quinta-feira, abril 12, 2007

Geração espontânea, Míriam Leitão e a queda da desigualdade no Brasil

Essa é antológica. Surpreendo-me com um post no blog da porta-voz da era FHC. O assunto é a continuada queda da desigualdade no Brasil, indicada em estudo do IPEA. A mágica do texto é festejar os dados e omitir as responsabilidades. Nem uma palavra sobre a contribuição do governo Lula para o fenômeno.

A queda da desigualdade continua
Míriam Leitão

A queda da desigualdade continua. O livro que será lançado esta semana pelo Ipea disseca uma excelente notícia: o Brasil teve uma forte queda da desigualdade de 2000 a 2005. E traz um alerta: os últimos dados mostravam que a desigualdade havia parado de cair.

A Folha trouxe essa última notícia hoje na primeira página. E, de fato, é isso que está escrito no livro do Ipea. Mas entrevistei um dos organizadores do livro, o economista Ricardo Paes de Barros, e ele disse que os últimos dados da Pesquisa Mensal de Emprego mostram que continuou caindo a desigualdade.

Ela está caindo mais rapidamente do que o Brasil se comprometeu nas metas do milênio.

As razões da boa notícia são várias: a estabilização, a desconcentração industrial, a maior inclusão educacional, a Bolsa Familia.

- Se fosse só uma razão seria preocupante, mas são várias e isso mostra que o processo é sustentável - disse Paes de Barros.

O livro será lançado amanhã no Ipea, no Rio. Eu li e o livro é importante para quem quer entender melhor este velho problema brasileiro: a concentração da renda.

Um comentário:

DANIEL PEARL disse...

Entrevista exclusiva bombástica do ex-repórter da TV Globo, Rodrigo Vianna: demitido após se recusar a assinar um abaixo-assinado defendendo a cobertura eleitoral da emissora, fala com exclusividade ao Fazendo Media e ao blog "Desabafo País" confirma que, de fato, existe interferência política no Jornal Nacional. No final do ano passado, Rodrigo denunciou as distorções praticadas pela TV Globo para prejudicar a campanha de Lula e favorecer Geraldo Alckmin. Mas não aconteceu apenas durante as últimas eleições. Nesta entrevista, Rodrigo conta dois outros episódios em que foi vítima de censura e se pergunta: "Será que a Globo fez uma opção parecida com a da Igreja Católica de Ratzinger: ficar mais coesa, mas também menor e mais reacionária?" Acesse o DESABAFO PAÍS: http://desabafopais.blogspot.com .Um abraço, Daniel.