente normais e justificáveis.

O ministro explicou, por exemplo, que por questões de segurança, são os próprios agentes e militares que fazem reformas e reparos nos escritórios da Abin situados em Florianópolis e em São Bernardo do Campo – cidades onde residem filhos do presidente Lula —, motivo pelo qual faturas de alguns cartões apresentavam despesas em lojas de material de construção. Explicou também que profissionais da área de segurança precisam de treinamento e bom preparo físico e para isso é dado a eles acesso a equipamentos de ginástica.

Por causa deste comportamento irresponsável da mídia, o governo federal estuda não divulgar alguns gastos do cartão da Presidência.

"Informações da família do presidente são sigilosas. Temos o dever de proteger os chefes de estado e suas famílias e convidados", disse Dilma.

(do site do PT)

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O nome do jogo

(por Eduardo Guimarães, em 04/02)

Como os mais atentos poderão notar, as postagens neste blog estão assumindo uma dinâmica própria, na qual um assunto sucede e interconecta-se com o anterior. Isso se deve ao fato de que hoje quem decide o que será tratado aqui não sou eu ou vocês; estamos sendo pautados pela mídia tanto quanto o governo, e isso acontece porque, apesar de muitos de nós continuarem se contentando com as pesquisas que mostram invulnerabilidade do presidente da República diante da difamação midiática, a mídia vem obtendo sucessivas vitórias.

Que vitórias? Só para ficarmos nas mais recentes, são as seguintes:

1ª - a mídia conseguiu, numa tacada só, tirar recursos preciosos da Saúde e dos programas sociais e dificultar o combate à sonegação ao mobilizar a classe média contra a CPMF, que foi o que levou até senadores governistas a votarem contra o dito "imposto do cheque";

2ª - a mídia conseguiu fazer com que milhões de pessoas demonstrassem que não confiavam no governo ao fazê-las vacinarem-se desnecessariamente contra a febre amarela, apesar dos pedidos governamentais para que não o fizessem, e, com isso, criou uma catástrofe no sistema de Saúde público, via mortes e dezenas de internações de pessoas portadoras de incompatibilidade com a vacina;

3ª - a mídia conseguiu derrubar uma ministra de Estado por uma questão que deveria provocar apenas uma repreensão e uma cobrança de despesas irregulares, e conseguiu, de quebra, esconder que a ministra foi flagrada e cobrada pelo governo e não pela mídia e pela oposição, como estão dizendo;

4ª - a mídia está criando um novo escândalo, agora com base em meras suposições e não em fatos como os gastos da ministra (falarei disso mais adiante).

Entendo que houve uma mudança de tática. O bombardeio permanente - e em várias frentes - pretende desorientar o governo. Em vez de longas campanhas difamatórias como a do mensalão, adotou-se a tática de guerrilha, que consiste em bombardear o governo em várias frentes e praticamente extinguir qualquer espaço para o contraditório na imprensa escrita, que é onde ele tem um pouco mais de fôlego. Nesse caso dos cartões corporativos, os jornais continuam bloqueando qualquer opinião que não se coadune com a "certa". Foi o que fizeram no caso da febre amarela, quando impediram qualquer acusação à mídia por disseminar pânico e ainda acusaram o governo de ser o responsável pelas mortes por uma vacinação imotivada desencadeada por essa mesma mídia.

Hoje, a Folha de São Paulo sai com uma reportagem maliciosa que apresenta gastos da segurança da filha de Lula como se fossem absurdos e sem que o governo fosse ao menos ouvido sobre o assunto. Ora, a simples análise dos gastos diretos de outras esferas de governo mostra que estão tentando transformar em escândalo o que é prática comum na administração pública. Em nenhum país do mundo se questionaria gastos de 50 mil reais EM NOVE MESES com a segurança da filha do primeiro mandatário da nação.

A mesma reportagem ainda mente deliberadamente ao dizer que "O ministro Orlando Silva (Esportes) também anunciou que devolverá cerca de R$30 mil por gastos indevidos em seu cartão". Na verdade, a mentira está na omissão da informação de que o ministro devolverá o total que gastou no cartão em protesto contra a celeuma por ter gastado R$8,30 numa tapioca, e de que depois que seus gastos com o cartão corporativo forem auditados pedirá que a soma lhe seja reembolsada.

Acredito, diante de tudo isso, que está chegando um momento em que só restará ao governo e à sociedade reagirem contra a mídia e a oposição. Lamentavelmente, se Lula não optar pelo enfrentamento da mídia, se não exortar movimentos sociais, sindicatos e cidadãos comuns como nós a irem às ruas em prol do fim da sabotagem do país, essa sabotagem prosseguirá cada vez mais ousada, cada vez mais prejudicial, eventualmente gerando mais mortes, certamente impedindo que milhões deixem a miséria, fatalmente prejudicando o crescimento econômico.

Lula e seus aliados precisam saber o nome do jogo em que a mídia e a oposição meteram o país. Não se trata mais de processo democrático há muito tempo. Não se trata, muito menos, de fiscalização do Estado pela sociedade. Até porque, só uma parte desse Estado é fiscalizada pela mídia, ou seja, a parte controlada pela esquerda do espectro político. Enquanto isso, dezenas e dezenas de denúncias contra o pretenso "presidente eleito" José Serra são escondidas dos paulistas e do resto do país que ele pretende governar a partir de 2010.

O nome do jogo, meus amigos, é guerra. E se Lula não entender isso, mesmo que deixe o poder coberto de glórias, irá nos legar um país comandado pelos mafiosos do PSDB, do PFL e da mídia, que tratarão de doar aos seus comparsas endinheirados o que não conseguiram doar do patrimônio público quando estavam no poder. Além disso, interromperão a distribuição de renda, o acesso dos pobres ao ensino superior, realinharão o país comercial e politicamente a Washington, em suma, saquearão o Estado brasileiro como fizeram entre 1994 e 2002.

Lula precisa tomar coragem e não pensar só em si mesmo. Ele tem que reagir, não por si mesmo ou por seu governo, mas pelas milhões de vítimas da iniqüidade social brasileira, mais uma vez ameaçadas por seus algozes seculares.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

O desespero dos que torcem contra

A oposição e a mídia estão desesperadas!

Há razões para que a oposição e a mídia estejam desesperadas: os sucessos do governo Lula. Tanto que chegam a rogar pragas: afirmam que tudo que aconteceu de ruim no famigerado governo FHC, que fez o povo banir nas urnas o PSDB/PFL, do poder, vai se repetir no governo Lula.

Prevêem apagões, epidemias, caos na economia, desemprego, juros estratosféricos, miséria. O desespero é tão pungente que –pasmem, meus amigos –tem gente comemorando a queda na Bovespa, como ocorreu 2ªfeira, reclamando que queda de 6% é pouco, tem que chegar a mais de 10%; e ficaram indignados ontem, 22/1, porque a Bovespa fechou em alta de 4,45%. Eles estão vibrando com a possibilidade de que uma crise econômica mundial deflagrada pelos EUA atinja o Brasil, para abalar o ciclo virtuoso da economia conseguido pelo governo Lula. Incrível!

Tem gente resmungando que São Pedro é um traidor, pois está chovendo muito em todo o Brasil, e isso afasta o risco apagão. Outros reclamam da UNICEF, pois divulgou que houve uma queda acentuada na mortalidade infantil a partir de 2004, e o país melhorou 27 posições no ranking desse indicador (relatório "Situação Mundial da Infância 2008",divulgado em 22/1/2008). Dizem que a UNICEF está cheia de esquerdistas, que não devia divulgar esses dados que enaltecem o governo Lula.

Tem gente também reclamando de que há somente 11 casos confirmados de febre amarela, e 35 pessoas internadas porque tomaram duplamente a vacina,aterrorizadas pela mídia. Dizem que a mídia tem de inflar o número de pessoas contaminadas até 400, e não tocar no assunto dos que tomaram duplamente a vacina, que é uma oportunidade jogada fora de atacar o governo Lula.

A descoberta do megacampo de petróleo Tupi, pela Petrobras, foi sentida pelas oposição como um banho de água fria; agora desesperam-se com a nova descoberta da Petrobras na bacia de Santos, o campo Júpiter, que assegura ao país a auto-suficiência na produção de gás natural: choram lágrimas de sangue, tamanha a raiva. Uns dizem que tudo isso é mentira, outros dizem que é para encobrir a imensa epidemia de 11 casos de febre amarela. Tem gente bastante alucinada, enlouquecida, pedindo o golpe militar, pedindo que as FA boicotem todos os serviços essenciais, paralisem os céus, a terra e o mar, para impedir os avanços do governo Lula. Vou ser sincera: dou boas gargalhadas ao ler o desespero da oposição e da mídia.

O presidente está coberto de razão quando diz que a oposição está torcendo contra o seu governo; de fato, esses néscios estão torcendo contra o Brasil, estão torcendo contra o povo brasileiro. Mas o pior está por vir para a oposição e para a mídia tresloucada, pois chegaremos em 2010 sem apagão, sem crise econômica, sem FMI, com geração de emprego em alta,com juros em queda, sem inflação, com muitas obras do PAC realizadas, muitas em andamento.

A popularidade do presidente Lula estará lá nas alturas, e o presidente fará com tranqüilidade o seu sucessor. As fontes dessas citações da torcida do quanto pior melhor são os comentários nos blogs da oposição e de alguns blogueiros jornalistas inconformados com o sucesso do presidente Lula. Esses comentários eu faço questão de ler para me divertir muito.

(texto de Jussara Seixas, em seu blog Por um novo Brasil)

terça-feira, dezembro 04, 2007

O strip-tease da Folha de S.Paulo

A manchete deste domingo revela a pretensão do jornal paulista em distorcer fatos e números, além de evidenciar o papel da grande imprensa como elemento central das articulações das forças conservadoras.

(Gilson Caroni Filho, para a Agência Carta Maior)

Que não existem manchetes inocentes todos sabemos. A da primeira página da Folha de S.Paulo de domingo, 2/12/2007 ("65% rejeitam 3º mandato para Lula"), além de não ser exceção, tem dois méritos: revela a pretensão do jornal paulista em distorcer fatos e números de acordo com seus sagrados desígnios, além de evidenciar o papel da grande imprensa como elemento central das articulações das forças conservadoras.

O editorial ("Mania de mudança") justifica o expediente ilusionista da capa. Trata-se de "dar por encerrado o capítulo das grandes reformas que envolvem ciclos eleitorais. O apaziguamento dos partidos a esse respeito é passo crucial para que instituições mais específicas da política, como a fidelidade partidária e o sistema de voto, possam ser aperfeiçoados". Belas palavras para um exercício tão pobre de tergiversação.

Não consta que o governo Lula tenha qualquer vocação autocrática, como gostam de afirmar seus detratores. E muito menos que os processos em curso na América Latina apontem para autocracias. É bom lembrar ao desavisados que o antônimo de oligarquia não é tirania. E as reformas no país venezuelano não significam ditadura à vista.

Confundir, deliberadamente, proposição de um parlamentar para que o presidente possa convocar plebiscitos com aspiração a terceiro mandato faz parte da estratégia política de um projeto derrotado nas urnas. Sem projeto alternativo, vive na lógica enviesada dos factóides que redações prestimosas logo inserem na pauta das discussões políticas. Mas o que título oculta? Na página A-4, é revelado que para 63% dos entrevistados nenhum presidente deve ter esse direito. "O percentual sobe para 66% quando se trata de governadores e vai a 67% no caso de prefeitos". A rejeição a um terceiro mandato não é, portanto, exclusividade do presidente, como é sugerido na esmerada capa.

Se o que define uma manchete é seu caráter remissivo ao que há de mais importante dentre as notícias contidas numa edição, os editores da Folha, numa hipótese tão ingênua quanto remota, não conhecem o ofício.

Se aceitarmos que todo procedimento que falseia a realidade é de ordem ideológica, precisamos folhear o diário da família Frias para chegarmos ao que se busca ocultar. Somente na décima segunda página descobrimos o que produziu o conteúdo estampado na vitrine do produto: em relação à pesquisa anterior, houve uma oscilação positiva de dois pontos percentuais na avaliação do governo. E, fato crucial para redatores zelosos do seu dever de classe, "a aprovação do governo subiu na região Sudeste, entre brasileiros que integram famílias com renda acima de dez salários mínimos, e os que vivem em capitais, e também os mais escolarizados". Ou seja, o aumento de popularidade de Lula também se dá no universo dos leitores da Folha. Um baque para os combatentes Clóvis Rossi, Eliane Catanhêde e Josias de Souza, entre tantos outros.

Como ficam os analistas políticos que, na última pesquisa do Ibope, afirmavam que a oscilação negativa, dentro da margem de erro, sinalizava para uma inequívoca tendência de perda de popularidade do governo? O que tem a dizer, agora, a distinta Lúcia Hipólito, uma das mais falantes "meninas do Jô"? São "momentos dramáticos" para jornalistas e acadêmicos de inclinação tucana.

A pesquisa sai quando soa o alarme para os jornalões. Há movimentos significativos na superfície na política econômica do governo. Já se fala em redução do superávit primário, queda nos juros e intervenção no câmbio. São coisas intragáveis para colunistas que tanto exaltam as virtudes de arrocho fiscal e choque de gestão.

No mais, o que o Datafolha revela quanto a intenções de voto para 2010, é absolutamente previsível. Que os nomes que disputaram a última eleição presidencial fossem mais lembrados não é surpresa. Isso explica a liderança de Serra e, principalmente, o fato de as intenções de voto em Heloísa Helena serem quase o triplo do percentual alcançado por ela no ano passado. Mas seria interessante, do ponto de vista metodológico, incluir Lula em um dos cenários. Apenas como exercício projetivo. E se ele ficasse à frente do governador paulista, como se sustentaria a manchete dominical?

Estamos diante de uma primeira página emblemática. Expôs disputa entre as frações do PIG. Mostrando uma insuspeita desenvoltura, a Folha rebolou em trajes íntimos, alcançando a pole dance do cabaré demo-tucano. Não demora muito e o Globo a desbanca. É uma questão de tempo.